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	<title>Administração Rural &#187; Estratégia Rural</title>
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	<description>Blog sobre Administração Rural e Temas Afins</description>
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		<title>Fui-me embora para Pasárgada&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 21:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estratégia Rural]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
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		<description><![CDATA[Matéria publicada na Revista Lida de Setembro de 2006
&#8230; e voltei rapidinho!
Há muito, muito tempo atrás estive em Pasárgada, terra de Manuel Bandeira, participando da reunião de uma instituição financeira que buscava criar novos produtos, neste caso um tipo de seguro para a atividade principal da classe (financeiramente) dominante da cidade.
Primeiramente houve uma descrição do [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada na Revista Lida de Setembro de 2006</p>
<p><span style="font-family: Book Antiqua,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><small>&#8230; e voltei rapidinho!</small></strong></span></span></p>
<p>Há muito, muito tempo atrás estive em Pasárgada, terra de Manuel Bandeira, participando da reunião de uma instituição financeira que buscava criar novos produtos, neste caso um tipo de seguro para a atividade principal da classe (financeiramente) dominante da cidade.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Primeiramente houve uma descrição do produto, mas não houve dúvidas de ordem operacional sobre o funcionamento do seguro. Queriam saber quanto custava, acharam caro à primeira vista (antes de saber exatamente o que era o produto), e a questão que surgiu e permaneceu na sala foi quanto à dedutibilidade da despesa no imposto de renda.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">O palestrante informou que, por ser um contrato financeiro, aquele valor não se enquadraria como despesa, e que o prêmio do seguro seria tributável na fonte, na mesma proporção dos fundos de investimento (equivalente a 20%). Neste momento a reunião perdera todo seu foco, houve um misto de desconfiança, conversas paralelas e desinteresse por parte do povo pasargadense. A conversa perdeu o sentido quando uma das pessoas que assistia a apresentação reclamou que o fisco deveria aceitar o gasto como despesa, e que o presidente não fazia nada no governo, dentre outras reclamações típicas.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A primeira impressão que tive ficou baseada na postura adotada pelas pessoas durante o evento, quando estas não chegaram nem a ouvir o que o especialista tinha para falar. Quanto aos convidados a impressão foi de que só poderiam estar esperando por um produto, a distribuição gratuita de dinheiro. Sorte que o palestrante era amigo do rei, e naquela noite dormiria numa cama escolhida a dedo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Nesta viagem para Pasárgada, vi mais evidências, as pessoas de lá até reclamam sobre preços baixos de seus produtos, mas na verdade, sua preocupação principal não é exatamente otimizar seus lucros, mas sim pagar o mínimo de impostos. Essa preocupação primordial de aumentar as despesas dedutíveis causa até espanto, quando vejo alguém dizer: “Estou fazendo um planejamento tributário para pagar menos impostos”. Definitivamente não entendo, a idéia é pagar menos impostos ou obter um maior lucro na operação?</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">E outra questão, e essa trazida pelo ícone da independência norte americana, Benjamin Franklin, aquele do rosto presente em toda nota de 100 dólares, que citou: “Neste mundo nada pode ser dado como certo, à exceção da morte e dos impostos”. É impressão minha ou os pasargadenses estão tentando virar imortais?</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">No caso citado no começo do texto, a classe dominante da cidade tinha um patrimônio muito grande, mas seu nível de faturamento (e por conseqüência o de renda) era muito baixo. De que adianta buscar pagar o mínimo de impostos, se o faturamento impede quaisquer rentabilidade sobre o patrimônio que esteja em níveis aceitáveis. Não é exatamente um problema de margem de lucro baixa (receitas menos as despesas), mas sim a proporção de faturamento gerado que já não permite remunerar o capital, nem que a despesa fosse igual à zero.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Confirmei a hipótese de que os pasargadenses não estão realmente interessados em fazer dinheiro na atividade, ou pelo menos não demonstram isso em suas atitudes. O que mais fazem é, além de evitar impostos, procurar culpados no governo para justificar as dificuldades do setor, seja o presidente, a taxa de juros ou a desvalorização do câmbio.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Neste caso específico, que é a apresentação de um produto novo, de fácil aplicação, onde você pode garantir seus lucros antes mesmo de começar a operação através de um sistema robusto e confiável, ainda houve pessoas que não tiveram interesse. Ainda tenho dúvidas dos motivos de tamanha desconfiança, alguns dizem que os pasargadenses não gostam de nada novo, nada que seja diferente da maneira que já é feito.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Isto entra em consonância com a questão do planejamento estratégico, onde uma vez que são definidos os objetivos da empresa, pode-se traçar cenários, utilizando históricos de custo e produtividade, aliados também a preços futuros dos produtos agropecuários. É importante também escolher qual atividade será desenvolvida em cada área, sabendo de antemão o quanto será gasto, o quanto será ganho; e porque não o planejamento tributário, agora sim, buscando pagar menos tributos, mas ter como preocupação principal o resultado!</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">De qualquer maneira fico feliz que isso aconteceu há muito, muito tempo atrás, e que acontece apenas em Pasárgada.</p>
<p>Não se esqueça de conhecer nosso portal completo de informações sobre <a href="http://www.administracaoegestao.com.br">Administração e Gestão</a>.</p>


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		<title>Alinhamento estratégico da cadeia produtiva do repolho</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 21:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este artigo foi publicadona Revista Lida de Agosto de 2006
Um estudo de caso dos Estados Unidos da América
Em recente viagem pelos Estados Unidos, tive diversos insights (idéias repentinas, percepções sobre coisas, fatos ou pessoas) que gostaria de dividir com você, leitor. Fiz um vôo costa a costa, saindo de Nova Iorque, nas proximidades do Atlântico [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo foi publicadona Revista Lida de Agosto de 2006</p>
<p><span style="font-family: Book Antiqua,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><small>Um estudo de caso dos Estados Unidos da América</small></strong></span></span></p>
<p><span lang="pt-BR">Em recente viagem pelos Estados Unidos, tive diversos <span style="text-decoration: underline;"><em>insights</em></span> (idéias repentinas, percepções sobre coisas, fatos ou pessoas) que gostaria de dividir com você, leitor. Fiz um vôo costa a costa, saindo de Nova Iorque, nas proximidades do Atlântico Norte, atravessando todo o país, chegando até Los Angeles, na ensolarada Califórnia, banhada pelo Pacífico. Durante o vôo cruzei diversas áreas urbanizadas e também rurais, estas últimas, compostas por vários <em>belts,</em> ou cinturões. Os<em> belts</em> caracterizam a produção agrícola americana, e podem ser descritos como grandes regiões com culturas comuns. Existem diversos belts, entre outros, o<em> Corn Belt</em> no centro-oeste do país, com o milho; o <em>Cotton Belt,</em> do algodão, nos estados do sul, o<em> Dairy Belt</em> no nordeste do país, com os derivados do leite.</span></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;" lang="pt-BR">Este é um exemplo de alinhamento estratégico, onde o Ministério da Agricultura americano definiu as principais características de cada uma das microregiões do país, com critérios que levam em conta, relevo, vegetação, clima, meios de transporte e escoamento, vocação da terra e as culturas existentes. Desta maneira, o governo, além de fornecer subsídios para que os produtores iniciem uma determinada produção, também incentiva a profissionalização técnica e gerencial daquela atividade. Para tanto, diversas pesquisas são desenvolvidas, com financiamentos da iniciativa privada e do governo. E mais, ano após ano é feito um programa de metas e previsão de produção, além de existir um banco de dados com informações completas, por região, estado, município e por propriedade, o que permite um ótimo nível de controle e acompanhamento, comparado aos das grandes corporações.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;" lang="pt-BR">Pela pequena janela do avião, tudo isso parecia resumido a uma confusa série de círculos e quadrados coloridos, que vai dos Apalaches até as Montanhas Rochosas, passando por desertos, planaltos e planícies. Entretanto, o que está além destas figuras permite ganhos de escala, aumento de produtividade e facilidade no escoamento dos produtos, gerando diminuições reais de custos, impossíveis de se obter sem este tipo de integração.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;"><span lang="pt-BR"> Ainda nesta viagem, pude observar mais de perto a cultura americana do<em> fast food,</em> na qual, até no café da manhã, o “M” do Mcdonald&#8217;s está presente. Refleti sobre a logística necessária para levar todos aqueles ovos,<em> bacon</em> e             <em>hamburguers</em> para os restaurantes, imaginando que deviam ser feitos carregamentos semanais ou quinzenais, já que estes produtos todos podem ser congelados, processo que permite bastante tempo de conservação e facilita<strong><span style="color: #339966;"> </span></strong>tudo, quando a questão é disponibilidade. </span></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;"><span lang="pt-BR"> Olhando com mais atenção para o cardápio, vi algo diferente do usual – talvez efeito de <span style="text-decoration: underline;">recente discussão na mídia(</span> Este tema está presente no filme &#8220;Super Size Me &#8211; A dieta do Palhaço&#8221;, de Morgan Spulock, onde o próprio diretor passa 30 dias comendo apenas no McDonald&#8217;s), sobre a saúde das pessoas que consomem <em>fast food</em> com freqüência –: saladas dos mais variados tipos, com toda espécie de legumes e verduras. Vale aqui uma importante observação: as saladas são servidas com aparência e frescor sem igual, como se tivessem sido recém colhidas. Isto desmontou todo o planejamento de logística que eu havia imaginado, e acabei deixando a idéia de lado. </span></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;"><span lang="pt-BR"> Seguindo viagem e atravessando então a Califórnia de norte a sul, desta vez num veículo mais lento – e também mais próximo do chão –, pude ver, em detalhes, como os             <em>belts</em> são organizados, com centros de processamento e distribuição dos produtos, muitas vezes comprados por intermédio de associações de produtores. Mas, o fato que mais me espantou foi quando passei ao lado de uma plantação de repolho. A pergunta que deve estar em sua cabeça é: &#8220;o que pode haver de tão espantoso em uma plantação de repolho?&#8221;. Primeiramente, a organização da lavoura: eram visualmente perceptíveis, várias e diferentes áreas, em diversos estágios de plantio, de modo a garantir a disponibilidade do vegetal o ano todo. Depois, a colheita, que não só é feita diariamente, como há também, especialmente para esse fim, um veículo com um compartimento refrigerado que acompanha a retirada das cabeças de repolho. Estas são selecionadas, tendo suas folhas machucadas removidas, e sendo refrescadas e limpas com um <em>spray </em>de água. Não bastasse essa estrutura, ainda tem mais: as cabeças de repolho são acomodadas em embalagens plásticas &#8211; semelhantes às embalagens existentes nos supermercados brasileiros -, e armazenadas no refrigerador.</span></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;"><span lang="pt-BR"> Então, fica fácil imaginar como é feita a locomoção dos repolhos, embalados e resfriados – não congelados – até um centro de distribuição, que faz a entrega dos produtos todos os dias, durante a madrugada nos pontos de venda. Assim, a maior cadeia de<em> fast food</em> do mundo tem abastecimento garantido do ingrediente para quatro tipos de saladas diferentes, estando pronta para atender a mais de 50 milhões de consumidores, todos os dias, o que equivale a cerca de 34.000 vendas por segundo. </span></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;" lang="pt-BR">Isto é ir além de enxergar apenas a situação individual de um produtor. É enxergá-lo como participante de uma cadeia produtiva, alinhando ações de produção, atacado e varejo, otimizando custos e produtividade, remunerando todas as atividades envolvidas, desde a colheita do repolho até o momento da compra da McSalad pelo consumidor. Que o consumidor seja a peça chave para a sobrevivência do fazendeiro, dos peões, dos caminhoneiros, atendentes e acionistas da multinacional, não há dúvidas.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; text-align: justify; font-family: Bookman Old Style;" lang="pt-BR">Historicamente, temos diversos exemplos de domínio de tecnologia de ponta e do poderio financeiro dos ianques, mas estas características,vinculadas a várias outras, são oriundas de uma qualidade marcante deste povo: o planejamento estratégico e a capacidade de pensar a longo prazo. Enxergando a importância da organização da produção, o planejamento estratégico dos cultivares e a estruturação da cadeia produtiva, os bons resultados são certos.</p>
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		<title>A estratégia na empresa rural</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 21:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[empresa]]></category>
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		<description><![CDATA[Matéria publicada na Revista Lida de Julho de 2006
Conheça a importância desta ferramenta essencial para o sucesso de qualquer negócio.
Neste mês o assunto é a profissionalização da gestão rural, e já que estamos falando sobre temas como rentabilidade e tomada de decisão, vamos tratar agora do tema central e primordial da gestão, o Planejamento Estratégico.
Antes [...]


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<p><span style="font-family: Book Antiqua,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><small>Conheça a importância desta ferramenta essencial para o sucesso de qualquer negócio.</small></strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Neste mês o assunto é a profissionalização da gestão rural, e já que estamos falando sobre temas como rentabilidade e tomada de decisão, vamos tratar agora do tema central e primordial da gestão, o Planejamento Estratégico.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Antes de mais nada, é preciso que haja a compreensão dos chamados níveis de gestão, onde o nível             <strong>estratégico</strong> é voltado para as atividades de direção. As decisões se dão no alto escalão da empresa e geram atos cujo efeito é duradouro e mais difícil de inverter. Exemplos: Qual área irei destinar para pecuária, e qual para a agricultura? Qual cultura utilizar, em que prazos? Qual o preço de venda da soja na BM&amp;F, na data da colheita? Logo abaixo temos o nível             <strong>tático</strong>, que envolve as atividades de gerência. As decisões táticas se dão nos escalões intermediários e geram atos de efeito a prazo mais curto, de menor impacto no funcionamento geral da empresa. Exemplos: O motor de um trator queimou, o que fazer? Um funcionário adoeceu, como ajustar a escala? E ao final, mas abaixo, temos o nível             <strong>operacional</strong>, compreendendo as atividades de execução. As decisões operacionais estão ligadas ao controle e atividades operacionais da empresa. Exemplos: Quanto de adubo foi gasto na invernada 3-B? Quem estará de turno no dia 28/07?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Após a compreensão destes graus de gestão, iremos abordar mais a fundo o conceito de planejamento estratégico. Diversos autores e gurus da administração têm suas próprias definições do termo, mas não iremos nos prender a jargões técnicos, e utilizarei apenas uma definição, pura e simples: o Planejamento Estratégico é a definição do caminho que a empresa irá seguir.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Este caminho, em termos mais práticos, pode ser traduzido nos objetivos da empresa. Os objetivos podem ser metas específicas, como: Em três anos, remunerar o capital investido em 15% ao ano, ou em 5 anos, arrematar 2.500 cabeças/ano, ou também atingir níveis de prenhez acima de 90%, entre vários outros, ajustados ao perfil e às necessidades do proprietário da empresa.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A definição destes objetivos é um processo relacionado ao nível <strong>estratégico</strong> da empresa, onde a direção da empresa, os acionistas ou o próprio produtor devem se preocupar em definir primeiramente qual é o seu negócio, definindo quais as atividades que irá desenvolver. Depois vem a parte citada acima, da definição dos objetivos da empresa, ou seja, esta atividade será desenvolvida buscando produtividade, status ou rentabilidade?</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A partir do momento que se tem isto definido, todas as outras atividades, tanto as gerenciais (ou <strong>táticas</strong>) como as             <strong>operacionais</strong>, serão balizadas pelos objetivos da empresa. Por exemplo, a missão do McDonald’s é de servir alimentos de qualidade com rapidez e simpatia, num ambiente limpo e agradável. Alguém já entrou num restaurante deles que estivesse sujo? Certa vez foi realizada uma promoção que se não entregassem seu pedido em até 45 segundos, você não precisava pagar. Isto é excelência empresarial, e esta missão norteia todas as ações dentro do McDonald’s, sejam as de cunho             <strong>estratégico</strong> (onde abrir uma nova loja, sugestão de novo layout de loja), ou as de nível <strong>tático</strong> (contratação de funcionários, melhorias no processo organizacional), ou as atividades <strong>operacionais</strong> (limpar o chão, servir o lanche).</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Este papo de missão da empresa, que muitas vezes é visto com maus olhos, tem exatamente essa função, de alinhar todas as ações da empresa num único sentido. Buscando tornar isto mais prático, se o meu objetivo na fazenda é atingir nível de prenhez acima de 90%, obtendo excelência em fertilidade, cada vez que um funcionário meu for colocar sal no cocho, ele tem de saber que aquela ação dele está focando, de maneira indireta, a melhora da alimentação dos animais, nutrindo as fêmeas para que estejam preparadas para a fertilização. E isto se estende a todas as ações dentro da propriedade rural, em qualquer um daqueles três níveis citados repetidas vezes nos parágrafos acima.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">No clima de mudanças de paradigma, e principalmente em tempos de crise (quando o fluxo de caixa da empresa fala por ela), para as pessoas que tem interesse em crescer e ter sucesso em sua atividade, colocar esta questão em perspectiva é meio caminho andado. O outro meio do caminho fica por conta da qualidade da alta diretoria da empresa colocar essa missão na cabeça de cada um dos funcionários da empresa.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Existe uma alegoria já clássica na administração, retirada do também clássico livro de Lewis Carrol, “Alice no País das Maravilhas”, que ilustra muito bem a questão da necessidade de se traçar objetivos. Em certa altura de suas andanças, a pequena e ingênua Alice encontrou uma encruzilhada, e perguntou ao gato chamado Gato, qual era o caminho correto. Extremamente sorridente (e parcialmente invisível), este rebateu: “Para onde queres ir?”. Alice respondeu que não sabia, obtendo como resposta, numa irritante frase utilizando a segunda pessoa do singular: “Pegues qualquer um, pois se não sabes onde queres ir, qualquer caminho é o correto”.</p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Como acredito que os produtores não queiram seguir no ano que vem o caminho da “paralisação pacífica do escoamento dos produtos agropecuários”, conforme panfletagem nas principais rodovias do país (Grito do Campo, em Abril/Maio de 2006), é importante que cada um saiba exatamente para onde quer ir!</p>
<p>Não se esqueça de conhecer nosso portal completo de informações sobre <a href="http://www.administracaoegestao.com.br">Administração e Gestão</a>.</p>


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		<title>A rentabilidade na atividade rural &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 21:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estratégia Rural]]></category>
		<category><![CDATA[atividade rural]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
		<category><![CDATA[rentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta matéria foi publicada na Revista Lida em Junho de 2006
&#8220;Fazendeiro não é produtor rural, é dono de terra!&#8221;
Este artigo é continuação do texto “A Rentabilidade na Atividade Rural”, publicado na Lida Agro Revista, na edição de maio de 2006, onde foram apresentados dados sobre a rentabilidade, ou a taxa de retorno na atividade rural. [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta matéria foi publicada na Revista Lida em Junho de 2006</p>
<p><span style="font-family: Book Antiqua,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><small>&#8220;Fazendeiro não é produtor rural, é dono de terra!&#8221;</small></strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Este artigo é continuação do texto “A Rentabilidade na Atividade Rural”, publicado na Lida Agro Revista, na edição de maio de 2006, onde foram apresentados dados sobre a rentabilidade, ou a taxa de retorno na atividade rural. Na análise houve uma série de cálculos, e ocorreu inclusive um erro de digitação, e transcrevo abaixo o segundo parágrafo da quinta coluna, ressaltando o erro:</p>
<p class="western" style="font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A influência do risco pode ser observada quando analisamos a diferença na variabilidade dos preços de terras de pastagem formada – que subiram cerca de 99% entre 2002 e maio de 2004, e caíram 13,53% de maio de 2004 a agosto de 2005 – e a variação de terras agrícolas de alta produtividade, que, no mesmo período tiveram uma alta de 137% e posterior queda de <span style="text-decoration: underline;"><strong>39,78%</strong>.</span></p>
<p class="western" style="font-family: Bookman Old Style;">É claro que eu poderia ter feito apenas uma errata, mas meu propósito nesta continuação é relembrar este parágrafo, atribuindo a questão do risco à variação do preço. Se você observar, quando tivemos uma alta de preços nos produtos agrícolas e pecuários, a terra de lavoura subiu um terço a mais, e no momento onde os produtos tiveram uma baixa, caiu três vezes mais. Mas além do aspecto risco estar diretamente ligada à variabilidade dos preços dos             <em>commodities</em> produzidos nestas terras, também quero citar a questão da valorização ou desvalorização da terra.</p>
<p class="western" style="font-family: Bookman Old Style;">A crença é, assim como nos bons terrenos urbanos, de que os preços das terras sempre sobem. Os argumentos são vários, assim como em qualquer boletim de preço de soja, seja do MNP (Movimento Nacional dos Produtores), do CNA (Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária), ou qualquer outra das grandes agências com analistas de mercado. Onde quero chegar, e isto vem sendo apresentado nos últimos três artigos nesta revista, é que alguns paradigmas mudaram. Da mesma maneira que ouvimos falar das empresas de alta tecnologia, as multinacionais, ou aquele “papo” de era do conhecimento, essa realidade atinge também as empresas (sim, empresas!) rurais. Se estas não se adaptarem à nova conjuntura, no ano que vem teremos novo protesto em Brasília, clamando por rolagem de dívida e políticas monetárias ortodoxas, para apreciação do câmbio.</p>
<p class="western" style="font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A proposta aqui é apresentar uma visão diferente, onde se parte do pressuposto de: Se a remuneração sobre o patrimônio de minha atividade, seja ela pecuária, lavoura ou arrendamento é próxima de 5% ao ano, em condições extremamente favoráveis, porque não fechar toda a operação, vender a terra, aplicar no banco, e receber 15,75% ao ano, sem risco? A argumentação entra não em discutir se você remunera 2, 3 ou 5% sobre o patrimônio, mas enxergar qual é seu negócio mais rentável.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A defesa para esta argumentação sempre foi a valorização da terra, que pode fazer toda a diferença no resultado final. Busquei alguns dados no Agrianual (com 20 anos de histórico 1985 a 2005) para justificar este argumento, e levantei algumas informações interessantes. Se analisarmos os preços de terras de lavoura nestes 20 anos, tivemos momentos de alta em baixa, mas ao final um resultado de variação positiva, de 3,18% ao ano (em dólar), e de 1994 a 2005 (11 anos) 12,06% ao ano, em reais. Se somarmos os 5% aos 12,06% ao ano, temos 17,06%, acima do nosso custo de oportunidade, os 15,75% que, lembrando, são obtidos sem risco. Portanto, mais retorno advém de maior risco, é importante melhorar a rentabilidade rural, pois a longo prazo esta taxa tende a diminuir, como podemos observar quando analisamos os 20 anos de histórico. Mas sem dúvida, quando ¾ da rentabilidade da empresa vem de uma só atividade, chamamos isto do negócio da empresa.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Algumas pessoas, quando vão fazer suas análises de valorização da terra (as que fazem, ao menos), utilizam como justificativa períodos como o de 1999 a 2004, quando houve uma alta de 600% nos preços das terras de lavoura, ou 47,58% ao ano. Com certeza períodos especulativos como estes geram bons resultados de valorização patrimonial, assim como o IBOVESPA teve uma alta de 97% em 2003, mas para a análise mais realista, devemos encarar o longo prazo.</p>
<p class="western" style="font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Mais uma vez, estes números são pilares para sustentar a argumentação de que algumas máximas ainda citadas devem passar pelo crivo do senso crítico e análise fria, e não apenas tomadas como verdadeiras. O <span style="text-decoration: underline;">psicólogo</span> Daniel Kahneman ganhou o Prêmio Nobel de <span style="text-decoration: underline;">Economia</span> em 2002, pois provou que as pessoas não são nada racionais quando o assunto é dinheiro.</p>
<p class="western" style="font-family: Bookman Old Style;" align="justify">O cenário extremamente negativo do negócio rural no país ainda não tem hora para voltar a antigos patamares, mas qualquer atividade econômica deve ser analisada caso a caso, e números e dados não faltam para balizar as ações. E sem dúvida, a profissionalização da gestão rural é eminente, incluindo a compreensão de novas realidades, sendo algumas delas:</p>
<ul style="font-family: Bookman Old Style;">
<li>
<p class="western" align="justify">A dinâmica da formação 	de preço de commodities</p>
</li>
<li>
<p class="western" align="justify">A necessidade da utilização 	de mecanismos de travas de preço</p>
</li>
<li>
<p class="western" align="justify">A compreensão do Retorno 	sobre o Patrimônio (ROA)</p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Não serei tão duro e enfático como o jornalista José Roberto Caetano, em seu artigo “O ponto vulnerável da agricultura”, publicado na Revista EXAME, nº 866, de 26/4/2006, que usou palavras como fiasco ou falta de independência, referindo-se a gestão financeira da grande maioria dos produtores rurais no país, mas acredito na importância de deixar um comichão atrás da orelha, colocando a questão em perspectiva.</p>
<p>Não se esqueça de conhecer nosso portal completo de informações sobre <a href="http://www.administracaoegestao.com.br">Administração e Gestão</a>.</p>


<p>Textos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.administracaoegestao.com.br/administracao-rural/a-rentabilidade-na-atividade-rural/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A rentabilidade na atividade rural'>A rentabilidade na atividade rural</a></li><li><a href='http://www.administracaoegestao.com.br/administracao-rural/a-estrategia-na-empresa-rural/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A estratégia na empresa rural'>A estratégia na empresa rural</a></li><li><a href='http://www.administracaoegestao.com.br/administracao-rural/administracao-financeira-rural/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Administração Financeira Rural'>Administração Financeira Rural</a></li><li><a href='http://www.administracaoegestao.com.br/administracao-rural/a-bolsa-e-arriscada/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A Bolsa é arriscada?'>A Bolsa é arriscada?</a></li><li><a href='http://www.administracaoegestao.com.br/administracao-rural/administrador-rural-desafios-da-crise-para-o-profissional/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Administrador Rural &#8211; Desafios da Crise para o profissional'>Administrador Rural &#8211; Desafios da Crise para o profissional</a></li><li><a href='http://www.administracaoegestao.com.br/administracao-rural/comprar-cafe-e-queimar-nunca-mais/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Comprar café e queimar? Nunca mais!'>Comprar café e queimar? Nunca mais!</a></li><li><a href='http://www.administracaoegestao.com.br/administracao-rural/o-biodiesel-sob-uma-otica-economica/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O Biodiesel sob uma ótica econômica'>O Biodiesel sob uma ótica econômica</a></li></ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A rentabilidade na atividade rural</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 21:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estratégia Rural]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
		<category><![CDATA[rentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[rural]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada na Revista Lida de Maio de 2006
Entenda as implicações do capital imobilizado em seus resultados financeiros
Pesquisando alguns dados no Agrianual* 2006, mais especificamente na pesquisa de preços de terras (em reais por hectare) realizada durante vários meses do ano, podem ser observadas algumas informações interessantes.
Primeiramente, numa análise de longo prazo, com dados de [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada na Revista Lida de Maio de 2006</p>
<p><span style="font-family: Book Antiqua,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><small>Entenda as implicações do capital imobilizado em seus resultados financeiros</small></strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">Pesquisando alguns dados no Agrianual* 2006, mais especificamente na pesquisa de preços de terras (em reais por hectare) realizada durante vários meses do ano, podem ser observadas algumas informações interessantes.</span></p>
<p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">Primeiramente, numa análise de longo prazo, com dados de 1989-2005 para o estado de São Paulo, de 1998-2004 para os Estados Unidos, e mais especificamente para o Mato Grosso do Sul, de 2002-2005, podemos enxergar algumas relações e correlações interessantes. A correlação** entre os preços de terra de lavoura em São Paulo, e na região do <em>Corn Belt</em> americano é de 94,98%, o que demonstra que o comportamento de preço de ambas as regiões sofre influências parecidas. Ou seja, por se tratarem de commodities, a relação pode ser explicada pela variação do preço de venda dos <em>commodities</em>.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">Mas o que o preço dos             <em>commodities</em> tem a ver com o preço da terra? Em 1960, William Sharpe desenvolveu um modelo de precificação de ativos chamado CAPM***, que é um modelo de precificação de ativos (no caso deste texto, o preço da terra), que leva em consideração a geração de fluxo de caixa (quantos reais aquele ativo gera anualmente), e o nível de risco da operação (risco este sendo a variação do fluxo de caixa, numa análise ano a ano).</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">Na análise da correlação dos preços de terra agrícola de alta produtividade no Mato Grosso do Sul com o preço médio da soja, de 2002 a 2005, verifica-se um índice de 87,91%, que indica que a variação do preço da terra tem alta relação com a geração de capital em uma propriedade rural. Este índice confirma a utilidade da aplicação do CAPM, e a afirmação de que um ativo só tem valor se gerar renda.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">Atualmente há vários termos novos e americanizados, mania de “gringo”, mas falaremos agora do conceito de ROA (<em>Return Over Asset</em>), ou Retorno sobre o Ativo Total. Para calcularmos o ROA de qualquer empresa, enxergando sua propriedade rural como uma organização que visa lucro, divide-se o Lucro Líquido (depois do Imposto de Renda) pelo Ativo Total, onde este último é a soma de todos os ativos da empresa (bens e direitos). E para um produtor rural, qual bem tem a maior participação no Ativo? Isso mesmo, é no Ativo Permanente que é contabilizado o valor do maior patrimônio do proprietário rural, que é a terra.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">O objetivo aqui é mostrar a importância da relação risco-retorno para o produtor e implantar a cultura do pensamento empresarial, para a firma rural. Qual é o ROA de sua empresa? Alternativo às atividades mais tradicionais, pecuária extensiva, lavoura de soja, milho, entre outras. Existe a crença de que o arrendamento da terra é uma boa opção para geração de renda (fluxo de caixa positivo), mas se calcularmos uma remuneração líquida (livre de imposto de renda) de 8,5 sacas de soja por hectare, com a saca a um preço de R$ 21,00, são R$ 178,50/ha, que quando se calcula o ROA sobre uma terra de R$ 5.384,50, obtemos o percentual de 3,31% ao ano.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">No mercado financeiro, sempre que é tomada uma decisão de investimento na implantação de um novo projeto, é calculado o custo de oportunidade, que é, basicamente, o quanto a empresa poderia remunerar aquele capital, sem risco. No Brasil, o índice mais utilizado para comparar a taxa de retorno é o CDI. Na última reunião do COPOM, os juros anuais foram reduzidos para 15,75% ao ano, e aqueles mesmos R$ 5.384,50 investidos em um CDB que pague, digamos, 90% do CDI, iria gerar uma renda de R$ 610,60 (já livre de 20% de Imposto de Renda na fonte), equivalente a 29 sacas. Esta renda, se comparada com a renda de uma lavoura de soja, é realmente um bom negócio, já que a título de exemplo, de acordo com os dados do Agrianual 2005, uma lavoura de soja que colheu 30 sacas por hectare em 2004 e com preço de venda da soja a R$ 44,10, gerou uma rentabilidade bruta média de R$ 125,00 por hectare, que descontado 15% de Imposto de Renda, é R$ 106,25, calculado sobre somente nosso ativo, a terra de R$ 5.384,50, obtemos o percentual de 1,97% ao ano.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">O que todos estes números querem dizer? Comparando com nossa conta de num cenário extremamente positivo obtermos um ROA de 3% ao ano, será que vale a pena manter toda a estrutura de uma lavoura ou pecuária (seus tratores e benfeitorias entram na conta do Ativo Total, piorando sua rentabilidade), com o risco também do clima não ser propenso, ou do câmbio cair, ou do arrendatário não pagar, entre outros problemas já “velhos conhecidos”, para remunerar o capital abaixo do nosso custo de oportunidade? Sua empresa (e o exemplo vale para as rurais ou as urbanas) paga mais de 15,75% ao ano sobre seu Ativo Total?</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">Olhando sob outra perspectiva, agora para a parte do risco, e considerando que o ativo (terra) é valorizado de acordo com a capacidade deste de gerar fluxo de caixa, qualquer produtor percebe a diferença no lucro líquido quando vende a soja a R$ 44,10 a saca ou quando vende, desolado por não ter fechado um contrato futuro a R$ 38,25 quando teve chance, a míseros R$ 21,00 por saca de 60 kg.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">A influência do risco pode ser observada quando analisamos a diferença na variabilidade dos preços de terras de pastagem formada, que subiram cerca de 99% de 2002 a maio de 2004 e caiu 13,53% de maio de 2004 a agosto de 2005, e a variação das terras agrícolas de alta produtividade, no mesmo períodos foi de uma alta de 137% e posterior queda de 13,53%.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">Estes dados demonstram uma relação que é real também no mercado financeiro, de que o maior retorno é oriundo de uma maior exposição ao risco, refletindo isso no nível de risco das duas atividades.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"> Esta noção dos conceitos básicos de Contabilidade e Administração Financeira não deve ser utilizada apenas para, ao final da safra, seu balança ficar correto, mas sim servir como critério de tomada de decisão dentro de sua empresa. Analisar a relação retorno-risco também deve servir como base para um planejamento financeiro, para que o produtor rural não caia na armadilha de buscar pagar o mínimo de imposto possível, e sim gerar um fluxo de caixa não só positivo, mas acima de seu custo de oportunidade, não esquecendo de se considerar os riscos envolvidos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"> No próximo artigo discutiremos o outro lado da moeda, que mostra a ótica que o proprietário rural deve ter, compreendendo que a atividade da pecuária, lavoura ou arrendamento, é sua atividade secundária (em termos financeiros), já que a principal fonte de remuneração é (por enquanto) a valorização da terra.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>*</strong> O Agrianual é o anuário agrícola da FNP. Mais informações em http://www.fnp.com.br. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>**</strong> A correlação é uma medida estatística que indica a força e a relação entre duas variáveis. 100% indica uma correlação perfeita, e –100% indica uma correlação inversa.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>***</strong> CAPM: Capital Asset Pricing Model, ou Modelo de Precificação de Ativos. É um modelo de Finanças Corporativas utilizado para valorar um ativo, de acordo com a capacidade deste de gerar fluxo de caixa positivo, associando este retorno a um nível de risco.</span></p>
<p>Não se esqueça de conhecer nosso portal completo de informações sobre <a href="http://www.administracaoegestao.com.br">Administração e Gestão</a>.</p>


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		<title>A Bolsa é arriscada?</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 21:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estratégia Rural]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[hedge]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[risco]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta matéria foi publicada na Revista Lida de Abril de 2006
Você não imagina o risco de ter soja armazenda&#8230;
No artigo anterior, foi apresentada uma visão diferente, de como acontece a dinâmica dos preços nos mercados, que exige uma atuação mais arrojada dos produtores rurais, frente à comercialização de seus produtos. Há anos os produtores vêm melhorando [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta matéria foi publicada na Revista Lida de Abril de 2006</p>
<p><span style="font-family: Book Antiqua,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><small>Você não imagina o risco de ter soja armazenda&#8230;</small></strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">No artigo anterior, foi apresentada uma visão diferente, de como acontece a dinâmica dos preços nos mercados, que exige uma atuação mais arrojada dos produtores rurais, frente à comercialização de seus produtos. Há anos os produtores vêm melhorando suas técnicas de manejo, a qualidade genética do rebanho, ou da lavoura, ou o controle de seus custos produtivos, mas não têm tido a devida preocupação com o aspecto do preço dos produtos. Quem manda no preço de venda da sua produção não é o governo, que pode estocar, comprar ou vender os produtos ou o dólar para tentar melhorar a cotação; o mundo é globalizado, e o valor destes produtos ou desta moeda oscilam única e exclusivamente devido à variação da oferta e demanda real pelo produto, ou no caso do dólar, pela moeda.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Nesta edição é mostrada aos leitores uma ferramenta centenária, que pode ser utilizada para se proteger desta realidade (que é inevitável), melhorando os resultados sistematicamente. Não é uma solução para ganhar dinheiro rápido, mas é algo que irá mudar consideravelmente seus retornos, e o nível de risco do negócio. Esta ferramenta é muito difundida nos Estados Unidos e na Europa, mas no Brasil ainda carrega uma grande carga de preconceito e descaso. Não estamos falando de nenhuma técnica de produção, de redução de custos ou de aumento de produtividade. Estes são requisitos para qualquer produtor rural que queira continuar neste complexo ramo, ano após ano. A ferramenta citada são os contratos futuros agropecuários.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Poderíamos traçar as origens dos contratos futuros até o tempo dos Gregos Antigos, ou aprimorados pelos fenícios, mas a história dos mercados futuros como hoje o conhecemos começou em Chicago, nos Estados Unidos, no começo do século XIX. A cidade dos ventos é localizada na base dos Grandes Lagos, próxima à grandes latifúndios e criatórios de gado do meio-oeste americano, dando à cidade uma vocação para o transporte, distribuição e comercialização da produção agrícola.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Excedentes produtivos, ou a falta destes produtos agrícolas, causava (e causa) flutuações caóticas nos preços. Isso levou ao desenvolvimento de um mercado que permitia produtores, empresas processadoras e também especuladores, comercializar os produtos através de contratos             <em>a priori</em>, ou com pagamento adiantado, para remover o risco de mudanças de preço adversas.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Em 1948, foi formada a primeira bolsa de mercados futuros do mundo, a Chicago Board of Trade (CBOT). A comercialização era feita originalmente através de contratos firmados antes da entrega do produto, e o primeiro contrato (de milho), foi escrito em 13 de março de 1851. Em 1865, foram introduzidos os contratos futuros padronizados, também chamados, <em>commodities</em>.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">E o que são exatamente <em>commodities</em>? É um termo muito utilizado, mas na maioria das vezes, mesmo quem utiliza o termo desconhece a real natureza ou o significado da palavra inglesa.             <em>Commodity</em> é algo que tem um valor, é de qualidade e especificação uniforme, e é produzido em grandes quantidades, por vários produtores diferentes, sendo que os itens produzidos por cada um dos participantes é considerado equivalente. É um contrato, e seus padrões estabelecidos que definem o <em>commodity</em>, e não qualquer qualidade inerente ao produto em si.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Mas como eu, sendo um produtor rural, posso utilizar este conhecimento a meu favor? Para quem não observou ainda, a intenção é proteção de preços. Alguém pode questionar da proteção (ou <em>hedge</em>) de preços, pelo fato de que em alguns anos, existem altas exorbitantes nestes, permitindo ganhos astronômicos. E aqui caímos novamente na nova visão sobre a dinâmica dos preços, e partindo do pressuposto de que não podemos prever os preços (embora diariamente recebemos relatórios falando sobre a alta nos preços), a eliminação sistemática do risco traz um ganho efetivo para o negócio.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Os contratos futuros podem ser utilizados para os produtores rurais para fazer entrega física do produto para a bolsa, embora isso aconteça apenas em 2% dos contratos negociados. A principal vantagem de utilizar os contratos é proteger-se da oscilação. Você pode, por exemplo, fazer um hedge do preço da soja, para proteger-se da variação do preço, antes mesmo de começar o plantio, e se você conhecer bem seus custos produtivos, já sabe de início quanto vai ganhar nesta safra. É desnecessário comentar sobre os benefícios deste tipo de conhecimento.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Vamos exemplificar o uso da ferramenta, de acordo com o caso acima. Um produtor de soja tinha 200 hectares disponíveis para o cultivo da soja, em agosto de 2005. Considerando que seu custo de produção orçado estava em R$29,00 por hectare e sua produtividade média era de 40 sacas por hectare, a previsão era de que, em março de 2006 ele tivesse 8.000 sacas de 60 kg de soja para comercializar. Buscando o preço de venda local na época, este estava em R$ 28,89. No mercado futuro, cotado em dólar na BM&amp;F (Bolsa Mercadoria &amp; Futuros, a bolsa agropecuária do Brasil), o preço da soja para março de 2006 era de U$ 15,00, o dólar era R$ 2,55, fechando um valor final em R$ 38,25. Se o agricultor realizasse a trava da soja, e também do dólar, já que o preço de venda é vinculado ao dólar, ao final de 8 meses, fecharia um lucro operacional de 31,89%. Já se fizesse como outros produtores, e deixasse o preço livre para oscilar, neste exemplo venderia a soja a R$ 20,50, com um prejuízo operacional de 29,31% (vale ainda lembrar das despesas administrativas e salários dos gerentes de escritório). Para este exemplo, o produtor precisaria depositar uma margem de cerca de R$ 45 mil para garantir a operação (esta margem garante que o produtor não será lesado, mesmo se os preços despencarem). Esta margem pode ser, por exemplo, um CDB pré-fixado que renderia em 8 meses cerca de 8,2%, ou R$ 3.700,00.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">É desnecessário citar mais exemplos, pois também cada produtor, cada cultura, cada época do ano, tem uma realidade bastante diferente, e é importante que exista uma preocupação com o aspecto essencial da produção agropecuária, a dinâmica dos preços.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">O importante é compreender a questão do risco, e como eliminá-lo. Muitos produtores preferem apenas destacar o caso Naji Nahas (que causou uma quebra na bolsa no final dos anos 80), e utilizá-lo como motivo para não aderir aos contratos futuros. Mas a situação atual, e temos uma crise de preços que está para completar 2 anos de vida como prova, não permite mais que amadores continuem no mercado.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Se alguém diz que a bolsa é algo arriscado, provavelmente não faz idéia do risco que está correndo, quando deixa o grão armazenado no silo, ou o gado no pasto, estando livre à oscilação da oferta e demanda. Quem sabe muito disso são os pecuaristas, que mesmo vacinando seu gado corretamente contra a febre aftosa, sabem muito bem o tamanho do tombo em suas margens de lucro nos últimos meses. Os pecuaristas que conhecem os contratos futuros agropecuários, mas não aderiram, devem estar pensando: “Antes eu tivesse fechado uns contratinhos&#8230;”, ainda mais quando ficam sabendo de colegas do interior de São Paulo que estão vendendo um gado muitas vezes de menor qualidade, por cerca de R$ 72,00.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Lembre que você tem que sempre observar se não existe uma influência do dólar no preço do seu produto (sim, quase todos sofrem deste “mal”), pois não adiantaria nada, no exemplo citado, você ter travado a soja a U$ 15,00, com o dólar caindo de R$ 2,55 para R$ 2,16.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Para mais informações sobre como fazer um <em>hedge</em> (o termo para a “trava” de preços), consulte uma corretora em seu estado, ou um consultor de mercado, mas lembre de esclarecer para ele que você entende a dinâmica dos preços agropecuários (se não entende, um bom começo é o artigo da última edição da Revista Lida, citado no começo deste texto).</p>
<p>Não se esqueça de conhecer nosso portal completo de informações sobre <a href="http://www.administracaoegestao.com.br">Administração e Gestão</a>.</p>


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		<title>Comprar café e queimar? Nunca mais!</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 21:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estratégia Rural]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuários]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
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		<category><![CDATA[preços]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta matéria foi publicada na Revista Lida de Março de 2006
Uma nova visão sobre a dinâmica dos preços dos produtos agropecuários
Muito ainda se discute sobre a possibilidade da entrada da cana no cenário da produção estadual. Há discussões nos meios rurais sobre os incentivos do governo, a chegada das usinas no estado, e todos os [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta matéria foi publicada na Revista Lida de Março de 2006</p>
<p><span style="font-family: Book Antiqua,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><small>Uma nova visão sobre a dinâmica dos preços dos produtos agropecuários</small></strong></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Muito ainda se discute sobre a possibilidade da entrada da cana no cenário da produção estadual. Há discussões nos meios rurais sobre os incentivos do governo, a chegada das usinas no estado, e todos os pontos importantes que devem ser levados em conta quanto à aquisição de uma nova área de cultura, ou uma decisão de mudança de cultivo, e todas as conseqüências decorrentes da decisão.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Entre os aspectos positivos, destaco primeiramente o aumento da demanda de álcool anidro (aditivo da gasolina) para o consumo dos veículos bicombustível, que em Janeiro de 2006 representaram 77,88% dos carros novos vendidos, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Outro ponto importante é quanto ao incentivo dado pelo Governo Nacional através do Programa Nacional do Biodiesel, que cria uma nova e forte demanda pelo álcool e pelos subprodutos da cana, que podem ser usados como matéria-prima do combustível alternativo.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">O que não podemos deixar de alertar é quanto à degradação da terra de cultivo após a implantação da cana, que necessita de altos investimentos, para que não haja um desgaste e esse comprometa a produtividade. Esta diminuição na qualidade da terra é referente não só à plantação de cana-de-açúcar, mas também de qualquer outra cultura que seja implantada no local.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Mas o objetivo deste artigo é abordar outra ótica da instalação das usinas de álcool no cenário agropecuário do Mato Grosso do Sul. Esta nada tem a ver com as estatísticas de produtividade, escolha de melhores cultivares, ou técnicas de plantio, e seus comentários podem ser extrapolados e aproveitados não só na decisão do plantio da cana, mas para a grande maioria dos produtos de origem agropecuária.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Os produtos oriundos da cana-de-açúcar, o álcool anidro, o álcool hidratado e o açúcar têm dinâmicas de preços e demandas diferentes. Atender estes três principais mercados, sem oscilações significativas, exige muito planejamento e uma gestão profissional. Durante séculos isso foi feito pelo governo, mas num processo que durou toda a década de 90, esta responsabilidade foi repassada integralmente ao setor privado. Hoje prevalece o regime de livre mercado, (quase) sem subsídios, e definem-se os preços de açúcar e álcool de acordo com as variações de oferta e demanda, numa relação direta.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Caso semelhante ocorre no valor do dólar comercial, onde o governo tenta, durante períodos de crise, comprar dólares para segurar o preço da moeda. Um exemplo disto pode ser observado se analisarmos o período de julho de 2002, quando o valor do dólar oscilava entre R$ 3,00 e R$ 4,00 e começou um movimento de desvalorização, e então o governo entrou comprado milhares e milhares de dólares buscando manter o preço naqueles níveis. Até que em junho de 2003 a cotação atingiu o patamar de R$ 2,80, onde permaneceu até maio de 2004, quando a moeda retornou ao nível de R$ 3,20. Neste período tivemos novas compras, onde o país praticamente queimou as reservas nacionais (o dólar é o lastro da economia), já que em maio de 2005 o dólar já atingia os níveis de R$ 2,40. De lá para cá tivemos mais uma queda que chegou até R$ 2,20, e no início de janeiro deste ano, mesmo com novas compras do governo, que insiste em queimar nossas reservas, estamos chegando a R$ 2,15, com previsão de atingir R$ 2,00.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Alguns produtores rurais do país ainda não enxergam a insalubridade do governo ao tentar segurar um movimento natural, que depende única e exclusivamente da oferta e demanda dos produtos (no caso o dólar como contrato de compra e venda). Não existe a percepção de que este não é o caminho, já que estas decisões não trazem resultado algum pra economia, exceto a impressão de que o preço está voltando aos patamares anteriores por uma alta de 0,1% em um determinado dia (conhecido no mercado como correção de preços, outro comportamento vinculado à oferta e demanda do produto). Mais complicada é a posição de algumas das corretoras, que utilizam da informação de que o governo aportou 200 milhões de dólares (lembra do 0,1% naquele determinado dia) para segurar o dólar, e o que muitos não sabem é que isto normalmente indica o começo de uma nova baixa.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Quando se fala no produtor rural, este não enxerga a situação do dólar, até porque este deveria poder confiar nas grandes empresas do setor financeiro nacional. É importante que se saiba também que o mesmo tipo de comportamento acontece com o preço de seu <em>commodity**</em>, seja este a cana, o boi gordo, a soja, o milho, o café, entre inúmeros outros.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Este artigo sugere que de nada adianta ter o melhor manejo, a melhor genética, a melhor produtividade, se o preço de venda do produto não paga os custos de produção. A postura normal do produtor é culpar o governo por não segurar o preço da soja, do milho, do arroz, etc.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A idéia é demonstrar que não é uma opção do governo, possa ele aportar R$ 800 mil, ou R$ 400 milhões na compra de estoques, pois quem define o preço é o mercado, mais especificamente, a oferta e a demanda do produto. A não ser na década de 30, quando o governo getulista tinha reservas o suficiente para estocar, e depois queimar café, esta prática não funciona mais. O mundo hoje é globalizado, e dependemos muito mais da economia externa, da oferta e demanda mundial dos produtos, do que dependíamos na era Vargas.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Ou você nunca se perguntou por que a Petrobrás, perto de produzir tudo o que o país consome de petróleo, sempre vende seus produtos de acordo com o preço do barril de petróleo mundial, mesmo com um custo de produção ínfimo?</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;">No próximo artigo você verá como se proteger nesta nova realidade, através de uma ferramenta que existe há mais de cem anos, os contratos futuros agropecuários.</span></span></p>
<p>Não se esqueça de conhecer nosso portal completo de informações sobre <a href="http://www.administracaoegestao.com.br">Administração e Gestão</a>.</p>


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		<title>O Biodiesel sob uma ótica econômica</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 21:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenneth Corrêa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estratégia Rural]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[econômica]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[ótica]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta matéria foi publica na Revista Lida &#8211; Edição de Fevereiro de 2006.

Com pouco menos de 7 anos para a obrigatoriedade da utilização de 5% de biodiesel na mistura do diesel comercializado no país, conforme Lei nº 11.097/05 (Programa Nacional de Biodiesel), aprovada pelo atual presidente, em 13 de janeiro de 2005. Mas é evidente [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Esta matéria foi publica na Revista Lida &#8211; Edição de Fevereiro de 2006.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Com pouco menos de 7 anos para a obrigatoriedade da utilização de 5% de <strong>biodiesel </strong>na mistura do diesel comercializado no país, conforme Lei nº 11.097/05 (Programa Nacional de Biodiesel), aprovada pelo atual presidente, em 13 de janeiro de 2005. Mas é evidente que existem ainda grandes passos para que o Brasil esteja preparado para atender a demanda pelo produto.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Estima-se que a área plantada necessária para suprir ao percentual de 2% de mistura do biodiesel ao diesel é de 1,5 milhões de hectares, ou 1% dos 150 milhões de hectares plantados e disponíveis para agricultura no país. Este número exclui as regiões ocupadas por pastagens e florestas. Com uma conta simples explico que, para atender a demanda de 5% precisaríamos de cerca de 3,75 milhões de hectares, ou 2,5% da área de cultivo do Brasil.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">O Senador Gilberto Goellner (PFL/MT) apresentou um projeto de lei no Senado, que autorizaria as indústrias a vender e utilizar óleo vegetal como combustível para máquinas e equipamentos da agricultura. A iniciativa permitiria a experimentação desta nova tecnologia, incluindo alteração no armazenamento, transporte e também adequação aos motores das máquinas. Desta forma, criam-se parâmetros da utilização em larga escala, além do barateamento dos custos agrícolas.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">As regras do projeto de lei permitem a produção do biodiesel a partir de diferentes oleaginosas e rotas tecnológicas, possibilita também a participação do agronegócio e da agricultura familiar. Este apelo social da geração de emprego e renda para famílias carentes, tanto na produção das culturas, como no beneficiamento, transformação e distribuição, dá viabilidade ao projeto. Favorece não só a aceitação da classe política, como também o interesse de conduzir projetos na área, como por exemplo, a iniciativa do governo do Mato Grosso do Sul com a Petrobrás de instalar uma destilaria para a produção do biodiesel no estado.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Um dos aspectos que da criação de oportunidade para a utilização de diferentes insumos na produção da nova fonte de energia, que estava sendo esquecido, é a sua estrutura de custos. As estimativas do IEA (International Energy Agency) são de que a escala de produção do biodiesel, ou seja, o volume de produção da unidade fabril influenciaria em até 25% o custo final do produto. Ainda mais caro que a escala, é o custo da matéria-prima, que pode representar diferenças de até 50% no custo final ao consumidor.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Os projetos atuais em estudo, são de usinas distribuídas pelo país, o que levaria a uma grande mudança na matriz energética do Brasil, e isto teria um impacto negativo no custo final do produto. Quanto à utilização de vários componentes diferentes, faltam ainda estudos no país sobre quais seriam as culturas mais propícias para o biodiesel no Brasil, tanto em termos de custo e produtividade, quanto do balanço energético (que é a capacidade da oleaginosa de gerar mais energia do que é gasto para produzi-la).</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Pensando nisto, a Dedini Indústrias de Base, principal produtora brasileira de unidades industriais para a produção do biocombustível, contratou pesquisas de várias entidades públicas de todo o país, para realizar o estudo: “Biodiesel: Análise de Custos de Tributos nas Cinco Regiões do Brasil”. Mesmo a pesquisa sendo realizada por instituições públicas, teve conclusões que divergiram de políticas do governo federal.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A primeira parte levantou quais as matérias-primas mais baratas para a produção do biodiesel nos 5 cantos do Brasil. A conclusão é que o biodiesel mais barato do país seria proporcionado pelo caroço de algodão, produzido na região Nordeste, no valor de R$ 0,712 o litro. Na região Centro-Oeste a soja, por sua alta produtividade e produção, no valor de R$ 0,883/l. Já o biodiesel de mamona, que é defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre que fala sobre o combustível, enfrentaria dois entraves: a grande procura do seu óleo no mercado internacional e a falta de destinação dos resíduos.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">A segunda parte da pesquisa avaliou a tributação sobre o biodiesel, deu algumas sugestões de políticas de incentivo para o biodiesel, como uma alíquota única de PIS/Cofins e o tratamento fiscal diferenciado, desonerando a cadeia produtiva do combustível. Um bom exemplo seria zerar o imposto para o biodiesel misturado ao diesel de petróleo, como acontece hoje com o álcool, misturado em 25% na gasolina, que não paga ICMS.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Como conclusão da pesquisa, o relatório recomenda a criação de sistemas de aquisição e preços mínimos que sejam compatíveis com os custos de produção do combustível, para que possa estimular os investimentos necessários para a produção nos volumes requeridos para o atendimento do Programa Nacional de Biodiesel.</p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-family: Bookman Old Style;" align="justify">Os 7 anos da obrigatoriedade podem parecer distantes, mas existe um longo caminho a ser delineado até lá. Aqui estão incluídos muitos aspectos de base, com pesquisas científicas sobre cadeias produtivas, potencial agrícola e de utilização de resíduos, produtividade e adequação climática. Outra característica a ressaltar é a necessidade de uma política clara do governo referente à utilização de diferentes componentes na produção do biodiesel, pelo peso desta característica no custo final do produto. A influência da escala de produção no preço final é outro aspecto importante, além da questão tributária, que é atualmente o principal incentivo econômico que o Governo pode fazer pelo biodiesel no Brasil, podendo este ser o próximo passo.</p>
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