Além da gestão de recursos públicos: tecnologia também traz inovação para o agronegócio

Categoria: Estratégia Rural | 17.05.2019 | sem comentários



Para que o Brasil se tornasse um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo, a produção agrícola teve que passar por muitas revoluções. Há um constante desenvolvimento de tecnologias que auxiliam os produtores dentro da lavoura, no processamento dos alimentos e na distribuição, mas quando o assunto é gestão ainda vemos um ecossistema agrícola carente de soluções que tornem a gestão dos recursos mais eficientes.

Para garantir vantagens competitivas é imprescindível que o produtor invista em ferramentas que auxiliem na gestão do seu negócio como um todo, desde a produção até a distribuição. E além das próprios softwares, é preciso capacitar profissionais para lidar com esta nova realidade.

Como a gestão do agronegócio pode ajudar?

Os maiores agentes de inovação do setor são os softwares de gestão integrada, por meio deles é possível reduzir custos e acelerar métodos de negociação. Alguns sistemas são responsáveis por fazer o monitoramento do mercado, mostrando quedas e aumentos de valores e demandas de acordo com a região. Esse tipo de informação dá a oportunidade ao produtor de comercializar sem erros, o que simplifica todo o processo.

Michel Ângelo, doutor em economia, acredita que o avanço desse tipo de tecnologia irá extinguir a figura do administrador o agronegócio e o setor financeiro são os dois segmentos mais avançados nessas tecnologias, seja pela genética animal e vegetal, como pela inteligência artificial que irá substituir o trabalho humano nas lavouras. A gestão irá se transformar totalmente, o administrador como conhecemos vai sumir e teremos um novo profissional de gestão que eu chamaria de “mentor”. Essa figura será um profissional com habilidades diferenciadas que serão vendidas para as organizações de forma diferente das tradicionais, ele será o especialista em treinar máquinas (Inteligência Artificial) para que possa tomar as melhores decisões”, comenta.

De acordo com o economista, esse tipo de tecnologia será fundamental para o crescimento em escala do setor. Já em mercados específicos e de nicho, o crescimento se dará pelas redes comunitárias, onde pessoas se conectam a produtores de orgânicos de qualidade, em que não há a necessidade de processos tecnológicos muito avançados.

Michel Angelo Constantino de Oliveira é doutor em economia e professor nos Programas de Doutorado em Ciências Ambientais e Sustentabilidade Agropecuária e em Desenvolvimento Local. Pesquisador da área de Políticas Públicas Agroambientais, Economia Comportamental, Economia Regional e Econometria (Métodos Quantitativos).

Conheça as agrotechs

E as empresas que levam esse tipo de tecnologia até o campo são chamadas de agrotechs, na maioria dos casos, são startups ligadas à soluções de tecnologia que possuem o objetivo de incrementar o setor e trazer eficiência para os processos.

As agrotechs se concentram na criação de softwares capazes de integrar toda a cadeia produtiva do ecossistema rural, pois os softwares auxiliam desde o agricultor durante o plantio até o planejamento do engenheiro agrônomo, a gestão financeira e logística.
Todos os aspectos da nossa vida estão sendo transformados pela tecnologia, com o único e simples objetivo de facilitar processos. Vemos isso na gestão pública e de recursos habitacionais, no agronegócio, e em diversos outros setores, fazendo com que os processos de gestão como conhecemos hoje, desapareçam e deem espaço a softwares inteligentes.



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