Modelo de 5 Forças de Michael Porter: Guia Atualizado 2026

Categoria: A Sem categoria | 05.06.2008 | 85 comentários



O Modelo de 5 Forças de Michael Porter em 2026: Ainda Relevante?

Em 1979, Michael Porter, professor da Harvard Business School, publicou um artigo na Harvard Business Review que revolucionou a forma como gestores analisam a competitividade. O modelo das Cinco Forças Competitivas — rivalidade entre concorrentes, ameaça de novos entrantes, poder de barganha de fornecedores, poder de barganha de clientes e ameaça de produtos substitutos — tornou-se o framework estratégico mais ensinado e aplicado do mundo.

Mas quase 50 anos depois, em um mundo dominado por inteligência artificial, plataformas digitais e ecossistemas de negócio, a pergunta inevitável é: as 5 Forças de Porter ainda fazem sentido?

A resposta curta é sim, mas com adaptações. Em 2026, o modelo não foi substituído — foi evoluído. Pesquisadores da Springer (2026) propuseram o “Multi-Forces Framework”, que expande as cinco forças originais para incorporar novas dinâmicas da era digital. Enquanto isso, empresas como Amazon, Netflix, Nubank e iFood usam variações do modelo para navegar em mercados onde as fronteiras entre setores se dissolvem e a concorrência vem de lugares inesperados.

Neste artigo, atualizado para setembro de 2026, vamos revisitar as cinco forças clássicas com exemplos modernos, explorar as novas forças da economia digital e mostrar como aplicar esse framework em um mundo que Porter nunca imaginou.

Infográfico das 5 Forças de Porter atualizado para 2026 com a 6ª força dos complementadores

As 5 Forças Competitivas de Porter: Fundamentos

Segundo Porter, a lucratividade de uma indústria não depende apenas dos concorrentes diretos. Cinco forças agem simultaneamente para determinar o quão atrativo é um setor:

  • Rivalidade entre concorrentes atuais
  • Ameaça de entrada de novos concorrentes
  • Poder de barganha de fornecedores
  • Poder de barganha de compradores (clientes)
  • Ameaça de produtos ou serviços substitutos

Quando essas forças são intensas, a lucratividade do setor tende a ser baixa. Quando são fracas, as empresas têm mais espaço para gerar retornos acima da média. O objetivo da estratégia competitiva, segundo Porter, é “encontrar um posicionamento no setor onde a empresa consiga melhor se defender ou mesmo influenciar as forças em seu próprio benefício”.

Força 1: Rivalidade entre Concorrentes Atuais

A rivalidade entre concorrentes é a força central do modelo. Refere-se à intensidade da competição entre empresas que já atuam no mesmo setor. Segundo Serra, Torres e Torres (2004), esta pode ser considerada “a mais significativa das cinco forças”.

A rivalidade é intensa quando:

  • O setor tem muitos concorrentes de tamanho similar
  • O crescimento do mercado é lento (a competição se torna um jogo de soma zero)
  • Os produtos são commodities (diferenciação baixa)
  • As barreiras de saída são altas (empresas preferem lutar a sair)
  • Os custos fixos são elevados (empresas precisam vender em volume)

Exemplo Moderno: Streaming em 2026

O mercado de streaming de vídeo é um caso perfeito de rivalidade intensa. Em 2026, o Brasil tem mais de 15 plataformas de streaming competindo pelo mesmo público: Netflix, Max, Disney+, Amazon Prime Video, Globoplay, Apple TV+, Paramount+, Crunchyroll, e dezenas de nichos. A rivalidade se manifesta em:

  • Guerra de preços: Bundles que combinam múltiplas plataformas por menos de R$ 50/mês.
  • Corrida por conteúdo exclusivo: A Netflix investiu US$ 17 bilhões em conteúdo em 2025; a Disney+ investiu US$ 12 bilhões.
  • Rotatividade de assinantes (churn): A média de churn no Brasil chegou a 18% em 2025 — clientes assinam, consomem, cancelam e migram para a próxima série.

O resultado? Margens de lucro estreitas para quase todos, exceto as gigantes com ecossistemas diversificados (Amazon ganha com AWS e e-commerce; Apple ganha com hardware e serviços).

Força 2: Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes

A ameaça de novos entrantes depende das barreiras de entrada existentes no setor. Quanto mais fáceis de superar, maior a probabilidade de novos concorrentes surgirem e erosionarem a lucratividade.

Porter identificou as principais barreiras de entrada:

  • Economias de escala
  • Diferenciação de produto e lealdade à marca
  • Requisitos de capital
  • Custos de troca (switching costs)
  • Acesso a canais de distribuição
  • Política governamental e regulamentação

A Revolução Digital: Barreiras Caíram

Em 2026, a ameaça de novos entrantes nunca foi tão alta em tantos setores. A digitalização eliminou barreiras que antes protegiam incumbentes:

  • Airbnb entrou no mercado hoteleiro sem possuir um único quarto.
  • Uber desafiou as cooperativas de táxi sem comprar um carro.
  • Shopify permite que qualquer pessoa crie uma loja online em minutos.
  • OpenAI lançou o ChatGPT em novembro de 2022 e, em 2026, já compete com Google, Microsoft e Meta na corrida da IA generativa.

No Brasil, a Nubank é o exemplo mais emblemático. Fundado em 2013, desafiou os bancos tradicionais (Itaú, Bradesco, Santander) com um aplicativo simples, zero tarifas e um modelo digital nativo. Em 2026, a Nubank tem mais de 105 milhões de clientes na América Latina e uma capitalização de mercado superior à de muitos bancos tradicionais brasileiros combinados.

A lição para 2026: barreiras de entrada digitais são baixas, mas barreiras de escala são altas. Qualquer um pode lançar um app, mas poucos conseguem alcançar o network effect (efeito de rede) necessário para sobreviver.

Força 3: Poder de Barganha dos Fornecedores

O poder de barganha dos fornecedores mede até que ponto os fornecedores podem influenciar preços, qualidade, prazos e termos de negociação. Fornecedores poderosos capturam mais valor da cadeia, reduzindo a margem dos compradores.

Fornecedores são poderosos quando:

  • São mais concentrados que os compradores
  • Não dependem do setor do comprador para sua receita
  • Os produtos são diferenciados (não commoditizados)
  • Os custos de troca para o comprador são altos
  • Podem ameaçar integração vertical (tornar-se concorrentes)

Exemplo Moderno: TSMC e o Monopólio dos Chips

A TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company) é o exemplo mais extremo de poder de fornecedor em 2026. A empresa taiwanesa produz mais de 60% dos semicondutores avançados do mundo e cerca de 90% dos chips de 3nm e 2nm — os mais avançados.

Apple, NVIDIA, AMD, Qualcomm e até a Intel dependem da TSMC para fabricar seus chips de ponta. Quando a TSMC aumenta preços em 10-20%, essas empresas não têm para onde correr. O poder de barganha da TSMC é tão grande que governos (EUA, Japão, Alemanha) estão investindo bilhões para atrair fábricas da empresa para seus territórios — uma forma de reduzir a dependência estratégica.

No Brasil, o exemplo paralelo é a Embraer no setor de aviação regional. Como um dos poucos fabricantes globais de jatos regionais (junto com a canadense Bombardier), a Embraer tem poder de negociação significativo com companhias aéreas e fornecedores de peças.

Força 4: Poder de Barganha dos Compradores (Clientes)

O poder de barganha dos compradores mede a capacidade dos clientes de pressionar por preços mais baixos, qualidade superior ou serviços adicionais. Compradores poderosos reduzem a lucratividade dos vendedores.

Compradores são poderosos quando:

  • Compram em grande volume
  • Os produtos são padronizados (fáceis de comparar)
  • Os custos de troca são baixos
  • Podem ameaçar integração vertical (produzir por conta própria)
  • São bem informados sobre preços e qualidade

A Era do Cliente Digital: Poder Nunca Tão Alto

Em 2026, o poder dos compradores está em seu ápice histórico. Ferramentas de comparação de preços, reviews em tempo real, redes sociais e cancelamento instantâneo deram aos consumidores um poder de negociação sem precedentes:

  • Comparadores de preço: Google Shopping, Buscapé, Zoom permitem comparar preços de milhares de lojas em segundos.
  • Reviews e reputação: Um produto com nota abaixo de 4 estrelas na Amazon vende 50% menos que um com 4,5 estrelas.
  • Cancelamento fácil: Assinaturas digitais podem ser canceladas com um clique, elevando o churn e forçando empresas a reterem clientes com descontos.
  • Redes sociais como megafone: Um tweet ou vídeo no TikTok viralizando uma experiência negativa pode destruir a reputação de uma marca em horas.

No B2B, o poder do comprador também cresceu. Grandes varejistas como Magazine Luiza, Mercado Livre e Casas Bahia ditam termos aos fornecedores: pagamento em 60-90 dias, exclusividade de produtos, participação em campanhas de marketing. Fornecedores pequenos e médios têm pouca margem para negociar.

Força 5: Ameaça de Produtos ou Serviços Substitutos

A ameaça de substitutos refere-se à possibilidade de produtos ou serviços de outras indústrias atenderem à mesma necessidade do cliente. Substitutos são diferentes de concorrentes diretos: eles resolvem o mesmo problema de forma diferente.

A ameaça de substitutos é alta quando:

  • O substituto oferece relação preço-desempenho superior
  • O custo de troca para o cliente é baixo
  • O substituto é impulsionado por nova tecnologia

Exemplos de Substitutos que Redefiniram Indústrias

  • Streaming substitui TV a cabo: Netflix, Disney+ e Max substituíram a TV paga tradicional. Nos EUA, assinantes de TV a cabo caíram de 100 milhões (2014) para menos de 50 milhões (2026).
  • Zoom substitui viagens de negócios: Videoconferência tornou-se um substituto viável para reuniões presenciais, reduzindo drasticamente o mercado de viagens corporativas.
  • Tesla (energia solar + baterias) substitui concessionárias: Com painéis solares e baterias Powerwall, consumidores podem gerar e armazenar sua própria energia, reduzindo a dependência da rede elétrica.
  • IA generativa substitui profissionais de conteúdo: ChatGPT, Claude e Gemini produzem textos, códigos e imagens que antes exigiam redatores, programadores e designers. Em 2026, estima-se que 15-20% do conteúdo digital seja gerado por IA.

Ecossistema digital conectado em 2026 com plataformas Amazon, Apple, Google, Netflix e Nubank

A 6ª Força: Complementadores (Andrew Grove)

Em 1996, Andrew Grove, então CEO da Intel, propôs uma sexta força: os complementadores. São produtos ou serviços que potencializam o valor do produto principal.

Exemplos de complementadores:

  • Microsoft Windows + Microsoft Office: O valor do Windows aumenta porque existe Office.
  • iPhone + App Store: O valor do iPhone é multiplicado pelos milhões de apps disponíveis.
  • Carros elétricos + rede de carregamento: Tesla construiu sua própria rede de Superchargers para acelerar a adoção de seus veículos.
  • Console PlayStation + jogos exclusivos: Sony investe bilhões em estúdios de jogos exclusivos para vender mais consoles.

Em 2026, os complementadores são mais importantes do que nunca. A estratégia de ecossistemas (Apple, Google, Amazon, Tencent) é essencialmente uma estratégia de complementadores: cada produto da empresa aumenta o valor de todos os outros.

As Novas Forças da Era Digital: O Multi-Forces Framework (2026)

Em julho de 2026, pesquisadores da Springer publicaram um artigo propondo expandir o modelo de Porter para a era digital. O “Multi-Forces Framework” adiciona novas forças que afetam indústrias transformadas pela digitalização:

Força Original Nova Força Digital O que significa em 2026
Poder de fornecedores Poder dos orquestradores da cadeia de suprimentos Plataformas como Amazon, Mercado Livre e Shein controlam estoques, logística e políticas de milhares de fornecedores.
Poder de compradores Poder dos agregadores de demanda Marketplaces e comparadores de preço agregam milhões de consumidores, dando-lhes poder de negociação coletivo.
Ameaça de substitutos Ameaça dos complementos Produtos que complementam o seu podem se tornar ameaças se forem controlados por concorrentes (ex: Google Maps vs. Waze).
Ameaça de novos entrantes Velocidade de inovação e disrupção A IA generativa permite que startups criem produtos competitivos em meses, não anos.

Além dessas, Bruijl (2026) propôs três forças adicionais específicas para indústrias de alta tecnologia:

  • Poder de dados e algoritmos: Quem controla mais dados e melhores algoritmos tem vantagem competitiva sustentável.
  • Dominância de plataformas e redes: Efeitos de rede criam vencedores que levam quase tudo (winner-takes-most).
  • Pressão regulatória e geopolítica: Sanções, leis de privacidade e restrições de exportação afetam profundamente a competitividade.

Transformação da competição tradicional para ecossistemas digitais em 2026

Como Aplicar as 5 Forças em 2026: Um Guia Prático

A aplicação do modelo em 2026 segue os mesmos princípios de 1979, mas exige novas fontes de dados e uma visão mais ampla:

Passo 1 — Defina o mercado: Em 2026, mercados não têm fronteiras claras. A Amazon compete com Walmart (varejo), Netflix (streaming), Google (cloud) e UPS (logística). Defina se sua análise é de produto, segmento ou ecossistema.

Passo 2 — Mapeie as 5 forças clássicas: Use dados de mercado, relatórios de concorrência, análise de preços e reviews de clientes.

Passo 3 — Adicione as forças digitais: Analise efeitos de rede, poder de dados, plataformas complementares e velocidade de inovação.

Passo 4 — Avalie a intensidade: Classifique cada força como baixa, média ou alta. Use uma matriz visual para sintetizar.

Passo 5 — Defina estratégias: Com base nas forças mais intensas, elabore planos de ação. Se a ameaça de novos entrantes é alta, invista em lealdade à marca e barreiras de escala. Se o poder dos compradores é alto, diferencie seu produto e crie switching costs.

Tabela Comparativa: 5 Forças em Setores Brasileiros (2026)

Força Streaming no Brasil Bancos Digitais E-commerce
Rivalidade 🔴 Alta (15+ plataformas) 🟡 Média (poucos grandes) 🔴 Alta (milhares de lojas)
Novos entrantes 🟡 Média (alto investimento em conteúdo) 🟢 Baixa (regulação e capital) 🔴 Alta (fácil abrir loja online)
Poder fornecedores 🟡 Média (estúdios de conteúdo) 🔴 Alta (regulador, tecnologia) 🟢 Baixa (muitos fornecedores)
Poder compradores 🔴 Alta (churn alto, comparação fácil) 🔴 Alta (zero tarifas, comparação) 🔴 Alta (comparadores, reviews)
Substitutos 🟡 Média (YouTube, TikTok, pirataria) 🟡 Média (fintechs, cripto, Pix) 🟡 Média (marketplaces sociais, lives)

Críticas e Limitações do Modelo em 2026

Apesar de sua utilidade, o modelo de Porter recebe críticas importantes na literatura contemporânea:

  • Foco excessivamente externo: O modelo analisa o ambiente competitivo, mas ignora as capacidades internas da empresa (recursos, competências, cultura). Para isso, complementa-se com a análise VRIO ou a Cadeia de Valor de Porter.
  • Indústrias estáticas: O modelo pressupõe que indústrias têm fronteiras claras. Em 2026, fronteiras entre setores são fluidas (Apple faz saúde, Google faz carros, Amazon faz farmácia).
  • Velocidade da mudança: O modelo foi criado para indústrias maduras com ciclos lentos. Em 2026, a disrupção pode ocorrer em meses, não anos.
  • Ignora co-opetição: Em ecossistemas digitais, concorrentes frequentemente colaboram (ex: Samsung fornece telas para a Apple).
  • Visão linear: O modelo assume relações causais simples. Na realidade, as forças se influenciam mutuamente de forma não-linear.

Mintzberg et al. (2000) já apontavam que “o foco do modelo de Porter é muito estreto” e que sua “preocupação exclusiva com o aspecto econômico e quantificável” ignora fatores políticos, sociais e não quantificáveis. Em 2026, essa crítica é ainda mais relevante: fatores como propósito ESG, impacto social e governança de dados influenciam a competitividade tanto quanto preço e qualidade.

Conclusão

As 5 Forças de Porter permanecem como um dos frameworks estratégicos mais valiosos da administração. Mas em 2026, elas não podem ser aplicadas de forma isolada ou mecânica. O gestor moderno precisa:

  • Compreender as cinco forças clássicas como fundamento
  • Adicionar a sexta força (complementadores) e as novas forças digitais (dados, plataformas, velocidade de inovação)
  • Combinar com análises internas (VRIO, Cadeia de Valor) e externas complementares (PESTEL, cenários)
  • Reconhecer que competição em 2026 não é empresa vs. empresa, mas ecossistema vs. ecossistema

Como afirmou Porter em 2008, revisitando seu próprio modelo: “a essência da estratégia é escolher o que não fazer”. Em um mundo com infinitas oportunidades digitais, essa sabedoria nunca foi tão importante.

Perguntas Frequentes sobre as 5 Forças de Porter

Qual a diferença entre 5 Forças de Porter e Análise SWOT?

As 5 Forças analisam o ambiente externo competitivo de um setor — quem compete, quem compra, quem vende, quem entra, quem substitui. A SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades, Ameaças) analisa tanto o ambiente externo (O e A) quanto o interno (F e F) de uma empresa específica. As 5 Forças respondem: “quão atrativo é este setor?” A SWOT responde: “qual a posição desta empresa dentro do setor?” Em 2026, a melhor prática é usar ambas em conjunto: 5 Forças para entender o setor, SWOT para posicionar a empresa.

O modelo de Porter funciona para startups e empresas digitais?

Funciona, mas requer adaptação. O modelo original foi criado para indústrias tradicionais (aço, automóveis, aviação). Para startups digitais, é preciso adicionar as forças digitais: efeitos de rede, poder de dados, velocidade de inovação e ecossistemas. Uma startup de IA generativa, por exemplo, enfrenta ameaça de novos entrantes extremamente alta (qualquer um pode lançar um modelo com API da OpenAI), mas a rivalidade é moderada porque o diferencial está na aplicação, não na tecnologia base.

Como a IA generativa impacta as 5 Forças?

A IA generativa é uma força disruptiva que afeta todas as cinco forças simultaneamente:

  • Novos entrantes: Reduz drasticamente o capital e o tempo necessários para criar produtos (apps, conteúdo, software).
  • Substitutos: Cria substitutos para serviços tradicionais (redatores, designers, programadores, atendentes).
  • Poder de compradores: Clientes podem usar IA para comparar preços, negociar contratos e personalizar produtos.
  • Poder de fornecedores: Quem controla os modelos de IA (OpenAI, Google, Anthropic) tem poder sobre milhões de empresas que dependem de suas APIs.
  • Rivalidade: Acelera a velocidade de inovação, encurtando ciclos de produto e intensificando a competição.

O que é a “6ª Força” e por que é importante?

A 6ª Força (complementadores) foi proposta por Andrew Grove (Intel) em 1996. Complementadores são produtos/serviços que aumentam o valor do produto principal. Em 2026, ela é crucial porque a estratégia de ecossistemas (Apple, Google, Amazon, Tencent) depende exclusivamente de complementadores. Sem o App Store, o iPhone vale menos. Sem parceiros de entrega, o iFood não funciona. Sem jogos exclusivos, o PlayStation perde competitividade.

Como usar as 5 Forças para decidir se entro em um mercado?

Aplique o modelo como um filtro de investimento:

  1. Mapeie as 5 forças do setor-alvo.
  2. Se 3 ou mais forças são “altas”, o setor é hostil — evite ou entre com diferenciação extrema.
  3. Se 3 ou mais forças são “baixas”, o setor é atratico — considere entrada agressiva.
  4. Use o modelo também para criar barreiras: se você entra, como vai proteger sua posição contra novos entrantes e substitutos?

Porter é ultrapassado na era da inovação disruptiva?

Não, mas precisa de complementos. O valor do modelo não está em prever disrupções (isso é trabalho de análise de cenários e inteligência competitiva), mas em estruturar o pensamento estratégico sobre competitividade. Em 2026, o gestor que usa apenas Porter está desarmado. Mas o gestor que ignora Porter também está — porque os fundamentos da competitividade (rivalidade, barganha, barreiras, substitutos) permanecem válidos, mesmo que as formas de expressão tenham mudado.



Comentários

  1. ronaldo cantão disse:

    muito bom

  2. marcio disse:

    porter

  3. Jessica disse:

    excelente

  4. Milena disse:

    Olá!
    Você poderia me passar as bibliografia citadas acima?

    Serra, Torres e Torres (2004)
    Maximiano (2006)
    Aaker (2007)

    Você tirou esses trechos de livros…..artigos..??!!

    Obrigada

  5. Filipe disse:

    Quais são as referências dos paragrafos:
    Poder de barganha dos compradores? e Poder de barganha dos fornecedores?

  6. Paulo disse:

    Ao citar autor, favor colocar a bibliografia no final do texto.

  7. Paulo disse:

    Pra vc, a palavra “favor” significa o quê? Pra mim ela tem um único significado.
    Pense.

  8. Paulo disse:

    No mais, muito bom o texto.

  9. Paulo, eu pensei bastante, vi que pediu por favor, mas não entendi seu propósito em pedir isso.

    Todas as frases que me embasei em outros autores eu os citei como fonte. Alguns no começo outros no final da frase (como prega a ABNT). Por isso, continuei sem entender o comentário, e por isso pedi para explicar melhor.

    Lembre-se que eu pensar não faz com que eu leia o seu pensamento. O problema pra mim não foi a palavra FAVOR (ela também acho que tem só um significado), mas sim o por quê do favor.

  10. maria auxiliadora disse:

    bem explicado

  11. Maicon disse:

    Como existe gente mal educada. O texto é simples, mas é bom. Para quem procura referências rápidas ajuda muito, porém cada trabalho deve pegar a ideia e desenvolvê-la. Agora… o cidadão entra, pega o texto (querendo o trabalho pronto) e depois reclama.

  12. aLEMÃO disse:

    foi de grande valia…

  13. Carlos disse:

    Muito bom otexto ajudou bastante
    Obrigado!

  14. Fabiana disse:

    Muito bom mesmo, Parabéns! Vc tem algum modelo do calculo de GE…

  15. jessica disse:

    Muito bom!
    Adorei, básico porém altamente informativo e compreensível.

  16. SAMARA disse:

    O texto é bom , objetivo ! parabén, agora o que eu fiquei mais impressionada é com pessoas que não tem o que fazer, pra ficar criticando o próximo , horas… se está reclamando faça MELHOR.

  17. Jorge Couto disse:

    Excelente! Um comentário: o que eu tenho notado na prática é que os concorrentes mais difíceis de competir são os “invisíveis” ou não tão óbvios. Dou um exemplo: um concorrente para a implantação de um novo sistema de informática numa empresa seria a equipe interna do Cliente, que apresentaria ao decisor as várias vantagens de um desenvolvimento “in-house”, que necessitariam ser identificadas e superadas por um fornecedor externo. Neste caso, seria um “Bem substito”?

  18. Paulo Vitor disse:

    Gostei muito do texto acima, mas tambem gostaria de saber como faço para adquirir o filme “Estratégia Competitiva”.

  19. Heloísa disse:

    Um texto simples e bem explicado !!!
    Ajudou muito para me basear ao fazer a revisão literaria do meu TCC
    Obrigada

  20. Heloísa disse:

    Gostaria da dica de algum livro e/ou site com informações de fonte segura
    para o tema: Posicionamento de marca
    Obrigada att

  21. Andrelina disse:

    adorei o texto muito bom!!!

  22. Jaqueline disse:

    Olá Corrêa, muito bom mesmo o texto, obrigada viu!!
    Parabéns!

  23. Elly Santos disse:

    São nos pequenos gestos e palavras que são esboçados o grau de compromitimento com os saberes e nível de compromisso e responsabilidade em partilhar conhecimentos. Parabéns,seu texto está bem compreensível obedecendo as regras da ABNT, muito bom mesmo.Gostei.Continue a trilhar por esse caminho que além de chegar longe, estará contribuindo com muitos individuos a atingir suas e metas e ao sucesso. PA-RA-BÉNS MESMO.

  24. Renata disse:

    Gostei muito do texto! Simples e direto, bem explicativo. Nos ajudou bastante! Obrigada!

  25. Gabriel Valadares disse:

    Fascinante!

    Estou no segundo semestre de Engenharia de Produção, e devo dizer que esse texto tem me ajudado muito muito a aplicar estratégias de competitividade nos projetos em grupo. Certamente, o conhecimento dessas forças Porter torna-se um diferencial entre os concorrentes.

  26. Marcio Cesar disse:

    Muito bom o texto, ajudou na aula.
    Parabens.

  27. Barbara Martins disse:

    Muito bom… ou pelo menos ajudou mto na minha pesquisa de mkt.

  28. […] mesmo autor afirma ainda que, para enfrentar as cinco forças competitivas em uma indústria, devem-se utilizar as estratégias genéricas citadas por ele. As estratégias […]

  29. Domicio Neto disse:

    Parabéns pelo texto.

    Muito bem explicado e melhor que o do Wikipédia 🙂

    Obrigado pela ajuda, agora as coisas ficaram mais claras para mim.

  30. […] Algumas situações corriqueiras para o “Mercado” eventualmente ainda me assustam e os meus resquícios do “romantismo” de atuar e criar uma maneira mais “humana” de se relacionar com os Negócios Tradicionais, me dificultam aceitar e aprender a contornar determinadas situações. Cito Algumas situações pelas quais já passei como canibalismo empresarial, concorrência desleal, corrupção empresarial, “esperteza” de mercado, passar por cima (e dar uma rasteira) em parceiros para conseguir fechar um negócio, propostas indecentes no esquema “Robin Hood” (tudo bem se fizermos algo contra nossa ética, mas legal do ponto de vista jurídico, “os caras lá” tem muita grana! Nem vão sentir falta…), barganha desleal (amigo Porter…). […]

  31. Rhenan disse:

    Amanha apresentarei meu TCC, sou responsável pela área “concorrentes”. Depois de muitas leituras, esse texto esta muito claro, de forma simples mas muito bem explicada. Obrigado

  32. Paulo Souza disse:

    Parabéns! Texto simples e claro (ambas características são virtudes, excelente pra explicar para executivos de outras áreas.

  33. Letícia disse:

    Muito boa iniciativa, não é facil encontrar sobre esse tema. Aqui foi um dos poucos locais que encontrei, e ainda bem esclarecedor e melhor que os outros . Obrigada Kenneth !

  34. Jeferson disse:

    Kenneth Corrêa, voce tem Doutorado? pois Poder de barganha dos compradores e Poder de barganha dos fornecedores, voce nao colocou referência, e para afirmar algo sem referência a pessoa OBRIGATÓRIAMENTE tem que ter Doutorado.
    Parabéns, excelente texto, porem se nao tiver Doutorado, precisa colocar as referências, mesmo que o texto seja indireto, pois de algum lugar voce tirou esta idéia, abração.

  35. Cleomilton disse:

    Agradeço pelas explicações claras e objetivas!

  36. Nathan disse:

    Olá, você não saberia citar as paginas de Aakon(2007, p. ??), Maximiano(2006, p. ??) e Serra, Torres e Torres(2004, p. ??).
    Muito bom o texto, foi muito util
    Att

  37. Mariana disse:

    Olá Kenneth,

    Achei a escrita bastante clara e objetiva. Como administradora um ponto que gostaria de colocar é para teoria como 5 forças do Porter, o link com cases é essencial para exemplificar o uso da teoria na prática já que para muitos setores a aplicação dos conceitos precisa ser interpretada de modo diferente. Concorda?

    Mariana

  38. Adriano disse:

    Boa noite! Muito bom! Preciso exatamente do que foi citado para conseguir um bom resultado em um teste de Administração que farei amanhã (16-06-2012) !!!!!!

    Muito obrigado por ter dedicado o SEU tempo para nos prestar um FAVOR ( com um só significado)!

  39. marcos disse:

    gostei muito me ajudou batante parabens

  40. Marcelo disse:

    Excelente texto, como poucos na internet o conteudo realmente server para dirimir duvidas.
    A unica coisa ruim e perceber que pessoas como o Jeferson e o tal do Paulo perdem tempo fazendo afirmações vazias e verdadeiras punhhetas em dinossauros… Jeferson Paulo gastem um tempo tentando pegar mulhher seuss boossstassss.

  41. Marcos Paulo disse:

    Gostei; ajudou numa disciplina da minha pós em segurança do trabalho e meio ambiente.

  42. Nathalia disse:

    Pessoal, preciso de uma grande ajuda, alguem sabe me dizer porque Porter é considerado ícone das estratégias??
    Obrigado

    • Olá Natália,

      Provavelmente pela publicação de seus dois livros que foram base técnica para planejamentos da década de 80 até hoje em dia: Vantagem Competitiva e Estratégia Competitiva.

      Uma das principais contribuições dele é o modelo citado acima.

  43. David Husadel disse:

    Kenneth, texto bem sintetizado , pratico e funcional. Obrigado.

  44. Huarley Lemke disse:

    Parabéns Kenneth Corrêa pelo texto. Gostaria de sugerir e pedir, caso fosse possível, referenciar no final do texto suas bibliografias. Achei interessante algumas citações, mas por falta da referência no final, não consegui localizar as obras. Obrigado.

  45. Cristiane disse:

    Olá pessoal,preciso de exemplos dos 5 poderes.

    Desde já,obrigada.

  46. nivaldo disse:

    Li sobre Porter, mas ate agora não entendi o que é Modelo das 5 Forças de competitivas de Porter. Como ele funciona ? e o que ele explica sobre vantagem competitiva.
    valeu!!

  47. Joana disse:

    Gostaria de saber sobre a bibliografia utilizada que não foi informada.

  48. Fernanda disse:

    Olá Kenneth Corrêa, eu gostaria de saber quais são as Vantagens e Desvantagens dessa ferramenta das 5 forças de Porter, e a explicação.
    Agradeço desde já.

    Att. Fernanda.

  49. Renilson Santana disse:

    Parabéns Kenneth pelo artigo publicado seu trabalho me ajudou muito esclarecendo pontos importantes das Estratégicas Genéricas de Michael Porter.

  50. Leila Parruque disse:

    Mto Bom artigo! Cpts de Mozambique

  51. Elizabeth Alves disse:

    Parabéns, foi a melhor informação que encontrei para ajudar na minha fundamentação.

    Obrigada.

  52. Karine Inácio disse:

    Olá Kenneth Corrêa,

    Gostaria de saber qual dessas forças tem uma intensidade menor de impacto nas instituições superior???

    Desde já agradeço.

  53. Luiz Antonio Kélémen disse:

    Obrigado aos criadores deste portal, pois estou fazendo curso de Pós-Graduação à distância, aqui na cidade onde moro, na Uninter de Botucatu e realmente, não havia entendido muito bem, o significado das 5 Forças de Michael Porter.
    Vocês me recomendariam algum livro que trata bem deste assunto de forma clara e sem muita complicação na explanação das ideias.
    Atenciosamente,
    Luiz Antonio Kélémen
    Administrador pela FMU
    Pós Graduado em Estratégias Administrativas pelo grupo Uninter

  54. […] Porter. Eu mesmo já escrevi neste blog dois artigos sobre ferramentas e modelos criados por ele (modelo de 5 forças e estratégias genéricas), além de já ter lido 2 livros dele. Comecei assustado com os primeiros […]

  55. Cristina Souza disse:

    Por favor, você poderia me ajudar a identificar os limites potenciais no uso de informações como parte de uma estratégia competitiva.

    Aguardo sua resposta.

    Obrigado.

  56. Alaor Simao Leiria disse:

    Gostaria de receber um modelo de planejamento estrategico editavel para que eu possa adequa-lo na minha empresa.
    Atenciosamente
    Alaor

  57. FERNANDO CAMARGO disse:

    OLA KENNETH, PARABÉNS PELA PÁGINA. ESTOU INICIANDO UM PROJETO REFERENTE AO DESENVOLVIMENTO DE UM SERVIÇO CUJA FERRAMENTA É O BIG DATA. COMO VC ACHA QUE AS FORÇAS DE PORTER PODERIAM ME AUXILIAR COM RELAÇÃO AO ASSUNTO BIG DATA, RELATIVAMENTE AINDA POUCO EXPLORADO NO PAÍS. OBRIGADO

  58. Fernando Henrique de Oliveira disse:

    Bom dia,

    Gostaria da ajuda do autor do conteúdo: Quais análises ambientais devem ser feitas para uma empresa entrar em um novo segmento (indústria) segundo Porter?
    Agradeço se puder responder.

  59. Izilda Candido da Cruz e Souza disse:

    Professor, gostaria que o Senhor avaliasse minha resposta à seguinte questão:Explique o modelo Michael Porter, ao qual respondi da seguinte forma:
    “É um modelo que consiste na analise do grau de atratividade de um setor da economia, identificando um conjunto de cinco forças que afetam a competitividade
    no ramo dos negócios, com a finalidade de desenvolver estratégias de trabalho”
    Tirei zero, nessa resposta numa prova e acabei ficando de DP. Estou inconformada! Ainda que ela não esteja totalmente correta na opinião do meu Tutor, creio que também não está totalmente errada para ser avaliada com zero. Minha prova é nessa próxima semana. Grata, se puder me orientar.

  60. Aline disse:

    Gostaria de uma ajuda, estou fazendo TCC no faculdade, gostaria de saber o “ano é 2006 e pág?”

    Onde o autor Maximiano diz:

    O entendimento das forças competitivas de um ramo de

    fundamental para o desenvolvimento da estratégia.

    Pode me ajudar?

  61. Heuder Savarez disse:

    Você faz referência a várias obras, mas não disponibilizou bibliografia.

  62. Cici disse:

    Acho que você deveria colocar a fonte de onde tirou as informações porque fica parecendo que copiou de algum trabalho

  63. jackeline matos silva disse:

    As empresas podem controlar os seis fatores da análise do ambiente externo?

    • Olá Jackeline, tudo bem? Com relação aos seis fatores, alguns podem ser controlados, outros não, mas vai depender de cada contexto, cada situação. O importante é você gastar tempo analisando a influência deles, para identificar as oportunidades e ameaças de cada fator, e ao mesmo tempo analisar seu potencial de influenciá-los.

  64. Jackson disse:

    Prezado Kennedy, com base nas Estratégias em Nível de Negócio propostas por Michael Porter, quais empresas atuantes no mercado atual poderiam servir de exemplos para cada um dos quadrantes ?

    Att.

    Jackson

  65. ANTONIO FRANCISCO FERREIRA DE CASTILHO FILHO disse:

    Bom texto, resumido, mas direto nos pontos mais importantes, no entanto notei uma ausência importante: salvo engano, você não tratou mais detalhadamente do Poder de Barganha dos Clientes e isso é bem importante. Se complementar neste ponto, creio que estará ainda melhor

  66. Alberto Quibe disse:

    Foi tudo bem detalhada!!
    Que desvantagens tem as 5forças do modelo de Michael Porter.
    Agradeceria vosso contributo

  67. Helder Calado disse:

    Poderás me indicar um livro com base as forças de Porter ?
    desde já agradeço.

  68. Nair disse:

    Muito satisfeita com a explicação obg

Comente