O Modelo de 5 Forças de Michael Porter em 2026: Ainda Relevante?
Em 1979, Michael Porter, professor da Harvard Business School, publicou um artigo na Harvard Business Review que revolucionou a forma como gestores analisam a competitividade. O modelo das Cinco Forças Competitivas — rivalidade entre concorrentes, ameaça de novos entrantes, poder de barganha de fornecedores, poder de barganha de clientes e ameaça de produtos substitutos — tornou-se o framework estratégico mais ensinado e aplicado do mundo.
Mas quase 50 anos depois, em um mundo dominado por inteligência artificial, plataformas digitais e ecossistemas de negócio, a pergunta inevitável é: as 5 Forças de Porter ainda fazem sentido?
A resposta curta é sim, mas com adaptações. Em 2026, o modelo não foi substituído — foi evoluído. Pesquisadores da Springer (2026) propuseram o “Multi-Forces Framework”, que expande as cinco forças originais para incorporar novas dinâmicas da era digital. Enquanto isso, empresas como Amazon, Netflix, Nubank e iFood usam variações do modelo para navegar em mercados onde as fronteiras entre setores se dissolvem e a concorrência vem de lugares inesperados.
Neste artigo, atualizado para setembro de 2026, vamos revisitar as cinco forças clássicas com exemplos modernos, explorar as novas forças da economia digital e mostrar como aplicar esse framework em um mundo que Porter nunca imaginou.

As 5 Forças Competitivas de Porter: Fundamentos
Segundo Porter, a lucratividade de uma indústria não depende apenas dos concorrentes diretos. Cinco forças agem simultaneamente para determinar o quão atrativo é um setor:
- Rivalidade entre concorrentes atuais
- Ameaça de entrada de novos concorrentes
- Poder de barganha de fornecedores
- Poder de barganha de compradores (clientes)
- Ameaça de produtos ou serviços substitutos
Quando essas forças são intensas, a lucratividade do setor tende a ser baixa. Quando são fracas, as empresas têm mais espaço para gerar retornos acima da média. O objetivo da estratégia competitiva, segundo Porter, é “encontrar um posicionamento no setor onde a empresa consiga melhor se defender ou mesmo influenciar as forças em seu próprio benefício”.
Força 1: Rivalidade entre Concorrentes Atuais
A rivalidade entre concorrentes é a força central do modelo. Refere-se à intensidade da competição entre empresas que já atuam no mesmo setor. Segundo Serra, Torres e Torres (2004), esta pode ser considerada “a mais significativa das cinco forças”.
A rivalidade é intensa quando:
- O setor tem muitos concorrentes de tamanho similar
- O crescimento do mercado é lento (a competição se torna um jogo de soma zero)
- Os produtos são commodities (diferenciação baixa)
- As barreiras de saída são altas (empresas preferem lutar a sair)
- Os custos fixos são elevados (empresas precisam vender em volume)
Exemplo Moderno: Streaming em 2026
O mercado de streaming de vídeo é um caso perfeito de rivalidade intensa. Em 2026, o Brasil tem mais de 15 plataformas de streaming competindo pelo mesmo público: Netflix, Max, Disney+, Amazon Prime Video, Globoplay, Apple TV+, Paramount+, Crunchyroll, e dezenas de nichos. A rivalidade se manifesta em:
- Guerra de preços: Bundles que combinam múltiplas plataformas por menos de R$ 50/mês.
- Corrida por conteúdo exclusivo: A Netflix investiu US$ 17 bilhões em conteúdo em 2025; a Disney+ investiu US$ 12 bilhões.
- Rotatividade de assinantes (churn): A média de churn no Brasil chegou a 18% em 2025 — clientes assinam, consomem, cancelam e migram para a próxima série.
O resultado? Margens de lucro estreitas para quase todos, exceto as gigantes com ecossistemas diversificados (Amazon ganha com AWS e e-commerce; Apple ganha com hardware e serviços).
Força 2: Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes
A ameaça de novos entrantes depende das barreiras de entrada existentes no setor. Quanto mais fáceis de superar, maior a probabilidade de novos concorrentes surgirem e erosionarem a lucratividade.
Porter identificou as principais barreiras de entrada:
- Economias de escala
- Diferenciação de produto e lealdade à marca
- Requisitos de capital
- Custos de troca (switching costs)
- Acesso a canais de distribuição
- Política governamental e regulamentação
A Revolução Digital: Barreiras Caíram
Em 2026, a ameaça de novos entrantes nunca foi tão alta em tantos setores. A digitalização eliminou barreiras que antes protegiam incumbentes:
- Airbnb entrou no mercado hoteleiro sem possuir um único quarto.
- Uber desafiou as cooperativas de táxi sem comprar um carro.
- Shopify permite que qualquer pessoa crie uma loja online em minutos.
- OpenAI lançou o ChatGPT em novembro de 2022 e, em 2026, já compete com Google, Microsoft e Meta na corrida da IA generativa.
No Brasil, a Nubank é o exemplo mais emblemático. Fundado em 2013, desafiou os bancos tradicionais (Itaú, Bradesco, Santander) com um aplicativo simples, zero tarifas e um modelo digital nativo. Em 2026, a Nubank tem mais de 105 milhões de clientes na América Latina e uma capitalização de mercado superior à de muitos bancos tradicionais brasileiros combinados.
A lição para 2026: barreiras de entrada digitais são baixas, mas barreiras de escala são altas. Qualquer um pode lançar um app, mas poucos conseguem alcançar o network effect (efeito de rede) necessário para sobreviver.
Força 3: Poder de Barganha dos Fornecedores
O poder de barganha dos fornecedores mede até que ponto os fornecedores podem influenciar preços, qualidade, prazos e termos de negociação. Fornecedores poderosos capturam mais valor da cadeia, reduzindo a margem dos compradores.
Fornecedores são poderosos quando:
- São mais concentrados que os compradores
- Não dependem do setor do comprador para sua receita
- Os produtos são diferenciados (não commoditizados)
- Os custos de troca para o comprador são altos
- Podem ameaçar integração vertical (tornar-se concorrentes)
Exemplo Moderno: TSMC e o Monopólio dos Chips
A TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company) é o exemplo mais extremo de poder de fornecedor em 2026. A empresa taiwanesa produz mais de 60% dos semicondutores avançados do mundo e cerca de 90% dos chips de 3nm e 2nm — os mais avançados.
Apple, NVIDIA, AMD, Qualcomm e até a Intel dependem da TSMC para fabricar seus chips de ponta. Quando a TSMC aumenta preços em 10-20%, essas empresas não têm para onde correr. O poder de barganha da TSMC é tão grande que governos (EUA, Japão, Alemanha) estão investindo bilhões para atrair fábricas da empresa para seus territórios — uma forma de reduzir a dependência estratégica.
No Brasil, o exemplo paralelo é a Embraer no setor de aviação regional. Como um dos poucos fabricantes globais de jatos regionais (junto com a canadense Bombardier), a Embraer tem poder de negociação significativo com companhias aéreas e fornecedores de peças.
Força 4: Poder de Barganha dos Compradores (Clientes)
O poder de barganha dos compradores mede a capacidade dos clientes de pressionar por preços mais baixos, qualidade superior ou serviços adicionais. Compradores poderosos reduzem a lucratividade dos vendedores.
Compradores são poderosos quando:
- Compram em grande volume
- Os produtos são padronizados (fáceis de comparar)
- Os custos de troca são baixos
- Podem ameaçar integração vertical (produzir por conta própria)
- São bem informados sobre preços e qualidade
A Era do Cliente Digital: Poder Nunca Tão Alto
Em 2026, o poder dos compradores está em seu ápice histórico. Ferramentas de comparação de preços, reviews em tempo real, redes sociais e cancelamento instantâneo deram aos consumidores um poder de negociação sem precedentes:
- Comparadores de preço: Google Shopping, Buscapé, Zoom permitem comparar preços de milhares de lojas em segundos.
- Reviews e reputação: Um produto com nota abaixo de 4 estrelas na Amazon vende 50% menos que um com 4,5 estrelas.
- Cancelamento fácil: Assinaturas digitais podem ser canceladas com um clique, elevando o churn e forçando empresas a reterem clientes com descontos.
- Redes sociais como megafone: Um tweet ou vídeo no TikTok viralizando uma experiência negativa pode destruir a reputação de uma marca em horas.
No B2B, o poder do comprador também cresceu. Grandes varejistas como Magazine Luiza, Mercado Livre e Casas Bahia ditam termos aos fornecedores: pagamento em 60-90 dias, exclusividade de produtos, participação em campanhas de marketing. Fornecedores pequenos e médios têm pouca margem para negociar.
Força 5: Ameaça de Produtos ou Serviços Substitutos
A ameaça de substitutos refere-se à possibilidade de produtos ou serviços de outras indústrias atenderem à mesma necessidade do cliente. Substitutos são diferentes de concorrentes diretos: eles resolvem o mesmo problema de forma diferente.
A ameaça de substitutos é alta quando:
- O substituto oferece relação preço-desempenho superior
- O custo de troca para o cliente é baixo
- O substituto é impulsionado por nova tecnologia
Exemplos de Substitutos que Redefiniram Indústrias
- Streaming substitui TV a cabo: Netflix, Disney+ e Max substituíram a TV paga tradicional. Nos EUA, assinantes de TV a cabo caíram de 100 milhões (2014) para menos de 50 milhões (2026).
- Zoom substitui viagens de negócios: Videoconferência tornou-se um substituto viável para reuniões presenciais, reduzindo drasticamente o mercado de viagens corporativas.
- Tesla (energia solar + baterias) substitui concessionárias: Com painéis solares e baterias Powerwall, consumidores podem gerar e armazenar sua própria energia, reduzindo a dependência da rede elétrica.
- IA generativa substitui profissionais de conteúdo: ChatGPT, Claude e Gemini produzem textos, códigos e imagens que antes exigiam redatores, programadores e designers. Em 2026, estima-se que 15-20% do conteúdo digital seja gerado por IA.

A 6ª Força: Complementadores (Andrew Grove)
Em 1996, Andrew Grove, então CEO da Intel, propôs uma sexta força: os complementadores. São produtos ou serviços que potencializam o valor do produto principal.
Exemplos de complementadores:
- Microsoft Windows + Microsoft Office: O valor do Windows aumenta porque existe Office.
- iPhone + App Store: O valor do iPhone é multiplicado pelos milhões de apps disponíveis.
- Carros elétricos + rede de carregamento: Tesla construiu sua própria rede de Superchargers para acelerar a adoção de seus veículos.
- Console PlayStation + jogos exclusivos: Sony investe bilhões em estúdios de jogos exclusivos para vender mais consoles.
Em 2026, os complementadores são mais importantes do que nunca. A estratégia de ecossistemas (Apple, Google, Amazon, Tencent) é essencialmente uma estratégia de complementadores: cada produto da empresa aumenta o valor de todos os outros.
As Novas Forças da Era Digital: O Multi-Forces Framework (2026)
Em julho de 2026, pesquisadores da Springer publicaram um artigo propondo expandir o modelo de Porter para a era digital. O “Multi-Forces Framework” adiciona novas forças que afetam indústrias transformadas pela digitalização:
| Força Original | Nova Força Digital | O que significa em 2026 |
|---|---|---|
| Poder de fornecedores | Poder dos orquestradores da cadeia de suprimentos | Plataformas como Amazon, Mercado Livre e Shein controlam estoques, logística e políticas de milhares de fornecedores. |
| Poder de compradores | Poder dos agregadores de demanda | Marketplaces e comparadores de preço agregam milhões de consumidores, dando-lhes poder de negociação coletivo. |
| Ameaça de substitutos | Ameaça dos complementos | Produtos que complementam o seu podem se tornar ameaças se forem controlados por concorrentes (ex: Google Maps vs. Waze). |
| Ameaça de novos entrantes | Velocidade de inovação e disrupção | A IA generativa permite que startups criem produtos competitivos em meses, não anos. |
Além dessas, Bruijl (2026) propôs três forças adicionais específicas para indústrias de alta tecnologia:
- Poder de dados e algoritmos: Quem controla mais dados e melhores algoritmos tem vantagem competitiva sustentável.
- Dominância de plataformas e redes: Efeitos de rede criam vencedores que levam quase tudo (winner-takes-most).
- Pressão regulatória e geopolítica: Sanções, leis de privacidade e restrições de exportação afetam profundamente a competitividade.

Como Aplicar as 5 Forças em 2026: Um Guia Prático
A aplicação do modelo em 2026 segue os mesmos princípios de 1979, mas exige novas fontes de dados e uma visão mais ampla:
Passo 1 — Defina o mercado: Em 2026, mercados não têm fronteiras claras. A Amazon compete com Walmart (varejo), Netflix (streaming), Google (cloud) e UPS (logística). Defina se sua análise é de produto, segmento ou ecossistema.
Passo 2 — Mapeie as 5 forças clássicas: Use dados de mercado, relatórios de concorrência, análise de preços e reviews de clientes.
Passo 3 — Adicione as forças digitais: Analise efeitos de rede, poder de dados, plataformas complementares e velocidade de inovação.
Passo 4 — Avalie a intensidade: Classifique cada força como baixa, média ou alta. Use uma matriz visual para sintetizar.
Passo 5 — Defina estratégias: Com base nas forças mais intensas, elabore planos de ação. Se a ameaça de novos entrantes é alta, invista em lealdade à marca e barreiras de escala. Se o poder dos compradores é alto, diferencie seu produto e crie switching costs.
Tabela Comparativa: 5 Forças em Setores Brasileiros (2026)
| Força | Streaming no Brasil | Bancos Digitais | E-commerce |
|---|---|---|---|
| Rivalidade | 🔴 Alta (15+ plataformas) | 🟡 Média (poucos grandes) | 🔴 Alta (milhares de lojas) |
| Novos entrantes | 🟡 Média (alto investimento em conteúdo) | 🟢 Baixa (regulação e capital) | 🔴 Alta (fácil abrir loja online) |
| Poder fornecedores | 🟡 Média (estúdios de conteúdo) | 🔴 Alta (regulador, tecnologia) | 🟢 Baixa (muitos fornecedores) |
| Poder compradores | 🔴 Alta (churn alto, comparação fácil) | 🔴 Alta (zero tarifas, comparação) | 🔴 Alta (comparadores, reviews) |
| Substitutos | 🟡 Média (YouTube, TikTok, pirataria) | 🟡 Média (fintechs, cripto, Pix) | 🟡 Média (marketplaces sociais, lives) |
Críticas e Limitações do Modelo em 2026
Apesar de sua utilidade, o modelo de Porter recebe críticas importantes na literatura contemporânea:
- Foco excessivamente externo: O modelo analisa o ambiente competitivo, mas ignora as capacidades internas da empresa (recursos, competências, cultura). Para isso, complementa-se com a análise VRIO ou a Cadeia de Valor de Porter.
- Indústrias estáticas: O modelo pressupõe que indústrias têm fronteiras claras. Em 2026, fronteiras entre setores são fluidas (Apple faz saúde, Google faz carros, Amazon faz farmácia).
- Velocidade da mudança: O modelo foi criado para indústrias maduras com ciclos lentos. Em 2026, a disrupção pode ocorrer em meses, não anos.
- Ignora co-opetição: Em ecossistemas digitais, concorrentes frequentemente colaboram (ex: Samsung fornece telas para a Apple).
- Visão linear: O modelo assume relações causais simples. Na realidade, as forças se influenciam mutuamente de forma não-linear.
Mintzberg et al. (2000) já apontavam que “o foco do modelo de Porter é muito estreto” e que sua “preocupação exclusiva com o aspecto econômico e quantificável” ignora fatores políticos, sociais e não quantificáveis. Em 2026, essa crítica é ainda mais relevante: fatores como propósito ESG, impacto social e governança de dados influenciam a competitividade tanto quanto preço e qualidade.
Conclusão
As 5 Forças de Porter permanecem como um dos frameworks estratégicos mais valiosos da administração. Mas em 2026, elas não podem ser aplicadas de forma isolada ou mecânica. O gestor moderno precisa:
- Compreender as cinco forças clássicas como fundamento
- Adicionar a sexta força (complementadores) e as novas forças digitais (dados, plataformas, velocidade de inovação)
- Combinar com análises internas (VRIO, Cadeia de Valor) e externas complementares (PESTEL, cenários)
- Reconhecer que competição em 2026 não é empresa vs. empresa, mas ecossistema vs. ecossistema
Como afirmou Porter em 2008, revisitando seu próprio modelo: “a essência da estratégia é escolher o que não fazer”. Em um mundo com infinitas oportunidades digitais, essa sabedoria nunca foi tão importante.
Perguntas Frequentes sobre as 5 Forças de Porter
Qual a diferença entre 5 Forças de Porter e Análise SWOT?
As 5 Forças analisam o ambiente externo competitivo de um setor — quem compete, quem compra, quem vende, quem entra, quem substitui. A SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades, Ameaças) analisa tanto o ambiente externo (O e A) quanto o interno (F e F) de uma empresa específica. As 5 Forças respondem: “quão atrativo é este setor?” A SWOT responde: “qual a posição desta empresa dentro do setor?” Em 2026, a melhor prática é usar ambas em conjunto: 5 Forças para entender o setor, SWOT para posicionar a empresa.
O modelo de Porter funciona para startups e empresas digitais?
Funciona, mas requer adaptação. O modelo original foi criado para indústrias tradicionais (aço, automóveis, aviação). Para startups digitais, é preciso adicionar as forças digitais: efeitos de rede, poder de dados, velocidade de inovação e ecossistemas. Uma startup de IA generativa, por exemplo, enfrenta ameaça de novos entrantes extremamente alta (qualquer um pode lançar um modelo com API da OpenAI), mas a rivalidade é moderada porque o diferencial está na aplicação, não na tecnologia base.
Como a IA generativa impacta as 5 Forças?
A IA generativa é uma força disruptiva que afeta todas as cinco forças simultaneamente:
- Novos entrantes: Reduz drasticamente o capital e o tempo necessários para criar produtos (apps, conteúdo, software).
- Substitutos: Cria substitutos para serviços tradicionais (redatores, designers, programadores, atendentes).
- Poder de compradores: Clientes podem usar IA para comparar preços, negociar contratos e personalizar produtos.
- Poder de fornecedores: Quem controla os modelos de IA (OpenAI, Google, Anthropic) tem poder sobre milhões de empresas que dependem de suas APIs.
- Rivalidade: Acelera a velocidade de inovação, encurtando ciclos de produto e intensificando a competição.
O que é a “6ª Força” e por que é importante?
A 6ª Força (complementadores) foi proposta por Andrew Grove (Intel) em 1996. Complementadores são produtos/serviços que aumentam o valor do produto principal. Em 2026, ela é crucial porque a estratégia de ecossistemas (Apple, Google, Amazon, Tencent) depende exclusivamente de complementadores. Sem o App Store, o iPhone vale menos. Sem parceiros de entrega, o iFood não funciona. Sem jogos exclusivos, o PlayStation perde competitividade.
Como usar as 5 Forças para decidir se entro em um mercado?
Aplique o modelo como um filtro de investimento:
- Mapeie as 5 forças do setor-alvo.
- Se 3 ou mais forças são “altas”, o setor é hostil — evite ou entre com diferenciação extrema.
- Se 3 ou mais forças são “baixas”, o setor é atratico — considere entrada agressiva.
- Use o modelo também para criar barreiras: se você entra, como vai proteger sua posição contra novos entrantes e substitutos?
Porter é ultrapassado na era da inovação disruptiva?
Não, mas precisa de complementos. O valor do modelo não está em prever disrupções (isso é trabalho de análise de cenários e inteligência competitiva), mas em estruturar o pensamento estratégico sobre competitividade. Em 2026, o gestor que usa apenas Porter está desarmado. Mas o gestor que ignora Porter também está — porque os fundamentos da competitividade (rivalidade, barganha, barreiras, substitutos) permanecem válidos, mesmo que as formas de expressão tenham mudado.

muito bom
porter
pessimo!
excelente
Olá!
Você poderia me passar as bibliografia citadas acima?
Serra, Torres e Torres (2004)
Maximiano (2006)
Aaker (2007)
Você tirou esses trechos de livros…..artigos..??!!
Obrigada
Você pode ver as fontes aqui: http://www.administracaoegestao.com.br/planejamento-estrategico/bibliografia-de-planejamento-estrategico/
Quais são as referências dos paragrafos:
Poder de barganha dos compradores? e Poder de barganha dos fornecedores?
Fui eu mesmo quem produziu os textos.
CORRÊA, Kenneth C. Modelo de 5 Forças de Michael Porter. Disponível em: http://www.administracaoegestao.com.br/planejamento-estrategico/modelo-de-5-forcas-de-michael-porter. Acesso em: [Data do seu acesso]
Ao citar autor, favor colocar a bibliografia no final do texto.
Não entendi a colocação. Isto é uma ordem, uma sugestão ou uma reclamação?
Procure explicar melhor suas frases.
Pra vc, a palavra “favor” significa o quê? Pra mim ela tem um único significado.
Pense.
No mais, muito bom o texto.
Paulo, eu pensei bastante, vi que pediu por favor, mas não entendi seu propósito em pedir isso.
Todas as frases que me embasei em outros autores eu os citei como fonte. Alguns no começo outros no final da frase (como prega a ABNT). Por isso, continuei sem entender o comentário, e por isso pedi para explicar melhor.
Lembre-se que eu pensar não faz com que eu leia o seu pensamento. O problema pra mim não foi a palavra FAVOR (ela também acho que tem só um significado), mas sim o por quê do favor.
bem explicado
Como existe gente mal educada. O texto é simples, mas é bom. Para quem procura referências rápidas ajuda muito, porém cada trabalho deve pegar a ideia e desenvolvê-la. Agora… o cidadão entra, pega o texto (querendo o trabalho pronto) e depois reclama.
foi de grande valia…
Muito bom otexto ajudou bastante
Obrigado!
Muito bom mesmo, Parabéns! Vc tem algum modelo do calculo de GE…
Fabiana,
Que bom que gostou do artigo.
Mas o que seria “Cálculo de GE”?
Muito bom!
Adorei, básico porém altamente informativo e compreensível.
O texto é bom , objetivo ! parabén, agora o que eu fiquei mais impressionada é com pessoas que não tem o que fazer, pra ficar criticando o próximo , horas… se está reclamando faça MELHOR.
Excelente! Um comentário: o que eu tenho notado na prática é que os concorrentes mais difíceis de competir são os “invisíveis” ou não tão óbvios. Dou um exemplo: um concorrente para a implantação de um novo sistema de informática numa empresa seria a equipe interna do Cliente, que apresentaria ao decisor as várias vantagens de um desenvolvimento “in-house”, que necessitariam ser identificadas e superadas por um fornecedor externo. Neste caso, seria um “Bem substito”?
Jorge,
Neste caso, o desenvolvimento in house é o seu concorrente. Oferece o mesmo serviço, ao mesmo cliente.
Gostei muito do texto acima, mas tambem gostaria de saber como faço para adquirir o filme “Estratégia Competitiva”.
Olá caro Paulo,
Desconheço tal filme. Sabe mais alguma informação dele? Fiquei curioso.
Um texto simples e bem explicado !!!
Ajudou muito para me basear ao fazer a revisão literaria do meu TCC
Obrigada
Gostaria da dica de algum livro e/ou site com informações de fonte segura
para o tema: Posicionamento de marca
Obrigada att
Olá Heloísa,
Que bom que gostou do texto e ajudou seu trabalho. Para o tema de posicionamento, procure os MESTRES no assunto: HOOLEY e SAUNDERS
adorei o texto muito bom!!!
Olá Corrêa, muito bom mesmo o texto, obrigada viu!!
Parabéns!
São nos pequenos gestos e palavras que são esboçados o grau de compromitimento com os saberes e nível de compromisso e responsabilidade em partilhar conhecimentos. Parabéns,seu texto está bem compreensível obedecendo as regras da ABNT, muito bom mesmo.Gostei.Continue a trilhar por esse caminho que além de chegar longe, estará contribuindo com muitos individuos a atingir suas e metas e ao sucesso. PA-RA-BÉNS MESMO.
Gostei muito do texto! Simples e direto, bem explicativo. Nos ajudou bastante! Obrigada!
Fascinante!
Estou no segundo semestre de Engenharia de Produção, e devo dizer que esse texto tem me ajudado muito muito a aplicar estratégias de competitividade nos projetos em grupo. Certamente, o conhecimento dessas forças Porter torna-se um diferencial entre os concorrentes.
Muito bom o texto, ajudou na aula.
Parabens.
Muito bom… ou pelo menos ajudou mto na minha pesquisa de mkt.
[…] mesmo autor afirma ainda que, para enfrentar as cinco forças competitivas em uma indústria, devem-se utilizar as estratégias genéricas citadas por ele. As estratégias […]
Parabéns pelo texto.
Muito bem explicado e melhor que o do Wikipédia 🙂
Obrigado pela ajuda, agora as coisas ficaram mais claras para mim.
[…] Algumas situações corriqueiras para o “Mercado” eventualmente ainda me assustam e os meus resquícios do “romantismo” de atuar e criar uma maneira mais “humana” de se relacionar com os Negócios Tradicionais, me dificultam aceitar e aprender a contornar determinadas situações. Cito Algumas situações pelas quais já passei como canibalismo empresarial, concorrência desleal, corrupção empresarial, “esperteza” de mercado, passar por cima (e dar uma rasteira) em parceiros para conseguir fechar um negócio, propostas indecentes no esquema “Robin Hood” (tudo bem se fizermos algo contra nossa ética, mas legal do ponto de vista jurídico, “os caras lá” tem muita grana! Nem vão sentir falta…), barganha desleal (amigo Porter…). […]
Amanha apresentarei meu TCC, sou responsável pela área “concorrentes”. Depois de muitas leituras, esse texto esta muito claro, de forma simples mas muito bem explicada. Obrigado
Parabéns! Texto simples e claro (ambas características são virtudes, excelente pra explicar para executivos de outras áreas.
Muito boa iniciativa, não é facil encontrar sobre esse tema. Aqui foi um dos poucos locais que encontrei, e ainda bem esclarecedor e melhor que os outros . Obrigada Kenneth !
Kenneth Corrêa, voce tem Doutorado? pois Poder de barganha dos compradores e Poder de barganha dos fornecedores, voce nao colocou referência, e para afirmar algo sem referência a pessoa OBRIGATÓRIAMENTE tem que ter Doutorado.
Parabéns, excelente texto, porem se nao tiver Doutorado, precisa colocar as referências, mesmo que o texto seja indireto, pois de algum lugar voce tirou esta idéia, abração.
Olá amigo,
Não tenho doutorado, mas acho que você pode revisar o texto que vai encontrar as referências, e se procurar nos comentários vai achar o link para todas as fontes usadas.
Agradeço pelas explicações claras e objetivas!
Olá, você não saberia citar as paginas de Aakon(2007, p. ??), Maximiano(2006, p. ??) e Serra, Torres e Torres(2004, p. ??).
Muito bom o texto, foi muito util
Att
Nathan, não tenho registro das páginas, infelizmente.
Olá Kenneth,
Achei a escrita bastante clara e objetiva. Como administradora um ponto que gostaria de colocar é para teoria como 5 forças do Porter, o link com cases é essencial para exemplificar o uso da teoria na prática já que para muitos setores a aplicação dos conceitos precisa ser interpretada de modo diferente. Concorda?
Mariana
Olá Mariana,
Obrigado pelas palavras!
Com certeza os cases ajudam muito na compreensão. Encontrando cases específicos deixarei estes disponíveis aqui no site.
Boa noite! Muito bom! Preciso exatamente do que foi citado para conseguir um bom resultado em um teste de Administração que farei amanhã (16-06-2012) !!!!!!
Muito obrigado por ter dedicado o SEU tempo para nos prestar um FAVOR ( com um só significado)!
gostei muito me ajudou batante parabens
Excelente texto, como poucos na internet o conteudo realmente server para dirimir duvidas.
A unica coisa ruim e perceber que pessoas como o Jeferson e o tal do Paulo perdem tempo fazendo afirmações vazias e verdadeiras punhhetas em dinossauros… Jeferson Paulo gastem um tempo tentando pegar mulhher seuss boossstassss.
Gostei; ajudou numa disciplina da minha pós em segurança do trabalho e meio ambiente.
Pessoal, preciso de uma grande ajuda, alguem sabe me dizer porque Porter é considerado ícone das estratégias??
Obrigado
Olá Natália,
Provavelmente pela publicação de seus dois livros que foram base técnica para planejamentos da década de 80 até hoje em dia: Vantagem Competitiva e Estratégia Competitiva.
Uma das principais contribuições dele é o modelo citado acima.
Kenneth, texto bem sintetizado , pratico e funcional. Obrigado.
Parabéns Kenneth Corrêa pelo texto. Gostaria de sugerir e pedir, caso fosse possível, referenciar no final do texto suas bibliografias. Achei interessante algumas citações, mas por falta da referência no final, não consegui localizar as obras. Obrigado.
Olá pessoal,preciso de exemplos dos 5 poderes.
Desde já,obrigada.
Li sobre Porter, mas ate agora não entendi o que é Modelo das 5 Forças de competitivas de Porter. Como ele funciona ? e o que ele explica sobre vantagem competitiva.
valeu!!
Gostaria de saber sobre a bibliografia utilizada que não foi informada.
Olá Kenneth Corrêa, eu gostaria de saber quais são as Vantagens e Desvantagens dessa ferramenta das 5 forças de Porter, e a explicação.
Agradeço desde já.
Att. Fernanda.
Parabéns Kenneth pelo artigo publicado seu trabalho me ajudou muito esclarecendo pontos importantes das Estratégicas Genéricas de Michael Porter.
Mto Bom artigo! Cpts de Mozambique
Parabéns, foi a melhor informação que encontrei para ajudar na minha fundamentação.
Obrigada.
Olá Kenneth Corrêa,
Gostaria de saber qual dessas forças tem uma intensidade menor de impacto nas instituições superior???
Desde já agradeço.
Karine,
Vai depender de cada mercado geográfico, mas arrisco dizer que PODER DE BARGANHA DE FORNECEDORES deve ser fraco, assim como a BARGANHA DE CLIENTES.
Obrigado aos criadores deste portal, pois estou fazendo curso de Pós-Graduação à distância, aqui na cidade onde moro, na Uninter de Botucatu e realmente, não havia entendido muito bem, o significado das 5 Forças de Michael Porter.
Vocês me recomendariam algum livro que trata bem deste assunto de forma clara e sem muita complicação na explanação das ideias.
Atenciosamente,
Luiz Antonio Kélémen
Administrador pela FMU
Pós Graduado em Estratégias Administrativas pelo grupo Uninter
Luiz, obrigado pelas palavras!
Nada melhor que o livro VANTAGEM COMPETITIVA, do próprio Michael Porter, que introduziu o conceito. Não é tão claro, mas se quer algo simples tem este artigo mesmo.
[…] Porter. Eu mesmo já escrevi neste blog dois artigos sobre ferramentas e modelos criados por ele (modelo de 5 forças e estratégias genéricas), além de já ter lido 2 livros dele. Comecei assustado com os primeiros […]
Por favor, você poderia me ajudar a identificar os limites potenciais no uso de informações como parte de uma estratégia competitiva.
Aguardo sua resposta.
Obrigado.
Gostaria de receber um modelo de planejamento estrategico editavel para que eu possa adequa-lo na minha empresa.
Atenciosamente
Alaor
OLA KENNETH, PARABÉNS PELA PÁGINA. ESTOU INICIANDO UM PROJETO REFERENTE AO DESENVOLVIMENTO DE UM SERVIÇO CUJA FERRAMENTA É O BIG DATA. COMO VC ACHA QUE AS FORÇAS DE PORTER PODERIAM ME AUXILIAR COM RELAÇÃO AO ASSUNTO BIG DATA, RELATIVAMENTE AINDA POUCO EXPLORADO NO PAÍS. OBRIGADO
Bom dia,
Gostaria da ajuda do autor do conteúdo: Quais análises ambientais devem ser feitas para uma empresa entrar em um novo segmento (indústria) segundo Porter?
Agradeço se puder responder.
Professor, gostaria que o Senhor avaliasse minha resposta à seguinte questão:Explique o modelo Michael Porter, ao qual respondi da seguinte forma:
“É um modelo que consiste na analise do grau de atratividade de um setor da economia, identificando um conjunto de cinco forças que afetam a competitividade
no ramo dos negócios, com a finalidade de desenvolver estratégias de trabalho”
Tirei zero, nessa resposta numa prova e acabei ficando de DP. Estou inconformada! Ainda que ela não esteja totalmente correta na opinião do meu Tutor, creio que também não está totalmente errada para ser avaliada com zero. Minha prova é nessa próxima semana. Grata, se puder me orientar.
Gostaria de uma ajuda, estou fazendo TCC no faculdade, gostaria de saber o “ano é 2006 e pág?”
Onde o autor Maximiano diz:
O entendimento das forças competitivas de um ramo de
fundamental para o desenvolvimento da estratégia.
Pode me ajudar?
Você faz referência a várias obras, mas não disponibilizou bibliografia.
Amigos Heuder e Cici, se procurarem um pouco melhor encontrarão a bibliografia completa do site, aqui.
Acho que você deveria colocar a fonte de onde tirou as informações porque fica parecendo que copiou de algum trabalho
As empresas podem controlar os seis fatores da análise do ambiente externo?
Olá Jackeline, tudo bem? Com relação aos seis fatores, alguns podem ser controlados, outros não, mas vai depender de cada contexto, cada situação. O importante é você gastar tempo analisando a influência deles, para identificar as oportunidades e ameaças de cada fator, e ao mesmo tempo analisar seu potencial de influenciá-los.
Prezado Kennedy, com base nas Estratégias em Nível de Negócio propostas por Michael Porter, quais empresas atuantes no mercado atual poderiam servir de exemplos para cada um dos quadrantes ?
Att.
Jackson
Bom texto, resumido, mas direto nos pontos mais importantes, no entanto notei uma ausência importante: salvo engano, você não tratou mais detalhadamente do Poder de Barganha dos Clientes e isso é bem importante. Se complementar neste ponto, creio que estará ainda melhor
Foi tudo bem detalhada!!
Que desvantagens tem as 5forças do modelo de Michael Porter.
Agradeceria vosso contributo
Poderás me indicar um livro com base as forças de Porter ?
desde já agradeço.
Que tal o livro do próprio Porter? Vantagem Competitiva.
Muito satisfeita com a explicação obg