A Teoria de Adam para o Mercado Financeiro

Uma das teorias mais faladas na análise técnica é a Teoria de Adam. Mas muito pouco (principalmente) em português, está escrito sobre ela.

A Teoria de Adam foi desenvolvida por Jim Sloman, que também desenvolveu a Teoria Delta dos Mercados, e foi distribuída por J. Welles Wilder, um grande analista técnico americano e investidor do mercado financeiro, criador dos indicadores ADX e IFR, entre outros.

Os princípios básicos da teoria de Adam foram descritos no livro “The Adam Theory of Markets”, de Welles Wilder, publicado em 1987.

O conceito básico da Teoria de Adam é de que o mercado financeiro deve ser analisado com o mínimo de informações o possível. A premissa básica é de que uma criança consegue observar uma tendência em um gráfico com mais facilidade do que muitos traders com anos de experiência. O nome Adam é tirado do personagem bíblico Adão, o primeiro homem, que era inocente e puro, e é assim que deve ser o investidor, prega a teoria.

Um exemplo é o gráfico abaixo. Procure esquecer o que já sabe sobre Análise Técnica e tendências, e dizer para onde acha que o preço está indo:

Gráfico de Alta da Teoria de Adam

Se respondeu: “para cima”, já conseguiu entender o primeir princípio da Teoria de Adam. O comportamento do preço é inercial, ou seja, se está subindo, tende a continuar subindo, e se está descendo, tende a continuar descendo.

A mesma situação podemos ver no gráfico abaixo:

Gráfico de Baixa da Teoria de AdamPodemos enxergar exatamente o mesmo fenômeno. A resposta aqui é: “para baixo”.

É claro que a teoria de Adam não é a resposta final para tudo o que você precisa saber para investir, mas serve para tornar mais claro o processo de identificação de tendências, e de projeção de preços.

Não se esqueça, no entanto, do texto que o Márcio Noronha escreveu, que fala sobre o mercado ser imprevisível, e o que faz a diferença para trades de sucesso é o Money Management. O mesmo conceito já tinha sido abordado anteriormente nos Axiomas de Zurique.

O grande divulgador da Teoria de Adam no Brasil foi o investidor Márcio Noronha, que hoje ministra cursos e escreve material sobre o mercado financeiro.

Considerações de Márcio Noronha sobre Money Management

As partes deste texto foram retiradas do tópico “Considerações Finais” do Curso Completo de Investimento de Márcio Noronha, e achei que é uma visão bem lúcida sobre o investimento no mercado. Conheço muitas pessoas que não conseguem compreender este conceito, e ainda acreditam na análise técnica como uma ferramenta de previsão.

 

“Em 1986, após vender a minha participação societária na ultima corretora em que trabalhei, decidi me dedicar totalmente ao aprendizado da análise técnica como uma forma de sobrevivência independente.

 

Porém, na medida em que ia absorvendo novos conhecimentos e colocando-os em prática, meu patrimônio diminuía. Era frustrante! Esta frustração atingiu seu clímax por volta de 1990, quando concluí que, por diversas razões, não sabia operar e decidi criar um sistema mecânico que fizesse isto por mim. Mas, decorridos um ano meio, verifiquei que foi mais uma tentativa inútil.

 

Não possuía uma estrutura emocional que se sujeitasse aos caprichos do sistema e, como em outras experiências, acabei abandonando, sentindo-me novamente derrotado. Embora tivesse convicção de que poderia viver do mercado, não conseguia ver a luz no fim do túnel.

 

Embora em 1986 já tivesse traduzido, estudado e editado o livro ‘Timing …’ do Granville, cuja frase de abertura é “O mercado de ações é um jogo”, não estava convencido disso. Na verdade, todos os meus estudos estavam orientados para tentar antecipar os movimentos futuros do mercado. Apenas quando li a Teoria de Adam, pude me dar conta da verdade embutida na afirmação do Granville. Ali, ao perceber que para se projetar o futuro, bastava rebater o passado, e como aquilo funcionava, me dei conta do quanto ele tinha razão.

 

A partir de então, comecei a ver o mercado de um modo diferente. A palavra chave foi rendição. Render-me à minha ignorância em tentar antecipar seus movimentos para deixar-me levar por eles.

 

No início não foi fácil aceitar plenamente que a maior parte do que havia aprendido durante anos fosse de pouca ou quase nenhuma utilidade. É difícil abandonara uma crença! Mas, nada como o tempo para trazer a realidade à tona. Pouco a pouco, comecei a acertar mais do que errar e a confiança de que estava no caminho certo foi crescendo.

 

Dos erros e acertos, fui desenvolvendo uma metodologia operacional própria, ajustada ao meu temperamento e às minhas necessidades.” 

 

“… (para) aumentar sua cultura técnica, mas para a metodologia, seu significado não representa nada.”

 

“… deixando de fora as notícias e outras fontes de informações e encarando o mercado como um jogo, fica bem mais fácil concentrar sua atenção naquilo que interessa e desviar sua atenção de fatos que nada têm a ver com a direção do mercado.

 

Este enfoque facilita tremendamente a aplicação dos estopes de entrada e protetores, desde que tenha realmente se convencido que o mercado é um jogo, pois é preciso que esteja consciente de que ao iniciar uma operação não sabe o que acontecerá com ela.”

 

“… com um bom método, o mercado pode ser vencido de forma sistemática.”

 

“Recentemente li um livro denominado ‘Market Wizards’, cujo conteúdo é uma série de entrevistas com traders extremamente bem-sucedidos do mercado americano, onde cada um deles revela sua metodologia operacional. Percebe-se, então, que não existe um método melhor ou pior do que outro, pois todos os entrevistados são profissionais que atingiram um enorme sucesso nas suas carreiras e cada um deles chegou lá por caminhos totalmente diferentes.

 

Qualquer que tenha sido o caminho de cada um, todos tinham duas coisas em comum: o uso disciplinado de uma metodologia operacional acompanhado de um rígido controle de risco.

 

Comparando com um jogo de pôquer, embora estivessem sentados na mesa, não apostavam em todas as mãos. Só o faziam quando a mão se adequava à sua metodologia de jogo. Foi mais ou menos isto o que pretendi fazer ao realizar este curso pioneiro onde a técnica da Simetria Sanfonada foi colocada no papel e tomou forma operacional.”

 

Márcio Noronha, com partes do texto selecionadas por Kenneth Corrêa

Guia rápido de investimento em ações

A Bolsa de Valores

O recinto de compra e venda de ações de companhias de capital aberto é denominado Bolsa de Valores. Esse recinto traz mais transparência e expressivo volume, devido a centalização de diversas empresas em um mesmo lugar. No Brasil, o único local de negociação de ações é a bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), portanto quando pensar em negociar ações, a bovespa será seu caminho.

Existem inúmeras formas para começar a investir em ações. Aqui irei citar alguns caminhos que tenho como boas escolhas:

Fundos de investimento em ações (FIA): São fundos que investem majoritariamente seus recursos em ações negociadas em bolsa de valores. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Devido a essas variações e ao risco, são mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.

Clubes de Investimentos: São formados por grupos de pessoas que tenham interesse de aplicar na bolsa, assim se unem a uma corretora, formam um estatuto legal, e aplicam respeitando as imposições legais de um clube de investimento. A vantagem é que o capital a ser investido fica maior, uma vez que muitos investidores juntam seu dinheiro em uma mesma conta, no entanto as decisões de investimento são tomadas em conjunto.

Investidor Pessoa Física: É o investidor que toma suas próprias decisões de investimento, escolhendo os ativos de acordo com seus critérios.

Existem vários métodos para você escolher o que comprar ou vender, sejam eles convencionais ou não, como, fundamentos, gráficos, chute, indicação do amigo do seu amigo, astrologia, entre outros. Aqui irei citar dois que tenho como dignos de serem considerados, análise técnica e fundamentalista.
Existem inúmeras formas de ser um analista fundamentalista ou técnico, essas duas correntes se dividem em muitas. Portanto prefiro deixar a seu critério escolher qual seguir, e com o intuito de ajudá-lo deixarei vários links de onde encontrar textos sobre o assunto.

Após escolher sua metodologia, procure definir seu sistema que irá obedecer para tomar suas decisões, a mudança de sistema para operar é o grande vilão dos investidores, portanto tenha em mente, teste e coloque em prática seu sistema.
Antes de entrar em um ativo, tenha definido, caso o mercado reaja contra sua posição, aonde irá deixar essa posição; essa é uma das maiores dificuldades que as pessoas encontram no mercado, reconhecer que erraram. Elimine suas perdas rapidamente, obedeça seu método e utilize conceitos de risco x retorno, são dicas para você se manter no mercado, ao invés de sair falido, colocando a culpa no mercado. A culpa jamais é do mercado.

Links sobre Análise Técnica

Portal de Bolsa – Link 1 – Nesse portal você encontrara um pouco de história e uma breve introdução no mundo da análise técnica.
Portal de Bolsa – Link 2 – Esse link serve para quem quer se aprofundar em gráficos, trazendo explicações de diversas ferramentas sobre esse sistema.
Nelógica – Aqui você encontrará uma espécie de curso online, além de uma pequena comparação entre análise técnica e fundamentalista.
Timing.com.br – Este é o site do analista de mercado Marcio Noronha, onde ele disponibiliza gratuitamente duas apostilas falando a respeito da análise técnica.
Trend Following – Aqui você encontrara uma corrente um pouco diferente sobre análise técnica, são os trend followers.
Doji Star – Site do Didi, o inventor das agulhadas.

Links sobre Análise Fundamentalista

Portal de Bolsa – Link 3 – Nesse site você encontrará uma visão básica do que é análise fundamentalista.

Links sobre Investimentos

Site da BOVESPA: Site oficial da Bolsa de Valores de São Paulo. Confira a parte de aprendizado, muito interessante.
(http://www.bovespa.com.br)

FolhaInvest: Site da simulação de investimentos em bolsa mais utilizada no Brasil. Abra sua conta, receba R$100.000,00 em ações e comece a operar já!
(http://www.folhainvest.com.br)

Guia do Investidor: Guia COMPLETO do Portal Exame (Editora Abril) para quem quer saber mais onde investir. Sistema muito bom para consulta de Fundos de Investimento, com ranking.
(http://portalexame.abril.com.br/servicos/guiadoinvestidor/)

Doji Star: Site do DiDi, o famoso criador das agulhadas. O site é pago, mas são liberados alguns relatórios passados.
(http://www.dojistar.com.br)

Grafix: Site do Grafix, software de ações gratuito e muito bom, desenvolvido por João Medeiros.
(http://www.grafix2.com)

Bastter.com: Excelente site de aprendizado.
(http://www.bastter.com)

Canal Jovem da Bolsa: O site libera muitas análises gratuitamente, e estas são liberadas inclusive durante o dia. Confira a simulação de operações.
(http://www.cjb.com.br)

Bastter: Site com bastante informações sobre o mercado financeiro, vale a pena conferir.
(http://www.bastter.com.br)

Strategia: Site de Rivadávila Malheiros. O site é pago, mas é fácil conseguir uma semana gratuita das suas análises de ações e opções.
(http://www.rivanews.com)

Banco Safra: O site do Banco Safra, na parte de investimentos, oferece várias análises fundamentalistas, diariamente.
(http://www.safranet.com.br)

Litwick: Página americana sobre Análise de Candlesticks. Confira o link: Indicator Glossary.
(http://www.litwick.com)

Vip Trade: Site da corretora Ágora Senior, a maior do Brasil. São oferecidas análises e ferramentas gratuitas.
(http://www.viptrade.com.br)

Bibliografia de Investimentos

Aqui você poderá encontrar alguns dos livros recomendados:

Análise Técnica


Análise Técnica: Teorias, Ferramentas e Estratégias: Livro de Márcio de Noronha sobre a Análise Gráfica.
Encontre o livro aqui.


Japanese Candlestick Charting Techniques: Livro do autor americano Steve Nison, que descreve detalhadamente muitos padrões de Candlesticks, e ensina como operar utilizando essa ferramenta.
Encontre o livro aqui.


Candlestick Charting Explained: Livro sobre Candlesticks de outro autor americano, Gregory L. Morris, que fala sobre as aplicações do Candlestick.
Encontre o livro aqui.


Filosofia de Investimentos


Os Axiomas de Zurique: Max Gunther escreveu este clássico, que une tudo o que você precisa saber para investir. Lembre-se de seguir os axiomas, e se for novo no mercado, saiba de antemão que será a parte mais difícil!
Encontre o livro aqui.


Trend Following: Escrito por Michael Covel, autor americano que reuniu várias histórias de personalidades que utilizam a famosa teoria do “Trend Following”.
Encontre o livro aqui.


Distribuição de Portfolio


Dynamic Portfolio Theory and Management: Richard Oberuc, físico da NASA que entrou no mercado financeiro, e desenvolveu um algoritmo que gera retornos altamente superiores ao do mercado, conta um pouco de sua técnica. De antemão: ele não diz qual o algoritmo, mas explica todos os passos para que você formule o seu.
Encontre o livro aqui.

Guia rápido de Fundos de Investimento

1º Passo: Defina seus objetivos

- Qual o objetivo me leva a guardar dinheiro?
- De quanto dinheiro preciso para realizar este objetivo?
- Em quanto tempo quero realizar este objetivo?

Se você conhece bem sua necessidade, será fácil perceber que tipo de fundo é o mais adequado para você.
Por exemplo:

** Quero manter uma poupança que, mais do que rentabilidade, tenha liquidez para uma situação de emergência.
- Seus recursos devem ficar num fundo que permita resgates diários, que vise obter retorno no curto prazo. (Fundos Curto Prazo e DI)

** Quero garantir recursos para minha aposentadoria. A única coisa que me interessa é manter o poder de compra do meu dinheiro em Reais.
- Você deve aplicar num fundo que supere sua inflação a longo prazo, e obtendo um retorno extra, oriundo de uma taxa de juros. (Fundos Renda Fixa)

** Quero investir porque penso, num longo prazo, morar no exterior e preciso manter o poder de compra do meu dinheiro em dólar.
- Há várias alternativas de fundos que buscam acompanhar a variação cambial. (Fundos Cambiais)

**Quero investir uma parte do meu dinheiro aceitando correr maior risco em troca de uma melhor rentabilidade a longo prazo.
- Você pode aplicar nos fundos que têm uma carteira diversificada de ativos ou invistam em ações. Lembrando-se que estes fundos, no longo prazo, tem um retorno menor que os fundos de renda fixa (sem risco), ou seja, existem momentos corretos para se investir neste tipo de fundo, e a recomendação da Gestão Ativa Investimentos, é que seja alocada parte dos recursos para estes fundos, mas sempre mantendo uma parcela aplicada em fundos de menor risco. (Fundos Multimercados, de Ações ou Cambiais)

2º Passo: Conheça os tipos de fundos de investimento

A ANBID – Associação Nacional dos Bancos de Investimento dividiu os fundos em 17 tipos de fundos. Eles foram classificados a partir de sua política de investimento, ou, secundariamente, por seus fatores de risco.
Para uma rápida compreensão, destacamos as cinco classes mais populares. Se você entender bem o que significa cada uma destas classificações, vai conseguir tomar suas decisões com toda segurança, quanto a que tipos de fundos se encaixam com seus objetivos, definidos acima.

Curto Prazo: Investem em títulos de renda fixa, e sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros utilizada nas operações entre os bancos (CDI). São considerados os mais conservadores pelo fato dos títulos de suas carteiras possuírem um prazo mais curto. Papéis com prazo máximo a decorrer de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.

DI: Você provavelmente já deve ter ouvido falar neles. Não? São os preferidos por muitos investidores brasileiros. Sabe por quê? Porque sua performance segue a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI) e tendem a render mais cada vez que ocorre uma alta das taxas de juros domésticas. Os fundos DI aplicam a maior parte do seu patrimônio em títulos do governo federal e são considerados de baixo risco.

Renda Fixa: Estes fundos aplicam uma parcela de seu patrimônio em títulos prefixados. Estes títulos rendem uma taxa fixa previamente acordada. O que acontece com os fundos de renda fixa é justamente o oposto dos fundos DI. Quando os juros estão caindo, estes fundos tendem a render mais que os fundos DI. Quando as taxas de juros sobem, a tendência é que os fundos DI rendam mais que os de renda fixa.

Multimercados: Estes fundos combinam investimentos em ativos de renda fixa, câmbio e ações além de utilizarem ativamente os derivativos. Procuram as melhores oportunidades destes mercados para obter rentabilidades maiores. Devido à flexibilidade, dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos do fundo em cada um destes mercados.

Ações: São fundos que investem majoritariamente seus recursos em ações negociadas em bolsa de valores. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Devido a essas variações e ao risco, são mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.

3º Passo: Escolha os fundos que se adequam aos seus objetivos

Para escolher os fundos que melhor se adequam aos seus objetivos, separaremos a escolha em dois tipos. Primeiro, os fundos que podem ter a rentabilidade comparada ao CDI (Fundos de Curto Prazo, DI, Renda Fixa e Multimercados), e depois os fundos mais arriscados, vinculados a outros indicadores (Fundos de Ações e Cambiais).
Como a Gestão Ativa Investimentos possui uma política de aplicação que busca os melhores retornos, para os fundos indexados ao CDI, recomendamos como melhor indicador da rentabilidade futura, a % do CDI apresentada por aquele fundo, ou seja, qual a proporção da taxa de juros que normalmente é paga pelo banco.
Com este valor (exemplo: 104,87% do CDI), unido-se às projeções econômicas do CDI, têm-se uma idéia de qual o retorno que você terá com este fundo. A idéia é buscar o fundo que apresente a maior proporção do CDI, em diferentes períodos (busque este dado para o mês, úlitmos 6 meses, 12 meses e 36 meses, para verificar a consistência do gestor).
Algumas pessoas irão bater na tecla de risco, e na segurança de uma boa instituição, então saiba que, se você for escolher fundos de investimento dos maiores bancos de varejo (Itaú, Banco do Brasil, HSBC, Safra, etc…), a rentabilidade esperada será de cerca de 90% a 98% do CDI. Se você escolher buscar fundos de Assets (empresas gestoras de capital de terceiros), você irá encontrar fundos que circulam de 95% a 110% do CDI.
Já para os fundos de ações e os cambiais, recomendamos que você procure projeções dos analistas para aquele mercado (Dólar, Euro ou Bolsa de Valores) para o próximo ano, lembrando-se sempre de um fato que já foi comprovado cientificamente, os analistas, via de regra, recomendam sempre que a Bolsa de Valores, ou o investimento em ações será um bom investimento para aquele ano, e sua taxa de acerto, historicamente, é de 50% das vezes eles acertarem.
Mas a idéia que queremos passar é de que, diferente do que dizem as revistas ou sites de investimento, os fundos de ação NÃO são bons investimentos a longo prazo, mas podem servir como um acréscimo no seu retorno, se utilizados nos momentos corretos. Não insista num fundo de investimento que só vem caindo, acreditando que uma hora esta cotação irá voltar, assim como você deve lembrar que os momentos de alta não duram para sempre, e existe um momento para sair da aplicação.
Nossa recomendação é NÃO acompanhar os rankings de fundos do país, pois já foram feitos vários estudos, de que os fundos mais bem colocados não repetem o ranking do ano que vem, ou seja, a rentabilidade não é consolidada, até por que os critérios destes rankings não são voltados para rentabilidade.
Outro estigma das pessoas na hora de investir, é quanto à quantidade mínima, mas saiba que alguns dos melhores fundos do mercado, na nossa opinião (olhando para RENTABILIDADE), aceitam investimentos iniciais de R$1000,00, e as vezes até de R$100,00.

4º Passo: Acompanhe seus retornos

Após escolher os fundos adequados ao seu perfil, e a quantidade de capital que você irá investir em cada um, o próximo passo é acompanhar a rentabilidade de cada um deles, e também a rentabilidade de sua carteira como um todo.
Recomendamos o site PlaDin, pois lá você pode fazer um cadastro gratuito e criar um portfólio próprio com seus fundos, onde você pode acompanhar diariamente a rentabilidade destes.

Mas e a taxa de administração e o imposto de renda?

A não ser que você esteja em dúvida entre um fundo do Banco Safra e um do Banco Itaú, uma das coisas que você irá perceber é que a tabela progressiva de imposto de renda, ou a taxa de administração ter a diferença de 0,5% a 1%, não irá fazer diferença nenhuma. Se você escolher seus fundos olhando para o retorno, verá que estas diferenças são irrisórias, se comparadas com o retorno excedente que você irá obter.
A Gestão Ativa Investimentos tem como política de investimentos, a preocupação apenas secundária com o aspecto de taxação, pois acredita que os melhores gestores de fundo obtém rentabilidades que superam quaisquer diferenciais de taxa.

Eu até que entendi o conceito, mas a prática ainda não está clara para mim

Tentamos, através deste tutorial, apresentar de uma maneira rápida e fácil, o que você precisa para investir. Sabemos que o processo de buscar os melhores fundos de investimento é demorado, pois o universo de fundos no Brasil é muito grande. E quando se trata de dinheiro, é importante que se tome a melhor decisão possível.
Se você quer uma consultoria no sentido de definir seus objetivos, definir os melhores fundos para você, e inclusive de acompanhamento desta rentabilidade, entre em contato conosco.

Dicas para passar um final de ano no azul

Matéria publicada no Jornal Correio do Estado na edição especial de Dezembro de 2007.


Por que de vermelho já basta o Papai Noel

Final do ano chegando, 13º depositado na conta, adicional de férias, bônus, e em alguns casos até o fantasioso 14º salário ou plano de participação nos resultados da empresa. Nada como um final de ano para vermos o saldo da conta corrente com 3, 4 e até 5 dígitos. No dia-a-dia durante o ano, estamos sempre no limite, gastando tudo que se recebe, e de vez em quando tendo até que apelar para o cartão de crédito, ou então um empréstimo rápido. Pelo menos agora parece que vai sobrar algum dinheiro.
Natal, Ano Novo, festa, viagem, reforma na casa, matrículas, o IPTU e o IPVA. Ao mesmo tempo em que surge uma série de receitas, aparecem também mais despesas do que estamos acostumados. Se não desaparece tudo apenas nos presentes para os parentes, e naquela ceia de natal caprichada, mais um motivo para que se faça uma viagem, ou compre artigos de luxo com os quais não estamos acostumados.
Qualquer semelhança com fatos reais não é mera coincidência. A maior parte dos brasileiros costuma gastar todo mês um montante equivalente a seus rendimentos. E isso vale para quem ganha 3, 6 ou 20 salários mínimos. Mesmo que durante o ano sejamos capazes de viver com uma quantia fixa, assim que essa quantia aumenta, automaticamente nossos gastos também aumentam.
Mesmo com algumas despesas das citadas acima, onde alguns enxergam todos estes gastos como estritamente necessários, pode ser um excelente passo para começar a poupar. O controle das despesas é muito mais fácil do que se pensa, e com algumas dicas simples, veja como você pode começar a economizar hoje:

•    O primeiro passo é fazer um controle financeiro pessoal, colocando no papel o que você ganha e gasta. Ao final de um mês anotando todos estes gastos (seja num software de controle financeiro pessoal, numa planilha do excel, e até mesmo num caderninho preto), você ficará surpreso com o quanto tem sido gasto com artigos fúteis, e muitas vezes despesas desnecessárias;
•    Faça uma lista de todos que você precisa presentear, inclua o amigo secreto da empresa, da igreja e até o da família. Com a lista em mãos, defina um valor máximo para cada presente, calcule o total que irá gastar (mais um susto!), e vá às compras com a lista em mãos;
•    No final do ano, todos estão querendo comprar, isto permite não só que as lojas aumentem seus preços, mas que também você perca seu poder de negociação. Se puder, procure adiar as compras para o período logo após o natal, onde os descontos são ainda muito maiores;
•    Para os lojistas, o cartão de débito tem um custo de no mínimo 5% da mercadoria. Se você trabalhar com cheque, você pode conseguir esses 5% como desconto no preço final da mercadoria;
•    Se seu emprego permitir e a escola das crianças também, e você quer viajar, procure viajar nos períodos de baixa temporada, assim você poderá economizar nas passagens, estadia e alimentação;
•    E a dica mais importante é a de não contrair dívidas, incluindo cartão de crédito, empréstimos rápidos e principalmente o cheque especial. O custo destes empréstimos é maior que o rendimento das melhores aplicações, então, se tiver algo guardado, é melhor saldar as dívidas, para não gastar tudo com juros.

Com essas dicas em mente, procure colocar pelo menos duas ou três em prática, você vai ver como pode aproveitar melhor seu salário e as receitas adicionais de final de ano, mas é importante lembrar que o planejamento e a organização não servem de nada, se você não estiver investindo pelo menos parte do que sobrar num fundo de investimento.

Os Fundos de Investimento

Esta matéria foi publicada no Jornal Santa Fé, edição de Janeiro de 2007.

É unânime! Todos os jornais internacionais, bancos de investimentos e corretoras de valores afirmam que, ao final de 2007, a taxa de juros referencial do país (SELIC), estará nos patamares de 12%. Mas o que isto significa para você? Se você leu o artigo da última edição, espero que esteja pelo menos um passo mais próximo de se tornar parte do seleto grupo de brasileiros que já conseguem fazer sobrar uma parte de seu salário ao final do mês.
Mensalmente o COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúne para discutir e definir o patamar da taxa de juros. Desde março de 2003, quando a SELIC estava cotada a 26%, houve uma queda significativa, até a decisão da última reunião, em 29/11/2006, onde a taxa foi reduzida para 13,25%, uma queda de quase 50% do valor no período.

Mas o que exatamente é a SELIC? Quando usamos a sigla estamos nos referindo à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mas na prática é a taxa utilizada como parâmetro para investimentos em títulos federais no Brasil. A taxa SELIC serve de parâmetro para o retorno da poupança, por exemplo, onde em 2003 ela teve um rendimento de 11,10% no ano, e em 2006 teve 8,30% de rentabilidade anual.
Para você, investidor pessoa física, o que significa esta conversa e estes números todos? Que a poupança, que já não era uma boa opção de investimento, está perdendo seu lugar cada vez mais, e a opção de investimento acessível para qualquer brasileiro agora são os fundos de investimento. Um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de vários investidores, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de um conjunto de títulos ou valores mobiliários.

Hoje em dia todos os bancos possuem opções de fundos de investimento para seus clientes. Qualquer um, com uma aplicação inicial de até R$ 30,00 pode investir em um fundo. Isto pode inclusive ser feito através da Internet, utilizando seu sistema de Home Banking. No entanto, se você conversar com seu gerente de banco, ele irá apresentar diversas opções de investimento, provavelmente tentando vender o fundo que o ajudará a cumprir a meta dele com o superintendente da agência, e não exatamente a sua meta. Para os vários tipos de investidores, e suas condições financeiras, existem diferentes tipos de fundos de investimento. Iremos apresentar agora os principais tipos de fundos:

  • Curto Prazo: investem em títulos de renda fixa, e sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros utilizada nas operações entre os bancos (SELIC). São considerados os mais conservadores pelo fato dos títulos de suas carteiras possuírem um prazo mais curto.
  • DI: você provavelmente já deve ter ouvido falar neles, que são os preferidos por muitos investidores brasileiros. Sabe por quê? Porque sua rentabilidade segue a variação diária das taxas de juros (SELIC), e este tipo de fundo tende a render mais cada vez que ocorre uma alta das taxas de juros domésticas (o que não vem acontecendo desde 2003). Os fundos DI aplicam a maior parte do seu patrimônio em títulos do governo federal e são considerados de baixo risco.
  • Renda Fixa: estes fundos aplicam uma parcela de seu patrimônio em títulos pré-fixados. Estes títulos rendem uma taxa fixa previamente acordada. O que acontece com os fundos de renda fixa é justamente o oposto dos fundos DI. Das opções conservadoras citadas acima, estes fundos têm tido o melhor desempenho nos últimos 4 anos.
  • Multimercados: estes fundos combinam investimentos em ativos de renda fixa, câmbio e ações além de utilizarem derivativos (ferramentas financeiras mais complexas). Procuram as melhores oportunidades destes diferentes mercados para obter maior rentabilidade, por isso são fundos que já possuem certa abertura ao risco. Devido à flexibilidade, dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos do fundo em cada um destes mercados.
  • Ações: são fundos que investem seus recursos em ações negociadas em bolsa de valores. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Devido a essas variações e ao risco, são mais indicadas para quem tem objetivos de investimento de longo prazo, até porque o risco, neste caso, é bem maior do que nos fundos conservadores.

Se você já conseguiu dar o primeiro passo e sobrar algum dinheiro no final do mês, os fundos de investimento são uma ótima ferramenta, simples e eficiente, que vem conquistando cada vez mais uma parcela do salário do brasileiro. Na próxima edição estaremos falando um pouco mais sobre a compra e venda de ações, uma modalidade para o investidor que gosta de mais risco, e que já tem um pouco mais de dinheiro para investir.

A importância da Educação Financeira

Este artigo foi publicado no jornal Santa Fé, em Dezembro de 2006.

Recentemente, vários veículos de comunicação do país têm abordado a questão da Educação Financeira. Podemos também, no dia-a-dia, acompanhar o crescimento dos investimentos em fundos de investimento de renda fixa, multimercados, cambiais e fundos de ações. Conhecemos até o vizinho do primo de um amigo nosso, que está ganhando dinheiro com a bolsa de valores. A curiosidade é grande, o medo, sem dúvida, maior ainda. O primeiro passo para colocar o pé neste mundo dos investimentos, é sobrar algum dinheiro ao final de cada mês.

A maior parte das pessoas, mês a mês, tem seu salário depositado em sua conta corrente. Neste mesmo dia, é quando as contas daquele mês (e mais algumas que ficaram atrasadas do mês passado) são pagas. Muitas delas também já com juros, mora, multa e correção monetária inclusos. Quando chega o meio do mês, todo o dinheiro já se foi. Esse fenômeno acontece quando a pessoa ganha 3, 6 ou 12 salários mínimos, e isto é fato. Temos uma tendência a consumir e gastar mensalmente o valor proporcional aos nossos rendimentos. O que algumas pessoas já estão percebendo, é que guardar dinheiro é mais fácil do que se pensa.

Como primeira dica para quem quer começar a guardar, está o controle do que se ganha e do que se gasta. Não é necessário nenhum software complicado, nem todo um fim de semana para fazê-lo, basta um caderninho de anotações, a parte de notas do celular, ou o uso de uma planilha eletrônica, anotando cada uma das despesas e das receitas mês a mês, para se ter uma idéia de como você está gastando. Com os dados de 1-3 meses na mão você já consegue ter uma idéia de onde começar a cortar algumas despesas. Nesta hora, o importante é não ter a ótica de que está se cortando prazeres, e sim que você está dando o primeiro passo para sua independência financeira.

Com uma sobra mensal que pode ir de R$ 30,00 a R$ 300,00 (você irá se surpreender com o que vinha gastando seu “rico dinheirinho” e nem percebia), é hora de começar a investir este capital. Neste início, é importante saber que o que vai fazer a diferença não é onde você aplica, mas o fato de estar guardando dinheiro mensalmente. A tabela abaixo mostra o quanto você pode juntar em um ano, cortando alguns simples gastos:

Despesa

Economia Mensal

Valor em 5 anos

Um cafezinho por dia

R$45,00

R$3.555,23

Um maço de cigarros por dia

R$90,00

R$7.110,45

Economizar R$5,00 por dia

R$150,00

R$11.850,75

Obs: Considerando investimento na Poupança.

Ao analisar esta tabela, lembre-se sempre do que diz Robert Kyiosaki (autor de “Pai Rico, Pai Pobre”, best-seller de Educação Financeira), que o segredo para ficar rico é um só, gastar menos do que se ganha!

Na próxima edição vamos ver os diferentes tipos de investimentos em que você pode aplicar sua sobra mensal.

Trend Following

Para alguns investidores, só o fato de pensar que sua análise (técnica, fundamental, astrológica, bola de cristal , timing ou o que seja) possa realmente não prever o futuro na prática, seria desesperador.

Muitos se confortam com as “poucas vezes” em que, coincidentemente, a análise do grafista (ou do economista, do guru ou astrólogo), bate com a realidade para continarem acreditando em alguma estratégia falida.

Muitos preferem se enganarem acreditando piamente nessas “ciências” enquanto perdem dinheiro ao se conformarem com a realidade.

No pior caso, muitos preferem que alguem lhes diga o que fazer no mercado: comprar ou vender, e por quanto fazer. Ou então, tentam procurar alguma fonte milagrosa que “acerte em 100% do tempo”, seja essa fonte uma “analise técnica” de terceiros, uma dica de algum guru ou etc.

Isso não é uma crítica direta a qualquer outro tipo de estratégia para se bater o mercado no longo prazo.

Eu sou adepto do princípio de que não existem regras pré-definidas para se ganhar consistentemente no mercado.

Se você me disser que usa Astrologia ou Intuição, ou análise macroeconômica e política, e ganha consistentemente, tudo bem, eu acredito.

Porém eu, particularmente, não conseguiria ganhar utilizando essa sua mesma estratégia na prática.

Talvez o “Trend Following” seja uma mistura de filosofia e conceitos dos mais simples de serem compreendidos por qualquer participante do mercado, e que podem produzir resultados consistentes no longo prazo, porém para serem postas em prática, exigem bastante dedição e algumas outras qualidades.

Meu artigo abaixo apenas trata de um novo ponto de vista sobre estratégias viáveis para o mercado.

Ele não desmerece e muito menos tenta se comparar com outro tipo de estratégia, seja ela qual for, que consiga ganhar no mercado.

A estratégia de Trend Following é apenas “mais uma” dentre as milhões de formas de se ganhar do mercado consistentemente a longo prazo, se for bem planejada e executada.

Trend Following

O Trend Following é reativo e sistemático por natureza, ele nao tenta prever mercados e preços. Para a filosofia de Trend Following, previsão é algo impossivel.

Trend following não analisa fundamentos da economia, e também nao vê a sasonalidade e muito menos utiliza ou acredita em análise técnica tradicional, suportes e resistências, gaps, Fibonacci, Gann, Elliot, candles ou qualquer outra metodologia exata ou sobrenatural de previsões de preços futuros.

Trend Following apenas exige que você tenha forte auto-disciplina para seguir regras precisas.

Essas regras são definidas também pelos preços, quantidade de dinheiro na conta, e volatilidade do mercado. Trend followers utilizam um risco inicial que determina o tamanho de sua posição e a hora de entrar e sair do mercado: significa que, você saberá exatamente “quanto comprar ou vender” baseado em quanto você tem em sua conta naquele momento, e de acordo com sua performance mais recente.

Portanto, Money Management (se você não sabe o significado e importância desse termo) é a parte mais importante de um sistema de Trend Following.

Tenho plena consciência de que não posso prever nada no mercado, e esse é o motivo pelo qual decidi seguir tendências.

Não importa o quão ridículas essas tendências parecem ser no inicio, ou quão irracionais ou extensas elas possam se provar no final. Não me importo com que o mercado ou os outros vão fazer. Apenas me importo com o que farei de acordo com os movimentos do mercado.

Mas os mercados não mudam? Sim e não. Eles mudam mas continuam se comportando como há 300 anos atrás.

Pra quem acredita que o computador mudou a forma como mercado se comporta, eu posso afirmar que, pra cada trader em frente a um computador recebendo um sinal de “compre” podem existir mais 9 outros traders recebendo um sinal de “venda a descoberto”.

Não importa o que você faça; o mercado sempre seguirá alguns desses passos: acumulação, alta, distribuição e baixa, por mais diferente do passado que ele possa parecer no presente.

O que realmente importa para o Trend Follower?

Uma das principais condiderações do trend following, é que “o preço é uma percepção coletiva da realidade”. Quando a percepção muda, os preços mudam:

Se o mercado sobe, você fica comprado.

Se ele cai, você fica vendido.

Se você puder reagir adequadamente as mudancas de preços com uma estratégia bem formulada, poderá lucrar consistentemente.

Quando aplica uma estratégia de trend following e abre uma posição, seu objetivo inicial é “estar nessa posição eternamente”. Pensar em fechar sua posição não seria algo que te agradaria.

É claro que você deve ter um plano para sair de uma compra muito antes de comprar, mas a idéia é seguir essa tendência até que ela não prossiga mais.

Podemos comparar o Trend Following à filosofia de “Comprar e Segurar”, porém, com uma monumental diferença: “Trend Following possui uma estratégia de saida”.

Indicadores Técnicos e Trend Following

Indicadores técnicos são apenas a “menor parte” de toda estratégia de um sistema de trend following.

Significa que, na pratica, indicadores podem representar apenas 10% do sucesso no trading.

Dizer algo como ” eu testei o indicador Y e achei péssimo” ou “eu tentei o indicador X e achei muito bom”, nao faz sentido algum. Dizer isso implica em achar que o indicador em si seria toda sua estratégia completa, ou então a “solução definitiva” para os seus problemas no mercado, o que é uma grande inocência.

Indicadores “antecessores” NÃO fazem parte dos indicadores utilizados em estratégias de trend following como por exemplo: RSI, OBV, ROC, W%R, Estocástico, P/E ratios, Linhas de Avanco/Declínio, Momento, e até mesmo o MACD (apesar de ser construido com médias móveis, o indicador as utiliza de forma a “prever” o mercado e não como forma a “reagir” aos movimentos) dentre outros.

Como foi dito, esses indicadores foram construídos para “prever os movimentos do mercado”. Indicadores técnicos só são úteis como parte de uma estratégia reativa.

Não se prenda apenas aos indicadores pois eles são apenas ferramentas, e não o kit completo da sua estratégia.

Se os preços estão em 100, e vão pra 97, 94, 92, 88, 85; o mercado ESTÁ numa tendencia de baixa. Ignore tudo o que qualquer indicador técnico está prevendo.

Ignore o economista de plantão e todo e qualquer fundamento. Ignore o suporte e a análise do grafista que avisava “suporte aos 100″.

Desconsidere os seus próprios “achismos”.

Indicadores que mostram “o que o mercado fará no próximo momento” ou então “o que o mercado deveria estar fazendo” também são completamente inúteis.

Trend following responde as seguintes perguntas em ordem de importância:

Quantos contratos ou unidades negociar, e quando os negociar?

Quanto em dinheiro arriscar em cada trade? Como sair de um trade se ele se tornar perdedor?

Como sair de um trade se ele se tornar vencedor?

Como e quando abrir uma posição?

Alguns requisitos psicologicos e “princípios filosóficos” do Trend Following:

Disciplina pessoal adequada. Quanto mais alguem é criativo, maior a chance desse alguém auto sabotar sua performance usando uma estratégia de trend following.

(tentando mudar de estratégia assim que vier a primeira perda, ou tentando comprar em fundos ou vender em topos)

Trading é quase que 100% números, porém, uma vez que esses números “estejam em baixa”, ele se transforma em 100% psicologia.

É impossível captar um movimento perfeito partindo exatamente de 10.25 a 23.45, por exemplo. É impossivel ser lucrativo em 100% do tempo (por isso Money Management é fundamental), você nao deve tentar ser “esperto o bastante” pra isso.

Não se pergunte por que o dólar esta aumentando, ou por que as bolsas estrangeiras estão em alta.

A única coisa que deve querer pensar é:

“Se alguma coisa está em baixa, vou querer estar vendido nessa coisa.”

Trading é um jogo de soma zero. Isso significa que, para cada vencedor tem um perdedor. Qual a diferenca entre eles? Estratégia, disciplina e esperteza.

Eu defino a filosofia de trend following como “dançar conforme a música, ao invés de tentar prever qual será a proxima música que será tocada, ao mesmo tempo que se sabe dançar qualquer música que vier”.

Como Identificar uma Tendência?

De uma forma bem simples, no mercado sempre existe tendências tanto na frequencia de 1 minuto, de 2 minutos, 5 horas quanto na frequencia anual ou etc. A tendencia no período de 5 minutos pode não ser a mesma que vem acontecendo simultâneamente na frequência de 30 minutos, ou então na semanal.

Uma simples “média movel simples (sma)”, por exemplo, pode ser utilizada como um identificador de tendências. Toda uma estratégia de trading (aliada a Money Management e saídas das posicoes – lucrativas ou não) pode ser empregada utilizando esse simples indicador de forma eficiente.

Como eu disse, nenhum indicador é a chave para os problemas.

São simples ferramentasque podem ser utilizadas como parte da sua estratégia. Indentificar tendências é um processo razoavelmente simples. A parte mais complexa é formular uma estratégia e ter controle psicológico para seguí-la.

Exemplo:

Preço era 5, e agora é 6.20 em 2 dias. 3 meses depois esse ativo é
cotado a 3.40.

Caso A

Um trend follower de curtissimo prazo pode ter realizado uma compra a 5.15 assim que percebeu a pequena mudança nos precos e ficou na tendencia até ela alcançar 7.00 e recuar para 6.20 onde ele vendeu com lucro. Assim que ele vende, fica vendido.

Bastidores do trade:

Durante a alta, onde esse trader pagou 5.15, o mercado chegou recuar de volta para 5.05 porém nao atingou o stop de risco máximo dessa posição que estava posicionado a 4.90, e subiu para 5.50, voltou para 5.10 foi direto pra 6.00, retornou pra 5.50 e saltou para 7.00 recuando para 6.20 onde, segundo a sua estrategia , configuraria uma inversão.

Ele teve auto controle suficiente para seguir sua estratégia e manteve a posição mesmo enquanto esteve perdendo. Também conseguiu manter a posição quanto parte dos lucros aparentemente estavam sendo devolvidos pro mercado e só zerou sua posição quando, de acordo com sua estratégia, a tendencia se provou terminada.

O psicológico favoravel nesse trade só foi possivel por que o trader estava com uma posição dimensionada para aceitar riscos pequenos e deixar os lucros correrem. (Money Management).

Imagine como teria sido o psicológico desse trader, se ele tivesse entrado com 100% de sua conta de investimentos nesse trade?

Mesmo estando certo (ter comprado na baixa), você acha que ele conseguiria seguir a sua própria estratégia?

Não teria ele vendido antes, perdendo, ou não teria ele vendido com lucro bem menor e posteriormente assistido toda a alta em prantos?

Caso B

Outro trend follower de médio/longo prazo estava vendido nesse mesmo ativo a 9.50 a 4 meses e manteve sua venda durante todo esse pequeno período, pois, de acordo com a sua frequência operacional e estratégia, a tendencia ainda era favorável e não considerou esse pequeno movimento uma reversão para que pudesse mudar de posicão.

Depois de 3 meses ele zera suas posições a 3.40 e passa operar na ponta de compra. Não importa aqui se no momento do trade o preço era 10.00 e ele só conseguiu vender a 9.50. No final, ele foi ganhador seguindo a sua própria estratégia.

Considerações

O mais importante na deteção de tendências é seu sistema de Money Management. Depois disso, primeiro é o preço quem deve ser assistido de perto, e é quem vai gerar as decisões, e não necessariamente os indicadores técnicos.

Se algo custa 10.00 e vai pra 11.00 e, se as únicas opções são:

1 – Comprar “na baixa” a 10.80
2 – Comprar a 11.00

Eu certamente preferiria comprar a 11.00 (opção 2) ao esperar uma “baixa” para que se possa comprar a 10.80.

Os preços poderão nunca retroceder novamente a 10.80. Se o preço retorcedesse pra 10.80, ao invés de comprar talvez eu queria entrar vendendo esse ativo.

O certo seria comprar na alta e vender na baixa…a maioria tenta encontrar fundos e topos e estatisticamente perdem muito mais dinheiro tentando vender em picos e comprar em fundos.

Uma mudança de 3 centavos num ativo que custe 1.00 pode até configurar uma tendencia de alta no curtíssmo prazo, de acordo com alguma estratégia.

O mais importante então, é possuir o risco sob controle.

O segundo passo seria ter uma estratégia muito bem definida de saida: saber como e quando realizar lucros ou quando sair com prejuizos aceitáveis (antes que se tornem grandes prejuízos) se a tendência terminar muito cedo ou antes do seu ponto de saida, ou de forma inesperada. Isso implica na utilizaçao de algumas regras e filtros.

O aspecto psicológico também fala alto: deve-se seguir suas próprias regras a todo custo. Desviar de sua própria estratégia é o que nunca vamos querer fazer.

Outro fato que devemos considerar é que: “nada nunca está barato ou caro demais” para que seja aberta uma posição caso se identifique uma nova tendência ou caso se queira entrar no mercado no meio de uma tendencia já iniciada, por mais louca ou irracional que ela possa parecer.

Outro ponto também seria nunca sair de uma posição vitoriosa cedo demais, simplesmente por que ela tanto poderá continuar dando lucro eternamente, se for uma compra, ou entao, produzir 100% de lucro se for uma venda a descoberto. Nunca sabemos quando uma tendência terminará ou iniciará e tudo que devemos fazer é seguí-la enquanto ela durar.

Um operador de tendências nunca pode ter “objetivos ou metas” de lucro:

Ele apenas pega o que o mercado oferecer. Quanto mais volatil for o mercado, mais tendências maiores ocorrerão, e mais lucros o trend follower vai auferir.

Se não houverem muitas mudanças nos preços, isso mostrará que praticamente ninguém está fazendo um bom lucro no mercado.