A necessidade de múltiplos indicadores



Kaplan e Norton (1997) afirmam que, dentro de uma organização, você deve possuir indicadores que cubram todos as diferentes áreas de uma organização. Dizem ainda, que, historicamente, o sistema de indicadores das organizações sempre teve natureza financeira.
Desde o final do século XIX, uma série de indicadores financeiros foram criados, e são utilizados até hoje para avaliar o resultado das organizações. Mas a partir da II Guerra Mundial, e acentuado pela Globalização, a diversificação dos negócios gerou a necessidade de relatórios e medidas do desempenho estratégico das organizações. (KAPLAN e NORTON, 1997)
Um executivo de uma grande empresa da década de 70, deixa isto bem claro em sua afirmação:

“Como empresa altamente diversificada, a medida de Retorno sobre o Capital Empregado (ROCE) era particularmente importante para nós. No final do ano, recompensávamos os gerentes de divisão que apresentassem o desempenho financeiro previsto. Vínhamos administrando a empresa com rigor e sucesso nos últimos 20 anos. Mas estava ficando cada vez mais difícil identificar de onde viria o crescimento futuro, e em que outros setores da inovação a empresa deveria participar. Havíamos nos tornado uma empresa com alto retorno sobre o investimento, mas com menos potencial de continuar crescendo. Pelos nossos relatórios financeiros, também não ficava de todo claro o progresso que estávamos tendo na implementação de iniciativas de longo prazo”.

O discurso do executivo demonstra claramente o tipo de problema que as organizações passaram a enfrentar. Critérios de avaliação e controle de resultados com décadas de aplicação com resultados comprovados, passaram a não apresentar resultados significativos quando na hora de sugerir ações de mais longo prazo, que garantiam o contínuo crescimento da organização.
Neste cenário, e a partir dos estudos de Robert Kaplan e David Norton no Instituto Nolan Norton, que era a unidade de pesquisa da grande empresa norte-americana de consultoria, a KPMG, surge o Balanced Scorecard.
E antes de discutirmos o modelo do Balanced Scorecard e suas especificidades, vamos apresentar um último caso, que ajuda a compreender a essência e a necessidade do controle.



Comentários

  1. Wilson disse:

    Olá amigo Kenneth, gostaria de ter as aulas sobre planejamento estratégico, do início com a análise do ambiente interno e externo até a implantação e monitoramento. Caso seja necessário eu já sou cadastrado no site Tutorar que já é um sucesso. Forte abraço e até mais!

Comente





Posts Relacionados

  • Histórico do Balanced ScorecardHistórico do Balanced Scorecard Este histórico foi adaptado do artigo "Balanced Scorecard com modelo de gestão estratégica: um estudo de caso da Gol Linhas Aéreas Inteligentes", de Cláudio de Almeida Fernandes, da […]
  • Balanced ScorecardBalanced Scorecard De acordo com seus criadores, Kaplan e Norton (1997), “O Balanced Scorecard (BSC) é basicamente um mecanismo para a implementação da estratégia, não para sua formulação [...] ele oferecerá […]
  • O caso do painel do aviãoO caso do painel do avião Este caso serve para introduzir o estudo do Balanced Scorecard, demonstrando a importância da definição e utilização de indicadores diversos numa organização. Kaplan e Norton (1997) […]
  • Monitoramento e ControleMonitoramento e Controle Embora muitas vezes esta etapa não seja levada em consideração, a etapa do monitoramento e controle é essencial. Segundo Maximiano (2006), o monitoramento "consiste em acompanhar e avaliar […]
  • Como definir métricas em seu planejamento estratégicoComo definir métricas em seu planejamento estratégico Definir as métricas é essencial para avaliar o desempenho de um planejamento estratégico. Mas decidir quais usar pode não ser uma tarefa tão simple. Para saber como fazer isso, continue […]
  • Elaborando Indicadores – Principais Atributos dos IndicadoresElaborando Indicadores – Principais Atributos dos Indicadores Para que os indicadores se tornem viáveis e práticos, devem possuir alguns atributos especiais. • Adaptabilidade – capacidade de resposta às mudanças de comportamento e exigências dos […]