HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Tarde

Categoria: Outros | 04.11.2013 | sem comentários



Este post é uma continuação do HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Manhã
A tarde começou com Walter Isaacson, jornalista e biógrafo, que ficou conhecido por publicar, há cerca de 2 anos, a única biografia autorizada de Steve Jobs. A palestra se pautou por histórias de vida do engenheiro-empresário-artista, provavelmente as que estão no livro.
Por vezes na palestra ele citou o “Reality Distortion Field” (Campo de Distorção da Realidade), que existia em torno de Steve Jobs, que conseguia extrair das pessoas aquilo que elas achavam impossível de fazer. E também do olhar direto e sem piscar os olhos que acompanhava este campo de força.
A história que mais gostei foi ele dizendo que perguntou a Jobs, próximo à sua morte, qual o produto ele tinha mais orgulho de ter criado, e a resposta foi: “Meu maior produto foi ter criado a Apple Computers, pois criar um produto insanely great é um grande desafio, mas criar uma empresa que mantém incentivando pessoas inteligentes a criar produtos fantásticos continuamente”.
A próxima palestra foi do professor Clóvis de Barros Filho, que tentou colocar um pouco de humor no tema de ética. Deu para ver que ele tinha um recado para passar, sobre o resultado as vezes ir além do que é “justo”, e fazendo as pessoas agirem muito diferente de como elas são, mas meu senso de humor aparentemente não é parecido com o do resto da platéia, que adorou.
Depois dele tivemos Paul Ormerod, economista inglês, que, de acordo com a agenda, deveria abordar o tema: Cenários, e, como sempre dentro deste tema, tentou tão fortemente olhar para trás para tentar ver padrões, que esqueceu de falar de cenários futuros.
Nesta linha, ficou falando sobre a importância das redes (sociais, e de negócios), e também um pouco sobre o paradoxo das escolhas. No final falou em duas apostas: identificar influenciadores do mercado, pois eles são mais importantes que atributos do produto (contrariando Jobs via Isaacson de mais cedo), e o clichê do momento: Big Data.
Para fechar o dia, falou Michael Silverstein, do Boston Consulting Group (isso, o BCG, da Matriz BCG). Ele começou falando que conhece as mulheres, pois entrevistou mais de 35.000 mulheres ao longo da carreira dele no BCG.
Ressaltou que as mulheres hoje mandam num orçamento de U$29 tri em todo o mundo. Contou sobre sua história de mais de 20 anos, e que no processo de pesquisa que conduziram, onde as mulheres respondem um questionários de 110 questões, e que as coisas mais importantes para elas, na ordem, são: Pet (animais de estimação, ou filhos, quando tem), Sex (isso mesmo) e Food (Comida).
Lembrei-me de 1960, quando Kinsey lançou suas pesquisas sobre sexo respondidas pelas mulheres, onde todos se chocaram com o FATO de que suas mães, irmãs e filhas fazem sexo?!?! Passado o susto, ele começou a listar itens que as mulheres valorizam, e o que as marcas ignoram, quando querem focar neste público.
Falou também que as mulheres vão gerar uma aceleração de U$6 tri na economia mundial, pois vão estudar mais, trabalhar mais, ganhar mais, e abrir novos negócios.
Mostrou também um gráfico bem bacana dos itens que as mulheres estão mais insatisfeitas. Contou que uma mulher insatisfeita vai contar sobre sua insatisfação para cerca de 300 pessoas, e os homens entre 3-10. Ou seja, cuidado para não deixar estas consumidoras insatisfeitas.
E deu uma dica final aos homens da platéia: “Quer ser um herói em casa hoje? Ande com o cachorro, coloque seu filho para dormir, e se ofereça para ferver a água do macarrão”. E não diga que vai fazer, faça com ela vendo.
O dia começou bem e terminou bem, com um “miolo” um pouco fraco, mas muito animado para amanhã!


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