A importância da gestão de custos em empresas rurais

O processo de modernização da agricultura, durante o século XX, trouxe consigo a idéia de eficiência produtiva, ou seja, necessidade de maximizar o uso dos fatores de produção, a fim de obter maiores níveis de produtividade e rentabilidade.

Nos últimos anos, cada vez mais a agricultura e a pecuária intensificam-se, o que possibilita melhoria significativa do aumento de produtividade. Por outro lado torna-se necessário o desembolso de quantias vultosas para o empreendimento. Há ainda, uma tendência de redução de preços dos produtos agropecuários associada à elevação dos custos de produção resultante do aumento dos encargos de financiamentos bancários, diminuição dos volumes de financiamentos oficiais, elevação da carga tributária e dos encargos sociais, e elevação dos preços dos insumos básicos.
Diante desta situação, há a necessidade de adoção, por parte dos empreendimentos agropecuários, de modelos administrativos que busquem a redução dos custos de produção e o aumento do faturamento através da adequada inserção do empreendimento na cadeia produtiva e, pela definição correta do produto, do processo de produção, das técnicas de gestão e escoamento de produção.
Nesse sentido, a administração rural se tornou uma alternativa para se identificarem os principais gargalos dentro dos sistemas produtivos, levantando informações que possam gerar intervenções a fim de aumentar a sua eficiência.
No entanto, observa-se que ainda hoje boa parte dos produtores rurais adota decisões condicionadas apenas à sua experiência, à tradição, potencial da região e à disponibilidade de recursos financeiros e de mão-de-obra. Quando a rentabilidade é baixa, o produtor percebe, mas tem dificuldade em quantificar e identificar os pontos de estrangulamento do processo produtivo. Daí a importância de uma boa gestão de custos que auxilie o produtor na tomada de decisões estratégicas em seu empreendimento.
Quando se busca, dentro do arcabouço da administração, verificar a rentabilidade e quantificar os centros de gastos de uma atividade produtiva, desenvolve-se uma análise de custos de produção. Existem várias finalidades para a determinação do custo dentro de uma empresa rural através de critérios gerenciais que buscam uma maior capacidade gerencial por meio do suprimento de informações relevantes sobre seus diversos produtos, serviços ou atividades operacionais. O controle dos custos parciais de cada atividade poderá orientar o gestor destas empresas da seguinte maneira:
mostra os gastos dos diferentes empreendimentos;
possibilita calcular os rendimentos das diversas culturas e criações;
permite a determinação do volume do negócio;
indica as melhores épocas para a venda e aquisição de produtos;
permite o cálculo dos custos da produção; e
permite o cálculo das medidas de resultado econômico.
Entretanto, os custos de produção, importante ferramenta de análise econômica, são variáveis desconhecidas pela imensa maioria dos produtores brasileiros, sendo esse desconhecimento um importante ponto de estrangulamento da cadeia produtiva pecuária, já que essas informações são imprescindíveis para o processo de tomada de decisões.
As propriedades rurais que não têm controle dos seus custos e orçamentos apresentam certos riscos dentre eles: desconhecimento do resultado do negócio, aumento ou diminuição das atividades exploradas, investimentos desnecessários, facilidade de endividar-se e perda de ganhos obtidos por produtividade. Alguns dos elementos que criam à necessidade de reestruturação na gestão da propriedade são: o alto endividamento, descapitalização, aumento do custo financeiro, margens de lucros declinantes, escassez ou aumento dos custos dos insumos e serviços e falta de crédito.
O objetivo mais importante dos registros agropecuários em uma empresa rural, sob o ponto de vista da administração, é a avaliação financeira e a determinação de seus lucros e prejuízos durante um determinado período, fornecendo subsídios para diagnosticar a situação da empresa e realizar um planejamento eficaz. Obter essas informações passa a ser mais importante quando inserimos essa organização dentro do contexto complexo e dinâmico do mercado de nossos dias, que exige maior competitividade de seus produtos e serviços.
Deste modo, vemos que é fundamental que o produtor rural esteja bem informado sobre a composição e o comportamento de seus custos para elaborar estratégias de ação fundamentadas em dados confiáveis, ponderadas e que busquem as melhores alternativas possíveis, além de possibilitar a visualização antecipada de restrições e dificuldades impostas pelas mudanças nos níveis de preço de mercado dos elementos componentes do custo rural.
Para finalizar, como argumenta Peter Drucker (2003), a administração deve colocar o desempenho econômico em primeiro lugar, pois uma empresa só justifica a sua existência mediante os resultados econômicos que produz, independente dos demais resultados que obtiver.
Referências Pesquisadas
ARAÚJO. M. J. Fundamentos de Agronegócios. São Paulo: Atlas, 2003.
CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Custos: um desafio para a gestão no agronegócio. 2004. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009. . Acesso em 26 set 2009.
CALLADO, Antônio André Cunha; CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Gestão e custos para empresas rurais. 2005. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.
DRUCKER, Peter Ferdinand. A Administração na próxima sociedade. São Paulo: Nobel, 2003.
HOFFMANN, Rodolfo; ENGLER, Joaquim de Camargo; SERRANO, Ondalva; THAMER, Antonio C. de Menezes; NEVES, Evaristo Marzabal. Administração de
Empresa Agrícola. São Paulo: Pioneira, 1984.
IRRIBARREM, Cilotér Clovis. Gestão da propriedade rural. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.
NANTES, José Flávio Diniz; SCARPELLI, Moacir. Gestão da Produção Rural no Agronegócio. In BATALHA, Mario Otávio (Coord.). Gestão Agroindustrial: GEPAI: Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustriais. Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. p. 556 – 584 [7].
OLIVEIRA, T. B. A., et al. Índices técnicos e rentabilidade da pecuária leiteira. Scientia agrícola. Piracicaba, v.58, n.4, p.687-692, 2001.
VIANA, J. G. A; Silveira, V. C. P. Custos de produção e indicadores de desempenho: Metodologia aplicada a sistemas de produção de ovinos. Custos e @gronegócio on line – v. 4, n. 3 – Set/Dez – 2008. Disponivel em: www.custoseagronegocioonline.com.br. Acesso em 26 set 2009.

Autora: Maira Lopes

O processo de modernização da agricultura, durante o século XX, trouxe consigo a idéia de eficiência produtiva, ou seja, necessidade de maximizar o uso dos fatores de produção, a fim de obter maiores níveis de produtividade e rentabilidade.

Nos últimos anos, cada vez mais a agricultura e a pecuária intensificam-se, o que possibilita melhoria significativa do aumento de produtividade. Por outro lado torna-se necessário o desembolso de quantias vultosas para o empreendimento. Há ainda, uma tendência de redução de preços dos produtos agropecuários associada à elevação dos custos de produção resultante do aumento dos encargos de financiamentos bancários, diminuição dos volumes de financiamentos oficiais, elevação da carga tributária e dos encargos sociais, e elevação dos preços dos insumos básicos.

Diante desta situação, há a necessidade de adoção, por parte dos empreendimentos agropecuários, de modelos administrativos que busquem a redução dos custos de produção e o aumento do faturamento através da adequada inserção do empreendimento na cadeia produtiva e, pela definição correta do produto, do processo de produção, das técnicas de gestão e escoamento de produção.

Nesse sentido, a administração rural se tornou uma alternativa para se identificarem os principais gargalos dentro dos sistemas produtivos, levantando informações que possam gerar intervenções a fim de aumentar a sua eficiência.

No entanto, observa-se que ainda hoje boa parte dos produtores rurais adota decisões condicionadas apenas à sua experiência, à tradição, potencial da região e à disponibilidade de recursos financeiros e de mão-de-obra. Quando a rentabilidade é baixa, o produtor percebe, mas tem dificuldade em quantificar e identificar os pontos de estrangulamento do processo produtivo. Daí a importância de uma boa gestão de custos que auxilie o produtor na tomada de decisões estratégicas em seu empreendimento.

Quando se busca, dentro do arcabouço da administração, verificar a rentabilidade e quantificar os centros de gastos de uma atividade produtiva, desenvolve-se uma análise de custos de produção. Existem várias finalidades para a determinação do custo dentro de uma empresa rural através de critérios gerenciais que buscam uma maior capacidade gerencial por meio do suprimento de informações relevantes sobre seus diversos produtos, serviços ou atividades operacionais. O controle dos custos parciais de cada atividade poderá orientar o gestor destas empresas da seguinte maneira:

mostra os gastos dos diferentes empreendimentos;

possibilita calcular os rendimentos das diversas culturas e criações;

permite a determinação do volume do negócio;

indica as melhores épocas para a venda e aquisição de produtos;

permite o cálculo dos custos da produção; e

permite o cálculo das medidas de resultado econômico.

Entretanto, os custos de produção, importante ferramenta de análise econômica, são variáveis desconhecidas pela imensa maioria dos produtores brasileiros, sendo esse desconhecimento um importante ponto de estrangulamento da cadeia produtiva pecuária, já que essas informações são imprescindíveis para o processo de tomada de decisões.

As propriedades rurais que não têm controle dos seus custos e orçamentos apresentam certos riscos dentre eles: desconhecimento do resultado do negócio, aumento ou diminuição das atividades exploradas, investimentos desnecessários, facilidade de endividar-se e perda de ganhos obtidos por produtividade. Alguns dos elementos que criam à necessidade de reestruturação na gestão da propriedade são: o alto endividamento, descapitalização, aumento do custo financeiro, margens de lucros declinantes, escassez ou aumento dos custos dos insumos e serviços e falta de crédito.

O objetivo mais importante dos registros agropecuários em uma empresa rural, sob o ponto de vista da administração, é a avaliação financeira e a determinação de seus lucros e prejuízos durante um determinado período, fornecendo subsídios para diagnosticar a situação da empresa e realizar um planejamento eficaz. Obter essas informações passa a ser mais importante quando inserimos essa organização dentro do contexto complexo e dinâmico do mercado de nossos dias, que exige maior competitividade de seus produtos e serviços.

Deste modo, vemos que é fundamental que o produtor rural esteja bem informado sobre a composição e o comportamento de seus custos para elaborar estratégias de ação fundamentadas em dados confiáveis, ponderadas e que busquem as melhores alternativas possíveis, além de possibilitar a visualização antecipada de restrições e dificuldades impostas pelas mudanças nos níveis de preço de mercado dos elementos componentes do custo rural.

Para finalizar, como argumenta Peter Drucker (2003), a administração deve colocar o desempenho econômico em primeiro lugar, pois uma empresa só justifica a sua existência mediante os resultados econômicos que produz, independente dos demais resultados que obtiver.

Fonte: http://www.bigma.com.br/artigos.asp?id=25

Referências Pesquisadas

ARAÚJO. M. J. Fundamentos de Agronegócios. São Paulo: Atlas, 2003.

CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Custos: um desafio para a gestão no agronegócio. 2004. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009. . Acesso em 26 set 2009.

CALLADO, Antônio André Cunha; CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Gestão e custos para empresas rurais. 2005. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.

DRUCKER, Peter Ferdinand. A Administração na próxima sociedade. São Paulo: Nobel, 2003.

HOFFMANN, Rodolfo; ENGLER, Joaquim de Camargo; SERRANO, Ondalva; THAMER, Antonio C. de Menezes; NEVES, Evaristo Marzabal. Administração de

Empresa Agrícola. São Paulo: Pioneira, 1984.

IRRIBARREM, Cilotér Clovis. Gestão da propriedade rural. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.

NANTES, José Flávio Diniz; SCARPELLI, Moacir. Gestão da Produção Rural no Agronegócio. In BATALHA, Mario Otávio (Coord.). Gestão Agroindustrial: GEPAI: Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustriais. Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. p. 556 – 584 [7].

OLIVEIRA, T. B. A., et al. Índices técnicos e rentabilidade da pecuária leiteira. Scientia agrícola. Piracicaba, v.58, n.4, p.687-692, 2001.

VIANA, J. G. A; Silveira, V. C. P. Custos de produção e indicadores de desempenho: Metodologia aplicada a sistemas de produção de ovinos. Custos e @gronegócio on line – v. 4, n. 3 – Set/Dez – 2008. Disponivel em: www.custoseagronegocioonline.com.br. Acesso em 26 set 2009.

Administrador Rural – Desafios da Crise para o profissional

Entrevista concedida para a Revista Brasileira de Administração (http://www.rbaonline.org.br).
1 – Em tempos de crises econômicas, globalização, como vê a questão da administração rural em relação à sobreviência e ou o sucesso de empreendimentos e instituições, sejam eles públicos ou privados,  cooperativas, organizações de agricultores familiares, grandes empresas de agronegócios e para demais organismos que lidam com a difusão de informações para esses segmentos?
Crises são inerentes ao sistema capitalista neo-liberalista que vivemos. Ou seja, crises fazem parte do ciclo dos negócios de qualquer setor, terciário, secundário ou do setor primário, extrativista. Esta crise é passageira, e sem dúvida não é a única.
O agronegócio no Brasil tem apresentado números positivos no que tange áreas cultiváveis, tecnificação, e inclusive distribuição de renda. Os grandes produtores estão aí para ficar, e “vai crise, vem crise”, continuarão produzindo. Os agricultores familiares (organizados ou não – cooperativas) passam por uma situação complicada, mas ainda garantem sua subsistência. As grandes empresas de agronegócios, por andarem muito alavancada (financiamento representando grande parte de seu patrimônimo), sofrem mais (em termos de volume de capital), mas com algumas reduções em sua estrutura, e pacotes multinacionais, conseguem conter qualquer sinal de falência.
Os organismos que lidam com a difusão de informação aproveitam a oportunidade para se consolidarem como centros de geração e distribuição de conhecimento para estas empresas, e a crise é mais uma pauta do dia-a-dia.
2 - Agrônomos, veterinários, zootecnistas, engenheiros florestas etc, que atuam no ou para o meio rural, estão preparados para a questão vital da administração rural?
Se considermos o aspecto da gestão como sendo crucial para a obtenção de bons resultados, a formação básica (universitária) destas áreas passa apenas perto das questões de gestão, e a formação mais tecnicista não permite que estes profissionais se aprofundem nos conhecimentos de administração.
A única formação destes profissionais como gestores vem da experiência do dia-a-dia da lida no campo, o que com certeza não traz os conhecimentos necessários para que estes possam crescer no mercado.
A formação na área de administração permite uma visão mais global (holística), permitindo a elaboração de estratégias que fazem sentido para atingir os objetivos das empresas.
3 - Há espaço para administradores especializados no agronegócios e empreendimentos agropecuários?
Sem dúvida alguma!! Não só as grandes organizações que precisam de gestores com capacidade operacional e principalmente formação gerencial, mas também os pequenos produtores, que estão se associando e que precisam de direcionamento. O administrador com foco no agronegócio tem tido bastante espaço, principalmente com novos softwares de controle, ou mesmo dispositivos financeiros (como o hedge agrícola, que serve para garantir o preço de venda do commodity), mostram a importância do gestor para o resultado final.
Com certeza ainda existem desafios no convencimento da importância deste profissional, mas o grau de especialização exigido na gestão tem feito com que as empresas (novas ou não) busquem mais o trabalho do administrador.
4 - Que recomendação faz aos alunos que cursam  Administração em relação à Administração Rural?
A palavra da vez é a especialização! Escolha uma grande área, finanças, produção, recursos humanos ou marketing, e seja extremamente competente em uma delas. São áreas com foco bastante diferente, e que o seu diferencial vai ser o quanto você entende do assunto que escolher acompanhar.
É importante que se tenha uma formação generalista, entendendo como funciona cada uma das outras 3 áreas, mas hoje em dia é impossível acompanhar a evolução das quatro grandes áreas.
Participe de projetos na sua Universidade, através da Empresa Junior (já existem empresas juniores que trabalham só com o foco rural). Esta experiência vai contar muito, se aliada com uma formação sólida, e muito estudo, mas muito, muito trabalho.

Como calcular a depreciação

O método mais simples de calcular a depreciação de um bem consiste na sua desvalorização, durante a sua vida útil, de forma constante. É o chamado método linear. A seguinte fórmula pode ser aplicada:

 

Onde:

 

Vi é o valor inicial do bem; ou seja, o valor pelo qual ele foi adquirido, ou até mesmo o seu valor atual.

Vf é valor final ou valor de sucata do bem; ou seja, ao término da vida útil, qual o seu valor? Tratando-se de uma máquina (trator, por exemplo), qual seria o valor pago pelo ferro velho? Esse valor, pago pelo ferro velho, seria o valor de sucata.

n é o número de períodos de vida útil estimada do bem. Caso tenha se considerado o valor atual, deverão ser considerado como vida útil os anos restantes (vida total menos anos já utilizados).

 

 

Vejamos um exemplo:

 

Como calcular a depreciação de um determinado implemento?

 

Vamos considerar que o produtor adquiriu esse implemento, que tem uma vida útil estimada em 5 anos, por R$2.000,00. Depois de 5 anos, esse implemento será vendido, como sucata, por R$100,00.

 

A depreciação será, então, calculada assim:

 

 

Depreciação = Vi – Vf

                       n

 

Ou seja, a depreciação anual do implemento comprado por R$2.000,00, cuja vida útil é de 5 anos, será de R$ 380,00. Esse valor deverá ser considerado no custo de produção.

 

 

Depreciação = 2.000,00 – 100,00  = 380,00

                        5

Custos Fixos e Variáveis na Agropecuária

Todas as despesas e gastos mensuráveis necessários para a produção agropecuária devem ser considerados na determinação do custo de produção.

A seguir, são relacionados os itens que compõem o custo de produção do gado de corte.

 

a.          Mão-de-obra

Devem ser considerados os gastos com mão-de-obra contratada, encargos sociais, assistência (agronômica, contábil, veterinária, zootécnica), consultorias ocasionais, mão-de-obra eventual, mão-de-obra familiar, além de outras.

No caso da mão-de-obra familiar que trabalha na atividade e não recebe um salário, deve-se computar um valor correspondente ao de um trabalhador que desenvolveria a mesma função.

 

b.          Alimentação

Devem ser considerados os gastos com todos os tipos de alimentos (grãos, farelos, aditivos, capineiras, pastagens, fenos, silagens, núcleos, suplementos, minerais, etc.)

 

c.           Sanidade

São exemplos de itens que se enquadram neste grupo de despesa: água oxigenada, agulhas para aplicação de medicamentos, álcool, anestésicos, antibióticos, antiinflamatórios, antimastíticos, antitérmico, antitóxicos, bernicidas, carrapaticidas, cat gut, complexos vitamínicos e minerais, formol, hormônios, mata-bicheiras, vacinas, seringas, vermífugo e outros.

                 

d.          Insumos modernos

 

Consideram-se os gastos realizados pelos produtores na aquisição de sementes, fertilizantes e de defensivos, cujas quantidades variam em função das recomendações técnicas para cultura e de acordo com o nível de tecnologia adotado;

 

e.          Reprodução

 

Devem ser considerados os gastos com sêmen e aplicador, bainhas, luvas, nitrogênio líquido e pipetas.

 

f.            Impostos

 

Devem ser computados os impostos cujos valores independem da quantidade de carne produzida. Impostos como IPVA (Imposto de Propriedade de Veículos Automotores) e territorial rural (ITR) devem ser considerados.

 

g.          Despesas Diversas

 

Como despesas diversas, deverão ser registrados os itens que não se enquadram nos grupos acima. Como exemplo, podem-se citar: brincos (identificação), combustível, contribuição rural, material de escritório, encargos financeiros (juros), energia elétrica, frete / carreto, horas de trator, alguns impostos que variam em função da quantidade de carne produzida

(PIS, COFINS, IRPJ,…), lubrificantes, materiais de limpeza, reparo e manutenção (de benfeitorias, de equipamentos, de máquinas e de veículos), taxas (associação de produtores, por exemplo).

 

 

h.          Depreciação

 

A depreciação é o custo necessário para substituir os bens quando esses se tornam inúteis pelo desgaste físico ou obsoletismo. Representa a reserva em dinheiro que a empresa faz durante o período de vida útil provável do bem (benfeitorias, animais destinados à reprodução e serviços, máquinas, implementos, equipamentos etc.), para sua posterior substituição.

A depreciação é usada para estimar a perda de valor de todo bem com vida útil superior a um ciclo produtivo. Somente têm depreciação os bens que possuem vida útil limitada; portanto, a terra não tem depreciação. 

Custos e Despesas na Agropecuária

Acreditamos ser oportuno um rápido comentário sobre a diferença entre custo da cultura e a despesa do período para a atividade agrícola.

Por convenção, e para facilitar a comunicação deste assunto, consideram-se “custos de cultura” todos os gastos identificáveis direta ou indiretamente com a cultura (ou produto), com sementes, adubos, serviços, etc.

Como despesa do período entendem-se todos os gastos não identificáveis com a cultura, não sendo, portanto, acumulados no estoque (culturas temporárias), mas apropriados como despesas do período. São as despesas de venda (propaganda, comissão de vendedores) despesas administrativas (honorários dos diretores, pessoal de escritório) e despesas financeiras (juros, multas…).

 

 

i.CUSTO DE ARMAZENAGEM

 

        Quando o produto agrícola estiver pronto para a venda, totalmente acabado, não devendo sofrer mais nenhuma alteração, é comum, em alguns casos, armazená-lo, no sentido de vendê-lo em momento oportuno, esperando-se o preço oscilar para cima.

Estes gastos são normalmente tratados como Despesas de Vendas, no grupo Despesa Operacional, e não como Custo do Produto. Dessa forma, são considerados custos do período e não do produto.

 

ii.CULTURAS PERMANENTES

 

        São aquelas que permanecem vinculadas ao solo e proporcionam mais de uma colheita ou produção. Normalmente atribui-se às culturas permanentes uma duração mínima de quatro anos. Do nosso ponto de vista basta apenas à cultura durar mais de um ano e propiciar mais de uma colheita para ser permanente. Exemplos: Cana-de-açúcar, citricultura (laranjeira, limoeiro…), cafeicultura, silvicultura (essências florestais, plantações arbóraceas), oleicultura (oliveira), praticamente todas as frutas arbóraceas (maça, pêra, jaca, jabuticaba, goiaba, uva…).

No caso de cultura permanente, os custos necessários para a formação da cultura serão considerados bens permanente da empresa – Imobilizado. Os principais custos são: adubação, formicidas, forragem, fungicidas, herbicidas, mão de obra avulsa e técnica, encargos sociais, arrendamento de equipamento, terras, seguro, preparo do solo, sementes, mudas, irrigação, químicos, depreciação equipamento etc.

        É importante ressaltar que as despesas administrativas, de vendas e financeiras não compõem o gasto de formação da cultura, mas são apropriadas diretamente como “despesa do período” e não são, portanto, ativadas.

 

iii.CULTURAS TEMPORÁRIAS

 

Culturas temporárias são aquelas sujeitas ao replantio após a colheita. Normalmente, o período de vida é curto. Após a colheita, são arrancadas do solo para que seja realizado novo plantio. Exemplos: soja, milho, trigo, arroz, feijão, batata, amendoim, girassol, legumes etc. Esse tipo de cultura é também conhecido como anual.

Esses produtos são bens circulantes, como se fossem um “Estoque de Andamento” em uma indústria. Os custos que compõem estas culturas são: sementes, fertilizantes, mudas, demarcações, mão de Obra, encargos diversos, energia elétrica, combustível, seguros, serviços profissionais, defensivos agrícolas, depreciação e outros imobilizados na cultura em apreço.

Outra forma de controlar estes custos do plantio é relacionar como despesas, cada cultura e através de sub-contas (sub-itens), alocar as despesas decorrentes da semeadura até a colheita, incluindo o transporte até o local de armazenagem, quando então se fará o zeramento das sub-contas relativos a estes investimentos e cujos valores serão lançados na conta “Estoque da colheita temporária”.

Esta forma permite que o administrador mensalmente visualize os gastos despendidos até a data, analisando somente as Receitas e Despesas, desta forma podendo fazer provisões futuras de gastos a fim determinar sua venda futura em relação a seus desembolsos presentes.

Quando ocorrer simultaneamente o plantio de diversas culturas, deverá ser feito o rastreamento dos gastos na proporção para cada cultura, como: equipamentos, mão de obra avulsa ou técnica, despesas de manutenção das máquinas e das lavouras, a fim de determinar os custos para cada uma na percentagem de utilização, com o fim de não distorcer os custos e o conseqüente desmotivação de plantar determinada semente, pois somente gera prejuízo.

Controles Econômicos dos Custos Agropecuários

Para entendermos melhor como realizar o controle econômico dos custos de nossa empresa rural, é necessário inicialmente classificarmos as principais modalidades de entradas e gastos existentes, para que posteriormente seja possível calcular separadamente e finalmente avaliar o resultado econômico.

 

RECEITA: A receita representa o resultado da atividade gado de corte em valores monetários, sendo, portanto, a multiplicação do preço de mercado da arroba pela quantidade produzida. 

Em muitas atividades agrícolas, o processo de produção produz vários produtos. Nesse caso, a receita representa o valor correspondente ao produto principal e dos demais produtos ou até mesmo subprodutos.

Todas as receitas da atividade devem ser consideradas. Em se tratando da atividade gado de corte, as receitas são provenientes da venda dos animais e do esterco produzido por eles.

 

CUSTO: correspondem aos valores gastos com a produção de produtos, envolvendo também gastos com a criação de animais e cultivo de culturas temporárias e permanentes.

 

DESPESA: são valores gastos com a comercialização e administração das atividades empresariais (rurais). Normalmente, são gastos mensais.

 

INVESTIMENTO: são valores aplicados na aquisição de bens utilizados nas atividades empresariais por vários períodos. Exemplos: equipamentos, veículos, culturas permanentes, gado reprodutor…etc.

 

PERDAS EXTRAORDINÁRIAS: são aquelas decorrentes de incêndios, geadas, inundação, granizo, tempestades, secas, doenças e outros eventos desta natureza.

Modelo de Balanço para Controle Financeiro Pessoal

Podemos elaborar também um balanço pessoal dos bens e direitos e das obrigações circulantes no período de um ano.

 

1.1. Demonstração Financeira Pessoal

 

Ativo

R$

Passivo

R$

Caixa

 

Saldo a pagar/compra em loja

 

Poupança

 

Saldo Devedor Imóvel

 

Automóveis

 

Saldo Devedor Carro

 

Imóvel Próprio

 

Dívidas Cheque especial

 

Outros imóveis /terrenos

 

Dívidas cartão de crédito

 

Outros investimentos

 

Dívidas com financeira

 

Seguros a receber

 

Dívidas crédito direto banco

 

Empréstimos a receber

 

Dívidas com familiares

 

 

 

Dívidas com amigos

 

Total Ativo (A)

0,00

Total Passivo (B)

0,00

 

 

Saldo Final:  (A) – (B)

0,00

 

Modelo de Fluxo de Caixa Pessoal

Como exemplo relacionamos logo abaixo os itens que compõe o fluxo de caixa do proprietário ou pessoa física, classificando a receita ou renda pessoal e suas respectivas despesas pessoais.

 

Projeção de Resultados Pessoais atuais e para os próximos 12 meses

Item

Receita

Receita

Receita

 Renda

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Salário líquido

 

 

 

Férias

 

 

 

13o. Salário

 

 

 

Prêmio

 

 

 

Pensão

 

 

 

Aposentadoria

 

 

 

Renda de aluguel

 

 

 

Outras

 

 

 

Total de Renda

 

 

 

 

Em seguida serão expostas as principais despesas pessoais para que seja possível entender melhor a diferença entre as despesas pessoais e da empresa.

Entendemos que desta forma o controle financeiro pessoal deve ser a parte e tanto as despesas pessoais como da família devem ser controladas a parte, nestes relatórios que se seguem:

 

Item

Despesa

Despesa

Despesa

 Despesas Moradia (resid.)

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Aluguel ou prestação

 

 

 

Obra/manutenção

 

 

 

Despesas com Transporte.

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Ônibus e metrô (extra c/ch)

 

 

 

Combustível

 

 

 

Mecânica / consertos

 

 

 

 Despesas com Educação

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Mensalidade Escolar

 

 

 

Cursos (inglês, computador)

 

 

 

Livros e material escolar

 

 

 

 Despesas Pessoais

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Roupas/calçados/acessórios

 

 

 

Cigarro/charuto

 

 

 

Cabeleireiro

 

 

 

 Despesas com Saúde

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Plano de Saúde

 

 

 

Médicos sem reembolso

 

 

 

Dentista

 

 

 

 Despesas Lazer

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Passeios

 

 

 

Restaurante/lanchonete

 

 

 

Hobbies (jogo, diversões)

 

 

 

9. Dívidas/prestações/IR

Mensal R$

Esporádica R$

Anual R$

Juros do cheque especial

 

 

 

Prestação da financeira

 

 

 

Prest. Empréstimo bancário

 

 

 

Total Despesas Gerais

 

 

 

 

 

 

 

Fluxo de Caixa

 

 

 

Renda – Despesa

 

 

 

 

Modelo de Fluxo de Caixa Mensal

Segue agora o modelo de fluxo de caixa mensal:

 

 

FLUXO DE CAIXA

SEMANA 1

SEMANA 2

SEMANA 3

PREVISÕES

PREVISTO

REALIZADO

PREVISTO

REALIZADO

PREVISTO

REALIZADO

SALDO INICIAL

 

 

 

 

 

 

ENTRADAS

 

 

 

 

 

 

VENDA A VISTA

 

 

 

 

 

 

RECEBIMENTO A PRAZO

 

 

 

 

 

 

RESGADE DE APLICAÇÃO

 

 

 

 

 

 

TOTAL ENTRADA

 

 

 

 

 

 

SAIDA

 

 

 

 

 

 

FORNECEDORES

 

 

 

 

 

 

PESSSOAL

 

 

 

 

 

 

ENCARGOS SOCIAIS

 

 

 

 

 

 

MATERIAL DE CONSUMO

 

 

 

 

 

 

TOTAL SAÍDAS

 

 

 

 

 

 

SALDO ATUAL

 

 

 

 

 

 

SALDO ANTERIOR

 

 

 

 

 

 

 Caso a tabela não carregue corretamente, temos também a versão imagem do modelo de fluxo de caixa mensal.

Modelo de fluxo de caixa mensal

 

Modelo de Fluxo de Caixa Diário

Segue modelo de fluxo de caixa diário:

 

 

FLUXO DE CAIXA

SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

PREVISÕES

PREVISTO

REALIZADO

PREVISTO

REALIZADO

PREVISTO

REALIZADO

SALDO INICIAL

 

 

 

 

 

 

ENTRADAS

 

 

 

 

 

 

VENDA A VISTA

 

 

 

 

 

 

RECEBIMENTO A PRAZO

 

 

 

 

 

 

RESGADE DE APLICAÇÃO

 

 

 

 

 

 

TOTAL ENTRADA

 

 

 

 

 

 

SAIDA

 

 

 

 

 

 

FORNECEDORES

 

 

 

 

 

 

PESSSOAL

 

 

 

 

 

 

ENCARGOS SOCIAIS

 

 

 

 

 

 

VALE TRANSPORTE

 

 

 

 

 

 

ALUGUEL

 

 

 

 

 

 

HONORÁRIOS

 

 

 

 

 

 

PRÓ-LABORE

 

 

 

 

 

 

FRETES

 

 

 

 

 

 

IMPOSTOS

 

 

 

 

 

 

MATERIAL DE CONSUMO

 

 

 

 

 

 

AQUA/LUZ

 

 

 

 

 

 

TELEFONE

 

 

 

 

 

 

PUBLICIDADE

 

 

 

 

 

 

VALE EMPREGADOS

 

 

 

 

 

 

INVESTIMENTOS

 

 

 

 

 

 

TOTAL SAÍDAS

 

 

 

 

 

 

SALDO ATUAL

 

 

 

 

 

 

SALDO ANTERIOR

 

 

 

 

 

 

 Caso a tabela não carregue corretamente, temos também a versão imagem do modelo de fluxo de caixa diário.

Modelo de Fluxo de Caixa Diário