Figuras na Análise Técnica

Os investidores tendem a reagir da mesma maneira em determinadas circunstâncias, e ao longo do tempo estes comportamentos repetitivos foram sendo identificados através da análise técnica, criando com isso uma série de figuras, ou padrões de comportamento.

Canais e a Análise Técnica

O mercado sempre se movimenta formando ondas, e em determinados momentos estas ondas são de altas, em outros elas são de baixa, e na maioria das vezes o mercado tendo a andar de lado, na chamada acumulação.

Podemos identificar os canais quando traçamos uma linha em dois topos e em dois fundos, e estas linhas possuem praticamente a mesma angulação, como no caso abaixo.

Canais de Tendência no IBOVESPA diário

Neste caso estamos olhando um canal de alta, pois podemos ver claramente que as ondas do mercado estão indo para cima, ou seja, os topos são estão cada vez maiores e os fundos também.

Observe que o mercado tende a assumir certa simetria em relação aos fundos, e topos, criando um ar de previsibilidade aonde será o próximo topo ou fundo.

Com os canais conseguimos identificar qual é a aceleração do mercado, ou seja a velocidade em que o mercado está subindo ou caindo. No gráfico acima podemos ver que o Ibovespa está prestes a romper o canal de alta, em um movimento altista, devendo assumir uma nova aceleração se o rompimento for confirmado. Muitos investidores utilizam este momento como timing de entrada.

Indicadores na Análise Técnica

Os indicadores são modelos matemáticos que foram construídos com o intuito de auxiliar a tomada de decisão. Eles são divididos basicamente em dois tipos: os rastreadores de tendência e os osciladores.

Podemos definir os rastreadores como o próprio nome diz, são indicadores que buscam encontrar tendência nos preços dos ativos, já os osciladores são de grande utilidade quando as ações se encontram em zona de congestão, não possuindo uma tendência definida. Exemplos de rastreadores de tendência são: DMI (movimento direcional), MACD, MM ( Médias Móveis) entre outros; Osciladores: IFR, Estocástico, William%, etc…

Para obter uma aprendizagem dos principais indicadores mais detalhadamente consulte o livro do Marcio Noronha e o do Alexander Elder (Como se tornar um investidor de sucesso).

Esses modelos servem para complementar a tendência identificada através das trend lines, os períodos de acumulação e distribuição, topos e fundos do mercado entre outros.

Suportes e Resistências na Análise Técnica

Quando o mercado se move em uma tendência de alta, e em um dado momento encontra mais vendedores do que compradores, mudando ou dificultando a continuação da tendência temos uma resistência, temos o mesmo conceito ao inverso, onde chamamos de suporte.

Suporte é uma zona de preço que segura, interfere ou dificulta o mercado prosseguir em queda, e resistência é uma zona de preço que segura, interfere ou dificulta o mercado seguir em alta. Assim, quanto mais vezes o mercado atingir uma zona de preço e não conseguir ultrapassá-la, mais forte fica esse suporte ou resistência. No entanto quando ultrapassada o mercado ganha força para continuar na tendência ou iniciar nova tendência.

Introdução à Análise Técnica

Que horas comprar? Que horas vender? Quanto investir em cada operação? Quanto arriscar em cada operação? Em qual papel eu devo investir?

Todas essas questões são perguntas freqüentes para quem atua ou investe no mercado financeiro, e todos os investidores possuem critérios (que podem ser bem simples ou extremamente complicados) para essas tomadas de decisões. Alguns compram por que acreditam que o papel está muito barato, outros porque viram no site da corretora que era uma boa oportunidade, e por ai vai, existem vária técnicas para responderem essas questões, e a Análise Gráfica é umas dessas técnicas, que vem sendo utilizadas pelos investidores há mais de 200 anos.

A análise técnica tem como base modelos estatísticos e padrões psicológicos de massa. Analisando o passado os grafistas crêem compreender o futuro, assim os analistas técnicos estudam o comportamento passado dos preços, para poderem projetar o possível acontecimento futuro. Usando como pressupostos a condição do preço da ação refletir o comportamento de todos os agentes do mercado, (fundamentalistas, insiders, loucos, etc…), e onde as pessoas reagem de maneira similar a circunstâncias similares.

No “mundo” dos grafistas, existem inúmeras correntes, e dentro de cada corrente, inúmeras maneiras de operar, no entanto, o método é uma coisa pessoal, cabe ao interessado desenvolver seu, ou até mesmo seguir um que se identifique com seu perfil. No entanto, basicamente, os grafistas tentam encontrar tendência nos preços das ações para poderem se posicionar no mercado.

Investimento em Opções no Brasil

No Brasil temos duas questões importantes a serem abordadas, quanto ao investimento em opções:

1 – Liquidez: não existe ainda liquidez em muitas opções no país. Você pode com facilidade comprar e vender opções de compra da Telemar (TNLPL42, por exemplo), e também da Petrobrás. Embora existam várias outras opções de outras empresas, existe pouca negociação destas opções, o que dificulta muito a realização.

2 – Opções de venda: também não existe a cultura de opções de venda no país, e são poucos os casos que possuem opções de venda, e quando existem, voltamos ao problema anterior da liquidez.

Quais são os riscos de se investir em opções?

Como foi comentado no tópico “Introdução” das Opções, mais retorno implica em mais risco, e embora as opções tenham sido criadas como uma ferramenta de proteção (hedge), pode ser usada para fins especulativos, e neste caso o risco é altíssimo.

Isto não deve ser considerado um aspecto negativo das opções, mas deve ser compreendido pelos investidores, e por isso recomendamos que se você deseja entrar no mercado financeiro, que comece por um mercado de menor risco, sendo o melhor deles o Mercado à Vista, onde o risco é reduzido, por uma menor variação de preço, seja para cima, ou para baixo.

Quais são os custos para se investir em opções?

Os custos operacionais envolvidos na negociação de opções são dividos em 3:

1º – Corretagem

    A corretagem é a cobrança feita para cada negociação realizada no mercado financeiro. Isto vale para os Futuros, Opções e o Mercado à Vista. Esta cobrança varia de acordo com cada corretora. São dois principais tipos de cobrança de corretagem:

A – Corretagem fixa: Taxa de R$10,00 ou R$20,00 por operação realizada.

B – Tabela de Corretagem: Taxa cobrada de acordo com a tabela padrão da BOVESPA:

 

Até R$ 135,05 = 0,00% + R$ 2,70

De R$ 135,06 até R$ 498,61 = 2,00% + R$ 0,00

De R$ 498,62 até R$ 1.514,68 = 1,50% + R$ 2,49

De R$ 1.514,69 até R$ 3.029,37 = 1,00% + R$ 10,06

A partir de R$ 3.029,38 = 0,50% + R$ 25,21

 

Algumas corretoras apresentam uma opção que é a da devolução de corretagem, onde ela pode ter uma taxa de devolução do valor da corretagem. Por exemplo: 10%, 25%, em alguns casos 80%, e esta devolução depende de uma negociação do cliente com a corretora, e normalmente é vinculado ao volume de capital utilizado.

 

2º – Emolumentos cobrados pela Bovespa

 

0,035% para operações normais no mercado à vista.

0,025% para operações “daytrade” no mercado à vista.

 

3º – Taxa de registro de opções cobrada pela Bovespa

 

0,135% para operações normais no mercado de opções.

0,045% para operações “daytrade” no mercado de opções.

Qual o capital necessário para se investir em opções?

Para começar a operar no mercado de opções, você pode ter cerca de R$ 100,00, já que algumas opções podem custar até R$0,01 centavo (lembrando que você tem que comprar um lote). Claro que o recomendado é mais, pois se você comprar o mínimo possível, além da corretagem (explicada melhor no tópico de “Custos Operacionais”), qualquer perda vai tirar você do mercado. E imagine se você começa errando, o que não é nada difícil de acontecer. O recomendado é um valor acima de R$ 1.000,00 – onde a influência dos custos operacionais e sua base de risco são menores, e permitem que você progrida.

O que é uma Opção?

Uma opção dá ao seu titular o direito de exercer ou não a compra ou venda de um ativo, chamado ativo objeto.

Quando um investidor compra uma call (opção de compra, é a mais utilizada no Brasil) ele está
adquirindo o direito de comprar o ativo objeto na data determinada (chamada de data de vencimento), a um preço já anteriormente especificada (preço de exercício).

Vamos agora explicar cada variável citada acima relacionada ao mercado de ações:

Ativo objeto: O ativo objeto é a ação que o investidor deseja comprar, a um preço e prazo já definidos pela opção de compra que ele negocia.

Data de Vencimento: Toda opção vence, a data de vencimento é o momento em que os investidores exercem a sua opção, realizando a venda ao preço determinado.

Preço de exercício: É o preço futuro em que o contrato será negociado.

Exemplo:

Um investidor compra 300 opções da ação TNLP4 (ativo objeto) a R$ 1,00, com vencimento para o dia 12 de dezembro e com o preço de exercício de R$ 42,00. Este investidor está comprando o direito de comprar a ação TNLP4 no dia 12 de dezembro ao preço de R$ 42,00.

O código da opção é formado da seguinte maneira:

 

  

  

Código

Identificação

Descrição

TNLP J38

TNLP PN 38,00

Opção de Compra
americana sobre Telemar PN com vcto. em outubro (letra J) e preço
de exercício igual a R$ 38,00

PLIM X16

PLIME PN 1,60

Opção de Venda
européia sobre Globo Cabo PN com vcto. em dezembro (letra
X) e preço de exercício igual a R$ 1,60

Tabela do código alfabético para diferenciação de opções de compra e de venda e mês de vencimento:

  

 

 

  

  

Compra

Venda

MÊS DE VENCIMENTO

A

M

Janeiro

B

N

Fevereiro

C

O

Março

D

P

Abril

E

Q

Maio

F

R

Junho

G

S

Julho

H

T

Agosto

I

U

Setembro

J

V

Outubro

k

W

Novembro

L

X

Dezembro

 

 

 

 

Participantes no mercado de opções

  • Especuladores: Grande parte das negociações de opções são realizadas pelos especuladores, que procuram, com um baixo investimento (se comparado com as ações), comprar e vender os papéis, buscando ganhar na valorização ou desvalorização do preço.

  • Bancos e Fundos de Pensão: estes investidores de grandes capitais precisam fazer hedge, ou trava de preço, e acabam fazendo grandes compras ou grandes vendas, mexendo o mercado.