Planejamento Estratégico

Blog sobre Planejamento Estratégico Orientado a Resultados

Neste site você irá encontrar um amplo acervo de informações sobre Administração e Gestão. Você irá conhecer os principais modelos, métodos e teorias administrativas. Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área.

É vantajoso fazer uma pós-graduação?

Após concluir o curso de graduação, e ter passado longos anos estudando, muita gente se pergunta se é mesmo necessário e vantajoso fazer uma pós-graduação.

Uma pós tem como função principal aprofundar o conhecimento em uma determinada área, mas também é a oportunidade para quem deseja ampliar a atuação profissional, dar suporta à alguma competência que ficou com carência ou ainda, quem deseja entrar na carreira acadêmica.

Fazê-la ou não, vai depender do seu objetivo profissional. Em alguns casos, cursos técnicos são muito mais relevantes.

Pense que, fazer uma pós somente para constar no currículo, não é uma boa alternativa. Deve haver uma real necessidade dentro das funções dela, como as que citamos acima.
O curso exige investimento de dinheiro e tempo, e só será vantajoso se der retorno em conhecimento e reconhecimento compatíveis.

Como tirar maior proveito da sua pós-graduação

Se você decidiu que deve sim fazer uma pós-graduação, então deve tirar o máximo proveito dela. Não a encare somente como um título, mas como uma grande oportunidade de aperfeiçoamento profissional como um todo.

Além do aprendizado, a pós deve ser usada para ampliar sua rede de contatos e praticar aquilo que é aprendido. Aproveite esse período para participar do maior número de eventos, conhecer pessoas e estabelecer conexões.

Diferente da graduação, em uma pós, é necessário fazer pesquisas e trabalhos práticos. Considere-os como reais oportunidades de aprendizado, onde ainda são permitidos erros.

Como escolher uma boa pós-graduação

Para que seus objetivos sejam efetivamente alcançados, é importante escolher uma boa pós-graduação.

A primeira coisa a ser feita é uma pesquisa dos cursos disponíveis na área. Avalie bem qual atende às suas necessidades.

Atente-se também para a qualidade da instituição e como ela é vista pelo mercado de trabalho.

Os professores é outro fator que deve ser levado em consideração na hora da escolha. Verifique a didática de ensino, se estão preocupados em atualizar-se e oferecer o que há de mais recente no mercado.


Categoria: Outros | 10.julho.2014 | sem comentários | Comentar



Fundação Estudar lança programa gratuito para inserção de jovens universitários no mercado de trabalho

Projeto “Imersão Negócios” recrutará 80 estudantes e recém-formados para dar suporte à definição de carreira no setor empresarial

A Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos que visa potencializar jovens talentos, está lançando um novo programa para inserir estudantes universitários e recém-formados no mercado de trabalho. O projeto “Imersão Negócios”, que será realizado na cidade de São Paulo entre os dias 27 e 31 de janeiro de 2014, focará em treinamento e preparação para quem deseja trabalhar em grandes empresas.

Durante os cinco dias, 80 jovens receberão treinamento de consultores, suporte para definição de carreira no setor empresarial e assistirão a palestras e workshops sobre como funciona na prática o dia a dia de trabalho nas áreas de Marketing, Recursos Humanos, Finanças e Operações.

Os jovens também terão a oportunidade de visitar e conhecer as áreas das empresas parceiras do “Imersão Negócios”, experiência similar a um job rotation. Ao fim do programa, os candidatos passarão por uma rodada de recrutamento e seleção dessas renomadas companhias para vagas de estágio e trabalho.

Para participar do processo seletivo, que avaliará competências e experiências curriculares prévias, é preciso estar matriculado em um curso de graduação ou ter se formado recentemente, além de ter interesse na carreira corporativa. As inscrições são gratuitas e vão até 12 de janeiro de 2014 no sitewww.napratica.org.br/imersao.


Categoria: Outros | 01.janeiro.2014 | sem comentários | Comentar



HSM Expomanagement 2013 – Dia 3 – Tarde

A última tarde do evento começou após uma apresentação da orquestra do Maestro João Carlos Martins, que eu não consegui assistir para almoçar e publicar o texto da manhã.
A primeira palestrante da tarde foi Betania Tanure, que é professora na PUC e veio falar sobre Inércia Organizacional x Desempenho Extraordinário. A palestra não foi inercial por que o conteúdo estava indo bem, mas de repente caímos em um abismo de subjetividade e superficialidade, e eu preferia a inércia.
Ela tentou envolver a plateia com perguntas, histórias com o público e dando oportunidade para um diálogo com a pessoa ao lado na plateia. Pra mim, não colou.
Em seguida, com esta baliza, Clovis de Barros Filho fez sua melhor aparição entre as 3, e pela felicidade da plateia com alguns berros e palavrões, deve ser algum tipo de piada corporativa (estilo Dilbert), que só o pessoal das grandes corporações deve achar engraçado. Deve não, pois ele foi aplaudido de pé, por uma platéia muito entusiasmada.
Depois destas duas falas parei para pensar que é importante o time do evento saber o que cada participante (ou cluster) espera, e, no meu caso, sou mais conteúdo técnico, e que de preferência não seja facilmente lido em livros/artigos/revistas. A bull-shit corporativa não me apetece nem um pouco.
Em seguida tivemos Jaime Troiano, presidente do Grupo Troiano de Branding, sendo este o assunto que ele veio tratar. Ele usou a frase de Nick Graham, de que a marca é o parque de diversões, e o produto é o souvenir.
E apresentou um gráfico muito bacana, retirado do livro “Firms of Endearament”, onde um portifólio de marcas que inspiiram cresce 2-3x mais que as “Good to Great” do Jim Collins, e quase 10x mais que as empresas do S&P 500.
Ele deu um nome bacana para o momento atual, de que falta profundidade, e que as pessoas são muito movidas pelo aqui e agora, sem se preocupar com a longevidade, e os efeitos duradouros de uma marca. Falou que as marcas que geram valor são as que conseguem se colocar como relevantes, ou seja, que conseguem mostrar ao cliente que ele vai atingir a posição que eles querem atingir.
Deixou uma pergunta no ar para definir o propósito da marca: “O que o mundo perderia se a sua marca deixasse de existir amanhã?”.
Mandou muito bem contando a história (e mostrando o vídeo) sobre a mudança de slogan da Rede Globo, de “A gente se vê por aí” para “A gente se liga em você”. E por final, citou 6 armadilhas que fazem empresas acabarem com o valor da sua marca, entre elas: mudar de agência de comunicação sempre, achar que marca é só responsabilidade do Marketing, e ignorar o pessoal do RH na discussão de marcas.
E, por último, provavelmente o mais esperado do evento, e que dispensa introduções: Philip Kotler.
Ele começou perguntando quem já havia lido o livro dele, e dizendo que os livros não servem mais para o mercado de hoje, e por isso está na 14a edição.
Ele disse que a palestra será focada em crescimento (Growth), e disse que um dos caminhos é M&A (Mergers and Aquisitions, Fusões e Aquisições), e disse estar chateado por que agora os brasileiros são donos de 3 marcas genuinamente americanas: Heinz, Burger King e Budweiser.
Disse também que o Brasil, nos últimos 30 anos, cresceu consistentemente 5% ao ano, só perdendo para a China, 8% a.a. E falou que desde 2008 estamos vivendo uma grande recessão, que este ano vai fazer o Brasil crescer 2,5% este ano, e que vai continuar assim nos próximos anos, e que ele não vê nada acontecendo para melhorar isso, e para nós ficarmos felizes, pois há países como a Espanha que ainda não possuem horizonte de voltar a crescer.
Ele disse que a China também está crescendo menos, e que o caminho para eles é criar um mercado consumidor maior, pois se focaram em apenas exportar. E que o Brasil tem déficit (acho que não), e que sempre foi um importador, e desenvolveu seu mercado interno, mas não focou em construir marcas globais.
Disse que o primeiro plano de dominação mundial do Brasil deveria ser a América Latina (em breve, Grupo WTW Paraguai), e que o livro novo dele indica 8 caminhos para crescer.
Ele mostrou então um mapa da terra que ele chamou de “A Oportunidade”, que mostra que temos 7 bi de pessoas, mas que 5 bi são pobres e não possuem poder de compra (parte escura do mapa):
Mapa mundi mostrando os 5 bilhões de pobres
Ele comentou que, em sua visita à India, lá as pessoas compram cigarros por unidade, e que as pessoas não tem poder de compra para 20 cigarros? Ele citou o excelente trabalaho de C.K. Prahalad, “Fortuna na base da pirâmide” e também um livro dele mesmo, que indicam caminhos para atender este mercado de 5 bilhões de pessoas.
Depois deste mapa, seus slides voltaram para o velho e conhecido padrão “Transparência”, e Death by Powerpoint, mas com muito conteúdo.
Ele comentou que as grandes multinacionais européias e americanas estão perdendo espaço para as do BRIC, que vêm com menor preço, menor custo, e estão sendo criadas com tecnologias mais modernas. E que estas empresas não estão procurando margens de 1-5%, mas sim 40%, e com alto desejo de consumo, globalmente.
E então ele apresentou os capítulos do livro dele, com alguns comentários sobre cada caminho:
1 – Construindo seu share (fatia) de mercado
2 – Desenvolvendo consumidores, fornecedores e acionistas comprometidos
3 – Construindo uma marca forte
4 – Inovando em produtos, serviços e experiências
5 – Expansão Internacional
6 – Fusões, Aquisições, Parcerias e Joint Ventures
7 – Criar uma grande reputação de responsabilidade social
8 – Parcerias com o governo e ONGs
Ele lembrou que o custo de se manter um cliente B2B é de 20-50 vezes menor que o de atrair um novo.
Vou ficando por aqui, e espero ter conseguido passar uma visão de insider do evento, e um pouco também das ideias aqui transmitidas! Até o próximo evento, e acesse os outros artigos do blog.

Categoria: Outros | 06.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



HSM Expomanagement 2013 – Dia 3 – Manhã

A manhã do último dia de evento começou com Bill George, professor de Harvard e ex-Chairman e ex-CEO da Medtronic, e, no período que esteve à frente da companhia, alavancou seu valor de mercado de U$1 bi para U$60 bi.
E que cartão de visitas! Porém, na palestra, conseguiu falar, na primeira metade da palestra, sobre o óbvio, e na outra metade fez merchandising de seu livro (Your True North, ou Seu Norte Verdadeiro). O tema da palestra foi liderança, assunto em que é difícil se diferenciar, aparentemente mesmo tendo uma enorme bagagem.
Este conceito do norte verdadeiro é uma analogia com navegação magnética (bússola), onde temos o norte mostrado na bússola, e o norte verdadeiro, que é calculado independente das influências do campo magnético da terra. Em um voo, é importante conhecer o norte verdadeiro (e o GPS acha fácil), para que você não se perca de sua rota.
No caso do livro, ele colocou que você precisa conhecer sua história de vida (e ele contou a dele, claro…), sua Via Crúcis (suas provas mais difíceis, onde suas decisões vão fazer toda a diferença, e sua Experiência Definitiva de Liderança. Achei o conceito todo muito subjetivo (ou seja, funcionou para ele), mas tive dificuldade de extrair conteúdo real podendo ser extrapolado para outras realizadas.
Algo muito bacana que acompanhou a palestra, foi o pessoal da ViaMosaico.com.br fazendo um desenho estilo as animações da RSA sobre o que ele ia falando na palestra (e isso aconteceu nas outras duas palestras da manhã também). Ficou muito legal, e me diverti mais ainda a hora que ele começou a contar a história de vida dele, e a ilustradora pode sentar (ou deitar?) para descansar, pois não teve muito conteúdo abstrato, só sua história pessoal.
O próximo, e bastante esperado, palestrante foi Vicente Falconi, consultor mineiro, 73 anos, e teórico de confiança dos feras da 3G: Lehmann, Sicupira e Telles. Ele já entrou no palco contando um pouco o que foi começar a trabalhar com este time de malucos, na década de 80.
Ele comentou também sobre o forte pilar de gestão que é: Liderança, Conhecimento Técnico e Método. E que, faltando uma das partes, vai impactar diretamente nos resultados.
O formato da participação dele foi diferente, onde as pessoas, nos últimos 30 dias, usando o Twitter, enviaram perguntas que foram organizadas pelo time da HSM, e apresentadas ao Falconi pelo Maurício, CEO da HSM.
A habilidade dele de responder a pergunta de maneira ampla, e entregar uma resposta completa (e simples de entender!) é muito boa. Ele foi questionado sobre metas desafiadoras, e respondeu que atingir metas é limitado pela velocidade de aprendizado do time. As metas precisam ser definidas coordenadas matematicamente em cada setor, da operação à direção, e que isso é mais desafiador do que parece.Não adianta dar meta de 30% de crescimento para o comercial e 20% para a produção.
Quando questionado sobre crescimento acelerado, ele comentou que a empresa vai com um entusiasmo grande, mas cresce mais rápido do que as pessoas, e aí dá tudo errado. Ele citou que a empresa tem que crescer “com as pessoas na frente”. Ou seja, crescer com excesso de gente, pois o crescimento vai deixar pessoas para trás, e, para o darwinismo entrar em ação, vocé precisa ter espécimes (aliterei um pouco as palavras aqui).
Definiu líder como aquele que atinge metas através de sua equipe, sempre pautado por ética. Sem deslizes ou justificativas. As metas são definidas quando existem lacunas (gaps), oportunidades de aprender, pois, e você ainda não está atingindo a meta desejada, é por que não sabe tudo o que precisa ainda. E este saber não é Platão, Aristóteles ou Jim Collins, as vezes é saber que tem que alinhar a mesa antes de começar a cortar garrafas (exemplo da Bhrama).
Ele disse que líder precisa ter consciência do que precisa ser aprendido, para garantir que os planos de ação sejam focados nestes aprendizados. O resultado vai ser conseqüência natural disso. Se você só coordena processos, e não tem planos de ação ou projetos em paralelo, vai sempre se limitar pelo conhecimento atual. Agora, se nem o procedimento atual consegue fazer com excelência, o primeiro plano de ação é garantir isso. Cumpirda esta etapa, agora pode partir para os planos de ação.
Ele falou sobre as pessoas com resistência à mudanças, e disse que a única diferença entre os resistentes e os inovadores é que os primeiros tem medo do desconhecido e o segundo não (e as vezes até gosta). Quer fazer mudanças? Comece com quem quer e abandone quem não quer!
Ao final, o mediador Maurício perguntou quem inspirou Falconi, que disse ser muito grato pelos japoneses, que ensinaram muita coisa para ele. Na década de 80, numa visita financiada pelo governo brasileiro pelos Estados Unidos, Japão e Europa, e escolheram o Japão, pois eles são muito focados em execução, e aprender as coisas executando, e também valorizam muito a simplicidade e praticidade.
A imitação dele de japonês envergonhado foi muito boa!
Ele disse também que foi muito influenciado por Maslow, René Descartes e aos 3 amigos da 3G. Com estes últimos, disse que aprendeu muito sobre meritocracia, e que mérito não é bônus, é só dar o mérito para quem o tem. E complementou que meritocracia é como uma taça de cristal, pois, uma vez que você quebra, não há mais como voltar atrás, e que, apesar de ser bonito, politicamente correto, e fácil de falar, mas dificílimo de colocar em prática.
Ainda sobre os aprendizados do pessoal da 3G, foi sobre o foco financeiro, de que todos os negócios e projetos deles sempre se orientam pelo financeiro, e que o Caixa é a pressão sanguínea da empresa.
Terminou falando do projeto Ismart.org.br - que leva educação de qualidade à jovens carentes, e fez uma chamada ao público do evento para tentar levantar R$1.5 mi hoje, para ajudar o projeto.
O próximo palestrante foi Regis McKenna, também autor de marketing, e reconhecido por ter trazido o conceito de marketing e produto para o Vale do Silício, e falou sobre a convergência entre TI e Marketing.
Ele começou apresentando dois livros que ele publicou no passado, em 1985, falando sobre novas tecnologias e conceitos, e em 1991 com a ideia de que marketing é toda a empresa, e não só o que o departamento de marketing faz. Depois, em 1997 ele introduziu a ainda criança internet, falando sobre o marketing em tempo real. E seu último seu livro de 2002, Total Acesso, onde ele fez o questionamento entre o broadcast e a interação com o consumidor. Ele anunciou a evolução das transações para as interações.
Em seguida ele fez uma lista das principais tecnologias que influenciaram o marketing ao longo do tempo, desde o início do século XX: produção em massa, a mídia de massa, os primeiros computadores (mainframes), o microprocessador, software, internet, dispositivos móveis, mídias sociais, armazenamento de dados na nuvem e big data.
E listou também as principais tendências para 2013-2020: cobertura geográfica da internet, mídias sociais, smartphones, aplicativos (Apps), a internet das coisas (the internet of things, já abordada pelo Lloyd, da Cisco), armazenamento em nuvem, big data e sistemas de decisão em tempo real.
Sobre o armazenamento nas nuvens, citou os três serviços mais populares: Google,  iCloud (Apple) e AWS (Amazon). E comentou que todo o conteúdo das redes sociais já está nas nuvens.
Contou também sobre o exemplo do processo de lançamento de um software: configurar uma nuvem, desenvolver um App específico, o App alimenta a base de dados, criar videos no Youtube para testemunhos de clientes e treinamento, engajamento em grupos do Facebook, Linkedin para identificar potenciais fornecedores e funcionários, Twitter para notificar atualizações, correlacionar informações de mercado para oferecer produtos.
Para que a estratégia de identificar demandas pelas redes sociais, são necessários sistemas de armazenamento e interpretação de dados em tempo real, para aproveitar estas oportunidades.
Na relação de TI e Marketing, ele considera que 80% do trabalho do marketing é feito em softwares, estes controlados pela TI. Mostrou também 3 pesquisas diferentes que mostram como os setores de marketing estão despreparados para o volume absurdo de mudanças, e alguns culpam a TI por isso.
Estamos agora na reta final do evento, e a tarde do último dia vai encerrar com Phillip Kotler.
Alguns pontos finais sobre as facilidades do evento:
- o evento disponibiliza equipamentos de tradução simultânea para todos os convidados, e faz tradução simultânes do inglês para o português, e vice-versa
- eles disponibilizam um guarda-volumes enorme, para as centenas de pessoas que vêm ao evento com suas malas, principalmente no último dia
- o almoço é muito bem servido, e sempre com uma sobremesa também deliciosa

Categoria: Outros | 06.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



HSM Expomanagement 2013 – Dia 2 – Tarde

A tarde começou com o canadense Robert Lloyd, CEO Global da Cisco System, e o assunto foi tecnologia. Ele começou levantando que até 2020, existem U$14 tri a serem aproveitados no aumento de eficiência em gestão de processos de negócios.
Neste cenário, ele colocou a “internet of things” (internet das “coisas”, querendo dizer objetos conectados à rede. Hoje temos cerca de 10 bilhões de devices (itens), sendo que 7 bilhões são celulares, e estima que até 2020 teremos 500 bilhões de devices conectados.Ele disse que neste cenário, a Cisco fica feliz pois isso é difícil de fazer, mas que os gestores é que têm de ficar satisfeitos pela potencial melhoria no bottom-line dos negócios.
Exemplos de devices: comida (para não vencer), água (em recipientes, claro), automóveis (todos os carros identificados, sem mais acidentes, mas sem trânsito ele não garante, hehe), saúde (conectar dados sobre diagnósticos).
Para isso acontecer, ele disse que precisamos quebrar alguns paradigmas: sistemas isolados (medidores de luz, planilhas, cérebros), padrões abertos (Open Standards e APIs, para que sistemas possam conversar entre eles) e redes interconectadas (o banco de dados de uma empresa conversa com a outra, com o governo, os clientes, etc…).
Comentou também sobre as apostas da Cisco em cidades conectadas, envolvendo a gestão pública (trânsito, lixo, iluminação pública, etc…) e citou a cidade do Rio de Janeiro como foco das primeiras iniciativas deles, várias delas já estando implementadas até as Olimpíadas de 2016.
Lembrei-me da história que meu professor Dario Lima contou à minha turma de faculdade, de que em uma visita à sede da Microsoft em Washington, ainda em 2004, a empresa defendeu este conceito sob a alcunha de “conectividade” (termo este que Lloyd usou na palestra). 9 anos depois, e ainda estamos engatinhando.
Depois dele, tivemos nova participação do Clóvis de Barros Filho, que contou mais piadas e divertiu a galera. Entendi que a ideia é dar uma interrupção nas ideias pesadas, mas acho que, pelo preço que cobram, tinha que ter mais conteúdo pesado, que incitasse o pensamento. Cansou? Vai para a área aberta ver as promotoras de estande.
Continuando a tarde, outro gigante da estratégia, Gary Hamel, assumiu o palco para falar sobre “How to Hack Management”. A palestra veio bastante na contra-mão do que Porter falou, e também contra o que a CEO da IBM disse ontem, de que o CEO é o capitão de uma embarcação.
Neste ponto, o argumento é que o CEO, mesmo que bem intencionado, exerce uma espécie de “tirania soft“, onde aprova tudo aquilo que incrementa o ststus quo, mas tem uma defesa natural contra iniciativas inovadoras.
Sobre sua visão de estratégia, o discurso foi muito alinhado com o que o Govindaranjan falou mais cedo, sobre a inovação ter de ser a locomotiva de qualquer estratégia, num mundo em constante mudança. O argumento de Govindaranjan foi um pouco mais conciso, pois este soube reconhecer a importância do dia a dia, o presente.
Um dos argumentos fortes dele foi colocar que há 30% de chance de que uma empresa nos top 20% de um mercado, não estará mais neste ranking em 5 anos. Pisou também nos calos da Microsoft (e de Steve Ballmer), dizendo que as ações da Microsoft não valorizaram (nem desvalorizaram) nada há 10 anos, pois ela entrou atrasada em TODAS as tendências de mercado, exatamente por esta “tirania”.
Depois ele falou de algumas práticas que têm funcionado nas pequenas empresas, e que as grandes deveriam aprender dali. Falou que não existe (com uma exceção) nenhuma empresa que é globalmente alinhada, e totalmente distribuída. A exceção seria uma das maiores processadoras de tomate do mundo, chamada Morning Star.
A provocação e o exemplo foram bonitinhos, mas me pareceram retóricos demais, o que me fez lembrar de Jim Collins e sua metodologia quantitativa para tentar entender o que funciona e o que não funciona, e, em sua pesquisa (pelo menos até onde conheço), estrutura organizacional nunca foi diferencial em gestão, e a negócios de sucesso possuem alguns pilares sólidos, que vêm sobrevivendo ao teste do tempo. Claro que, num mundo que cresce exponencialmente e muda de maneira “insana”, muita coisa vêm mudando, e espero ver estes impactos de camarote!
Até pelo título da palestra dele, associado ao conceito de Hacking (to hack: alterar algo, mudar a essência do funcionamento), de que ele leu “A Catedral e o Bazar” do Eric Raymond e está utilizando como seu manifesto. Não me entenda mal, adoro o artigo e o conceito, mas não acho que é a resposta nem para 10% dos problemas das organizações, mas ele poderia dizer que estou dizendo isso por me apoiar numa lei antiga, de um tal de Pareto, que deve ser meio ultrapassada para ele…
Para encerrar o dia tivemos Michael Beer, professor emérito da Escola de Negócios de Harvard (Harvard Business School), e Chairman da TruePoint, empresa de consultoria, que falou sobre alto comprometimento e alta performance.
Discutiu a questão da organização ser mais que sua estrutura e sua estratégia, e que, ainda mais no mercado em constsnte mudança, independente do ramo de atuação, são a atitude e os valores das pessoas da equipe que vão levar as organizações a algum lugar. Falou então da importância que existe em deixar claros os valores e princípios da organização, para atrair pessoas que se identifiquem e se motivem por estes.
O exemplo da vez foi a HP, e seu sistema de bonificação não-financeira, orientada a valores, e também de valores que vão além das demandas dos acionistas, como forma de inspirar os funcionários.
Ele não conseguiu caminhar por nem metade dos slides previstos no tempo permitido, mas deixou um comentário sobre um dos grande empecilhos na definição e execução das estratégias: “por tabu, as pessoas não conversam sobre as coisas mais importantes”, cenário este que vejo (e luto contra) no meu dia a dia.
O dia se encerrou com ótimos insights, espero poder processá-los nos próximos 10 anos!
Amanhã teremos Regis Mckenna e Phillip Kotler, então é Marketing Day! Sem falar no Vicente Falconi, que espero que traga boas ideias, como é de praxe!

Categoria: Outros | 05.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



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