Planejamento Estratégico

Blog sobre Planejamento Estratégico Orientado a Resultados

Neste site você irá encontrar um amplo acervo de informações sobre Administração e Gestão. Você irá conhecer os principais modelos, métodos e teorias administrativas. Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área.

HSM Expomanagement 2013 – Dia 2 – Manhã

A manhã do segundo dia começou bem, com Andrew McAfee, da MIT Sloan (escola de negócios do instituto), e ta,bém palestrante do TED, que veio falar sobre Big Data. Ele fugiu bem do clichê do dia anterior, e organizou sua palestra listando as perguntas mais comuns que ele recebe sobre o tópico: “Sobre qual quantidade de dados estamos falando?”, falando sobre megabytes, terabytes, petabytes, zetabytes e agora hellabytes. Depois partiu para a questão mais utilitária: “E daí?”, citando alguns cenários onde isso é importante.
E, por último: “Quais serão os desafios?”, onde ele descreveu um fantástico ensaio sobre os HiPPOs, ou Highest Paid Person’s Opinion (opinião da pessoa mais bem remunerada), que ele disse ser o modus operandi doentio de 95% das empresas. Ele considerou os HiPPOs como os experts, que se declaram desta forma, mas ninguém perde tempo avaliando a efetividade de suas análises.
Ao final ele contou 3 casos onde isso foi feito pelos Geeks (que ele ressaltou ser uma alcunha positiva, pelo menos do mundo onde ele vem, e eu concordo!), e terminou com este gráfico sobre o desafio daqui pra frente:
Gráfico sobre O futuro da tomada de decisões
Ele comentou que foi questionado por dar muito valor à visão dos Geeks, e então resolveu, de modo geek, testar sua hipótese, e encontrou o artigo abaixo, com as conclusões abaixo:
Quantidade de Artigos sobre Especialistas x Previsões Mecânicas
Ou seja, questione a autoridade sempre, senso comum e títulos nunca garantiram conhecimento e tomada de decisão adequada, agora pelo menos mais gente está sabendo!
A próxima palestra foi do indiano Vijay Govindaranjan, professor na Darthmouth College, conhecido pelo seu livro “O outro lado da inovação”, e foi sensacional. O recém-guru simplificou a palestra toda (chamada Estratégia É Inovação) em 3 caixas (box 1, box 2 e box 3), onde a primeira delas é focada em Gerir o Presente, e os 2 e 3 focados em Competir para o futuro.
Numa organização, parte dos projetos deve estar focado no box 1, enxergando um Gap de desempenho, que deve ser trabalhado com a eficiência como bandeira. Já nos boxes 2 e 3, o Gap é de Oportunidades, e, para abraçar estas oportunidades e transformá-las em resultado, a bandeira é a da inovação.
Eu nunca tinha visto tal abordagem, e achei muito fácil de enxergar, veja o slide:
 Diagrama de Govindaranjan sobre o Equilíbrio Estratégico
Como exemplo do impacto da disrupção gerada pela inovação, citou 4 diferentes técnicas de salto em altura, e mostrou como havia atletas focados em saltar cada vez mais alto usando cada técnica (segundo ele, comicamente comentou, fazendo o Six Sigma), enquanto outros focavam em desenvolver novas técnicas, e que, estes últimos, quando acertavam uma nova técnica, mudavam o patamar (literalmente) da altura conquistada, e, ao consolidarem o novo método, os outros atletas passavam a fazer o Six Sigma do novo método.
Ele também listou alguns itens que ele chamou de “Arquitetura da Estratégia” e disse que toda estratégia é formada por:
- mudanças não-lineares: disrupções provovadas por inovação
- intenção estratégica: em que sentido a organização quer ir. Precisa ter Direção, Motivação e Desafio.
- competências essenciais atuais: aquilo que a organização já faz muito bem
- prioridades anuais: 3 horizontes de atuação da organização: horizonte 1 (core business), horizonte 2 (atividades adjacentes ao core) e horizonte 3 (áreas de atuação totalmente novas)
- novas competências essenciais: aquilo que a organização vai precisar saber fazer muito bem
Foi muito bacana o Sr. Govindaranjan levantar o nível, o que só não ofuscou o próximo palestrante por sua já construída fama de guru, como também pela presença de palco: Mr. Michael Porter.
Eu mesmo já escrevi neste blog dois artigos sobre ferramentas e modelos criados por ele (modelo de 5 forças e estratégias genéricas), além de já ter lido 2 livros dele. Comecei assustado com os primeiros slides dele, pois pareciam mais “transparências”, que eu não via desde a faculdade, talvez desde o ensino médio, com as mesmas imagens dos livros dele (forças competitivas, cadeia de valor), e pelo tom do início da palestra, ele iria falar mais do mesmo.
Olha lá o modelo de 5 forças competitivas:
 Telão com slide de Porter sobre as 5 forças
E foi exatamente o que aconteceu, ele se apoiou nos slides horríveis e cheios de informação, mas a maneira como conectou cada slide, e foi sugerindo os exemplos, foi muito bem orquestrado.
Um dos pontos que me fez refletir foi o fato do palestrante anterior ter dado tanto foco na inovação, e em aproveitar novos mercados, e o Porter ter uma abordagem muito mais focada em setores consolidados, e falar em como ser único naquele mercado. Porter falou também da diferença entre Corporate Strategy (estratégia corporativa, da escolha de unidades de negócio) e de Business Strategy (estratégia de negócios, e a definição do posicionamento para cada unidade de negócio.
Terminou com uma mensagem bacana, de que ele espera que as ideias que ele trouxe spna palestra sirvam para provocar uma verdadeira mudança. Aproveitando a mensagem dele, deixo a minha, de que é bacana ter contato com estes conhecimentos sendo proferidos em palestras presenciais, mas elas poderiam ser online, ou até mesmo ler o livro, mas o fato de ser um evento é bem bacana pois nos faz aproveitar o tempo para parar para refletir sobre os temas. Pelo menos assim considero a minha maneira de aproveitar o momento.
E, complementando um pouco sobre a estrutura do evento:
- eles entregam uma apostila muito bacana com os slides de todos os palestrantes e espaço para anotações, além do já esperado merchandising dos patrocinadores
- o almoço é muito bem organizado, e, na medida em que é possível com 4.000 pessoas tendo que almoçar em 2 horas, as filas são bem comportadas, com mesas de buffet espalhadas por todo o enorme hall
- há várias palestras acontecendo em paralelo ao auditório principal, com temas bem interessantes também, uma pena eu não ter conseguido acompanhar todas
- Apesar de presentes em alguns estandes, senti um pouco de falta de mais tomadas, e, para variar, uma briga entre pessoas querendo carregar telefones, tablets e notebooks.

Categoria: Outros | 05.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Tarde

Este post é uma continuação do HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Manhã
A tarde começou com Walter Isaacson, jornalista e biógrafo, que ficou conhecido por publicar, há cerca de 2 anos, a única biografia autorizada de Steve Jobs. A palestra se pautou por histórias de vida do engenheiro-empresário-artista, provavelmente as que estão no livro.
Por vezes na palestra ele citou o “Reality Distortion Field” (Campo de Distorção da Realidade), que existia em torno de Steve Jobs, que conseguia extrair das pessoas aquilo que elas achavam impossível de fazer. E também do olhar direto e sem piscar os olhos que acompanhava este campo de força.
A história que mais gostei foi ele dizendo que perguntou a Jobs, próximo à sua morte, qual o produto ele tinha mais orgulho de ter criado, e a resposta foi: “Meu maior produto foi ter criado a Apple Computers, pois criar um produto insanely great é um grande desafio, mas criar uma empresa que mantém incentivando pessoas inteligentes a criar produtos fantásticos continuamente”.
A próxima palestra foi do professor Clóvis de Barros Filho, que tentou colocar um pouco de humor no tema de ética. Deu para ver que ele tinha um recado para passar, sobre o resultado as vezes ir além do que é “justo”, e fazendo as pessoas agirem muito diferente de como elas são, mas meu senso de humor aparentemente não é parecido com o do resto da platéia, que adorou.
Depois dele tivemos Paul Ormerod, economista inglês, que, de acordo com a agenda, deveria abordar o tema: Cenários, e, como sempre dentro deste tema, tentou tão fortemente olhar para trás para tentar ver padrões, que esqueceu de falar de cenários futuros.
Nesta linha, ficou falando sobre a importância das redes (sociais, e de negócios), e também um pouco sobre o paradoxo das escolhas. No final falou em duas apostas: identificar influenciadores do mercado, pois eles são mais importantes que atributos do produto (contrariando Jobs via Isaacson de mais cedo), e o clichê do momento: Big Data.
Para fechar o dia, falou Michael Silverstein, do Boston Consulting Group (isso, o BCG, da Matriz BCG). Ele começou falando que conhece as mulheres, pois entrevistou mais de 35.000 mulheres ao longo da carreira dele no BCG.
Ressaltou que as mulheres hoje mandam num orçamento de U$29 tri em todo o mundo. Contou sobre sua história de mais de 20 anos, e que no processo de pesquisa que conduziram, onde as mulheres respondem um questionários de 110 questões, e que as coisas mais importantes para elas, na ordem, são: Pet (animais de estimação, ou filhos, quando tem), Sex (isso mesmo) e Food (Comida).
Lembrei-me de 1960, quando Kinsey lançou suas pesquisas sobre sexo respondidas pelas mulheres, onde todos se chocaram com o FATO de que suas mães, irmãs e filhas fazem sexo?!?! Passado o susto, ele começou a listar itens que as mulheres valorizam, e o que as marcas ignoram, quando querem focar neste público.
Falou também que as mulheres vão gerar uma aceleração de U$6 tri na economia mundial, pois vão estudar mais, trabalhar mais, ganhar mais, e abrir novos negócios.
Mostrou também um gráfico bem bacana dos itens que as mulheres estão mais insatisfeitas. Contou que uma mulher insatisfeita vai contar sobre sua insatisfação para cerca de 300 pessoas, e os homens entre 3-10. Ou seja, cuidado para não deixar estas consumidoras insatisfeitas.
E deu uma dica final aos homens da platéia: “Quer ser um herói em casa hoje? Ande com o cachorro, coloque seu filho para dormir, e se ofereça para ferver a água do macarrão”. E não diga que vai fazer, faça com ela vendo.
O dia começou bem e terminou bem, com um “miolo” um pouco fraco, mas muito animado para amanhã!

Categoria: Outros | 04.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Manhã

Desde meu tempo de faculdade de administração (2001-2004), ouço falar deste evento, que, embora tivesse nomes diferentes, sempre me chamou a atenção, não só por sempre trazer os autores dos livros de gestão que eu estudava, e os grandes líderes de grandes empresas do mundo, mas também pelo preço impraticável.

 

Neste ano de 2013 fui convidado por um cliente a participar, a fim de trazer os conhecimentos compartilhados no evento. Na realidade de aluno isso já seria muito proveitoso, mas para o momento atual, com 8+ anos de experiência como professor na área de gestão, 10+ anos de experiência prática como gestor, e no time de frente do Grupo WTW, acredito que o evento será mais proveitoso ainda.

 

A primeira manhã já me deu segurança disso, desde a abertura com o Keynote de boas vindas do CEO da HSM, dizendo que este ano o conceito do evento é o de uma ponte (pois une pessoas, e leva o conhecimento de uma parte a outra), que já me deixou contente, pois é o mesmo conceito que criamos para a logo do Grupo.

Logo Grupo WTW

 

Placa com ponte do Rialto em Veneza

 

O palco é enorme, e possui 4 telões HD com mais de 10 metros de largura (quem falou em polegadas?), deixando os mais de 3.500 presentes assistirem ao apresentador e aos slides sem maiores dificuldades. A música do local também é bastante alta, e eles abusam do uso para provocar a sensação de que você está no maior evento de gestão do país.

auditorio-principal-hsm-2013

A primeira palestra foi de Paul Dickinson, CEO da CDP.net, que, de maneira muito sóbria tratou o tema da sustentabilidade, tentando, como todo bom alarmista do aquecimento global, colocar em cada um presente a semente da preocupação, ou no mínimo da dúvida, sobre um problema que pode impactar no futuro de todo o planeta.

 

Ok, e o que difere ele de um ambientalista fanático de plantão? O modo com ele demonstrou que como gastamos e investimos nosso capital, principalmente o da empresa que estamos à frente, são decisões que impactam demais no ambiente, e que por este motivo deveríamos estar mais atentos aos impactos que nossos fornecedores podem estar causando no meio ambiente.

 

Nesta hora estar numa empresa que atua exclusivamente no mundo virtual me isolou um pouco da questão, mas achei muito madura a abordagem, até por que ele sabe estar à frente de uma platéia muito mais preocupada com lucros do que com o bem-estar do planeta.

 

Depois dele, o Diretor de Inovação da HSM já deixou os convidados instigados com a edição 2014 do evento, anunciando os palestrantes confirmados, entre eles: Al Gore, Nolan Bushnell, Alexander Osterwalder (Business Model Generation) e outros.

 

Em seguida tivemos a melhor palestra do período, Wesley Batista, CEO do JBS, que, tendo seu pai, fundador da empresa, na platéia, contou um pouco do que é estar à frente da gigante de seu setor, no mundo. Contou um pouco sobre o sistema Frog, utilizado na empresa, que significa “From Goiás”, que representa uma visão simples e pés-no-chão, num ambiente aberto para (e que até incentiva) erros, e que ele participa praticamente de todas as contratações, em quase todos os níveis operacionais. Ele vê a empresa como um grande grupo buscando construir algo maior e melhor. Deixou claro também que a família convive bem, e que um de seus irmãos administra outras empresas do grupo, em outros segmentos.

 

Foi aplaudido de pé por conseguir defender os mais sólidos pilares de gestão com um linguajar simples, natural do centro-oeste brasileiro!

 

Para fechar a manhã tivemos Ginni Rometty, Presidente do Conselho e CEO da IBM, que relembrou a platéia da importância da tecnologia para os negócios, hoje e amanhã, e contou sobre vários projetos que a IBM vem coordenando/apoiando no mundo.

 

Quando questionada pelo mediador sobre o que é estar a frente de uma gigante de mais de 100 anos, com funcionários em todo o mundo, grande parte trabalhando fora de um escritório, e ela respondeu fazendo uma analogia que para mim cada vez faz mais sentido: de que é como ser um “Steward”, ou o responsável pelo timão de um navio, conduzindo todas as áreas da empresa para uma direção desejada pelos acionistas.

 

E, para os interessados nesta parte, algumas informações gerais sobre o evento:

 

- o Transamérica é enorme, contemplando o maior auditório de eventos que já participei
- há vários estandes de patrocinadores, alguns com conteúdos rolando em paralelo aos do auditório principal
- meu passe me deu direito a um belo almoço, com bebidas da BrasilKirin, uma das patrocinadoras do evento
- o controle de acesso é bem restrito, não só sendo necessário usar um crachá com código de barras, mas também uma pulseira com a cor da sua credencial


Categoria: Outros | 04.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



TEDxCidadeMorena – Educação e Transpiração

Em 11 de Agosto de 2012, palestrei no evento TEDxCidadeMorena, que tinha como tema principal a educação.

Assista o vídeo abaixo:


Categoria: Outros | 24.janeiro.2013 | sem comentários | Comentar



Planejamento Estratégico para Startups

No mundo das startups muitos empreendedores que nunca se relacionaram com administração de negócios aprendem rápido como criar um Business Model Canvas e param por ali. Tudo o que foi definido nos posts-its acaba indo pra alguma gaveta ou e-mails antigos da empresa e aos poucos os planos definidos vão se apagando. A falta de experiência dos empreendedores muitos vezes resultam em uma equipe cheia de ânimo para fazer acontecer mas com pouca gestão para atingir seus objetivos.

Neste artigo vamos abordar algumas dicas práticas para transformar seu Business Model Canvas em um planejamento estratégico eficaz para acelerar a produtividade da sua equipe. Confira:

1º Passo – Análise interna

Qual é a proposta de valor a sua startup? Como vocês executam esta proposta diariamente? No ContaAzul nossa proposta é facilitar a gestão das micro e pequenas empresas no Brasil e diariamente trabalhamos para manter isto no DNA da Empresa. Desde a interface do nosso sistema até a maneira como respondemos nossos clientes no twitter o nosso foco está em ser gentil e facilitar ao máximo a interação do usuário com a equipe de atendimento para resolver qualquer problema.

Muitas startups no Brasil que saem do papel possuem uma força muito grande na área técnica e quando estão focadas no código deixam de lado a prática dos valores da empresa. Tente ter um time equilibrado, Não acredite que apenas ter um bom software vai levar sua startup até o pico do sucesso. Se não conseguir sócios complementares busque advisors que possam te ajudar em áreas específicas como marketing, vendas e finanças.

2º Passo – Análise de indicadores de desempenho (KPIs)

Quais são os fatores que indicam que sua empresa está crescendo? Nesta etapa você deve se focar apenas em fatores quantitativos como número de visitas no site, taxa de conversão, custo de aquisição de clientes. Cada pedaço do Business Model Canvas possui seus indicadores de desempenho específico, vamos explorar dois deles para exemplo:

Parceiros Chave

- Quantos parceiros-chave vocês possuem? Isso cresceu ou diminiu desde o início do seu projeto?

- Qual é o retorno de cada parceiro chave para empresa? Deixe claro na negociação se o retorno virá em número de visitas para o seu site, geração de leads ou indicação de clientes. Sempre acompanhe estes números para saber se a parceria está indo bem ou deve ser revista

- Qual é o custo de manter cada parceiro chave? As propostas de parceria geralmente não possuem custo direto, mas indiretamente podem gerar gastos pois tomam horas produtivas da sua equipe, logo, trate de anotar quantas horas você da atenção para o seu parceiro chave.

Canais de distribuição

Quantos são seus canais de distribuição online e offline?

Qual é o custo de manutenção dos canais online? Qual é o retorno deles em relação ao número de clientes? Por exemplo, você pode contratar uma assessoria de imprensa e medir o impacto do trabalho dela no seu site e cruzar este resultado com o de uma campanha de mesmo valor no Facebook.

Para a presença em eventos e palestras, considere o networking como um indicador e comece a medir quantos cartões de visitas distribuiu e quantas potenciais parcerias você construiu ali. Já vivenciei casos onde conversar com a pessoa certa pode te dar muito mais retorno do que 10 mil reais investidos em mídia.

3º Passo – Construção de metas

Depois que você já definiu com a sua equipe quais são os fatores qualitativos que sinalizam o sucesso da sua startup está na hora de definir metas que você deve alcançar entre pelo menos 6 meses e 12 meses. No primeiro mês crie metas flexíveis como testes para entender o crescimento e a capacidade produtivo da sua empresa. Após a etapa de ajustes comece pra valer e não tenha medo das planilhas de Excel, elas serão suas melhores amigas na hora de registrar se as metas foram alcançadas ou não. Se for um startupeiro de verdade provavelmente vai organizar tudo em uma planilha do Google Docs de forma colaborativa com seus funcionários.

Anote as metas diariamente, acredite, vale muito mais a pena do que deixar tudo acumulado para o fim do mês. Fazer uma reunião semanal sobre o andamento das metas é uma prática que vai te ajudar a se adaptar e analisar como e porque alguma coisa deu errado.

4º Passo – Definição de funções

Organize quem vai gerenciar cada indicador de desempenho dentro da empresa. Mesmo se você estiver em apenas dois sócios e nada mais, trate de dividir o acompanhamento das metas entre os dois para ambos se manterem focados no crescimento e na produtividade da empresa. Aqui na ContaAzul já somos mais de 10 funcionários e cada gerente utiliza um painel de controle no GeckoBoard para ter uma visão geral do desempenho da empresa.

Se sua startup já tem mais de 3 funcionários, não tenha medo de delegar funções e reorganizar o que cada um faz dentro da empresa. Tome cuidado para não se tornar o carrasco das metas e converse abertamente com seus colaboradores. Cada pessoa tem um jeito único de trabalhar e produzir melhor. Construa este planejamento estratégico de forma colaborativa com todos a sua empresa, se possível, até mesmo com os estagiários.

Conclusão

Transforme seu Canvas em ações práticas para o dia a dia da empresa e envolva todo o seu time neste processo. Não tenha fé no curto prazo, seis meses depois você verá que toda a cobrança de resultados valeu a pena.

Para discutir ou trocar alguma ideia sobre planejamento estratégico para startups envie um e-mail deixe sua dúvida na Fan Page do Conta Azul , terei prazer em ajudá-lo!

O autor

João Zaratine é formado em Administração de Empresas pela Universidade da Região de Joinville (Univille) e aluno do MBA em Gestão Empresarial na FGV/RJ. Atualmente ocupa o cargo de Chief Marketing Ofice (CMO) do Sistema de Gestão de Empresas Online ContaAzul




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