Segmentação de Mercado – Uma visão técnica



De acordo com Dias et al (2004), os consumidores diferem muito entre si, possuem preferências e necessidades diferentes, por isso há diversos fatores que devem ser selecionados e avaliados para definir e agrupar os clientes conforme o perfil, características e hábitos de consumo.
Conforme o autor (2004, p. 18):

Segmentação de mercado é o processo de dividir mercados em grupos de consumidores potenciais com necessidades e/ou características semelhantes que provavelmente exibirão comportamentos de compra semelhantes.

No mesmo raciocínio de Dias (2004), a base para segmentação é a pesquisa e quanto melhor for o investimento em suas informações, melhores resultados esta apresentará para o marketing da empresa.
Há inúmeras vantagens ao se realizar a segmentação de mercado, principalmente para as estratégias de marketing, pois, quanto maior for o conhecimento da empresa sobre os aspectos de seus clientes melhor direção fará aos seus esforços em satisfazê-lo.
De acordo com Dias (2004), dentre os aspectos observados, pode-se classificar a segmentação:
a) Segmentação Demográfica: consiste em dividir os clientes com base nas características da população, como por exemplo, idade, sexo, estado civil, nacionalidade, religião, etc.
b) Segmentação Socioeconômica: consiste em dividir os clientes com base nas características sociais e econômicas da população, ou seja, pela classe social, renda, escolaridade, ocupação profissional, etc.
c) Segmentação geográfica: consiste em dividir os clientes com base em critérios geográficos da população. Ex. região, tamanho, clima, densidade populacional, etc.
d) Segmentação por Benefícios: consiste em dividir o mercado de acordo com os benefícios procurados pelos clientes.
e) Segmentação Psicográfica: consiste em dividir o mercado com base no modo como às pessoas pensam e levam sua vida. Ex. estilo de vida, personalidade, valores, opiniões, atividades, interesses, fatores psicológicos, etc.

Classes Sociais

Conforme Samara & Morsch (2005) no Brasil, as classes socioeconômicas podem ser classificadas de acordo com a quantidade de salários mínimos/mês, como apresenta o quadro:

ClasseSalários/mêsFaixa de Renda (R$)
AMais de 25R$ 8.751,00 ou mais
BDe 10 a 25R$ 3.501,00 a R$ 8.750,00
CDe 4 a 10R$ 1.401,00 a R$ 3.500,00
DDe 2 a 4R$ 701,00 a R$ 1.400,00
EAté 2Até R$ 700,00

Renda Familiar no Brasil.
Fonte: SAMARA & MORSCH, 2005.

Para Gade (1998, p. 222) “as classes sociais podem ser vistas como divisões relativamente permanentes e homogêneas da sociedade que permite uma comparação de indivíduos ou grupos com outros indivíduos e grupos dentro desta sociedade”.
Nos estudos de Samara & Morsch (2005) toda sociedade apresenta uma forma de estrutura de classes sociais e as pessoas que a compõem possuem uma posição específica dentro da sociedade. Em regra, os membros dessas divisões possuem valores, interesses e comportamento similares.
De acordo com Gade (1998), as classes de Warner se dividem em segmentos que podem ser caracterizados da seguinte forma:
a) Classe A: Denominada a classe alta superior, trata-se de uma elite social onde geralmente sua riqueza é herdada. Suas atitudes, no que diz respeito a consumo, servem de guia e grupo-referência para a classe média alta. Sua relação com o dinheiro é como se não tivesse o menos valor, gastam sem preocupação, porém sem alardes.
b) Classe B: Denominada a classe alta inferior, trata-se de executivos ou proprietários de negócios bem-sucedidos que muitas vezes tem renda superior da classe alta superior. Geralmente sua ascensão é recente com raízes na classe B e C. Preocupam-se com aquisição de itens do consumismo que indicam dinheiro e poder.
c) Classe C: Denominada a classe média superior, deriva de profissionais diferenciados que valorizam a boa formação profissional como sendo a garantia de sucesso e permanência neste estrato social. Suas compras são feitas com muito cuidado atentando sempre à aparência de bem-estar.
d) Classe D: Denominada a classe média inferior, representa a família típica trabalhadora e com tendências conservadoras. Geralmente tem pouca confiança no seu próprio gosto e conhecimento por isso busca como grupo-referência à classe média superior. São sensíveis ao preço procurando fazer sempre comparações e estudos de preços e oportunidades.
e) Classe E: Denominada a classe baixa superior, caracteriza-se por empregos rotineiros que exigem pouca ou nenhuma educação. Seu comportamento de compra é caracterizado pela lealdade à marca como forma de minimizar a insegurança, dando-lhe a sensação de saber comprar. Geralmente gastam seu dinheiro na casa.
“Os determinantes da classe social, em parte, são as ocupações que as pessoas detêm os valores e as crenças, as posses e bens, o local de moradia, o tipo de educação, enfim, o estilo de vida” (GADE, 1998, p. 232).
Contudo, Gade (1998) conclui em seus estudos que, quanto mais baixa a classe social menor é a sua percepção, informação e o uso da linguagem em relação à classe mais alta.
Na visão dos autores, Samara & Morsch (2005), a classe social é uma importante influência que atua sobre o consumidor e tendem a surgir naturalmente em função de suas atitudes, de seus valores individuais e de seu estilo de vida. Tais elementos são fundamentais para determinar o comportamento do consumidor que apresenta diferenças muito importante de consumo entre as classes mais altas e mais baixas.



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