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Os estágios de formação de equipe

Um grupo de pessoas, ao constituírem uma equipe de trabalho, passa por estágios razoavelmente previsíveis. Estes estágios são: formação, turbulência, normatização e atuação. Essa é uma divisão didática, não sendo possível, em alguns casos, a separação exata de cada uma das fases. Tem como objetivo proporcionar maior conhecimento sobre o momento de sua equipe e orientá-lo para as ações necessárias.
Em seguida estão descritos estes estágios:

1o Estágio: Formação

Quando uma equipe está-se formando, seus membros pesquisam, cautelosamente, as fronteiras do comportamento adequado ao grupo. Este é um estágio de transição da condição de indivíduo para a de membro, e de teste, tanto formal com o informal, da capacidade de orientação do líder. Devido ao fato de existirem no início, inúmeros fatores que desviam a atenção dos membros, realiza-se pouco ou nada em relação às metas do projeto, o que é perfeitamente normal nessa fase.
A formação compreende os sentimentos:
– Entusiasmo, expectativas voltada para resultados e otimismo, visão de futuro.
– Sentimento de pertencer, orgulho em ter sido escolhido para o projeto.
– Afeição à equipe (empatia), imediata e exploratória.
– Desconfiança, medo e ansiedade em relação ao futuro trabalho.
E os comportamentos:
– Tentativas de definir as tarefas e decidir como serão realizadas
– Tentativas de determinar o comportamento adequado do grupo e a maneira de lidar com seus problemas.
– Decisões sobre quais informações precisam ser coletadas.
– Altas e abstratas discussões sobre conceitos e questões; ou, para alguns membros, impaciência com essas discussões.
– Discussões sobre indícios de problemas, ou problemas, não pertinentes à tarefa; dificuldades em identificar os problemas pertinentes.
– Reclamações contra a organização e contra os obstáculos à tarefa.
Em função de existirem no início inúmeros fatores que desviam a atenção dos membros da equipe, no que diz respeito às metas do projeto, esta atenção realiza pouco, ou nada. Isto é perfeitamente normal.

2º Estágio: Turbulência

O estágio da turbulência é o mais difícil para a equipe. Os membros começam a perceber que a tarefa é diferente e mais difícil do que imaginavam e tornam-se irritadiços, implicantes ou muito minuciosos.
Impacientes com a falta de progresso, mas ainda muito inexperientes para saber o suficiente sobre a tomada de decisão, os membros discutem sobre que ações a equipe deve tomar. Tentam apoiar-se unicamente em suas experiências pessoais e profissionais, resistindo a qualquer necessidade de colaboração dos outros membros da equipe.
A Turbulência compreende os sentimentos:
-Resistência à tarefa e às abordagens ao processo de melhoria da qualidade diferente daquelas que cada membro, individualmente, está acostumado a usar.
– Nítidas variações de comportamento em relação ao grupo e às expectativas de êxito do projeto.
E os comportamentos:
– Discussão entre membros, mesmo quando concordam com a questão básica.
– Atitude defensiva e competitiva; facções e “escolha de lados”.
– Contestação do bom senso daqueles que escolheram o projeto e designaram os outros membros da equipe.
– Estabelecimento de metas irrealísticas; preocupação com o excesso de trabalho.
– Evidente aplicação da “lei do mais forte”; desunião, tensão crescente e ciúmes.
Essas várias pressões significam que os membros da equipe têm pouca energia para despender na perseguição das metas da equipe. Estão, porém, começando a se entender.

3º Estágio: Normatização

Durante este estágio, os membros harmonizam lealdades competitivas com responsabilidades. Aceitam a equipe, as regras básicas (ou “normas”), seus papéis e a individualidade dos companheiros. O conflito emocional é reduzido à medida que as relações, anteriormente competitivas, tornam-se mais cooperativas.
Desta forma, finalmente, começam a apresentar progressos significativos.
O estabelecimento de normas compreende os sentimentos:
– Uma nova capacidade de criticar construtivamente.
– Integração na equipe.
– Alívio, porque parece que tudo vai funcionar.
E os comportamentos:
– Evitando conflitos, na tentativa de alcançar a harmonia.
– Mais amistosos mutuamente confiantes e partilhando os problemas pessoais; discutem sobre a dinâmica da equipe.
– Um senso de coesão de equipe, um espírito e metas comuns.
– Estabelecimento e manutenção das regras básicas e fronteiras da equipe (as “normas”)
À medida que os membros da equipe começam a resolver suas diferenças, passam a ter mais tempo e energia para despender em suas atividades e projetos. Desta forma podem, finalmente, começar a apresentar progressos significativos.

4o Estágio: Atuação

Ao chegar a este estágio, a equipe já definiu seu relacionamento e expectativas; pode começar a atuar. Finalmente os membros descobrem e aceitam os pontos fortes e pontos fracos uns dos outros e já aprenderam seus papéis.
Atuação compreende os sentimentos…
-Percepção dos membros quanto aos processos de trabalho individual e grupal e melhor compreensão dos pontos fortes e fracos de cada um.
-Satisfação pelo progresso da equipe
… e os comportamentos
– Auto-mudançaconstrutiva.
– Capacidade de evitar ou lidar com problemas do grupo.
– Forte apego à equipe.
A equipe agora é uma unidade eficaz e coesa. Pode-se saber quando a equipe atinge este estágio pela quantidade de trabalho que começa a ser produzido.
A duração e intensidade desses estágios variam de equipe para equipe. A compreensão desses estágios de crescimento evitará a reação exagerada aos problemas normais, e que sejam criadas expectativas irrealísticas, que somente aumentam as frustrações.


Categoria: Gestão de Equipes | 12.outubro.2014 | sem comentários | Comentar


Kenneth Corrêa possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS - 2004) e Pós-Graduação em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV - 2006). É Diretor Comercial e de Tecnologia do Grupo WTW, à frente das empresas Gestão Ativa - Soluções Web, 80 20 Marketeria Digital, e Mais Empresas que atuam nas áreas de Desenvolvimento de Sites, SEO (Otimização para buscadores), Marketing Digital e eCommerce. Foi professor do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC (IESF) e da Universidade Anhanguera-Uniderp, ambas em Campo Grande - MS. Possui experiência na área de Administração, atuando principalmente nas seguintes áreas: planejamento estratégico, gestão de projetos, marketing e recursos humanos.



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