Competências Comportamentais para uma Equipe

Categoria: Gestão de Equipes | 02.10.2014 | sem comentários



Definindo as competências

As habilidades de trabalho em equipe entram em pauta sempre que as pessoas executam tarefas em conjunto, visando uma meta comum, seja num grupo informal de três membros ou em toda a divisão de uma Instituição. Para que uma equipe seja bem-sucedida é necessário que certas competências sejam desenvolvidas por parte de seus membros. Comunicação, cooperação, motivação, criatividade, delegação de tarefas e percepção são algumas dessas competências.
O gerente precisa estar desenvolvendo e utilizando essas competências, além de fazer com que os membros de sua equipe as utilizem.

Delegação de tarefas

A delegação pode ser definida pelo ato de entregar um poder ou a responsabilidade por uma tarefa a outra pessoa e esta a aceita. Contudo, o delegante permanece co-responsável pela execução da tarefa. É estabelecido um “contrato” entre as duas pessoas, que deve estar claro para ambas as partes.
Este contrato precisa incluir, dentre outros, os objetivos desejados, os meios disponíveis, limites da delegação, formas de controle e avaliação e o papel de cada um. É importante observar antes, se a pessoa que recebeu a incumbência de realizar a tarefa dispõe dos meios necessários para cumpri-la.
Existem diversos obstáculos à delegação, como o medo de perder o poder, a falta de confiança na competência de outras pessoas, a imposição de uma forma de trabalhar, o hábito de fazer e controlar tudo, etc. Em contrapartida, são inúmeras as vantagens da delegação tanto para as pessoas envolvidas quanto para a organização. Se bem executada, pode ser vivenciada como uma promoção pessoal (por exemplo, reconhecimento e confiança) e profissional (por exemplo, promoções e gratificações).

Comunicação

A maior queixa dos servidores é a pouca comunicação com a gerência. Ser um comunicador competente é a chave de todas as habilidades sociais. Estabelecer uma comunicação aberta com alguém possibilita a obtenção do melhor que essa pessoa pode oferecer.
A troca de informações é fundamental para o bom funcionamento da equipe. Desse modo, é essencial que os componentes das equipes de trabalho tenham conhecimento daquilo que os afeta, direta ou indiretamente, em detalhes e de modo completo. O canal de comunicação gerente-subordinado deve estar sempre aberto.
O gerente deve incentivar a livre comunicação, buscando a compreensão mútua, o compartilhamento das informações, lidar de forma direta com os problemas, ser receptivo e manter o controle sob suas próprias emoções.
Saber ouvir também é essencial. A habilidade de ouvir – fazer perguntas astutas, ter a mente aberta, ser compreensivo, não interromper e procurar sugestões são características que um bom comunicador deve possuir. Além disso, é imprescindível levar em consideração que o que escutamos é influenciado por nossa história pessoal, o contexto histórico-cultural, o contexto da conversa em si, as expectativas, o estado de ânimo (exemplo: se no momento da conversa estou triste ou alegre, otimista ou pessimista) e a confiança no locutor.

Motivação

A motivação tem importância decisiva para o bom desempenho de uma equipe. Motivação é a força que nos estimula a agir. Sabe-se que cada um de nós tem motivações próprias, geradas por fatores distintos. No ambiente de trabalho, o líder deve procurar estimular sua equipe a aliar motivações pessoais às necessidades da Instituição. Para motivar uma equipe é preciso suprir suas necessidades e fixar estratégias para alcançar os objetivos.
No momento da distribuição das tarefas, é preciso levar em conta as habilidades e os interesses de cada membro da equipe. Se os colaboradores forem responsáveis por tarefas compatíveis com seus interesses e competências, estarão mais motivados, voltados para os objetivos. Lembre-se que se os membros tiverem interesse pelas metas e empenhados em atingi-las, eles se esforçarão mais e os resultados serão melhores. Uma postura positiva é fundamental para alcançar objetivos. O gerente deve tentar manter sua equipe otimista.
Não motivamos as pessoas, oferecemos a elas a possibilidade de se motivarem e este é um dos papéis dos gerentes. Existem vários fatores de motivação, o mais conhecido é a remuneração, mas não podem ser reduzidos a considerações financeiras apenas. Então surgem algumas dicas para construir um ambiente motivador:
– Promover um clima de confiança na equipe;
– Estar, sempre que possível, se reunindo com a equipe para acompanhar o trabalho e dar feedback ou realinhar os rumos das tarefas voltadas para resultados e não para a repressão;
– Conhecer cada membro da equipe e suas aspirações;
– Repensar a divisão de tarefas, quando necessário;
– Comunicar-se sempre de maneira clara e objetiva;
– Ficar atento à comunicação através de gestos, linguagem corporal;
– Desenvolver na sua equipe o interesse pelo trabalho;
– Potencializar a expressão da criatividade e da inovação;
– Avaliar imparcialmente;
– Manifestar na prática o reconhecimento pelo esforço realizado;
– Prestar atenção nas pessoas (agir com polidez, proporcionar um ambiente de escuta, saber repreender e reconhecer quando um trabalho está bem feito).

Cooperação

Dentre os componentes básicos do ambiente de uma equipe está a cooperação.
Seres humanos operam bem em grupo – uma característica que pode ser vista nos esportes, nos quais as pessoas colaboram instintivamente, assumem responsabilidades voluntariamente e acatam decisões para o bem geral da equipe. Para alcançar a mesma coesão no ambiente de trabalho, os membros da equipe devem superar a tendência de ficar na defensiva. Os membros do grupo devem estar abertos para conhecer melhor as habilidades e força uns dos outros.
É fundamental criar um ambiente cooperativo entre os membros da equipe. O gerente deve facilitar a criação desse ambiente, promovendo entre seus membros um esforço unificado em torno do mesmo propósito. Existem vários meios para aumentar a cooperação: o reconhecimento de trabalhos bem executados, a troca de informações e recursos, o equilíbrio entre a concentração nas tarefas, o cuidado com os relacionamentos entre os membros da equipe, entre outros.

Criatividade

Para liberar a criatividade de uma equipe, não se pode rotular ou inibir seus membros: todos são capazes de ter ou desenvolver novas idéias. Promover sessões de troca onde podem ser geradas a maior quantidade possível de sugestões é fundamental para estimular a criatividade. Nessas sessões, é importante valorizar a diversidade de visões e idéias, porém mantendo o foco no consenso.
Estar preparado para ser um solucionador de problemas de forma criativa e inovadora é essencial para atingir bons resultados com menores custos, porém a despeito dessa constatação, observa-se um enorme desperdício, pois as barreiras de natureza emocional, social e cultural, nos impedem de colocar em prática todo o nosso potencial criativo.
Nossa sociedade cultiva uma série de pressupostos básicos que contribuem para destruir e resistir ao novo, ao criativo. O ser humano tem como instinto básico a resistência à mudança. Com certeza você já ouviu na sua organização frases como estas:
– Isso não vai dar certo
– Essa proposta é contrária a política da empresa
– Não temos tempo para isso…
– Você nos dá garantias de que vai dar certo?
– A sua proposta não faz o menor sentido!
– Estamos indo muito bem sem isso…
– Nunca fizemos isto antes.
– Fulano não vai gostar nem um pouco dessas idéias…
– Não podemos correr riscos
Todas as pessoas possuem um potencial criativo, que para ser desenvolvido e/ou explicitado, necessita de um ambiente que permita o surgimento de idéias inovadoras e esteja preparado para a ocorrência de possíveis erros.

Gerenciamento de conflitos

Toda equipe possuiuma dificuldade latente. Espera-se que as pessoas atuem juntas na tentativa de vencer essa dificuldade. Investigar se os problemas são localizados ou se há uma insatisfação generalizada é fundamental. Uma vez que o problema tenha sido identificado, é inevitável para o gerente trazê-lo à tona e ajudar a desativar o conflito, incentivando o debate e a discussão aberta.
O líder deve agir diplomaticamente com as pessoas e situações tensas, tentando administrar o conflito e buscando soluções em que todos saiam ganhando. Para que as dificuldades de relações entre as pessoas não enfraqueçam o espírito de equipe, é vital estimular a criação da confiança, da cooperação e da fidelidade entre os participantes.
A seguir, algumas dicas para gerenciar eventuais conflitos que surjam na sua equipe de trabalho:
– Identificar a origem do conflito para atacar sua causa, e não a conseqüência;
– Definir papéis e esclarecê-los a todos os membros da equipe, de modo que cada um saiba os limites e obrigações, seus e dos outros;
– Avaliar se o conflito é de origem pessoal ou profissional, pois é muito comum que se confundam, e tentar resolvê-los no momento e local apropriados para tal (ex: se o conflito tem origem pessoal, resolver fora do contexto de trabalho, em uma conversa amigável/informal e não durante uma reunião);
– Conflitos existem em qualquer conjunto de pessoas. Para amenizá-los, é necessário observá-los e respeitar as diferenças individuais de seus membros;
– Observar o momento de resolver/discutir os problemas, para que todos estejam disponíveis, tomando o cuidado com a forma de comunicação utilizada (palavras e tom de voz) para evitar a agressividade.



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