Administração Rural

Blog sobre Administração Rural e Temas Afins

Neste site você irá encontrar um amplo acervo de informações sobre Administração e Gestão. Você irá conhecer os principais modelos, métodos e teorias administrativas. Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área.

Entrevista Walter Kondo: como se tornar um administrador de fazendas

Walter Kondo é graduado em Medicina Veterinária pela UFPR, com MBA em Gestão de Agronegócios pela UFMS. Participou de cursos de desenvolvimento pessoal e liderança e está sempre atento aos eventos ligados ao setor. Quanto a experiência, gerenciei fazendas agrícolas e pecuária, num total de 7 propriedades simultâneas, com produções de soja, milho, cana e café, produções pecuária de corte da cria ao confinamento, implantando tecnologias que visavam uma busca constante do aumento de produtividade, através de parcerias com fornecedores e empresas de assessoria. Consegui sempre, nas mais diversas atividades, produtividades de destaque a nível regional e até estadual.

 

Antes de mais nada, é preciso ser do campo para trabalhar no campo? A rotina na fazenda favorece aos futuros administradores ou ser de uma cidade grande sem nenhum contato com o meio rural não interfere na formação do administrador de áreas rurais?

 

Não é preciso ser do campo, mas precisa ter muita afinidade. Pois é um estilo de vida completamente diferente, desde o amanhecer, os finais de semana, enfim, o dia a dia. Não tem teatro, shopping ou cinema. Precisa gostar do silêncio, da convivência com animais, da paz e tranquilidade do campo.

 

Quais requisitos básicos se espera de um administrador rural?

 

Um administrador precisa, antes de tudo, de atitude. Precisa conhecer as influências das estações do ano nas diversas produções e atividades da fazenda, para que possa fazer um bom planejamento das atividades e estabelecimento de metas para as diversas atividades. Um bom administrador precisa ter caráter, ser ético, justo e determinado para executar os planejamentos e atividades propostas.

 

Qual é sua área de atuação? Existem escolas que formam administradores de fazendas?

 

Atualmente, é gerência geral de lojas agropecuária. Mas, em fazendas, trabalhei com sistemas de integração lavoura/pecuária, produções agrícolas de soja, milho, cana e café, com produções pecuária de corte. Sistemas intensivos com creep-feeding, cruzamento industrial, desmame precoce e confinamento. Hoje, tem cursos de graduação em administração rural que ajudam muito aqueles que desejam atuar na área.

 

Desde quando começou até o momento, o que mais mudou no setor? O que você considera fundamental para um profissional manter-se atualizado?

 

Hoje a tecnologia da informática e a robótica fazem parte do dia-a-dia das grandes fazendas produtoras. Para se manter atualizado é preciso fazer especializações nas áreas de interesse e participar dos eventos ligados ao setor, como exposições, feiras, palestras técnicas, dias de campo, enfim, participar do maior número de eventos possíveis.

 

Sua formação inicial é medicina veterinária, isso foi um agente facilitador para o desempenho da função? Ou sua formação complementar que ofereceu as ferramentas que precisava?

 

Com certeza a graduação foi um facilitador, além de ter nascido em fazenda, enfim, um vínculo que vem desde as raízes. Para se manter atualizado é preciso gostar da atividade, a partir disso a busca por manter-se atualizado é uma consequência.

 

Como está o setor hoje? É carente de profissionais ou está saturado? Quais caraterísticas são fundamentais para conquistar um emprego?

 

O setor é carente de bons profissionais e, o agronegócio é a grande oportunidade do nosso país, que tem vocação pela extensão territorial, condições climáticas, o país que tem a maior reserva de água doce do planeta, tecnologia própria para ser o mais produtivo na maioria das principais atividades agropecuária. Para se conquistar um emprego no setor precisa gostar da atividade, determinação e muita garra para vencer os muitos desafios do setor.

 

Quais são os maiores desafios para quem trabalha no campo hoje? 

 

Os maiores desafios do setor são:

– logística; de transporte, com mais malhas rodoviárias, ferroviária e hidroviária, de portos mais eficientes e maior quantidade de portos.

– carga tributária menos onerosa.

– maior segurança em leis mais específicas e eficientes que possam garantir maiores investimentos no setor, como direito de propriedade que tenham um atendimento mais rápido e efetivo das autoridades em casos de invasão.

– uma política mais eficiente e abrangente por parte do governo federal para o setor. Uma política com planejamento para longo prazo, algo em torno de 20 anos.

 

As fazendas muitas vezes são indústrias rurais, como lidar com a falta de infraestrutura típica do campo na hora da contratação: falta de escolas, internet, serviços…?

 

Existe hoje tecnologia para levar internet mesmo em propriedades muito isoladas. No caso de escolas de ensino fundamental, dificilmente haverá local sem acesso, pois existem escolas mesmo em locais de difícil acesso.

 

O administrador de fazendas também é responsável pelo bem estar dos funcionários, que muitas vezes moram na fazenda. Que tipo de benefícios garantem qualidade de vida para esses profissionais?

 

Primeiro um bom plano de saúde para toda a equipe. Depois, divulgar e implantar hortas comunitária, criação de galinhas poedeiras, suínos e frangos de corte. Divulgar e implantar planos de cuidados sanitários e de higiene pessoal. Implantar, dependendo do tamanho da equipe, com apoio de autoridades municipais, uma escola na propriedade.

 

Quando se trata de comprar fazenda, o administrador teria condições de avaliar fazendas a venda?

 

Sim. Basta que o administrador tenha informações do preço praticado na região, por alqueire ou por hectare, avaliar as instalações da propriedade, a distância com relação as cidades próximas e principais vias de acesso. A partir destas informações ele saberá avaliar tanto para adquirir, como para vender. No meu caso, já negociei já negociei aquisições e venda.

 

Por Laryssa Caetano.


Categoria: Empreendedorismo Rural | 19.dezembro.2014 | sem comentários | Comentar



Tá cansado? Vai pescar!

O trabalho como administrador, muitas vezes, exige muito da gente. São várias as áreas que temos que lidar, diversos para problemas para resolver e quando vemos os dias foram passando e o descanso foi ficando de lado.
Mas a verdade é que, tão importante quanto se atualizar, fazer cursos e investir na carreira, é preciso investir em descanso. Ele não é uma opção, é uma necessidade vital.
Um corpo cansado não trabalha direito, não se concentra, fica mais lento, as ideias ficam confusas, e é nessas horas que a imunidade cai e podem começar a surgir as doenças.
Por isso, ao contrário do que muita gente pensa, descansar não é perda de tempo, é investimento para voltar mais produtivo, criativo e executar as tarefas com uma qualidade maior.

Dicas para ter mais momentos de descanso

Para conseguir ter mais momentos de descanso e um descanso mais efetivo, é preciso ter organização e disciplina. Isso mesmo! Ter compromisso com o descanso, assim como você tem compromisso com o trabalho.
A primeira dica é colocar os momentos de descanso na sua agenda, como coloca as reuniões e compromissos e claro, ter a disciplina de realmente descansar e não usar esse tempo como um tempo “extra” para colocar as coisas atrasadas em dia.
Fazer pequenas viagens durante o ano também é uma boa alternativa porque te afasta das tentações do trabalho. Pegue um final de semana, escolha uma pousada no Pantanal, por exemplo e invista no seu descanso.
Escolher uma atividade da qual gosta e se dedicar a ela com uma periodicidade também ajuda o corpo e a mente a descansar. Se gosta de pescar, por exemplo, procure um local de pesca no Pantanal e depois confira os resultados.


Categoria: Artigos | 31.outubro.2014 | sem comentários | Comentar



A necessidade de um gestor estratégico no agronegócio

Com a crescente globalização dos mercados mundiais, o agronegócio MS está cada vez mais em evidência. Entretanto, o surgimento de novas empresas tem gerado um aumento na competitividade nesse setor.

Dentro desse ambiente de mudança, risco crescente e incertezas, os empreendedores estão sendo forçados a alterar suas estratégias e repensar suas formas de organização, tanto em nível interno e de produção, como também no nível externo, na forma das suas relações com as outras empresas.
Mas, tão importante quanto o reconhecimento da concorrência em seus respectivos mercados, é a articulação entre elas que juntas tentam buscar meios de conseguir inovações tecnológicas, gerenciais, etc.

Mesmo que por um lado isso seja bom, pois a competitividade gera novas perspectivas de negócio, por outro lado gera novos problemas e desafios que devem ser superados, ocasionando em um grande esforço e adaptação por parte das organizações. Dentro deste cenário o papel do gestor ganha cada vez mais destaque.
É dentro desse ambiente de mudanças que o gestor de agronegócio deve elaborar estratégias competitivas, através de novas concepções, ações e atitudes, levando em consideração a produtividade, custo e eficiência através de ferramentas empresariais modernas de planejamento, organização, direção e avaliação aplicadas ao agronegócio.

Além disso, ele deve criar planos de marketing, estruturar e gerir a unidade de inteligência de negócios, desenhar modelos de investimentos adequados ao mercado e elaborar os documentos de gestão ou captação de recursos por intermédio de Planos de Negócio.

O gestor tem que adaptar a sua empresa aos novos cenários, de forma que ela consiga “controlar ou perceber” as forças que agem sobre o setor, conseguindo antecipar possíveis problemas que possa ameaçar o posicionamento mercadológico da empresa ou então oportunidades que possa destacar a empresa dentro do mercado.

Essa necessidade que o mercado atual demanda em relação ao gestor estratégico voltado ao agronegócio cresce cada vez mais fazendo com que diversas instituições de ensino ofereçam cursos de pós-graduação voltada para essa área.


Categoria: Estratégia Rural | 09.julho.2014 | sem comentários | Comentar



A importância da gestão de custos em empresas rurais

O processo de modernização da agricultura, durante o século XX, trouxe consigo a idéia de eficiência produtiva, ou seja, necessidade de maximizar o uso dos fatores de produção, a fim de obter maiores níveis de produtividade e rentabilidade.

Nos últimos anos, cada vez mais a agricultura e a pecuária intensificam-se, o que possibilita melhoria significativa do aumento de produtividade. Por outro lado torna-se necessário o desembolso de quantias vultosas para o empreendimento. Há ainda, uma tendência de redução de preços dos produtos agropecuários associada à elevação dos custos de produção resultante do aumento dos encargos de financiamentos bancários, diminuição dos volumes de financiamentos oficiais, elevação da carga tributária e dos encargos sociais, e elevação dos preços dos insumos básicos.
Diante desta situação, há a necessidade de adoção, por parte dos empreendimentos agropecuários, de modelos administrativos que busquem a redução dos custos de produção e o aumento do faturamento através da adequada inserção do empreendimento na cadeia produtiva e, pela definição correta do produto, do processo de produção, das técnicas de gestão e escoamento de produção.
Nesse sentido, a administração rural se tornou uma alternativa para se identificarem os principais gargalos dentro dos sistemas produtivos, levantando informações que possam gerar intervenções a fim de aumentar a sua eficiência.
No entanto, observa-se que ainda hoje boa parte dos produtores rurais adota decisões condicionadas apenas à sua experiência, à tradição, potencial da região e à disponibilidade de recursos financeiros e de mão-de-obra. Quando a rentabilidade é baixa, o produtor percebe, mas tem dificuldade em quantificar e identificar os pontos de estrangulamento do processo produtivo. Daí a importância de uma boa gestão de custos que auxilie o produtor na tomada de decisões estratégicas em seu empreendimento.
Quando se busca, dentro do arcabouço da administração, verificar a rentabilidade e quantificar os centros de gastos de uma atividade produtiva, desenvolve-se uma análise de custos de produção. Existem várias finalidades para a determinação do custo dentro de uma empresa rural através de critérios gerenciais que buscam uma maior capacidade gerencial por meio do suprimento de informações relevantes sobre seus diversos produtos, serviços ou atividades operacionais. O controle dos custos parciais de cada atividade poderá orientar o gestor destas empresas da seguinte maneira:
mostra os gastos dos diferentes empreendimentos;
possibilita calcular os rendimentos das diversas culturas e criações;
permite a determinação do volume do negócio;
indica as melhores épocas para a venda e aquisição de produtos;
permite o cálculo dos custos da produção; e
permite o cálculo das medidas de resultado econômico.
Entretanto, os custos de produção, importante ferramenta de análise econômica, são variáveis desconhecidas pela imensa maioria dos produtores brasileiros, sendo esse desconhecimento um importante ponto de estrangulamento da cadeia produtiva pecuária, já que essas informações são imprescindíveis para o processo de tomada de decisões.
As propriedades rurais que não têm controle dos seus custos e orçamentos apresentam certos riscos dentre eles: desconhecimento do resultado do negócio, aumento ou diminuição das atividades exploradas, investimentos desnecessários, facilidade de endividar-se e perda de ganhos obtidos por produtividade. Alguns dos elementos que criam à necessidade de reestruturação na gestão da propriedade são: o alto endividamento, descapitalização, aumento do custo financeiro, margens de lucros declinantes, escassez ou aumento dos custos dos insumos e serviços e falta de crédito.
O objetivo mais importante dos registros agropecuários em uma empresa rural, sob o ponto de vista da administração, é a avaliação financeira e a determinação de seus lucros e prejuízos durante um determinado período, fornecendo subsídios para diagnosticar a situação da empresa e realizar um planejamento eficaz. Obter essas informações passa a ser mais importante quando inserimos essa organização dentro do contexto complexo e dinâmico do mercado de nossos dias, que exige maior competitividade de seus produtos e serviços.
Deste modo, vemos que é fundamental que o produtor rural esteja bem informado sobre a composição e o comportamento de seus custos para elaborar estratégias de ação fundamentadas em dados confiáveis, ponderadas e que busquem as melhores alternativas possíveis, além de possibilitar a visualização antecipada de restrições e dificuldades impostas pelas mudanças nos níveis de preço de mercado dos elementos componentes do custo rural.
Para finalizar, como argumenta Peter Drucker (2003), a administração deve colocar o desempenho econômico em primeiro lugar, pois uma empresa só justifica a sua existência mediante os resultados econômicos que produz, independente dos demais resultados que obtiver.
Referências Pesquisadas
ARAÚJO. M. J. Fundamentos de Agronegócios. São Paulo: Atlas, 2003.
CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Custos: um desafio para a gestão no agronegócio. 2004. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009. . Acesso em 26 set 2009.
CALLADO, Antônio André Cunha; CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Gestão e custos para empresas rurais. 2005. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.
DRUCKER, Peter Ferdinand. A Administração na próxima sociedade. São Paulo: Nobel, 2003.
HOFFMANN, Rodolfo; ENGLER, Joaquim de Camargo; SERRANO, Ondalva; THAMER, Antonio C. de Menezes; NEVES, Evaristo Marzabal. Administração de
Empresa Agrícola. São Paulo: Pioneira, 1984.
IRRIBARREM, Cilotér Clovis. Gestão da propriedade rural. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.
NANTES, José Flávio Diniz; SCARPELLI, Moacir. Gestão da Produção Rural no Agronegócio. In BATALHA, Mario Otávio (Coord.). Gestão Agroindustrial: GEPAI: Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustriais. Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. p. 556 – 584 [7].
OLIVEIRA, T. B. A., et al. Índices técnicos e rentabilidade da pecuária leiteira. Scientia agrícola. Piracicaba, v.58, n.4, p.687-692, 2001.
VIANA, J. G. A; Silveira, V. C. P. Custos de produção e indicadores de desempenho: Metodologia aplicada a sistemas de produção de ovinos. Custos e @gronegócio on line – v. 4, n. 3 – Set/Dez – 2008. Disponivel em: www.custoseagronegocioonline.com.br. Acesso em 26 set 2009.

Autora: Maira Lopes

O processo de modernização da agricultura, durante o século XX, trouxe consigo a idéia de eficiência produtiva, ou seja, necessidade de maximizar o uso dos fatores de produção, a fim de obter maiores níveis de produtividade e rentabilidade.

Nos últimos anos, cada vez mais a agricultura e a pecuária intensificam-se, o que possibilita melhoria significativa do aumento de produtividade. Por outro lado torna-se necessário o desembolso de quantias vultosas para o empreendimento. Há ainda, uma tendência de redução de preços dos produtos agropecuários associada à elevação dos custos de produção resultante do aumento dos encargos de financiamentos bancários, diminuição dos volumes de financiamentos oficiais, elevação da carga tributária e dos encargos sociais, e elevação dos preços dos insumos básicos.

Diante desta situação, há a necessidade de adoção, por parte dos empreendimentos agropecuários, de modelos administrativos que busquem a redução dos custos de produção e o aumento do faturamento através da adequada inserção do empreendimento na cadeia produtiva e, pela definição correta do produto, do processo de produção, das técnicas de gestão e escoamento de produção.

Nesse sentido, a administração rural se tornou uma alternativa para se identificarem os principais gargalos dentro dos sistemas produtivos, levantando informações que possam gerar intervenções a fim de aumentar a sua eficiência.

No entanto, observa-se que ainda hoje boa parte dos produtores rurais adota decisões condicionadas apenas à sua experiência, à tradição, potencial da região e à disponibilidade de recursos financeiros e de mão-de-obra. Quando a rentabilidade é baixa, o produtor percebe, mas tem dificuldade em quantificar e identificar os pontos de estrangulamento do processo produtivo. Daí a importância de uma boa gestão de custos que auxilie o produtor na tomada de decisões estratégicas em seu empreendimento.

Quando se busca, dentro do arcabouço da administração, verificar a rentabilidade e quantificar os centros de gastos de uma atividade produtiva, desenvolve-se uma análise de custos de produção. Existem várias finalidades para a determinação do custo dentro de uma empresa rural através de critérios gerenciais que buscam uma maior capacidade gerencial por meio do suprimento de informações relevantes sobre seus diversos produtos, serviços ou atividades operacionais. O controle dos custos parciais de cada atividade poderá orientar o gestor destas empresas da seguinte maneira:

mostra os gastos dos diferentes empreendimentos;

possibilita calcular os rendimentos das diversas culturas e criações;

permite a determinação do volume do negócio;

indica as melhores épocas para a venda e aquisição de produtos;

permite o cálculo dos custos da produção; e

permite o cálculo das medidas de resultado econômico.

Entretanto, os custos de produção, importante ferramenta de análise econômica, são variáveis desconhecidas pela imensa maioria dos produtores brasileiros, sendo esse desconhecimento um importante ponto de estrangulamento da cadeia produtiva pecuária, já que essas informações são imprescindíveis para o processo de tomada de decisões.

As propriedades rurais que não têm controle dos seus custos e orçamentos apresentam certos riscos dentre eles: desconhecimento do resultado do negócio, aumento ou diminuição das atividades exploradas, investimentos desnecessários, facilidade de endividar-se e perda de ganhos obtidos por produtividade. Alguns dos elementos que criam à necessidade de reestruturação na gestão da propriedade são: o alto endividamento, descapitalização, aumento do custo financeiro, margens de lucros declinantes, escassez ou aumento dos custos dos insumos e serviços e falta de crédito.

O objetivo mais importante dos registros agropecuários em uma empresa rural, sob o ponto de vista da administração, é a avaliação financeira e a determinação de seus lucros e prejuízos durante um determinado período, fornecendo subsídios para diagnosticar a situação da empresa e realizar um planejamento eficaz. Obter essas informações passa a ser mais importante quando inserimos essa organização dentro do contexto complexo e dinâmico do mercado de nossos dias, que exige maior competitividade de seus produtos e serviços.

Deste modo, vemos que é fundamental que o produtor rural esteja bem informado sobre a composição e o comportamento de seus custos para elaborar estratégias de ação fundamentadas em dados confiáveis, ponderadas e que busquem as melhores alternativas possíveis, além de possibilitar a visualização antecipada de restrições e dificuldades impostas pelas mudanças nos níveis de preço de mercado dos elementos componentes do custo rural.

Para finalizar, como argumenta Peter Drucker (2003), a administração deve colocar o desempenho econômico em primeiro lugar, pois uma empresa só justifica a sua existência mediante os resultados econômicos que produz, independente dos demais resultados que obtiver.

Fonte: http://www.bigma.com.br/artigos.asp?id=25

Referências Pesquisadas

ARAÚJO. M. J. Fundamentos de Agronegócios. São Paulo: Atlas, 2003.

CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Custos: um desafio para a gestão no agronegócio. 2004. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009. . Acesso em 26 set 2009.

CALLADO, Antônio André Cunha; CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Gestão e custos para empresas rurais. 2005. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.

DRUCKER, Peter Ferdinand. A Administração na próxima sociedade. São Paulo: Nobel, 2003.

HOFFMANN, Rodolfo; ENGLER, Joaquim de Camargo; SERRANO, Ondalva; THAMER, Antonio C. de Menezes; NEVES, Evaristo Marzabal. Administração de

Empresa Agrícola. São Paulo: Pioneira, 1984.

IRRIBARREM, Cilotér Clovis. Gestão da propriedade rural. Disponível em: . Acesso em 26 set 2009.

NANTES, José Flávio Diniz; SCARPELLI, Moacir. Gestão da Produção Rural no Agronegócio. In BATALHA, Mario Otávio (Coord.). Gestão Agroindustrial: GEPAI: Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustriais. Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. p. 556 – 584 [7].

OLIVEIRA, T. B. A., et al. Índices técnicos e rentabilidade da pecuária leiteira. Scientia agrícola. Piracicaba, v.58, n.4, p.687-692, 2001.

VIANA, J. G. A; Silveira, V. C. P. Custos de produção e indicadores de desempenho: Metodologia aplicada a sistemas de produção de ovinos. Custos e @gronegócio on line – v. 4, n. 3 – Set/Dez – 2008. Disponivel em: www.custoseagronegocioonline.com.br. Acesso em 26 set 2009.




Administrador Rural – Desafios da Crise para o profissional

Entrevista concedida para a Revista Brasileira de Administração (http://www.rbaonline.org.br).
1 – Em tempos de crises econômicas, globalização, como vê a questão da administração rural em relação à sobreviência e ou o sucesso de empreendimentos e instituições, sejam eles públicos ou privados,  cooperativas, organizações de agricultores familiares, grandes empresas de agronegócios e para demais organismos que lidam com a difusão de informações para esses segmentos?
Crises são inerentes ao sistema capitalista neo-liberalista que vivemos. Ou seja, crises fazem parte do ciclo dos negócios de qualquer setor, terciário, secundário ou do setor primário, extrativista. Esta crise é passageira, e sem dúvida não é a única.
O agronegócio no Brasil tem apresentado números positivos no que tange áreas cultiváveis, tecnificação, e inclusive distribuição de renda. Os grandes produtores estão aí para ficar, e “vai crise, vem crise”, continuarão produzindo. Os agricultores familiares (organizados ou não – cooperativas) passam por uma situação complicada, mas ainda garantem sua subsistência. As grandes empresas de agronegócios, por andarem muito alavancada (financiamento representando grande parte de seu patrimônimo), sofrem mais (em termos de volume de capital), mas com algumas reduções em sua estrutura, e pacotes multinacionais, conseguem conter qualquer sinal de falência.
Os organismos que lidam com a difusão de informação aproveitam a oportunidade para se consolidarem como centros de geração e distribuição de conhecimento para estas empresas, e a crise é mais uma pauta do dia-a-dia.
2 – Agrônomos, veterinários, zootecnistas, engenheiros florestas etc, que atuam no ou para o meio rural, estão preparados para a questão vital da administração rural?
Se considermos o aspecto da gestão como sendo crucial para a obtenção de bons resultados, a formação básica (universitária) destas áreas passa apenas perto das questões de gestão, e a formação mais tecnicista não permite que estes profissionais se aprofundem nos conhecimentos de administração.
A única formação destes profissionais como gestores vem da experiência do dia-a-dia da lida no campo, o que com certeza não traz os conhecimentos necessários para que estes possam crescer no mercado.
A formação na área de administração permite uma visão mais global (holística), permitindo a elaboração de estratégias que fazem sentido para atingir os objetivos das empresas.
3 – Há espaço para administradores especializados no agronegócios e empreendimentos agropecuários?
Sem dúvida alguma!! Não só as grandes organizações que precisam de gestores com capacidade operacional e principalmente formação gerencial, mas também os pequenos produtores, que estão se associando e que precisam de direcionamento. O administrador com foco no agronegócio tem tido bastante espaço, principalmente com novos softwares de controle, ou mesmo dispositivos financeiros (como o hedge agrícola, que serve para garantir o preço de venda do commodity), mostram a importância do gestor para o resultado final.
Com certeza ainda existem desafios no convencimento da importância deste profissional, mas o grau de especialização exigido na gestão tem feito com que as empresas (novas ou não) busquem mais o trabalho do administrador.
4 – Que recomendação faz aos alunos que cursam  Administração em relação à Administração Rural?
A palavra da vez é a especialização! Escolha uma grande área, finanças, produção, recursos humanos ou marketing, e seja extremamente competente em uma delas. São áreas com foco bastante diferente, e que o seu diferencial vai ser o quanto você entende do assunto que escolher acompanhar.
É importante que se tenha uma formação generalista, entendendo como funciona cada uma das outras 3 áreas, mas hoje em dia é impossível acompanhar a evolução das quatro grandes áreas.
Participe de projetos na sua Universidade, através da Empresa Junior (já existem empresas juniores que trabalham só com o foco rural). Esta experiência vai contar muito, se aliada com uma formação sólida, e muito estudo, mas muito, muito trabalho.



Página 1 de 812345...Última »