Alerta sobre o Mercado de Opções

O mercado de opções é o que mais atrai os investidores jovens, devido à oportunidade de se obter altos retornos em um curto período de tempo e o capital necessário para investir é bastante baixo. Mas como tudo no mundo dos investimentos, quanto maior o retorno maio o risco. O mercado de opções é o pior caminho para começar a aprender sobre o mercado financeiro, entretanto é o que a maioria dos investidores tende a fazer.

Quais são os riscos de se investir na BMF?

Ao se falar de mercado variável a primeira pergunta é sobre risco. O risco é um fator que tem que ser muito bem discutido antes de entrar no mercado de renda variável, mais especificamente no mercado de contratos futuro.

Qual meu risco ao comprar um contrato de dólar? A resposta é depende do tipo de compra que foi feita, por exemplo, se você é um produtor de soja, e vendeu contratos de soja a um preço futuro, certamente seu risco é mínimo uma vez que você esteja fazendo um hedge (trava) do seu produto, garantindo um preço futuro, no entanto se você apenas vendeu contratos de soja pra especular, e o mercado ande contra sua posição, você pode perder todo seu capital com possibilidades de ficar devendo para sua corretora. No entanto, este tipo de situação é minimizada pela margem de garantia deixada na corretora.

Assim a recomendação é que conheça o mercado em que vai atuar e faça operações aceitáveis pelo tamanho do seu capital, com stop de proteção, para que não acontecer danos maiores.

Quais são os custos para se investir na BMF?

Os custos operacionais seguem uma tabela da BMF, variando por produto e pelo tamanho do contrato. Essa tabela pode ser acessada no seguinte endereço:

http://www.bmf.com.br/portal/pages/boletim1/custosOperacionais1.asp

Quanto preciso para investir na BMF?

Na BMF o capital mínimo exigido varia de acordo com o produto a ser negociado. Sendo assim a variação do capital é muito grande entre os contratos, onde além da natureza dos contratos interferirem, o número de contratos e o tipo de operação (normal; day-trade) também interferem.

Mais informações no endereço: http://www.bmf.com.br/portal/pages/boletim1/margensGarantia1.asp

O que é a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F)?

O mercado futuro brasileiro é representado pela BM&F, Bolsa de Mercadorias e Futuros, tendo esta grande representação mundial.

Na BMF os contratos futuros ficam divididos em derivativos financeiros e agropecuários. Os financeiros têm como representantes o contrato futuro de ibovespa, o ouro, taxa de juros, taxa de câmbio e título da divida externa; já o agropecuário envolve contratos futuros de açúcar, álcool, boi gordo, bezerro, algodão, milho, soja, café arábica e café robusta conillon. Apesar da variedade de contratos os mais negociados são os financeiros, especialmente dólar e ibovespa.

Já os agropecuários são mais usados para fazer hedge, o que também acontece no mercado financeiro, no entanto, a figura do especulador não fica fortemente caracterizada no mercado agropecuário da BMF, ao contrário do que se da nos EUA.

Além dos contratos padrões a BMF disponibiliza alguns contratos chamados de mini contratos, para dar oportunidade para os investidores pessoa física. Para negociar os mini contratos futuros o investidor tem que utilizar o web trading, programa feito pela própria BMF.

No mercado futuro, os contratos têm uma data de vencimento pré-determinada, fazendo com que o preço negociado nos contratos seja uma expectativa de preço do ativo na data de vencimento do contrato negociado.

Fundos de Investimento no Brasil

A Gestão Ativa Investimentos faz anualmente uma análise geral dos fundos de investimento do país, montando seu próprio ranking, que leva em consideração não aspectos subjetivos, como por exemplo, a faculdade onde o gestor do fundo se formou, e sim uma avaliação mais objetiva, baseada em RENTABILIDADE.

Foram feitos estudos de reincidência com os fundos do “Guia de Fundos” da Revista EXAME, e percebeu-se que um fundo que tivesse avaliação ótima (5 estrelas) em um ano, nunca repetia boa performance no próximo ano, o que indica que o critério do ranking não está sendo bom para identificar boa rentabilidade.

Pensando que o cliente que busca um fundo de investimento está preocupado com risco e com rentabilidade, a Gestão Ativa criou um sistema de avaliação, criando 3 diferentes níveis de risco, e calculando a rentabilidade em cima de dados históricos, e correlações com índices de mercado (IBOV, CDI, Dólar). Utilizando previsões macroeconômicas, e ferramentas de análise técnica, a Gestão Ativa Investimentos monta cenários futuros para esses fatores, calculando a rentabilidade dos fundos para o ano subseqüente, com um ranking próprio, utilizado como baliza para os investimentos, alocações de carteira e até o algoritmo do Projeto Asset Allocation.

Este Guia abrange desde fundos de bancos de varejo até fundos de Private Banking, inclusive com vários fundos com performance excelente, e baixa necessidade de capital.

Quanto custa para aplicar em Fundos de Investimento?

Como citado na seção do “Capital Necessário”, existem três custos básicos para se aplicar em fundos de investimento, os chamados Custos de Transação, ou Custos Operacionais.

1 – CPMF: Esta é a taxa “provisória” do governo, que é de 0,38% para cada vez que você aplicar num fundo, este custo está presente em quase todas as movimentações financeiras que você faz.
(INFORMAÇÃO DESATUALIZADA, TALVEZ RE-ATUALIZADA COM A CSS)

2 – Imposto de Renda: Este é cobrado conforme tabela progressiva abaixo, de acordo com o prazo do investimento, e tipo do fundo. É importante ressaltar que o Imposto de Renda é cobrado apenas sobre a rentabilidade positiva do período, e apenas debitada quando da efetuação do resgate do valor do fundo.

Imposto de renda para fundos de investimento

3 – Taxa de Administração: A taxa de administração varia de fundo para fundo e de banco para banco. Uma boa taxa é até 2%, acima disso já é uma cobrança muito grande, ainda mais se considerarmos que os fundos que cobram altas taxas normalmente também tem péssima rentabilidade. O fundo te paga lá 14% ao ano, e ainda fica com 4%, aí fica complicado.

Ocasionalmente principalmente em fundos mais sofisticados, temos um 4º Custo Operacional, que é a Taxa de Performance. Esta taxa é cobrada como a taxa de administração, mas só é cobrada se o fundo obtiver uma rentabilidade acima de algum benchmark (parâmetro), que pode ser IGP-M, CDI, IBOVESPA, IBX, entre outros índices.

Quanto preciso para investir em Fundos de Investimento?

Existem fundos de investimento de todos os tipos e tamanhos, e para todos os gostos. Com R$ 30,00 você já pode investir em alguns fundos de investimento de bancos de varejo, e existem também fundos private em que o valor mínimo para aplicar é de R$ 1.000.000,00!

O interessante é saber que no fundo de investimento você tem incidência do CPMF, que você não tem quando investe na Poupança. Mas espere aí? Numa seção sobre “Fundos de Investimento” você vem me falar de Poupança? Claro, em alguns casos a Poupança pode ser mais vantajosas que os fundos de investimento, principalmente em prazos curtos, já que 0,38% de CPMF em uma rentabilidade de um fundo em 1,0348% líquido (1,50% antes do IR de 20% e Taxa de Administração proporcional de 2% ao ano) fica em 0,6548%, contra prováveis 0,80% da poupança. Mas perceba que se você for guardar seu dinheiro por mais de 3 meses, a rentabilidade do fundo (mesmo considerando os tributos) é maior que a da Poupança. (INFORMAÇÃO DESATUALIZADA, TALVEZ RE-ATUALIZADA COM A CSS)

Tipos de Fundos de Investimento

A ANBID – Associação Nacional dos Bancos de Investimento dividiu os fundos em 17 tipos de fundos. Eles foram classificados a partir de sua política de investimento, ou, secundariamente, por seus fatores de risco.

Para uma rápida compreensão, destacamos as cinco classes mais populares. Se você entender bem o que significa cada uma destas classificações, vai conseguir tomar suas decisões com toda segurança, quanto a que tipos de fundos se encaixam com seus objetivos, definidos acima.

Curto Prazo: Investem em títulos de renda fixa, e sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros utilizada nas operações entre os bancos (CDI). São considerados os mais conservadores pelo fato dos títulos de suas carteiras possuírem um prazo mais curto. Papéis com prazo máximo a decorrer de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.

DI: Você provavelmente já deve ter ouvido falar neles. Não? São os preferidos por muitos investidores brasileiros. Sabe por quê? Porque sua performance segue a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI) e tendem a render mais cada vez que ocorre uma alta das taxas de juros domésticas. Os fundos DI aplicam a maior parte do seu patrimônio em títulos do governo federal e são considerados de baixo risco.

Renda Fixa: Estes fundos aplicam uma parcela de seu patrimônio em títulos prefixados. Estes títulos rendem uma taxa fixa previamente acordada. O que acontece com os fundos de renda fixa é justamente o oposto dos fundos DI. Quando os juros estão caindo, estes fundos tendem a render mais que os fundos DI. Quando as taxas de juros sobem, a tendência é que os fundos DI rendam mais que os de renda fixa.

Multimercados: Estes fundos combinam investimentos em ativos de renda fixa, câmbio e ações, além de utilizarem ativamente os derivativos. Procuram as melhores oportunidades destes mercados para obter rentabilidades maiores. Devido à flexibilidade, dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos do fundo em cada um destes mercados. São fundos que já possuem uma certa abertura ao risco, buscando obter rentabilidades acima do mercado.

Ações: São fundos que investem majoritariamente seus recursos em ações negociadas em bolsa de valores. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Devido a essas variações e ao risco, são mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo, até por que o risco neste caso é bem maior do que nos fundos de renda fixa (CP, DI, RF).

O que são Fundos de Investimento

Um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um conjunto de investidores, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de uma carteira de títulos ou valores mobiliários.

Agora imagine que você não mora num prédio, portanto está fora do condomínio, e precisa escolher quem vai fazer a manutenção da piscina e da quadra esportiva ou quem vai contratar os seguranças? Provavelmente, terá mais trabalho em encontrar esses prestadores de serviços e gastará mais. Se estivesse num condomínio, essa seria uma tarefa para o síndico, com a vantagem de poder ratear com os outros condôminos esses custos.

Situação semelhante poderia acontecer com você, caso estivesse sozinho no mercado financeiro. Caberia a você escolher os ativos para compor uma carteira de investimento. Isso significa analisar com freqüência riscos, nível de endividamento e expectativa de resultados de cada empresa da qual você comprou ação ou de cada banco do qual você adquiriu um CDB. Quem agüenta enfrentar tamanha trabalheira?
Somente os especialistas. Por isso eles trabalham para os fundos. E os fundos trabalham para você.

Os fundos permitem que gestores profissionais ajudem pessoas sem tempo, independente delas terem ou não dinheiro e experiência. Mas se o gestor faz tudo, qual o papel do investidor?

Escolher o(s) fundo(s) de acordo com seus objetivos e expectativas. Cabe a você, então, decidir pela aplicação mais adequada, considerando quando e o que pretende fazer com seus rendimentos.