Guia rápido de Fundos de Investimento

1º Passo: Defina seus objetivos

- Qual o objetivo me leva a guardar dinheiro?
- De quanto dinheiro preciso para realizar este objetivo?
- Em quanto tempo quero realizar este objetivo?

Se você conhece bem sua necessidade, será fácil perceber que tipo de fundo é o mais adequado para você.
Por exemplo:

** Quero manter uma poupança que, mais do que rentabilidade, tenha liquidez para uma situação de emergência.
- Seus recursos devem ficar num fundo que permita resgates diários, que vise obter retorno no curto prazo. (Fundos Curto Prazo e DI)

** Quero garantir recursos para minha aposentadoria. A única coisa que me interessa é manter o poder de compra do meu dinheiro em Reais.
- Você deve aplicar num fundo que supere sua inflação a longo prazo, e obtendo um retorno extra, oriundo de uma taxa de juros. (Fundos Renda Fixa)

** Quero investir porque penso, num longo prazo, morar no exterior e preciso manter o poder de compra do meu dinheiro em dólar.
- Há várias alternativas de fundos que buscam acompanhar a variação cambial. (Fundos Cambiais)

**Quero investir uma parte do meu dinheiro aceitando correr maior risco em troca de uma melhor rentabilidade a longo prazo.
- Você pode aplicar nos fundos que têm uma carteira diversificada de ativos ou invistam em ações. Lembrando-se que estes fundos, no longo prazo, tem um retorno menor que os fundos de renda fixa (sem risco), ou seja, existem momentos corretos para se investir neste tipo de fundo, e a recomendação da Gestão Ativa Investimentos, é que seja alocada parte dos recursos para estes fundos, mas sempre mantendo uma parcela aplicada em fundos de menor risco. (Fundos Multimercados, de Ações ou Cambiais)

2º Passo: Conheça os tipos de fundos de investimento

A ANBID – Associação Nacional dos Bancos de Investimento dividiu os fundos em 17 tipos de fundos. Eles foram classificados a partir de sua política de investimento, ou, secundariamente, por seus fatores de risco.
Para uma rápida compreensão, destacamos as cinco classes mais populares. Se você entender bem o que significa cada uma destas classificações, vai conseguir tomar suas decisões com toda segurança, quanto a que tipos de fundos se encaixam com seus objetivos, definidos acima.

Curto Prazo: Investem em títulos de renda fixa, e sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros utilizada nas operações entre os bancos (CDI). São considerados os mais conservadores pelo fato dos títulos de suas carteiras possuírem um prazo mais curto. Papéis com prazo máximo a decorrer de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.

DI: Você provavelmente já deve ter ouvido falar neles. Não? São os preferidos por muitos investidores brasileiros. Sabe por quê? Porque sua performance segue a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI) e tendem a render mais cada vez que ocorre uma alta das taxas de juros domésticas. Os fundos DI aplicam a maior parte do seu patrimônio em títulos do governo federal e são considerados de baixo risco.

Renda Fixa: Estes fundos aplicam uma parcela de seu patrimônio em títulos prefixados. Estes títulos rendem uma taxa fixa previamente acordada. O que acontece com os fundos de renda fixa é justamente o oposto dos fundos DI. Quando os juros estão caindo, estes fundos tendem a render mais que os fundos DI. Quando as taxas de juros sobem, a tendência é que os fundos DI rendam mais que os de renda fixa.

Multimercados: Estes fundos combinam investimentos em ativos de renda fixa, câmbio e ações além de utilizarem ativamente os derivativos. Procuram as melhores oportunidades destes mercados para obter rentabilidades maiores. Devido à flexibilidade, dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos do fundo em cada um destes mercados.

Ações: São fundos que investem majoritariamente seus recursos em ações negociadas em bolsa de valores. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Devido a essas variações e ao risco, são mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.

3º Passo: Escolha os fundos que se adequam aos seus objetivos

Para escolher os fundos que melhor se adequam aos seus objetivos, separaremos a escolha em dois tipos. Primeiro, os fundos que podem ter a rentabilidade comparada ao CDI (Fundos de Curto Prazo, DI, Renda Fixa e Multimercados), e depois os fundos mais arriscados, vinculados a outros indicadores (Fundos de Ações e Cambiais).
Como a Gestão Ativa Investimentos possui uma política de aplicação que busca os melhores retornos, para os fundos indexados ao CDI, recomendamos como melhor indicador da rentabilidade futura, a % do CDI apresentada por aquele fundo, ou seja, qual a proporção da taxa de juros que normalmente é paga pelo banco.
Com este valor (exemplo: 104,87% do CDI), unido-se às projeções econômicas do CDI, têm-se uma idéia de qual o retorno que você terá com este fundo. A idéia é buscar o fundo que apresente a maior proporção do CDI, em diferentes períodos (busque este dado para o mês, úlitmos 6 meses, 12 meses e 36 meses, para verificar a consistência do gestor).
Algumas pessoas irão bater na tecla de risco, e na segurança de uma boa instituição, então saiba que, se você for escolher fundos de investimento dos maiores bancos de varejo (Itaú, Banco do Brasil, HSBC, Safra, etc…), a rentabilidade esperada será de cerca de 90% a 98% do CDI. Se você escolher buscar fundos de Assets (empresas gestoras de capital de terceiros), você irá encontrar fundos que circulam de 95% a 110% do CDI.
Já para os fundos de ações e os cambiais, recomendamos que você procure projeções dos analistas para aquele mercado (Dólar, Euro ou Bolsa de Valores) para o próximo ano, lembrando-se sempre de um fato que já foi comprovado cientificamente, os analistas, via de regra, recomendam sempre que a Bolsa de Valores, ou o investimento em ações será um bom investimento para aquele ano, e sua taxa de acerto, historicamente, é de 50% das vezes eles acertarem.
Mas a idéia que queremos passar é de que, diferente do que dizem as revistas ou sites de investimento, os fundos de ação NÃO são bons investimentos a longo prazo, mas podem servir como um acréscimo no seu retorno, se utilizados nos momentos corretos. Não insista num fundo de investimento que só vem caindo, acreditando que uma hora esta cotação irá voltar, assim como você deve lembrar que os momentos de alta não duram para sempre, e existe um momento para sair da aplicação.
Nossa recomendação é NÃO acompanhar os rankings de fundos do país, pois já foram feitos vários estudos, de que os fundos mais bem colocados não repetem o ranking do ano que vem, ou seja, a rentabilidade não é consolidada, até por que os critérios destes rankings não são voltados para rentabilidade.
Outro estigma das pessoas na hora de investir, é quanto à quantidade mínima, mas saiba que alguns dos melhores fundos do mercado, na nossa opinião (olhando para RENTABILIDADE), aceitam investimentos iniciais de R$1000,00, e as vezes até de R$100,00.

4º Passo: Acompanhe seus retornos

Após escolher os fundos adequados ao seu perfil, e a quantidade de capital que você irá investir em cada um, o próximo passo é acompanhar a rentabilidade de cada um deles, e também a rentabilidade de sua carteira como um todo.
Recomendamos o site PlaDin, pois lá você pode fazer um cadastro gratuito e criar um portfólio próprio com seus fundos, onde você pode acompanhar diariamente a rentabilidade destes.

Mas e a taxa de administração e o imposto de renda?

A não ser que você esteja em dúvida entre um fundo do Banco Safra e um do Banco Itaú, uma das coisas que você irá perceber é que a tabela progressiva de imposto de renda, ou a taxa de administração ter a diferença de 0,5% a 1%, não irá fazer diferença nenhuma. Se você escolher seus fundos olhando para o retorno, verá que estas diferenças são irrisórias, se comparadas com o retorno excedente que você irá obter.
A Gestão Ativa Investimentos tem como política de investimentos, a preocupação apenas secundária com o aspecto de taxação, pois acredita que os melhores gestores de fundo obtém rentabilidades que superam quaisquer diferenciais de taxa.

Eu até que entendi o conceito, mas a prática ainda não está clara para mim

Tentamos, através deste tutorial, apresentar de uma maneira rápida e fácil, o que você precisa para investir. Sabemos que o processo de buscar os melhores fundos de investimento é demorado, pois o universo de fundos no Brasil é muito grande. E quando se trata de dinheiro, é importante que se tome a melhor decisão possível.
Se você quer uma consultoria no sentido de definir seus objetivos, definir os melhores fundos para você, e inclusive de acompanhamento desta rentabilidade, entre em contato conosco.

Dicas para passar um final de ano no azul

Matéria publicada no Jornal Correio do Estado na edição especial de Dezembro de 2007.


Por que de vermelho já basta o Papai Noel

Final do ano chegando, 13º depositado na conta, adicional de férias, bônus, e em alguns casos até o fantasioso 14º salário ou plano de participação nos resultados da empresa. Nada como um final de ano para vermos o saldo da conta corrente com 3, 4 e até 5 dígitos. No dia-a-dia durante o ano, estamos sempre no limite, gastando tudo que se recebe, e de vez em quando tendo até que apelar para o cartão de crédito, ou então um empréstimo rápido. Pelo menos agora parece que vai sobrar algum dinheiro.
Natal, Ano Novo, festa, viagem, reforma na casa, matrículas, o IPTU e o IPVA. Ao mesmo tempo em que surge uma série de receitas, aparecem também mais despesas do que estamos acostumados. Se não desaparece tudo apenas nos presentes para os parentes, e naquela ceia de natal caprichada, mais um motivo para que se faça uma viagem, ou compre artigos de luxo com os quais não estamos acostumados.
Qualquer semelhança com fatos reais não é mera coincidência. A maior parte dos brasileiros costuma gastar todo mês um montante equivalente a seus rendimentos. E isso vale para quem ganha 3, 6 ou 20 salários mínimos. Mesmo que durante o ano sejamos capazes de viver com uma quantia fixa, assim que essa quantia aumenta, automaticamente nossos gastos também aumentam.
Mesmo com algumas despesas das citadas acima, onde alguns enxergam todos estes gastos como estritamente necessários, pode ser um excelente passo para começar a poupar. O controle das despesas é muito mais fácil do que se pensa, e com algumas dicas simples, veja como você pode começar a economizar hoje:

•    O primeiro passo é fazer um controle financeiro pessoal, colocando no papel o que você ganha e gasta. Ao final de um mês anotando todos estes gastos (seja num software de controle financeiro pessoal, numa planilha do excel, e até mesmo num caderninho preto), você ficará surpreso com o quanto tem sido gasto com artigos fúteis, e muitas vezes despesas desnecessárias;
•    Faça uma lista de todos que você precisa presentear, inclua o amigo secreto da empresa, da igreja e até o da família. Com a lista em mãos, defina um valor máximo para cada presente, calcule o total que irá gastar (mais um susto!), e vá às compras com a lista em mãos;
•    No final do ano, todos estão querendo comprar, isto permite não só que as lojas aumentem seus preços, mas que também você perca seu poder de negociação. Se puder, procure adiar as compras para o período logo após o natal, onde os descontos são ainda muito maiores;
•    Para os lojistas, o cartão de débito tem um custo de no mínimo 5% da mercadoria. Se você trabalhar com cheque, você pode conseguir esses 5% como desconto no preço final da mercadoria;
•    Se seu emprego permitir e a escola das crianças também, e você quer viajar, procure viajar nos períodos de baixa temporada, assim você poderá economizar nas passagens, estadia e alimentação;
•    E a dica mais importante é a de não contrair dívidas, incluindo cartão de crédito, empréstimos rápidos e principalmente o cheque especial. O custo destes empréstimos é maior que o rendimento das melhores aplicações, então, se tiver algo guardado, é melhor saldar as dívidas, para não gastar tudo com juros.

Com essas dicas em mente, procure colocar pelo menos duas ou três em prática, você vai ver como pode aproveitar melhor seu salário e as receitas adicionais de final de ano, mas é importante lembrar que o planejamento e a organização não servem de nada, se você não estiver investindo pelo menos parte do que sobrar num fundo de investimento.

Os Fundos de Investimento

Esta matéria foi publicada no Jornal Santa Fé, edição de Janeiro de 2007.

É unânime! Todos os jornais internacionais, bancos de investimentos e corretoras de valores afirmam que, ao final de 2007, a taxa de juros referencial do país (SELIC), estará nos patamares de 12%. Mas o que isto significa para você? Se você leu o artigo da última edição, espero que esteja pelo menos um passo mais próximo de se tornar parte do seleto grupo de brasileiros que já conseguem fazer sobrar uma parte de seu salário ao final do mês.
Mensalmente o COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúne para discutir e definir o patamar da taxa de juros. Desde março de 2003, quando a SELIC estava cotada a 26%, houve uma queda significativa, até a decisão da última reunião, em 29/11/2006, onde a taxa foi reduzida para 13,25%, uma queda de quase 50% do valor no período.

Mas o que exatamente é a SELIC? Quando usamos a sigla estamos nos referindo à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mas na prática é a taxa utilizada como parâmetro para investimentos em títulos federais no Brasil. A taxa SELIC serve de parâmetro para o retorno da poupança, por exemplo, onde em 2003 ela teve um rendimento de 11,10% no ano, e em 2006 teve 8,30% de rentabilidade anual.
Para você, investidor pessoa física, o que significa esta conversa e estes números todos? Que a poupança, que já não era uma boa opção de investimento, está perdendo seu lugar cada vez mais, e a opção de investimento acessível para qualquer brasileiro agora são os fundos de investimento. Um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de vários investidores, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de um conjunto de títulos ou valores mobiliários.

Hoje em dia todos os bancos possuem opções de fundos de investimento para seus clientes. Qualquer um, com uma aplicação inicial de até R$ 30,00 pode investir em um fundo. Isto pode inclusive ser feito através da Internet, utilizando seu sistema de Home Banking. No entanto, se você conversar com seu gerente de banco, ele irá apresentar diversas opções de investimento, provavelmente tentando vender o fundo que o ajudará a cumprir a meta dele com o superintendente da agência, e não exatamente a sua meta. Para os vários tipos de investidores, e suas condições financeiras, existem diferentes tipos de fundos de investimento. Iremos apresentar agora os principais tipos de fundos:

  • Curto Prazo: investem em títulos de renda fixa, e sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros utilizada nas operações entre os bancos (SELIC). São considerados os mais conservadores pelo fato dos títulos de suas carteiras possuírem um prazo mais curto.
  • DI: você provavelmente já deve ter ouvido falar neles, que são os preferidos por muitos investidores brasileiros. Sabe por quê? Porque sua rentabilidade segue a variação diária das taxas de juros (SELIC), e este tipo de fundo tende a render mais cada vez que ocorre uma alta das taxas de juros domésticas (o que não vem acontecendo desde 2003). Os fundos DI aplicam a maior parte do seu patrimônio em títulos do governo federal e são considerados de baixo risco.
  • Renda Fixa: estes fundos aplicam uma parcela de seu patrimônio em títulos pré-fixados. Estes títulos rendem uma taxa fixa previamente acordada. O que acontece com os fundos de renda fixa é justamente o oposto dos fundos DI. Das opções conservadoras citadas acima, estes fundos têm tido o melhor desempenho nos últimos 4 anos.
  • Multimercados: estes fundos combinam investimentos em ativos de renda fixa, câmbio e ações além de utilizarem derivativos (ferramentas financeiras mais complexas). Procuram as melhores oportunidades destes diferentes mercados para obter maior rentabilidade, por isso são fundos que já possuem certa abertura ao risco. Devido à flexibilidade, dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos do fundo em cada um destes mercados.
  • Ações: são fundos que investem seus recursos em ações negociadas em bolsa de valores. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Devido a essas variações e ao risco, são mais indicadas para quem tem objetivos de investimento de longo prazo, até porque o risco, neste caso, é bem maior do que nos fundos conservadores.

Se você já conseguiu dar o primeiro passo e sobrar algum dinheiro no final do mês, os fundos de investimento são uma ótima ferramenta, simples e eficiente, que vem conquistando cada vez mais uma parcela do salário do brasileiro. Na próxima edição estaremos falando um pouco mais sobre a compra e venda de ações, uma modalidade para o investidor que gosta de mais risco, e que já tem um pouco mais de dinheiro para investir.

A importância da Educação Financeira

Este artigo foi publicado no jornal Santa Fé, em Dezembro de 2006.

Recentemente, vários veículos de comunicação do país têm abordado a questão da Educação Financeira. Podemos também, no dia-a-dia, acompanhar o crescimento dos investimentos em fundos de investimento de renda fixa, multimercados, cambiais e fundos de ações. Conhecemos até o vizinho do primo de um amigo nosso, que está ganhando dinheiro com a bolsa de valores. A curiosidade é grande, o medo, sem dúvida, maior ainda. O primeiro passo para colocar o pé neste mundo dos investimentos, é sobrar algum dinheiro ao final de cada mês.

A maior parte das pessoas, mês a mês, tem seu salário depositado em sua conta corrente. Neste mesmo dia, é quando as contas daquele mês (e mais algumas que ficaram atrasadas do mês passado) são pagas. Muitas delas também já com juros, mora, multa e correção monetária inclusos. Quando chega o meio do mês, todo o dinheiro já se foi. Esse fenômeno acontece quando a pessoa ganha 3, 6 ou 12 salários mínimos, e isto é fato. Temos uma tendência a consumir e gastar mensalmente o valor proporcional aos nossos rendimentos. O que algumas pessoas já estão percebendo, é que guardar dinheiro é mais fácil do que se pensa.

Como primeira dica para quem quer começar a guardar, está o controle do que se ganha e do que se gasta. Não é necessário nenhum software complicado, nem todo um fim de semana para fazê-lo, basta um caderninho de anotações, a parte de notas do celular, ou o uso de uma planilha eletrônica, anotando cada uma das despesas e das receitas mês a mês, para se ter uma idéia de como você está gastando. Com os dados de 1-3 meses na mão você já consegue ter uma idéia de onde começar a cortar algumas despesas. Nesta hora, o importante é não ter a ótica de que está se cortando prazeres, e sim que você está dando o primeiro passo para sua independência financeira.

Com uma sobra mensal que pode ir de R$ 30,00 a R$ 300,00 (você irá se surpreender com o que vinha gastando seu “rico dinheirinho” e nem percebia), é hora de começar a investir este capital. Neste início, é importante saber que o que vai fazer a diferença não é onde você aplica, mas o fato de estar guardando dinheiro mensalmente. A tabela abaixo mostra o quanto você pode juntar em um ano, cortando alguns simples gastos:

Despesa

Economia Mensal

Valor em 5 anos

Um cafezinho por dia

R$45,00

R$3.555,23

Um maço de cigarros por dia

R$90,00

R$7.110,45

Economizar R$5,00 por dia

R$150,00

R$11.850,75

Obs: Considerando investimento na Poupança.

Ao analisar esta tabela, lembre-se sempre do que diz Robert Kyiosaki (autor de “Pai Rico, Pai Pobre”, best-seller de Educação Financeira), que o segredo para ficar rico é um só, gastar menos do que se ganha!

Na próxima edição vamos ver os diferentes tipos de investimentos em que você pode aplicar sua sobra mensal.

Trend Following

Para alguns investidores, só o fato de pensar que sua análise (técnica, fundamental, astrológica, bola de cristal , timing ou o que seja) possa realmente não prever o futuro na prática, seria desesperador.

Muitos se confortam com as “poucas vezes” em que, coincidentemente, a análise do grafista (ou do economista, do guru ou astrólogo), bate com a realidade para continarem acreditando em alguma estratégia falida.

Muitos preferem se enganarem acreditando piamente nessas “ciências” enquanto perdem dinheiro ao se conformarem com a realidade.

No pior caso, muitos preferem que alguem lhes diga o que fazer no mercado: comprar ou vender, e por quanto fazer. Ou então, tentam procurar alguma fonte milagrosa que “acerte em 100% do tempo”, seja essa fonte uma “analise técnica” de terceiros, uma dica de algum guru ou etc.

Isso não é uma crítica direta a qualquer outro tipo de estratégia para se bater o mercado no longo prazo.

Eu sou adepto do princípio de que não existem regras pré-definidas para se ganhar consistentemente no mercado.

Se você me disser que usa Astrologia ou Intuição, ou análise macroeconômica e política, e ganha consistentemente, tudo bem, eu acredito.

Porém eu, particularmente, não conseguiria ganhar utilizando essa sua mesma estratégia na prática.

Talvez o “Trend Following” seja uma mistura de filosofia e conceitos dos mais simples de serem compreendidos por qualquer participante do mercado, e que podem produzir resultados consistentes no longo prazo, porém para serem postas em prática, exigem bastante dedição e algumas outras qualidades.

Meu artigo abaixo apenas trata de um novo ponto de vista sobre estratégias viáveis para o mercado.

Ele não desmerece e muito menos tenta se comparar com outro tipo de estratégia, seja ela qual for, que consiga ganhar no mercado.

A estratégia de Trend Following é apenas “mais uma” dentre as milhões de formas de se ganhar do mercado consistentemente a longo prazo, se for bem planejada e executada.

Trend Following

O Trend Following é reativo e sistemático por natureza, ele nao tenta prever mercados e preços. Para a filosofia de Trend Following, previsão é algo impossivel.

Trend following não analisa fundamentos da economia, e também nao vê a sasonalidade e muito menos utiliza ou acredita em análise técnica tradicional, suportes e resistências, gaps, Fibonacci, Gann, Elliot, candles ou qualquer outra metodologia exata ou sobrenatural de previsões de preços futuros.

Trend Following apenas exige que você tenha forte auto-disciplina para seguir regras precisas.

Essas regras são definidas também pelos preços, quantidade de dinheiro na conta, e volatilidade do mercado. Trend followers utilizam um risco inicial que determina o tamanho de sua posição e a hora de entrar e sair do mercado: significa que, você saberá exatamente “quanto comprar ou vender” baseado em quanto você tem em sua conta naquele momento, e de acordo com sua performance mais recente.

Portanto, Money Management (se você não sabe o significado e importância desse termo) é a parte mais importante de um sistema de Trend Following.

Tenho plena consciência de que não posso prever nada no mercado, e esse é o motivo pelo qual decidi seguir tendências.

Não importa o quão ridículas essas tendências parecem ser no inicio, ou quão irracionais ou extensas elas possam se provar no final. Não me importo com que o mercado ou os outros vão fazer. Apenas me importo com o que farei de acordo com os movimentos do mercado.

Mas os mercados não mudam? Sim e não. Eles mudam mas continuam se comportando como há 300 anos atrás.

Pra quem acredita que o computador mudou a forma como mercado se comporta, eu posso afirmar que, pra cada trader em frente a um computador recebendo um sinal de “compre” podem existir mais 9 outros traders recebendo um sinal de “venda a descoberto”.

Não importa o que você faça; o mercado sempre seguirá alguns desses passos: acumulação, alta, distribuição e baixa, por mais diferente do passado que ele possa parecer no presente.

O que realmente importa para o Trend Follower?

Uma das principais condiderações do trend following, é que “o preço é uma percepção coletiva da realidade”. Quando a percepção muda, os preços mudam:

Se o mercado sobe, você fica comprado.

Se ele cai, você fica vendido.

Se você puder reagir adequadamente as mudancas de preços com uma estratégia bem formulada, poderá lucrar consistentemente.

Quando aplica uma estratégia de trend following e abre uma posição, seu objetivo inicial é “estar nessa posição eternamente”. Pensar em fechar sua posição não seria algo que te agradaria.

É claro que você deve ter um plano para sair de uma compra muito antes de comprar, mas a idéia é seguir essa tendência até que ela não prossiga mais.

Podemos comparar o Trend Following à filosofia de “Comprar e Segurar”, porém, com uma monumental diferença: “Trend Following possui uma estratégia de saida”.

Indicadores Técnicos e Trend Following

Indicadores técnicos são apenas a “menor parte” de toda estratégia de um sistema de trend following.

Significa que, na pratica, indicadores podem representar apenas 10% do sucesso no trading.

Dizer algo como ” eu testei o indicador Y e achei péssimo” ou “eu tentei o indicador X e achei muito bom”, nao faz sentido algum. Dizer isso implica em achar que o indicador em si seria toda sua estratégia completa, ou então a “solução definitiva” para os seus problemas no mercado, o que é uma grande inocência.

Indicadores “antecessores” NÃO fazem parte dos indicadores utilizados em estratégias de trend following como por exemplo: RSI, OBV, ROC, W%R, Estocástico, P/E ratios, Linhas de Avanco/Declínio, Momento, e até mesmo o MACD (apesar de ser construido com médias móveis, o indicador as utiliza de forma a “prever” o mercado e não como forma a “reagir” aos movimentos) dentre outros.

Como foi dito, esses indicadores foram construídos para “prever os movimentos do mercado”. Indicadores técnicos só são úteis como parte de uma estratégia reativa.

Não se prenda apenas aos indicadores pois eles são apenas ferramentas, e não o kit completo da sua estratégia.

Se os preços estão em 100, e vão pra 97, 94, 92, 88, 85; o mercado ESTÁ numa tendencia de baixa. Ignore tudo o que qualquer indicador técnico está prevendo.

Ignore o economista de plantão e todo e qualquer fundamento. Ignore o suporte e a análise do grafista que avisava “suporte aos 100″.

Desconsidere os seus próprios “achismos”.

Indicadores que mostram “o que o mercado fará no próximo momento” ou então “o que o mercado deveria estar fazendo” também são completamente inúteis.

Trend following responde as seguintes perguntas em ordem de importância:

Quantos contratos ou unidades negociar, e quando os negociar?

Quanto em dinheiro arriscar em cada trade? Como sair de um trade se ele se tornar perdedor?

Como sair de um trade se ele se tornar vencedor?

Como e quando abrir uma posição?

Alguns requisitos psicologicos e “princípios filosóficos” do Trend Following:

Disciplina pessoal adequada. Quanto mais alguem é criativo, maior a chance desse alguém auto sabotar sua performance usando uma estratégia de trend following.

(tentando mudar de estratégia assim que vier a primeira perda, ou tentando comprar em fundos ou vender em topos)

Trading é quase que 100% números, porém, uma vez que esses números “estejam em baixa”, ele se transforma em 100% psicologia.

É impossível captar um movimento perfeito partindo exatamente de 10.25 a 23.45, por exemplo. É impossivel ser lucrativo em 100% do tempo (por isso Money Management é fundamental), você nao deve tentar ser “esperto o bastante” pra isso.

Não se pergunte por que o dólar esta aumentando, ou por que as bolsas estrangeiras estão em alta.

A única coisa que deve querer pensar é:

“Se alguma coisa está em baixa, vou querer estar vendido nessa coisa.”

Trading é um jogo de soma zero. Isso significa que, para cada vencedor tem um perdedor. Qual a diferenca entre eles? Estratégia, disciplina e esperteza.

Eu defino a filosofia de trend following como “dançar conforme a música, ao invés de tentar prever qual será a proxima música que será tocada, ao mesmo tempo que se sabe dançar qualquer música que vier”.

Como Identificar uma Tendência?

De uma forma bem simples, no mercado sempre existe tendências tanto na frequencia de 1 minuto, de 2 minutos, 5 horas quanto na frequencia anual ou etc. A tendencia no período de 5 minutos pode não ser a mesma que vem acontecendo simultâneamente na frequência de 30 minutos, ou então na semanal.

Uma simples “média movel simples (sma)”, por exemplo, pode ser utilizada como um identificador de tendências. Toda uma estratégia de trading (aliada a Money Management e saídas das posicoes – lucrativas ou não) pode ser empregada utilizando esse simples indicador de forma eficiente.

Como eu disse, nenhum indicador é a chave para os problemas.

São simples ferramentasque podem ser utilizadas como parte da sua estratégia. Indentificar tendências é um processo razoavelmente simples. A parte mais complexa é formular uma estratégia e ter controle psicológico para seguí-la.

Exemplo:

Preço era 5, e agora é 6.20 em 2 dias. 3 meses depois esse ativo é
cotado a 3.40.

Caso A

Um trend follower de curtissimo prazo pode ter realizado uma compra a 5.15 assim que percebeu a pequena mudança nos precos e ficou na tendencia até ela alcançar 7.00 e recuar para 6.20 onde ele vendeu com lucro. Assim que ele vende, fica vendido.

Bastidores do trade:

Durante a alta, onde esse trader pagou 5.15, o mercado chegou recuar de volta para 5.05 porém nao atingou o stop de risco máximo dessa posição que estava posicionado a 4.90, e subiu para 5.50, voltou para 5.10 foi direto pra 6.00, retornou pra 5.50 e saltou para 7.00 recuando para 6.20 onde, segundo a sua estrategia , configuraria uma inversão.

Ele teve auto controle suficiente para seguir sua estratégia e manteve a posição mesmo enquanto esteve perdendo. Também conseguiu manter a posição quanto parte dos lucros aparentemente estavam sendo devolvidos pro mercado e só zerou sua posição quando, de acordo com sua estratégia, a tendencia se provou terminada.

O psicológico favoravel nesse trade só foi possivel por que o trader estava com uma posição dimensionada para aceitar riscos pequenos e deixar os lucros correrem. (Money Management).

Imagine como teria sido o psicológico desse trader, se ele tivesse entrado com 100% de sua conta de investimentos nesse trade?

Mesmo estando certo (ter comprado na baixa), você acha que ele conseguiria seguir a sua própria estratégia?

Não teria ele vendido antes, perdendo, ou não teria ele vendido com lucro bem menor e posteriormente assistido toda a alta em prantos?

Caso B

Outro trend follower de médio/longo prazo estava vendido nesse mesmo ativo a 9.50 a 4 meses e manteve sua venda durante todo esse pequeno período, pois, de acordo com a sua frequência operacional e estratégia, a tendencia ainda era favorável e não considerou esse pequeno movimento uma reversão para que pudesse mudar de posicão.

Depois de 3 meses ele zera suas posições a 3.40 e passa operar na ponta de compra. Não importa aqui se no momento do trade o preço era 10.00 e ele só conseguiu vender a 9.50. No final, ele foi ganhador seguindo a sua própria estratégia.

Considerações

O mais importante na deteção de tendências é seu sistema de Money Management. Depois disso, primeiro é o preço quem deve ser assistido de perto, e é quem vai gerar as decisões, e não necessariamente os indicadores técnicos.

Se algo custa 10.00 e vai pra 11.00 e, se as únicas opções são:

1 – Comprar “na baixa” a 10.80
2 – Comprar a 11.00

Eu certamente preferiria comprar a 11.00 (opção 2) ao esperar uma “baixa” para que se possa comprar a 10.80.

Os preços poderão nunca retroceder novamente a 10.80. Se o preço retorcedesse pra 10.80, ao invés de comprar talvez eu queria entrar vendendo esse ativo.

O certo seria comprar na alta e vender na baixa…a maioria tenta encontrar fundos e topos e estatisticamente perdem muito mais dinheiro tentando vender em picos e comprar em fundos.

Uma mudança de 3 centavos num ativo que custe 1.00 pode até configurar uma tendencia de alta no curtíssmo prazo, de acordo com alguma estratégia.

O mais importante então, é possuir o risco sob controle.

O segundo passo seria ter uma estratégia muito bem definida de saida: saber como e quando realizar lucros ou quando sair com prejuizos aceitáveis (antes que se tornem grandes prejuízos) se a tendência terminar muito cedo ou antes do seu ponto de saida, ou de forma inesperada. Isso implica na utilizaçao de algumas regras e filtros.

O aspecto psicológico também fala alto: deve-se seguir suas próprias regras a todo custo. Desviar de sua própria estratégia é o que nunca vamos querer fazer.

Outro fato que devemos considerar é que: “nada nunca está barato ou caro demais” para que seja aberta uma posição caso se identifique uma nova tendência ou caso se queira entrar no mercado no meio de uma tendencia já iniciada, por mais louca ou irracional que ela possa parecer.

Outro ponto também seria nunca sair de uma posição vitoriosa cedo demais, simplesmente por que ela tanto poderá continuar dando lucro eternamente, se for uma compra, ou entao, produzir 100% de lucro se for uma venda a descoberto. Nunca sabemos quando uma tendência terminará ou iniciará e tudo que devemos fazer é seguí-la enquanto ela durar.

Um operador de tendências nunca pode ter “objetivos ou metas” de lucro:

Ele apenas pega o que o mercado oferecer. Quanto mais volatil for o mercado, mais tendências maiores ocorrerão, e mais lucros o trend follower vai auferir.

Se não houverem muitas mudanças nos preços, isso mostrará que praticamente ninguém está fazendo um bom lucro no mercado.

Controle das Operações

Toda a informação gerada no dia-dia do mercado deve ser armazenada, pois somente assim o investidor pode avaliar o seu comportamento no mercado e a sua rentabilidade.

Informações quantitativas são fáceis de controlar, como o preço de entrada, o preço de saída e os custos operacionais. Basta colocar todos os dados em uma planilha eletrônica, e atualizar conforme as operações forem sendo realizadas. Com esta planilha o investidor consegue obter informações referentes à rentabilidade de cada operação e a rentabilidade geral da carteira.

Informações qualitativas são mais complicadas para serem processadas, mais são de muita importância para o investidor:

  • Porque entrei nesta operação?
  • Porque sai desta operação?
  • Qual foi o critério de escolha do meu stop?
  • A operação saiu conforme o planejado?

Esse tipo de informação parece boba, ou sem importância, mais o que se encontra nos livros dos maiores investidores, e que eles sempre armazenam este tipo de informação, pois este é o jeito mais fácil e entender o mercado e para o investidor conhecer a si mesmo como trader.

Money Management

Fonte: http://www.bastter.com

Gestão do Capital e Risco

Neste artigo tratar-se-á sobre “Gestão de Capital e Risco” e como ela pode e deve ser aplicado a operaçoes de daytrade, curto prazo em açoes e futuros, ou qualquer outro tipo de operaçao em mercado financeiro, onde se ganhe e perca porcentagens da conta total de investimentos:

É provado que 10% do sucesso de um acúmulo de riqueza ao longo do tempo em operaçoes no mercado financeiro se devem aos melhores momentos de comprar e vender e os outros 90% se deve a uma adequada gestão de capital e risco.

Nos casos abaixo, o primeiro não foi utilizado o gerenciamento de capital e risco, e o segundo caso foi.

Caso A

Girando 100% do capital.

Início: 950 reais
Capital utilizado nos trades:100%

Dia 1: lucro de 45% : 1377,50

Dia 2: lucro de 45% : 1997,37

Dia 3:
lucro de 45% : 2896,19

Dia 4:
lucro de 45% : 4199,48

Dia 5:
lucro de 45% : 6089,24

Dia 6:
prejuizo de 44% : 3409,97

Dia 7:
prejuizo de 34% : 2250,58

Dia 8:
prejuizo de 35% : 1462,88

Dia 9:
prejuizo de 37% : 921,61

Início: 950,00
Fim: 921,61
Prejuizo de: 3%

OBS: O Trader obteve 45% de lucro em 5 vezes consecutivas e, posteriormente teve 4 prejuizos, todos menores do que 45% e ainda assim terminou perdendo.

Caso B

Utilizando gerenciamento de capital básico: (conceito fixed ratio)

início: 950 reais
f = 156,75 reais

Onde f é o capital máximo que será arriscado em cada trade, e varia nesse exemplo em relaçao a capital total , sendo 16,50% do tamanho total da conta do investidor. Aqui o f adotado no exemplo acima é de 16,50%, ou seja R$156,75)

Dia 1: lucro de 45% – +70,54 – total de 1020,54
(f = 168,38) *aumento de f devido a lucro

Dia 2: lucro de 45% – +75,77 – total de 1096,31
(f = 180,89) *aumento de f devido a lucro

Dia 3: lucro de 45% – +81,40 – total de 1177,71
(f = 194,32) *aumento de f devido a lucro

Dia 4
: lucro de 45% – +87,44 – total de 1265,15
(f = 208,75) *aumento de f devido a lucro

Dia 5:
lucro de 45% – +93,93 – total de 1359,08
(f = 224,25) *aumento de f devido a lucro

Dia 6:
prejuizo de 44% – -98,67 – total de 1260,42
(f = 207,97) **reduçao de f devido a prejuizo

Dia 7:
prejuizo de 34% – -70,70 – total de 1189,71
(f = 196,30) **reduçao de f devido a prejuizo

Dia 8:
prejuizo de 35% – -68,70 – total de 1121,01
( f = 184,96 ) **reduçao de f devido a prejuizo

Dia 9:
prejuizo de 37% – -68,43 – total de 1052,57
(f = 173,67) **reduçao de f devido a prejuizo

Início: 950,00
Fim: 1052,57
Lucro de: 10,80%

OBS: O Trader obteve 45% de lucro em 5 vezes consecutivas e, posteriormente teve 4 prejuizos, todos menores do que 45% e devido a gestão de capital otimizada, conseguiu terminar ganhando.

Outros resultados com a variação de f:

Valor Final f

921,61        100%
957,07          1%
984,36          5%
996,13         90%
1015,99        10%
1056,88        80%
1069,94        20%
1091,72        25%
1101,99        70%
1109,74        30%
1130,15        60%
1133,73        40%
1137,66        55%
1140,48        51%
1140,74        50%

Obs: Existem inúmeros modelos matemáticos que servem para quantificar o tamanho da posicao ideal a ser utilizada no proximo trade, de acordo com o risco que se quer correr, com o histórico de ganhos/perdas do investidor, presando o crescimento geométrico da conta de investimentos.

Utilizar mais do que o valor ideal significa que cedo ou tarde o investidor irá quebrar. Utilizar menos que valor adequado não trará ganhos a passos geométricos (juros sobre juros).

Sem algum tipo de gerenciamento desse tipo torna impossível o acúmulo de patrimônio em ambientes de risco.

Nesse caso, f = 50% foi o mais lucrativo.

Valores maiores que 50% pra f não trariam maiores benefícios para a conta. Esse quadro também mostra que, arriscar 90% ou mais do capital (alavancagem) traria prejuizos a passos largos, ou então arriscar uma porcentagem muito baixa não traria o resultado esperado, um crescimento geométrico da conta de investimentos.

Expectativa Positiva

Se o próximo trade “fizer uma grande diferença” na sua conta de investimentos (pra mais ou pra menos), pode ter certeza de que seu controle de risco operacional está falho, e o seu fracasso a longo prazo é certo. Mesmo se voce for vitorioso no trade, essa vitória certamente só vai acelerar a sua ruína pois fará com que voce aumente a confíança na próxima operação.

Nós não escolhemos quando vamos ganhar ou perder, apenas temos nossa metologia operacional onde acreditamos “ganhar mais do que perder“. As perdas existem. São normais. Quem “perde grande” fracassa muito rápido. Todos os vencedores também tem perdas.

O sucesso no mercado vem de uma longa sequencia de trades, ganhadores e perdedores, com balanço positivo (os ganhos são maiores que as perdas) – e um controle de risco eficiente (money management eficiente).

Um grande conselho seria tratar o proximo trade como apenas “mais um” dentre os proximos 100 ou 1.000 que você ainda irá fazer. Vendo a coisa por esse ângulo, aplicar Money Management e controle de risco operacional na sua estratégia ficaria mais fácil.

Não existe sucesso no mercado do dia pra noite. Essa é a maneira mais gananciosa de se trabalhar na bolsa. Se voce tem objetivos audaciosos, utilizar esse tipo de controle de risco é tudo que você realmente precisa. Trabalhar sem controle de risco é para aqueles que fazem do mercado um Cassino ou um Jogo de Azar qualquer.

O que vc precisa é ter Expectativa Positiva (E+).

Resumidamente, Expectativa Positiva é o que devemos ter como condiçao inicial para se operar nos mercados.

O que seria isso?

Suponha que um trader perca 9 em 10 trades.

A probabilidade dele perder é muito maior, porém, ele perde 1% em 9 trades e ganha 10% em 1 trade. Nesse caso ele tem Expectativa positiva, que aliado a um Money management trará lucros consistentes a longo prazo.

Expectativa = probabilidade de ganhar versus perder e/ou tamanho dos ganhos versus perdas.

Caso voce tenha uma metodologia operacional, seja ela qual for, é possivel contabilizar seu histórico de sucesso x fracasso. Não importa se você usa candles, Elliot, Fundamentos, travas diversas, intuiçao, leitura de fita, palpites, astrologia, indicadores diversos, etc.

Você só não vai conseguir ter uma expectativa fixa caso mude de estratégia a cada instante, o que seria também uma forma de “desespero”e “imaturidade” no mercado.

Vamos partir do princípio de que temos “tem uma estratégia operacional muito bem formulada” e acreditamos que ela seja eficiente a longo prazo.

Tudo que nossa estratégia precisa é, no geral, ganhar mais do que perder, isso seria a tal da Expectativa Positiva (E+).

Risco de Mudança de Estratégia Operacional

Vamos definir Estratégia Operacional como o os motivos e regras que geram as ações que o investidor toma em diferentes situaçoes do mercado, seja altista, baxista, de lado, alta volatilidade, baixa volatilidade – como ele abre posiçoes e como fecha posicoes (no lucro ou no prejuizo).

Exemplo 1:

Spread de alta quando se espera uma alta.
Spread de baixa quando se espera uma baixa.

Exemplo 2:

Compra e venda quando rompe uma tal Media Movel XYZ de 5 dias.

Exemplo 3:

Quando os fundamentos estão favoráveis, compra-se a mercado.

Quando estão ruins, vende-se no intradia com finalidade de se zerar posicao até o final do pregao, no lucro.

Vamos supor que, uma dada estratégia operacional é usada.

É até provavel que, essa estratégia, mesmo tendo expectativa positiva (E+), perca em 5 trades consecutivos.

Só que, ao se mudar de estrategia, o investidor “deixa de fazer a estrategia vencedora funcionar a longo prazo”.

Vamos pensar no caso do investidor que tem uma boa estrategia operacional mas um pessimo controle de risco. A longo prazo ele bateria o mercado.

O problema é que, assim que ele começa, entre o 5º e 10º trade, ele tem prejuizos consecutivos. Esse investidor, como nao tem controle de risco, entra alavancado em todas as posicoes do trade 5 ao 10.

Logo depois do décimo trade, desesperado, e com a conta negativa, ele supões que seu problema é sua estratégia operacional e muda seu estilo radicalmente (”agora vou operar travado” – ele pensa – “operar a seco é dose”).

Depois disso, com muito estudo sobre travas, ele passa a fazer operações travadas, e volta a ganhar. É outra estratégia coincidente-mente com E+.

Porém, entre o 15º trade e o 25º trade, ele fica momentaneamente com prejuizo de 40% em sua conta. A estratégia tem expectativa positiva a longo prazo, mas ele não deu “tempo ao tempo” para poder exergar os resultados, e, apostando todas as fichas que tinha em cada único trade, acabou tendo um grande recuo (drawdown) em sua conta.

Se tivesse utilizado um position sizing (dimensionamento de posicoes onde se aumenta a posicao conforme o total da conta aumenta, e diminui-se a posicao conforme o total da conta diminui proporcional-mente, tornando o risco sempre fixo independentemente do tamanho da conta) apropriado, teria sido pequeno nas perdas e teria dado condiçoes para que a Expectativa Positiva (E+) pudesse surtir efeito com o passar do tempo.

O recuo da conta teria sido muito menor, fortalecendo o psicológico do investidor e mantendo-o na estratégia vencedora.

Novamente ele pensa “Mercado de Opçoes é Jogo” e “acho que vou operar papel usando fundamentos, ou quem sabe algum sistema de negociacao que utiliza Analise Tecnica”.

E a história se repete.

O que quero dizer é que, voce só deve mudar de uma estratégia operacional realmente bem formulada, caso tenha certeza de que ela nao tenha Expectativa Positiva, no longo prazo.

Existem formas de se chegar a essa conclusão com o passar do tempo ou analisando seu historico de ganhos e perdas:

Expectativa = probabilidade de ganhar versus perder e/ou tamanho dos ganhos X perdas

Alguns fatores podem ser adicionados a uma metologia operacional, com finalidade de transformá-la em E+ caso ela tenha Expectativa Negativa.

São eles:

Avaliar as saidas do mercado (como se realizar lucro e prejuizo de uma forma eficiente e constante);

Drawdown máximo suportado (% máxima da conta que se poderá perder ao longo do tempo depois sucessivos negócios, utilizando uma estratégia operacional, antes de suspender ou reavaliar a estrategia atual);

Risco máximo por Posicao Aberta em relação ao Tamanho Total da Conta e etc.

Caso haja Expectativa Positiva, o problema de não capitalizar no longo prazo usando essa estratégia é puramente matemático, resolvendo-se com Money Management adequado.

Concluindo, eu não acredito que a E+ seja “o mais importante”.

Voce falhará com E+ ou com E- a não ser que use um controle de risco eficiente para que sua estrategia seja realmente uma E+ a longo prazo.

Ganhar ou perder no próximo trade não define um investidor de sucesso ou fracasso. O sucesso é fruto de muito trabalho, dedicaçao, perseverança e planejamento e se dá a médio e longo prazo.

Gerenciamento do Tamanho da Posição

Estudo desenvolvido pelo forense Ncrab sobre Gerenciamento do Tamanho da sua Posição:

Todos aqui que já operaram compras e vendas no mercado sabem que uma alta de +X% não recupera uma baixa de -X%.

Isso não deveria ser intuitivo? Pergunte por aí e a prática deve mostrar que não é.

Talvez pensemos que o mundo dos negócios seria mais simples se +10% e -10% tivessem esse “efeito simétrico”.

O mais cinco anula o menos cinco porque estamos no mundo das somas, que é ligeiramente diferente do mundo dos produtos, onde estamos habituados a usar os percentuais ditos alí. E no mundo dos produtos, quem “anula” não é simétrico, é recíproco!

Mas o recíproco não anula, apenas converte para 1, e isso parece ser o que queríamos lá em cima. Recíprocos são mesmo mais estranhos, zero não tem recíproco (isso é um problema e tanto!), entre -1 e 1 residem os recíprocos do resto inteiro dos números reais (resto ? inteiro ? reais ?).

Deveria existir uma espécie de “chave” em nossas mentes que, ligada, nos desse o poder de ver imediatamente coisas do tipo: -25,925% é a taxa que anula +35%.

Voce olharia -37,5% com olhos de quem vê +60%, sem constragimentos, pois se deseja saber quem “reverte” +60% não faz sentido aqui pensar em -60%. Será que estamos mesmo achando que é mais difícil ter uma alta de 60% que uma baixa de -37,5% simplesmente porque 60 é maior que 37,5?

Se você encontrou essa “chave”, a igualdade de força que ela dá a esses números diferentes pode estar querendo dizer algo com respeito a essa última afirmação.

E se achou tudo isso muito complicado, sente-se pouco confortável em usar, por que não trocar os percentuais pelo variação em reais?

Chave

Temos a “chave” que abre a porta onde estão guardados os segredos dos recíprocos, um lugar onde somos capazes de enxergar que há uma certa igualdade entre +60% e -37,5%. Se ainda não a possui, procure aí na busca (por que? – 30/01/05). Vamos usá-la agora para investigar de perto esse aposento, veja o exemplo:

Comprei algo por 0,08 (fichas?) e, logo após, o preço caiu 37,5%. Agora o preço terá que subir 60% para que volte a valer 0,08.

Nada complicado, precisa subir exatamente o que caiu: 0,03.

Seria possível “diminuir a distância” do par (-37,5 ; +60), tornar esses números mais próximos e manter o mesmo efeito “restaurador” ?

É possível recuperar-se de uma queda de 0,03 com uma alta menor que esta? Existe essa “matemágica” ?

Bem, para recuperar-se, quem precisa subir exatamente o que caiu é o seu capital e não o preço. A resposta será positiva se o montante sobre o qual o par incide não for o mesmo, ou seja, se ele puder ser alterado, uma estratégia reconhecida por quem faz preço médio.

Troquemos alí o “g” pelo “t” para investigarmos um modelo que, além de alterar o montante, o faz de maneira a reduzir ou aumentar esse valor sempre que você perder ou ganhar, respectivamente. Esta sutil diferença para o PM (preço médio – 1 para 1 – comumente utilizado) contribui para reduzir consideravelmente sua exposição. O modelo é usado para determinar qual deve ser o tamanho de sua posição (position sizing) em cada operação.

Suponha a seguinte trajetória de preços para o ativo que você comprou:

[0] 0,10
[1] 0,08 -20,00%
[2] 0,06 -25,00%
[3] 0,05 -16,67%
[4] 0,07 +40,00%
[5] 0,09 +28,57%

Partimos de 0,10 e chegamos ao mínimo em 0,05, mas só retornamos para 0,09, ou seja, prejuízo de 10% para quem comprou em [0] e não movimentou mais. Como isso se comporta se usarmos GTP (Gerenciamento do Tamanho da Posição) ?

Cada um dos seis pontos acima serão pontos de intervenção para regular o tamanho da posição, o que implica dizer que dividimos nossa única operação inicial em cinco trades:

compra em [0], venda em [1], com queda de 20%;

compra em [1], venda em [2], com queda de 25%

e assim por diante.

Iniciamos em [0] comprando o valor A0 = 3.000,00, que corresponde a uma quantidade de 30k do ativo. Em [1] o ativo cai 20% e então finalizamos a primeira operação resgatando apenas 2.400,00 (prejuízo de 600,00). Neste mesmo ponto iniciamos a segunda operação , nova compra, mas com A1 = 2.816,00 (35,2k do ativo).

Alguns pontos importantes a observar:

sua nova posição é maior que os 2.400,00 da anterior, porém, menor que a posição inicial de 3.000,00. É um resultado do fato da primeira operação ter sido perdedora, como veremos adiante;

essa intervenção equivale a promover um aumento de 416,00 na posição, ou seja, é um ajuste que terá reflexo no preço médio, porém, o impacto é substancialmente menor se comparado ao uso de PM;

cada operação é considerada uma nova posição, não é relevante se é uma compra, uma venda, ou ainda uma migração para outro ativo;

A tabela seguinte mostra a evolução do estudo para as demais operações:

Op A = F * K qtd compra venda % Rend (R$)
0 3.000 30.000 0,10 0,08 20,00 600
1 2.816 35.200 0,08 0,06 25,00 704
2 2.604 43.400 0,06 0,05 16,67 434
3 2.475 49.500 0,05 0,07 40,00 990
4 2.772 39.600 0,07 0,09 28,57 792


A
é o valor aplicado em reais;

qtd
é a quantidade do ativo que foi comprada;

compra
é o preço de compra;

venda
é o preço de venda;

%
é o percentual obtido na operação;

Rend
é o rendimento da operação em reais;

Obs: os valores de A estão arredondados para contemplar lotes inteiros em qtd. A diferença não é relevante para o estudo.

Reduzimos nossa posição (e nossa exposição) a medida que perdemos e vice-versa, porém, a seqüência An não decai na mesma proporção que o faria se não intervíssemos, é uma queda ligeiramente mais lenta, ou seja, injeta-se mais capital no mercado. Ao contrário, PM tenderá a aumentar sua posição e rapidamente.

Com os parâmetros que determinaram o An do exemplo acima, para se perder metade do capital seriam necessárias 11 operações perdedoras seguidas, cada uma com prejuízo de 20%. Você pode imaginar como seria se estivesse usando PM nesse cenário ?

Mas de onde vieram aqueles valores da coluna A, como calcular o tamanho de cada posição (An) ?

Se o seu capital total é K então A é diretamente proporcional a ele. K é o capital total, portanto, lucros e prejuízos de cada operação serão somados ao final de cada operação (há variantes para o cálculo de K).

K0 = capital inicial
K1 = K0 + Rend0 (lucro/prejuízo da operação 0)
K2 = K1 + Rend1 (lucro/prejuízo da operação 1)

Se F é a constante de proporção:

A0 = F * K0
A1 = F * K1

F é constante, é a fração do seu capital que será usada em cada operação. A tabela abaixo, agora completa, é resultado da aplicação do GTP que foi utilizado no nosso estudo, com os seguintes parâmetros:

K0 = 10.000,00
F = 30%

Op K (R$) A = F * K qtd K+Rend compra venda % Rend
0 10.000 3.000 30.000 9.400 0,10 0,08 20,0 600
1 9.400 2.816 35.200 8.696 0,08 0,06 25,0 704
2 8.696 2.604 43.400 8.262 0,06 0,05 16,6 434
3 8.262 2.475 49.500 9.252 0,05 0,07 40,0 990
4 9.252 2.772 39.600 10.044 0,07 0,09 28,5 792

K é o capital total disponível, em reais, antes da operação ser iniciada;
K+Rend é o capital total disponível, em reais, após a operação ser fechada;
Os demais itens seguem a legenda da tabela anterior.
A mesma observação aplica-se aqui.

Considerações Finais

O GTP protege seu capital em um cenário de quedas sucessivas.

O GTP permitiu que uma queda de 0,05 unidades fosse recuperada (um pouco mais até) com uma alta de 0,04 unidades, com pequeno aumento de sua exposição. Outro valor para F pode melhorar essa relação ?


Matemática x Matemágica

Para o modelo, utilizar F de 100% significa investir todo o capital disponível em cada operação que se monta. É para esse F que os percentuais do par (-37,5 ; +60) são “iguais”, o F é a “chave” que nos faz vê-los assim. Se usar 30% para F a “chave” muda, o par torna-se ( -37,5 ; +48,39), ele tem o poder de “aproximar” os percentuais que se “anulam”. Pense nas implicações disso.

O par ficará cada vez mais “proximo” a medida que diminuírmos F, com a “igualdade” ocorrendo para F nulo, que seria a “última chave”. Não há como transformar expectancy negativa em positiva.

Diversificação

          A diversificação, no mundo dos investimentos, é como o investidor divide sua poupança nos diversos ativos financeiros e reais, como: colocar 10% de seu dinheiro na poupança, 50% em fundos de renda fixa, 20% em fundo imobiliário e 20% em ações.

A diversificação ajuda a reduzir os riscos de perdas. É o velho ditado: “não coloque todos os ovos numa única cesta”. Desta forma, quando um investimento não estiver indo muito bem, os outros podem compensar, de forma que na média não tenha perdas mais expressivas.

Imagine uma pessoa que compre 100% de seu capital em ações de uma empresa que venha a falir! Da noite para o dia este investidor perdeu todo o seu dinheiro. Melhor então dividir o bolo em vários investimentos. A forma como a pessoa diversifica suas aplicações depende de seu perfil como investidor, especialmente do nível de risco que aceita, do prazo que espera obter rendimento, de seus objetivos de vida, e do volume de dinheiro que pode investir.

Uma pessoa com pouco capital tem menor capacidade de diversificar que uma pessoa com muito dinheiro. Quem tem dez mil reais não pode querer investir uma parte em imóveis, o que é possível para quem tem um milhão de reais, por exemplo. Também é preciso lembrar que existem os valores mínimos exigidos para cada aplicação. Assim, se um fundo de ações exige um mínimo de cinco mil reais, um investidor que tenha menos do que este patamar não pode diversificar suas aplicações incluindo este fundo.

O ideal na diversificação é incluir ativos mais e menos líquidos, com maior e menor nível de risco e rentabilidade, de vários mercados, de forma a reduzir o risco geral da carteira de perdas provocadas por uma rentabilidade baixa ou negativa de um único ativo. E dentro de um mesmo mercado, como o de ações, o mais recomendado é diversificar a carteira em vários papéis (também de diferentes setores da economia), novamente com o objetivo de reduzir os riscos.

Esta é uma idéia, abaixo segue um patamar teórico, exibido através da teoria do portfólio, elaborada a partir dos estudos de William Sharpe e Harry Markowitz.

 

Teoria do Portfólio

 

           Em 1798, uma expedição francesa sob o comando direto de Napoleão Bonaparte invadiu o Egito. Suas tropas possuíam apenas mapas rudimentares e não possuíam quase nenhum conhecimento do clima e relevo locais. A invasão foi um desastre do começo ao fim até quando, três anos depois, as últimas tropas francesas, sem moral, doentes, passando fome e abandonadas por seu líder, foram expulsas de lá pelos turcos e ingleses.

Infelizmente, a maioria dos investidores dá o mesmo nível de importância ao planejamento de seus investimentos, sem conhecimento da natureza do “terreno” de suas aplicações. Sem um conhecimento da relação entre risco e retorno, da estimativa de ganhos, da relação entre os agentes, e as mecânicas do design de portfólios, eles estão fadados a falhar, assim como as tropas napoleônicas.

Diante do cenário econômico atual, onde a incerteza e a indecisão fazem parte da vida econômica cotidiana, os investidores estão cada vez mais buscando aplicar seu dinheiro num investimento seguro e ao mesmo tempo rentável.

 

Risco e Retorno

 

Risco é um conceito abstrato. Um economista considera o risco como expresso pelas preferências de uma pessoa. O que um indivíduo avalia como arriscado pode não ser arriscado para outra pessoa.

Necessitamos então de uma definição operacional, mas também universal e impessoal de risco. Num ambiente onde atuam administradores financeiros das empresas, além de pessoas, não podemos utilizar-nos de uma visão pessoal de risco. Por esta razão, a medida de risco que buscaremos utilizar será incerteza, e não risco.

Necessitamos também de uma definição flexível de risco. Nossa definição de risco deve-se aplicar tanto para ativos individuais quanto para portfólios. Devemos ser capazes de falar sobre risco realizado no futuro e também de prever o risco em qualquer horizonte de futuro.

Buscamos então nos limitar a uma medida de risco que podemos prever com precisão. Parcialmente por esta razão, necessitamos de uma medida de risco que nos permita fazer esta medida de ativos até portfólios. Então essa medida de risco tem de atender a diversos critérios, e ao mesmo tempo possuímos diversas medidas de risco.

Risco, no sentido mais básico, é a chance de perda financeira. Ativos com chances maiores de perda são vistos como mais arriscados do que aqueles com chances menores de perdas. Colocado formalmente, o termo risco é usado alternadamente com incerteza ao se referir à variabilidade de retornos associada a um dado ativo.

Já o retorno é definido como o total de ganhos ou perdas ocorrido através de um dado período de tempo. Ele é comumente mensurado como a variação no valor mais quaisquer distribuições de caixa durante o período, expresso como uma porcentagem do valor de investimento de início do período.

 

CAPM (Modelo de precificação de ativos de capital)

 

O Modelo de precificação de ativos de capital, proposto originalmente por William F. Sharpe, prediz o relacionamento entre o risco e o equilíbrio dos retornos esperados nos ativos de risco.

Neste modelo o risco não-diversificável, por ser o risco relevante na diversificação de um portfólio, este é medido através do coeficiente beta. Ele é um índice do grau de movimento do retorno de um ativo em resposta a uma mudança no retorno do mercado. O coeficiente beta para um ativo pode ser achado ao se examinar os retornos históricos do ativo relativamente aos retornos do mercado. O retorno do mercado é o retorno sobre o portfólio do mercado e todos os títulos negociados.

O beta é medido pela inclinação da reta que relaciona o retorno do ativo e o retorno do mercado sendo assim, quanto maior for o beta mais sensível é o ativo às mudanças de retorno do mercado e, por conseguinte é mais arriscado.

O beta de um portfólio pode ser facilmente estimado ao se usar betas dos ativos individuais que estão incluídos nele, multiplicado por sua proporção no portfólio.

O coeficiente beta para o mercado é considerado que seja igual a 1; todos os outros betas são vistos em relação a esse valor. O resultado de uma ação que tem a metade da sensibilidade que o mercado (b= 0,5) é esperada que mude em 0,5% para cada 1% de mudança no retorno do portfólio do mercado.

Vimos que o risco de qualquer ação poderia ser decomposto em risco sistemático ou não sistemático. O beta era o índice de risco sistemático. Essa equação confirma a conclusão de que o risco sistemático é o único ingrediente importante da determinação de retornos esperados, e que o risco não sistemático não desempenha função alguma. Em outras palavras, o investidor é remunerado por assumir risco sistemático. Não é a variância total dos retornos que afeta os retornos esperados, mas somente aquela parte da variância dos retornos que não pode ser eliminada pela diversificação de investimentos. Esse resultado tem forte significado econômico, pois, se os investidores puderem eliminar todo o risco não sistemático por meio de diversificação, não haverá razão para serem remunerados, em termos de retornos mais altos, por assumi-lo.

 

Críticas

 

As críticas à diversificação são oriundas dos novos estudos em finanças, principalmente das finanças comportamentais, na discussão sobre a racionalidade dos investidores. Para que a teoria do portfólio tenha utilidade, deve-se adotar a premissa de que os investidores são racionais, e vão sempre escolher os seus investimentos maximizando a utilidade do investimento (menor risco o possível para o nível de retorno desejado, ou o maior retorno o possível para o nível de risco desejado).

Os estudos de Daniel Kahneman, psicólogo e Nobel de Economia em 2002, levam a crer que os investidores não são racionais. Através de estudos com simulações de situações reais de investimento, percebeu que o ser humano super valoriza o risco e deprecia o retorno em suas escolhas, optando ora pela opção mais arriscada (quando o prêmio é maior, efeito mega-sena), ora pela de menor utilidade (quando já ganhou algum dinheiro, mas tem risco de perder tudo).

É importante o conhecimento da “Teoria do Portfólio”, e da lógica da diversificação, para incorporar nos conhecimentos sobre o mercado financeiro, apoiando na tomada de decisão de alocação estratégica dos ativos.

Corretagem: Informações

A corretagem é um grande mal para todos os investidores, e é uma despesa que pesa principalmente para os pequenos investidores. A corretagem é cobrada a cada operação executada, ou seja, para comprar e vender uma ação você tem que pagar uma corretagem na ida e outra na volta. Atualmente possuímos uma grande gama de corretoras no mercado, que cobram preços diferentes de corretagem, mais podemos dividir essas empresas em dois grupos: Corretagem Fixa e Corretagem Variável.

Corretagem Variável:

      Essas empresas estabelecem um preço percentual fixo, e conforme o tamanho da sua operação, a sua corretagem irá ser de um valor pequeno ou grande. Normalmente este percentual é baseado em cima de uma tabela que a Bovespa criou.

Tabela Bovespa:

Tabela Bovespa de Corretagem:

Valor da operação = custo (% da operação)

Até R$ 135,05 = 0,00% + R$ 2,70
De R$ 135,06 até R$ 498,61 = 2,00% + R$ 0,00
De R$ 498,62 até R$ 1.514,68 = 1,50% + R$ 2,49
De R$ 1.514,69 até R$ 3.029,37 = 1,00% + R$ 10,06
A partir de R$ 3.029,38 = 0,50% + R$ 25,21

        Normalmente essas corretoras, de acordo com o tamanho do cliente, possuem uma política de devolução de corretagem para diminuir o valor da corretagem. Os investidores que operam com corretagem variável normalmente ligam para uma mesa de operação quando eles querem operar, e repassam suas ordens para o corretor.

Corretagem Fixa:

        Estas empresas cobram um valor fixo em cada operação, que variam de 10 a 40 reais, e o investidor opera através do sistema Home Broker, que é uma plataforma acessada pela internet, onde o cliente da corretora executa suas ordens on-line.

Afinal qual é melhor? A resposta como sempre é: “Depende”

    Para investidores que possuem bastante capital, financeiramente é melhor utilizar a corretagem fixa, e para investidores pequenos que operam, menos que R$1.375,00 em cada operação é melhor utilizar a corretagem variável.

Realização de Lucros

O conceito de realização de lucros é extremamente difícil de mensurar, não existe uma regra, e é de extrema importância, pois você esta nesse mercado para lucrar. Então faremos uma breve discussão sobre o assunto.

Qual a hora certa de vender seu ativo? Esse conceito é totalmente subjetivo, pois varia conforme a estratégia de cada um. Existem inúmeras estratégias e perfis de investidores, entretanto, cada um desenvolve sua maneira. Existem métodos de vários operadores famosos no mercado, e já ouvimos de inúmeras técnicas de realização de lucros como de entrada no mercado, contudo, o que nunca encontramos foi o modelo perfeito, comprar na mínima e vender na máxima (sempre).

Por isso acho que ajuda mais saber que o método que você utilizar ou criar tem de fazer com que o timing da realização de lucros esteja ligado ao timing do seu stop, pois você tem que ter uma estratégia que permita ganhar mais do que perder, proporcionalmente ao seu número de acertos no mercado.