Os Tipos de Organização e o Terceiro Setor

Categoria: Outros | 10.01.2019 | sem comentários



Tipologia das Organizações

As organizações existem para atender as necessidades humanas e podem ser entendidas como sendo o hábitat do administrador. Organização é um grupo de pessoas que possuem os mesmos interesses; o Estado, as associações, a Igreja, comunidades, as empresas e os departamentos ou seções das mesmas, entre muitas outras, são consideradas organizações.
Litterer (1980, p.16) interpreta que, “as organizações funcionam como instrumentos sociais para a produção de bens e/ou para a prestação de serviços de que a sociedade necessita”. Litterer ainda ressalta que as organizações são sistemas, ou seja, um conjunto de elementos interligados que contribuem para uma finalidade ou uma função.
De acordo com Hampton (1992, p.8), “uma organização é uma combinação intencional de pessoas e tecnologias para atingir um determinado objetivo”. Ele afirma que toda organização é composta de três partes básicas: pessoas, tarefas e administração; dessa forma a administração envolve planejamento, organização, direção e controle do desempenho daquelas pessoas, organizadas para suas tarefas.
Segundo Chiavenato (1997, p.1), “as organizações são constituídas de recursos humanos (pessoas) e de recursos não-humanos (recursos físicos e materiais, recursos financeiros, recursos tecnológicos, recursos mercadológicos etc)”. Chiavenato (1997) também explicita que as organizações são extremamente heterogêneas e diversificadas, e ainda menciona que a mesma organização nunca é igual ao longo do tempo.
Para Maximiano (2004), uma organização é um sistema de recursos que, através dos processos de transformação e divisão do trabalho, procura realizar algum tipo de objetivo ou conjunto de objetivos.
É possível notar, que vários autores concordam quando se diz que as organizações, não importando sua natureza, tamanho, pessoal, ramo de atividade, valores etc; têm apenas um objetivo, o de atender as pessoas, através da união de esforços.

O Terceiro Setor

A sociedade é composta por três setores, o poder público corresponde ao Primeiro Setor, o Segundo Setor é representado pela iniciativa privada, enquanto o Terceiro Setor conta com as instituições de caráter público, mas mantidas pela iniciativa privada.
Rifkin (1996, p.263) descreve o Terceiro Setor,

[…] como setor independente ou voluntário, é o domínio no qual padrões de referência dão lugar a relações comunitárias, em que doar do próprio tempo a outros toma o lugar de relações de mercado impostas artificialmente, baseadas em vender-se a si mesmo ou seus serviços a outros.

Segundo Cavalcanti (2006, p.222),

O Terceiro Setor, […] opera com o objetivo macro de garantir e promover a cidadania de todos. Como o Estado não consegue fazê-lo sozinho e a iniciativa privada simplesmente não quer ser, e também não é a única a ter responsabilidade nessa matéria, o terceiro Setor é o agente viabilizador, pois não é Estado nem mercado, mas opera em benefício público.

Cavalcanti (2006, p.86) ainda assinala que as organizações do Terceiro Setor tendem a apresentar as seguintes características:

• Autonomia relativa ao aparelho formal do Estado (todavia, exercem uma atividade complementar em relação às políticas públicas e sociais-governamentais; portanto estão voltadas ao atendimento de propósitos públicos);
• Estrutura não voltada à distribuição de lucros a acionistas ou diretores;
• Utilização do trabalho voluntário e/ou trabalho cooperativo;
• Reintrodução da noção de cidadania (colaboração com o bem comum e com o desenvolvimento social sustentável, tanto para o indivíduo como para as empresas).

De acordo com Fernandes (1994, p.27), ele é composto por

Organizações sem fins lucrativos, criadas e gerenciadas com ênfase na contribuição voluntária, num âmbito não-governamental, dando prosseguimento às práticas da caridade, da filantropia e do mercado e expandindo o seu sentido para outros domínios, em decorrência do fortalecimento da sociedade civil e conseqüentemente cidadania.

Hudson (1999) afirma que fazem parte do Terceiro Setor, as instituições de caridade ou beneficentes e outras organizações que têm objetivos para com o social em vez de econômicos; entre elas estão as organizações religiosas, as voluntárias; as associações que podem proporcionar lucro, mas não o distribui; as organizações não-governamentais (ONGs), dedicadas à defesa de uma causa; entre outras. Na Figura 2, Hudson aponta as organizações típicas do Terceiro Setor e suas as fronteiras com os outros setores.

Ioschpe (2000), por meio da Tabela 1, mostra como os três setores podem contribuir para o desenvolvimento da comunidade de acordo com algumas variáveis essenciais, e como eles podem gerar o benefício mútuo ao trabalharem juntos.

Fonte: Ioschpe (2000, p.137)

Quadro 1 – Abordagens combinadas para o desenvolvimento da comunidade

O site Filantropia.org aponta, como sendo os principais personagens dentro do Terceiros Setor, as entidades beneficentes, as ONGs, as entidades sem fins lucrativos, e as fundações. De acordo com o mesmo, as fundações “são as instituições que financiam o terceiro setor, fazendo doações às entidades beneficentes. No Brasil, temos também as fundações mistas que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios”.
O Código Civil, revisado e editado em 2002, declara que “a fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência”.
Portanto, entende-se por entidades fundacionais, aquelas organizações que prestam serviços com finalidades sociais e compartilham bens com a comunidade.



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