Planejamento Estratégico

Blog sobre Planejamento Estratégico Orientado a Resultados

Neste site você irá encontrar um amplo acervo de informações sobre Administração e Gestão. Você irá conhecer os principais modelos, métodos e teorias administrativas. Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área Abaixo você pode conhecer os temas trabalhados, e os últimos artigos publicados de cada área.

HSM Expomanagement 2013 – Dia 2 – Tarde

A tarde começou com o canadense Robert Lloyd, CEO Global da Cisco System, e o assunto foi tecnologia. Ele começou levantando que até 2020, existem U$14 tri a serem aproveitados no aumento de eficiência em gestão de processos de negócios.
Neste cenário, ele colocou a “internet of things” (internet das “coisas”, querendo dizer objetos conectados à rede. Hoje temos cerca de 10 bilhões de devices (itens), sendo que 7 bilhões são celulares, e estima que até 2020 teremos 500 bilhões de devices conectados.Ele disse que neste cenário, a Cisco fica feliz pois isso é difícil de fazer, mas que os gestores é que têm de ficar satisfeitos pela potencial melhoria no bottom-line dos negócios.
Exemplos de devices: comida (para não vencer), água (em recipientes, claro), automóveis (todos os carros identificados, sem mais acidentes, mas sem trânsito ele não garante, hehe), saúde (conectar dados sobre diagnósticos).
Para isso acontecer, ele disse que precisamos quebrar alguns paradigmas: sistemas isolados (medidores de luz, planilhas, cérebros), padrões abertos (Open Standards e APIs, para que sistemas possam conversar entre eles) e redes interconectadas (o banco de dados de uma empresa conversa com a outra, com o governo, os clientes, etc…).
Comentou também sobre as apostas da Cisco em cidades conectadas, envolvendo a gestão pública (trânsito, lixo, iluminação pública, etc…) e citou a cidade do Rio de Janeiro como foco das primeiras iniciativas deles, várias delas já estando implementadas até as Olimpíadas de 2016.
Lembrei-me da história que meu professor Dario Lima contou à minha turma de faculdade, de que em uma visita à sede da Microsoft em Washington, ainda em 2004, a empresa defendeu este conceito sob a alcunha de “conectividade” (termo este que Lloyd usou na palestra). 9 anos depois, e ainda estamos engatinhando.
Depois dele, tivemos nova participação do Clóvis de Barros Filho, que contou mais piadas e divertiu a galera. Entendi que a ideia é dar uma interrupção nas ideias pesadas, mas acho que, pelo preço que cobram, tinha que ter mais conteúdo pesado, que incitasse o pensamento. Cansou? Vai para a área aberta ver as promotoras de estande.
Continuando a tarde, outro gigante da estratégia, Gary Hamel, assumiu o palco para falar sobre “How to Hack Management”. A palestra veio bastante na contra-mão do que Porter falou, e também contra o que a CEO da IBM disse ontem, de que o CEO é o capitão de uma embarcação.
Neste ponto, o argumento é que o CEO, mesmo que bem intencionado, exerce uma espécie de “tirania soft“, onde aprova tudo aquilo que incrementa o ststus quo, mas tem uma defesa natural contra iniciativas inovadoras.
Sobre sua visão de estratégia, o discurso foi muito alinhado com o que o Govindaranjan falou mais cedo, sobre a inovação ter de ser a locomotiva de qualquer estratégia, num mundo em constante mudança. O argumento de Govindaranjan foi um pouco mais conciso, pois este soube reconhecer a importância do dia a dia, o presente.
Um dos argumentos fortes dele foi colocar que há 30% de chance de que uma empresa nos top 20% de um mercado, não estará mais neste ranking em 5 anos. Pisou também nos calos da Microsoft (e de Steve Ballmer), dizendo que as ações da Microsoft não valorizaram (nem desvalorizaram) nada há 10 anos, pois ela entrou atrasada em TODAS as tendências de mercado, exatamente por esta “tirania”.
Depois ele falou de algumas práticas que têm funcionado nas pequenas empresas, e que as grandes deveriam aprender dali. Falou que não existe (com uma exceção) nenhuma empresa que é globalmente alinhada, e totalmente distribuída. A exceção seria uma das maiores processadoras de tomate do mundo, chamada Morning Star.
A provocação e o exemplo foram bonitinhos, mas me pareceram retóricos demais, o que me fez lembrar de Jim Collins e sua metodologia quantitativa para tentar entender o que funciona e o que não funciona, e, em sua pesquisa (pelo menos até onde conheço), estrutura organizacional nunca foi diferencial em gestão, e a negócios de sucesso possuem alguns pilares sólidos, que vêm sobrevivendo ao teste do tempo. Claro que, num mundo que cresce exponencialmente e muda de maneira “insana”, muita coisa vêm mudando, e espero ver estes impactos de camarote!
Até pelo título da palestra dele, associado ao conceito de Hacking (to hack: alterar algo, mudar a essência do funcionamento), de que ele leu “A Catedral e o Bazar” do Eric Raymond e está utilizando como seu manifesto. Não me entenda mal, adoro o artigo e o conceito, mas não acho que é a resposta nem para 10% dos problemas das organizações, mas ele poderia dizer que estou dizendo isso por me apoiar numa lei antiga, de um tal de Pareto, que deve ser meio ultrapassada para ele…
Para encerrar o dia tivemos Michael Beer, professor emérito da Escola de Negócios de Harvard (Harvard Business School), e Chairman da TruePoint, empresa de consultoria, que falou sobre alto comprometimento e alta performance.
Discutiu a questão da organização ser mais que sua estrutura e sua estratégia, e que, ainda mais no mercado em constsnte mudança, independente do ramo de atuação, são a atitude e os valores das pessoas da equipe que vão levar as organizações a algum lugar. Falou então da importância que existe em deixar claros os valores e princípios da organização, para atrair pessoas que se identifiquem e se motivem por estes.
O exemplo da vez foi a HP, e seu sistema de bonificação não-financeira, orientada a valores, e também de valores que vão além das demandas dos acionistas, como forma de inspirar os funcionários.
Ele não conseguiu caminhar por nem metade dos slides previstos no tempo permitido, mas deixou um comentário sobre um dos grande empecilhos na definição e execução das estratégias: “por tabu, as pessoas não conversam sobre as coisas mais importantes”, cenário este que vejo (e luto contra) no meu dia a dia.
O dia se encerrou com ótimos insights, espero poder processá-los nos próximos 10 anos!
Amanhã teremos Regis Mckenna e Phillip Kotler, então é Marketing Day! Sem falar no Vicente Falconi, que espero que traga boas ideias, como é de praxe!

Categoria: Outros | 05.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



HSM Expomanagement 2013 – Dia 2 – Manhã

A manhã do segundo dia começou bem, com Andrew McAfee, da MIT Sloan (escola de negócios do instituto), e ta,bém palestrante do TED, que veio falar sobre Big Data. Ele fugiu bem do clichê do dia anterior, e organizou sua palestra listando as perguntas mais comuns que ele recebe sobre o tópico: “Sobre qual quantidade de dados estamos falando?”, falando sobre megabytes, terabytes, petabytes, zetabytes e agora hellabytes. Depois partiu para a questão mais utilitária: “E daí?”, citando alguns cenários onde isso é importante.
E, por último: “Quais serão os desafios?”, onde ele descreveu um fantástico ensaio sobre os HiPPOs, ou Highest Paid Person’s Opinion (opinião da pessoa mais bem remunerada), que ele disse ser o modus operandi doentio de 95% das empresas. Ele considerou os HiPPOs como os experts, que se declaram desta forma, mas ninguém perde tempo avaliando a efetividade de suas análises.
Ao final ele contou 3 casos onde isso foi feito pelos Geeks (que ele ressaltou ser uma alcunha positiva, pelo menos do mundo onde ele vem, e eu concordo!), e terminou com este gráfico sobre o desafio daqui pra frente:
Gráfico sobre O futuro da tomada de decisões
Ele comentou que foi questionado por dar muito valor à visão dos Geeks, e então resolveu, de modo geek, testar sua hipótese, e encontrou o artigo abaixo, com as conclusões abaixo:
Quantidade de Artigos sobre Especialistas x Previsões Mecânicas
Ou seja, questione a autoridade sempre, senso comum e títulos nunca garantiram conhecimento e tomada de decisão adequada, agora pelo menos mais gente está sabendo!
A próxima palestra foi do indiano Vijay Govindaranjan, professor na Darthmouth College, conhecido pelo seu livro “O outro lado da inovação”, e foi sensacional. O recém-guru simplificou a palestra toda (chamada Estratégia É Inovação) em 3 caixas (box 1, box 2 e box 3), onde a primeira delas é focada em Gerir o Presente, e os 2 e 3 focados em Competir para o futuro.
Numa organização, parte dos projetos deve estar focado no box 1, enxergando um Gap de desempenho, que deve ser trabalhado com a eficiência como bandeira. Já nos boxes 2 e 3, o Gap é de Oportunidades, e, para abraçar estas oportunidades e transformá-las em resultado, a bandeira é a da inovação.
Eu nunca tinha visto tal abordagem, e achei muito fácil de enxergar, veja o slide:
 Diagrama de Govindaranjan sobre o Equilíbrio Estratégico
Como exemplo do impacto da disrupção gerada pela inovação, citou 4 diferentes técnicas de salto em altura, e mostrou como havia atletas focados em saltar cada vez mais alto usando cada técnica (segundo ele, comicamente comentou, fazendo o Six Sigma), enquanto outros focavam em desenvolver novas técnicas, e que, estes últimos, quando acertavam uma nova técnica, mudavam o patamar (literalmente) da altura conquistada, e, ao consolidarem o novo método, os outros atletas passavam a fazer o Six Sigma do novo método.
Ele também listou alguns itens que ele chamou de “Arquitetura da Estratégia” e disse que toda estratégia é formada por:
- mudanças não-lineares: disrupções provovadas por inovação
- intenção estratégica: em que sentido a organização quer ir. Precisa ter Direção, Motivação e Desafio.
- competências essenciais atuais: aquilo que a organização já faz muito bem
- prioridades anuais: 3 horizontes de atuação da organização: horizonte 1 (core business), horizonte 2 (atividades adjacentes ao core) e horizonte 3 (áreas de atuação totalmente novas)
- novas competências essenciais: aquilo que a organização vai precisar saber fazer muito bem
Foi muito bacana o Sr. Govindaranjan levantar o nível, o que só não ofuscou o próximo palestrante por sua já construída fama de guru, como também pela presença de palco: Mr. Michael Porter.
Eu mesmo já escrevi neste blog dois artigos sobre ferramentas e modelos criados por ele (modelo de 5 forças e estratégias genéricas), além de já ter lido 2 livros dele. Comecei assustado com os primeiros slides dele, pois pareciam mais “transparências”, que eu não via desde a faculdade, talvez desde o ensino médio, com as mesmas imagens dos livros dele (forças competitivas, cadeia de valor), e pelo tom do início da palestra, ele iria falar mais do mesmo.
Olha lá o modelo de 5 forças competitivas:
 Telão com slide de Porter sobre as 5 forças
E foi exatamente o que aconteceu, ele se apoiou nos slides horríveis e cheios de informação, mas a maneira como conectou cada slide, e foi sugerindo os exemplos, foi muito bem orquestrado.
Um dos pontos que me fez refletir foi o fato do palestrante anterior ter dado tanto foco na inovação, e em aproveitar novos mercados, e o Porter ter uma abordagem muito mais focada em setores consolidados, e falar em como ser único naquele mercado. Porter falou também da diferença entre Corporate Strategy (estratégia corporativa, da escolha de unidades de negócio) e de Business Strategy (estratégia de negócios, e a definição do posicionamento para cada unidade de negócio.
Terminou com uma mensagem bacana, de que ele espera que as ideias que ele trouxe spna palestra sirvam para provocar uma verdadeira mudança. Aproveitando a mensagem dele, deixo a minha, de que é bacana ter contato com estes conhecimentos sendo proferidos em palestras presenciais, mas elas poderiam ser online, ou até mesmo ler o livro, mas o fato de ser um evento é bem bacana pois nos faz aproveitar o tempo para parar para refletir sobre os temas. Pelo menos assim considero a minha maneira de aproveitar o momento.
E, complementando um pouco sobre a estrutura do evento:
- eles entregam uma apostila muito bacana com os slides de todos os palestrantes e espaço para anotações, além do já esperado merchandising dos patrocinadores
- o almoço é muito bem organizado, e, na medida em que é possível com 4.000 pessoas tendo que almoçar em 2 horas, as filas são bem comportadas, com mesas de buffet espalhadas por todo o enorme hall
- há várias palestras acontecendo em paralelo ao auditório principal, com temas bem interessantes também, uma pena eu não ter conseguido acompanhar todas
- Apesar de presentes em alguns estandes, senti um pouco de falta de mais tomadas, e, para variar, uma briga entre pessoas querendo carregar telefones, tablets e notebooks.

Categoria: Outros | 05.novembro.2013 | 1 comentário | Comente Também



HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Tarde

Este post é uma continuação do HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Manhã
A tarde começou com Walter Isaacson, jornalista e biógrafo, que ficou conhecido por publicar, há cerca de 2 anos, a única biografia autorizada de Steve Jobs. A palestra se pautou por histórias de vida do engenheiro-empresário-artista, provavelmente as que estão no livro.
Por vezes na palestra ele citou o “Reality Distortion Field” (Campo de Distorção da Realidade), que existia em torno de Steve Jobs, que conseguia extrair das pessoas aquilo que elas achavam impossível de fazer. E também do olhar direto e sem piscar os olhos que acompanhava este campo de força.
A história que mais gostei foi ele dizendo que perguntou a Jobs, próximo à sua morte, qual o produto ele tinha mais orgulho de ter criado, e a resposta foi: “Meu maior produto foi ter criado a Apple Computers, pois criar um produto insanely great é um grande desafio, mas criar uma empresa que mantém incentivando pessoas inteligentes a criar produtos fantásticos continuamente”.
A próxima palestra foi do professor Clóvis de Barros Filho, que tentou colocar um pouco de humor no tema de ética. Deu para ver que ele tinha um recado para passar, sobre o resultado as vezes ir além do que é “justo”, e fazendo as pessoas agirem muito diferente de como elas são, mas meu senso de humor aparentemente não é parecido com o do resto da platéia, que adorou.
Depois dele tivemos Paul Ormerod, economista inglês, que, de acordo com a agenda, deveria abordar o tema: Cenários, e, como sempre dentro deste tema, tentou tão fortemente olhar para trás para tentar ver padrões, que esqueceu de falar de cenários futuros.
Nesta linha, ficou falando sobre a importância das redes (sociais, e de negócios), e também um pouco sobre o paradoxo das escolhas. No final falou em duas apostas: identificar influenciadores do mercado, pois eles são mais importantes que atributos do produto (contrariando Jobs via Isaacson de mais cedo), e o clichê do momento: Big Data.
Para fechar o dia, falou Michael Silverstein, do Boston Consulting Group (isso, o BCG, da Matriz BCG). Ele começou falando que conhece as mulheres, pois entrevistou mais de 35.000 mulheres ao longo da carreira dele no BCG.
Ressaltou que as mulheres hoje mandam num orçamento de U$29 tri em todo o mundo. Contou sobre sua história de mais de 20 anos, e que no processo de pesquisa que conduziram, onde as mulheres respondem um questionários de 110 questões, e que as coisas mais importantes para elas, na ordem, são: Pet (animais de estimação, ou filhos, quando tem), Sex (isso mesmo) e Food (Comida).
Lembrei-me de 1960, quando Kinsey lançou suas pesquisas sobre sexo respondidas pelas mulheres, onde todos se chocaram com o FATO de que suas mães, irmãs e filhas fazem sexo?!?! Passado o susto, ele começou a listar itens que as mulheres valorizam, e o que as marcas ignoram, quando querem focar neste público.
Falou também que as mulheres vão gerar uma aceleração de U$6 tri na economia mundial, pois vão estudar mais, trabalhar mais, ganhar mais, e abrir novos negócios.
Mostrou também um gráfico bem bacana dos itens que as mulheres estão mais insatisfeitas. Contou que uma mulher insatisfeita vai contar sobre sua insatisfação para cerca de 300 pessoas, e os homens entre 3-10. Ou seja, cuidado para não deixar estas consumidoras insatisfeitas.
E deu uma dica final aos homens da platéia: “Quer ser um herói em casa hoje? Ande com o cachorro, coloque seu filho para dormir, e se ofereça para ferver a água do macarrão”. E não diga que vai fazer, faça com ela vendo.
O dia começou bem e terminou bem, com um “miolo” um pouco fraco, mas muito animado para amanhã!

Categoria: Outros | 04.novembro.2013 | sem comentários | Comentar



HSM Expomanagement 2013 – Dia 1 – Manhã

Desde meu tempo de faculdade de administração (2001-2004), ouço falar deste evento, que, embora tivesse nomes diferentes, sempre me chamou a atenção, não só por sempre trazer os autores dos livros de gestão que eu estudava, e os grandes líderes de grandes empresas do mundo, mas também pelo preço impraticável.

 

Neste ano de 2013 fui convidado por um cliente a participar, a fim de trazer os conhecimentos compartilhados no evento. Na realidade de aluno isso já seria muito proveitoso, mas para o momento atual, com 8+ anos de experiência como professor na área de gestão, 10+ anos de experiência prática como gestor, e no time de frente do Grupo WTW, acredito que o evento será mais proveitoso ainda.

 

A primeira manhã já me deu segurança disso, desde a abertura com o Keynote de boas vindas do CEO da HSM, dizendo que este ano o conceito do evento é o de uma ponte (pois une pessoas, e leva o conhecimento de uma parte a outra), que já me deixou contente, pois é o mesmo conceito que criamos para a logo do Grupo.

Logo Grupo WTW

 

Placa com ponte do Rialto em Veneza

 

O palco é enorme, e possui 4 telões HD com mais de 10 metros de largura (quem falou em polegadas?), deixando os mais de 3.500 presentes assistirem ao apresentador e aos slides sem maiores dificuldades. A música do local também é bastante alta, e eles abusam do uso para provocar a sensação de que você está no maior evento de gestão do país.

auditorio-principal-hsm-2013

A primeira palestra foi de Paul Dickinson, CEO da CDP.net, que, de maneira muito sóbria tratou o tema da sustentabilidade, tentando, como todo bom alarmista do aquecimento global, colocar em cada um presente a semente da preocupação, ou no mínimo da dúvida, sobre um problema que pode impactar no futuro de todo o planeta.

 

Ok, e o que difere ele de um ambientalista fanático de plantão? O modo com ele demonstrou que como gastamos e investimos nosso capital, principalmente o da empresa que estamos à frente, são decisões que impactam demais no ambiente, e que por este motivo deveríamos estar mais atentos aos impactos que nossos fornecedores podem estar causando no meio ambiente.

 

Nesta hora estar numa empresa que atua exclusivamente no mundo virtual me isolou um pouco da questão, mas achei muito madura a abordagem, até por que ele sabe estar à frente de uma platéia muito mais preocupada com lucros do que com o bem-estar do planeta.

 

Depois dele, o Diretor de Inovação da HSM já deixou os convidados instigados com a edição 2014 do evento, anunciando os palestrantes confirmados, entre eles: Al Gore, Nolan Bushnell, Alexander Osterwalder (Business Model Generation) e outros.

 

Em seguida tivemos a melhor palestra do período, Wesley Batista, CEO do JBS, que, tendo seu pai, fundador da empresa, na platéia, contou um pouco do que é estar à frente da gigante de seu setor, no mundo. Contou um pouco sobre o sistema Frog, utilizado na empresa, que significa “From Goiás”, que representa uma visão simples e pés-no-chão, num ambiente aberto para (e que até incentiva) erros, e que ele participa praticamente de todas as contratações, em quase todos os níveis operacionais. Ele vê a empresa como um grande grupo buscando construir algo maior e melhor. Deixou claro também que a família convive bem, e que um de seus irmãos administra outras empresas do grupo, em outros segmentos.

 

Foi aplaudido de pé por conseguir defender os mais sólidos pilares de gestão com um linguajar simples, natural do centro-oeste brasileiro!

 

Para fechar a manhã tivemos Ginni Rometty, Presidente do Conselho e CEO da IBM, que relembrou a platéia da importância da tecnologia para os negócios, hoje e amanhã, e contou sobre vários projetos que a IBM vem coordenando/apoiando no mundo.

 

Quando questionada pelo mediador sobre o que é estar a frente de uma gigante de mais de 100 anos, com funcionários em todo o mundo, grande parte trabalhando fora de um escritório, e ela respondeu fazendo uma analogia que para mim cada vez faz mais sentido: de que é como ser um “Steward”, ou o responsável pelo timão de um navio, conduzindo todas as áreas da empresa para uma direção desejada pelos acionistas.

 

E, para os interessados nesta parte, algumas informações gerais sobre o evento:

 

– o Transamérica é enorme, contemplando o maior auditório de eventos que já participei
– há vários estandes de patrocinadores, alguns com conteúdos rolando em paralelo aos do auditório principal
– meu passe me deu direito a um belo almoço, com bebidas da BrasilKirin, uma das patrocinadoras do evento
– o controle de acesso é bem restrito, não só sendo necessário usar um crachá com código de barras, mas também uma pulseira com a cor da sua credencial


Categoria: Outros | 04.novembro.2013 | 1 comentário | Comente Também



TEDxCidadeMorena – Educação e Transpiração

Em 11 de Agosto de 2012, palestrei no evento TEDxCidadeMorena, que tinha como tema principal a educação.

Assista o vídeo abaixo:


Categoria: Outros | 24.janeiro.2013 | sem comentários | Comentar



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